Grávida aos 45, Monica Bellucci posa seminua na capa da 'Vanity Fair'

 


Monica Bellucci está grávida de seis meses e resolveu repetir o feito de sua primeira gravidez: posou seminua para a capa da revista 'Vanity Fair'.

 

Reprodução
Monica Bellucci na capa da edição de abril e em 2004

 

Casada com o ator francês Vincent Cassel, Monica já havia posado nua para a publicação em 2004, quando estava grávida de Deva. Vale lembrar que o costume de mostrar o barrigão na capa da 'Vanity Fair' foi inaugurado por Demi Moore em 1991, quando a atriz, grávida da segunda filha, foi clicada por Annie Leibovitz.



Segundo o jornal britânico 'Daily Mail', Monica posou novamente porque quis mostrar que não existe problema em ser uma mãe na meia-idade: "Mulheres que engravidam tarde, como eu, são vistas como corajosas por conta dos riscos para você e o bebê", comentou ela.

 

Reprodução

Demi na clássica capa


 


"Mas me sinto apenas sortuda. Já tenho uma filha saudável, e esta segunda gravidez é fantástica, mas não sei se sou um exemplo a seguir", disse a italiana

 

Vítimas de abusos exigem que papa divulgue arquivos de pedófilos

Vítimas de abusos sexuais cometidos por padres fizeram uma manifestação no Vaticano nesta quinta-feira, exigindo que o papa Bento 16 libere a divulgação dos arquivos sobre clérigos católicos pedófilos em todo o mundo e destitua todos os "padres predadores" de suas funções sacerdotais, imediatamente.

 

Reuters
Vítima de abuso segura cartaz com foto do papa durante protesto no Vaticano

Vítima segura cartaz com foto do papa em protesto no Vaticano

A manifestação acontece no momento em que um cardeal destacado denunciava o que descreveu como uma "conspiração" para desacreditar a Igreja Católica e disse que pode entender porque alguns bispos impediram a divulgação de casos de pedofilia, para não prejudicar o bom nome da Igreja.

Quatro líderes da Rede de Sobreviventes dos Abusados por Padres (Snap), dos EUA, todos os quais foram sexualmente abusados por padres, incluindo terem sido estuprados e sodomizados, ergueram fotos deles mesmos quando crianças e cartazes dizendo "Acabem com o Sigilo Agora".

"Eu pediria ao papa que por favor abrisse os arquivos da Congregação da Doutrina da Fé e entregasse todas as informações à polícia", disse Barbara Blaine, presidente da Snap.
Reuters
Peter Isely, John Pilmaier e Barbara Blaine protestam

Peter Isely, John Pilmaier e Barbara Blaine protestam

Ela se referia ao departamento no passado chefiado pelo papa na época em que ele era cardeal e que julga casos de abuso sexual.

"Eu também pediria a ele que enviasse uma ordem pública a bispos em todo o mundo no sentido de que todos os padres predadores devem ser afastados de seus cargos imediatamente", disse ela, minutos antes de a polícia apreender os passaportes dos líderes da Snap e levar os líderes embora para interrogatório.

Um escândalo sobre os alegados acobertamentos de abusos sexuais de crianças por parte de padres vem convulsionando a Igreja Católica da Europa com intensidade ainda maior que o escândalo semelhante que atingiu os Estados Unidos oito anos atrás.

Desta vez, porém, o escândalo vem chegando perigosamente perto do próprio papa, na medida em que os grupos de vítimas disseram que querem saber como ele tratou desses casos antes de sua eleição a papa, em 2005.

Foram feitas alegações de acobertamentos de abusos sexuais em Munique na época em que o papa foi arcebispo da cidade, entre 1977 e 1981. Grupos de vítimas pedem informações sobre as decisões tomadas pelo papa na época em que dirigiu o departamento doutrinal do Vaticano, entre 1981 e 2005.
 

Cansada de "preconceito", travesti do Congresso anuncia ida para Europa


Maria Eduarda Borges trabalha na Câmara dos Deputados há mais de 10 anos, na maior parte como assessora parlamentar. Começou aos 18, como officeboy, passou a gostar de política e se especializou em assuntos legislativos. Comissionada, chegou a assessorar mais de dez deputados ao mesmo tempo, inclusive o seu amigo Clodovil Hernandes, morto em 2009. Hoje, aos 28 anos, trabalha para o deputado federal Celso Russomanno, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PP.
Mas foi há quase dois anos que Maria Eduarda passou a chamar atenção dos homens engravatados e despertar curiosidade das mulheres que circulam diariamente pelos corredores da Câmara. Loira de cabelos longos, corpo malhado e seios turbinados, ela se assumiu como travesti, “a primeira do Congresso Nacional”, após voltar de uma Parada Gay de Salvador. 

Ao iG, contou que está de malas prontas para a Europa, em julho, porque cansou do preconceito na Casa e lamenta:  “O Congresso vai perder a sua diva. É a pior coisa este preconceito, agora eu sei o que sofreu a Rogéria, como deve ter sofrido a Roberta Close e o Clodovil. Eu cansei”, contou Maria Eduarda, que luta há seis meses na Justiça para adotar o nome também no RG e deixar a história do João Paulo no passado.
 
Confira abaixo a entrevista concedida:
iG: Como você gosta de ser chamada?
Maria Eduarda: Eu sou travesti. Vamos assumir, de uma vez por todas, o que eu sou. Eu sou travesti.
iG: Você não sofreu preconceito quando se assumiu travesti em um ambiente formal, como é a Câmara dos Deputados?
Maria Eduarda: Olha, não é descarado, não falam na cara, é enrustido, mas existe demais o preconceito. Mas não é de homem, é de mulher e gay. É aquele olhar maldoso, desde que eu passei há me destacar há dois anos, isso aconteceu. Já fui considerada a melhor assessora legislativa da Casa, então você imagina, tem isso também.
iG: Mas as mulheres se incomodam mais?
Maria Eduarda: Porque a mulher me tem hoje como a sua rival, entende? Eu sou o fetiche dos homens, elas querem disputar sendo que eu não quero disputar nada.
iG: Como foi o investimento para você se transformar?
Maria Eduarda: Eu primeiro coloquei este aplique e depois fui comprando as minhas roupas, adoro. Depois, coloquei 450 ml de silicone para ficar deste jeito que você está vendo. Eu paguei, é meu.
iG: E as pessoas não estranharam?
Maria Eduarda: Muito. Até eu, porque veja só, eu demorei para me acostumar com o novo visual.
iG: E os políticos, como você se relaciona com eles?
Maria Eduarda: Fui muito ao plenário buscar projetos e tal e fica aquela “olharada” em cima de mim. Mas nem imaginam, não dá para diferenciar, eu sou discreta.
iG: E você já saiu com algum político?
Maria Eduarda: Já recebi muita cantada. Uma vez, estava com um vestido branco e fui buscar um projeto no plenário da Câmara. Um político, que não vou dizer o nome e nem adianta você insistir, pediu o meu telefone. Eu dei. Ele ficou me ligando dia sim dia não para gente jantar.
iG: E você?
Maria Eduarda: E aí que eu contei a ele, quando chegou o dia de sair: “ o senhor sabe que eu sou menino, né?”. E aí eu não quis mais sair com ele.
iG: E a sua relação com o Clodovil, como era?
Maria Eduarda: Nossa, eu adorava ele. Fui muito amiga dele, acompanhei quando ele ficou doente e ele me elogiava muito, no seu programa de televisão. Ele me apoiou muito, sinto muito a falta dele.
iG: Você já trabalha aqui há dez anos. Quais sao seus planos aqui dentro?
Maria Eduarda: Eu vou embora, eu cansei, desisti. Vou para a Europa, já estou de viagem marcada.
iG: Mas fazer o quê na Europa?
Maria Eduarda: Vou escrever um livro sobre a sexualidade. O Congresso vai perder a sua diva, mas eu não fico mais aqui. Mas quero agradecer a todos os deputados que me receberam aqui, as deputadas Anne Pontes, Laura Carneiro, Sandra Rosado, ao Celso e especialmente ao Clodovil. 
 

Antes, João Paulo, como está registrada, se escondia atrás de ternos e usava boné para disfarçar o aplique “que custou uma fortuna”.  Agora, desfila de salto, roupas curtas e cara fechada: “Sou metida, não falo com ninguém. As pessoas confundem, mexem comigo, mas ninguém tem coragem de falar qualquer coisa porque eu sou séria”.

TODOS NOS TEMOS PRESSA, PRA NASCER, PRA VIVER, PRA SERMOS FELIZES...


SEMPRE VAI EXISTIR UM LUGAR ENCANTADO, QUE NOS ATRAI COMO UM IMÃ,
QUE NOS CHAMA PELO TATO,
PELO ATO, PELA AÇÃO,
PELO FATO,
PELO CHEIRO,
PELA ATRAÇÃO,
PELAS SENSAÇÕES OCULTAS,
ATE PELAS CONTRADIÇÕES,
ONDE OCULTAM-SE OS MEDOS,
TEMOS PRESSA,
O TEMPO É CURTO E A VIDA TEM PASSOS LARGOS,
E NOS ÀS VEZES NOS ESQUECEMOS QUE TEMOS QUE TER BRAÇOS GRANDES,
ABRAÇOS LONGOS,
E AMORES SE NÃO ETERNOS,
ETERNIZEM-SE PELOS MOMENTOS.
SER FELIZ É NOS ENTREGAR AO AMOR,
COMO NOS ENTREGAMOS A DOR QUANDO ELA CHEGA DESAVISADA,
É VIVE-LOS ATE NÓS CONSUMIRMOS DE TANTO AMOR OU DOR,
A VIDA E O AMOR DOEM, CONSOMEM...
O AMOR TEM PRESSA...
A DOR TEM DISILUSÃO!


QUE O AMOR SEJA SENHOR E GUIA DOS NOSSOS PASSOS,
QUE NOS LEVE A ONDE DEVEMOS CHEGAR.

SER FELIZ NÃO É UMA OPÇÃO É MAIS QUE UMA OBRIGAÇÃO: DEVIA SER LEI!
ASSINO EM BAIXO...

EU!

 

Maria Eduarda Borges, assessora parlamentar e transexual




Escrito por Francisco às 12h26
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"Não tenho pressa,vivo em outro mundo"(Geraldo Vandré)


o recluso autor de Disparada fala sobre seus projetos, entre eles o disco que pretende gravar em parceria com Zé Ramalho. Mas avisa: "Não tenho pressa. Vivo em outro mundo"
Numa entrevista recente a CliqueMusic, Zé Ramalho deu a pista: "Olha, estive com o Geraldo Vandré há pouco tempo. Ele está ótimo, me mostrou várias canções inéditas maravilhosas e quer gravar um disco em parceria comigo". Depois da insistência do repórter, Zé concordou em dar os telefones de contato do autor de Disparada, que amarga um auto-exílio de mais de 30 anos. "Mas vê se não liga muito, ele costuma se irritar fácil com as pessoas", alertou o compositor.

De nada adiantou o aviso de Zé Ramalho. Foram mais de 40 ligações ao celular e à casa de Geraldo Vandré. Monossilábico, o músico paraibano quase sempre repetia a mesma frase: "Vamos nos encontrar, me liga amanhã. Tá frio aí no Rio?". E nada de encontro. Depois de dois meses conversando sobre o clima do Rio de Janeiro e outras amenidades, Vandré resolveu, enfim, marcar uma entrevista com a reportagem de CliqueMusic.

O cantor escolheu um restaurante árabe localizado no centro de São Paulo, a poucos metros do edifício onde mora. Chegou pontualmente no horário marcado. Vestindo um blusão preto e um boné de aviador, pediu cerveja quente e uma coalhada e reclamou da fria noite paulistana (parece ter obsessão por temperaturas). O fato de ter pedido cerveja quente já reforçaria a tese de que Vandré estivesse, de fato, louco. Vítima da tortura dos militares? Vítima do cruel ostracismo?

Mas não. Geraldo Vandré não pirou. Calmo, conversou sobre tudo. Deu opiniões curtas, mas inteligentes, sobre os mais variados assuntos. Mora sozinho há mais de três décadas. Não tem filhos e são poucos os amigos. No entanto, Vandré diz levar uma vida super ocupada para um senhor de 65 anos de idade. "Sou advogado (formou-se em direito no fim dos anos 50, no Rio de Janeiro), o único da minha região. Advogado, porém inútil", brinca.

Durante a entrevista, Vandré conversou sobre os seus projetos. Do disco que pretende gravar no Uruguai e da esperada parceria com Zé Ramalho. "Só depende dele". Afirmou não ter gostado do álbum que o Quinteto Violado gravou em sua homenagem em 1997, Quinteto Canta Vandré ("É um disco equivocado", diz) e confessou desconhecer o que a MPB tem produzido. "Só ouço música clássica".

O músico revelou sua paixão por carros e principalmente por aviões, que o levou a escrever uma canção em homenagem à FAB (Força Aérea Brasileira), Fabiana, no fim da década de 80, rompendo um silêncio de várias décadas sem compor. Sobre a atual e controvertida lua-de-mel com os militares, que em 1968, em pleno AI-5, ficaram furiosos e censuraram Caminhando (Pra Não Dizer que Não Falei de Flores), sua canção mais emblemática, Vandré não conseguiu dar uma explicação muito convincente. "Caminhando não era uma canção política. Era um aviso aos militares: ‘Olha gente, desse jeito não dá mais’. Eles (militares) nunca tocaram um dedo em mim".

CliqueMusic – O sr. vive recluso há muitos anos. Não dá entrevistas, não faz shows e não grava discos. Como é a sua rotina de vida? Vive do que hoje em dia?
Geraldo Vandré –
Sou advogado, o único da minha região. Advogado, porém inútil (risos). Tô sempre muito ocupado, muito mais do que muita gente da minha idade. Quando estou em casa, com o tempo livre, componho, mas não tenho pressa para gravar discos.

CliqueMusic – Zé Ramalho, seu conterrâneo e amigo, disse que o sr. concordou em gravar um disco com ele. Quando vão entrar em estúdio?
Geraldo Vandré –
A gente combinou sim. Mas ele não me ligou mais. Deve estar ocupado com o novo show, que é muito bom. Fui assistir outro dia, gostei da regravação de Caminhando.

CliqueMusic – O mesmo Zé Ramalho também confirmou que o sr. tem canções inéditas belíssimas guardadas. Por que tanto tempo sem gravar um disco?
Geraldo Vandré –
Por que vou atender as exigências do mercado de gravar um disco por ano? A maioria das minhas canções eu compus em espanhol. Pretendo primeiro lançar um disco no Uruguai. Estou indo para lá estudar um pouco de música.

CliqueMusic – O Quinteto Violado gravou em 1997 um disco só de canções de sua autoria. Chegou a ouvi-lo?
Geraldo Vandré –
Ouvi. Tem uma série de coisas equivocadas neste disco. As pessoas fazem tudo com muito pressa.

CliqueMusic – O sr. ficou marcado como um compositor de protesto. Alguma dessas canções novas têm essa característica?
Geraldo Vandré –
Nunca fui um compositor de protesto. Sou um músico de formação erudita. Ouço Villa-Lobos, Wagner...

CliqueMusic – Mas muitas das suas canções são sim de protesto, Caminhando, Canção da Despedida, e estão longe de ter um perfil erudito.
Geraldo Vandré –
Não quero falar do passado. Ouça essa minha canção, que eu acabei de compor, ainda não tem título (começa a cantarolar um tango em portunhol): "Hoje cantor de mi tango/ Um tango do meu viver/ La Pampa, larga e serena/ Nela, vou renascer/ E há o outro lado, Argentina/ Que parte de mi querer".

CliqueMusic –O sr. pode mostrar alguma canção inédita em português?
Geraldo Vandré –
Eu fiz essa música para a FAB (retira da bolsa um cartão com a letra de Fabiana, com um brasão da Força Aérea desenhado no verso).

CliqueMusic – Não é estranho alguém que protestou contra a ditadura militar hoje compor músicas em homenagem à Força Aérea?
Geraldo Vandré –
Vocês não entendem, nunca entenderam (irritado, bate com força a colher com coalhada no prato). A minha relação com os militares não foi política e nunca vai ser. Caminhando era um aviso: "Olha gente, desse jeito não dá mais".

CliqueMusic – Muita gente tem convicção de que o sr. foi torturado na época do AI-5, por causa dos polêmicos versos de Caminhando ("Há soldados armados, amados ou não/ Quase todos perdidos de armas na mão/ Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição/ De morrer pela pátria e viver sem razão ).
Geraldo Vandré –
Nunca fui preso. Eles (militares) nunca encostaram um dedo em mim. Aproximei-me da FAB porque voar sempre foi uma paixão de criança. Veja o início da letra de Fabiana, diz assim: "Desde os tempos distantes de criança/ Numa força, sem par, do pensamento..." Sou fascinado pela mecânica dos aviões e dos automóveis desde criança. Tenho dois carros em casa, um Fiat Palio e um Fusca. Hoje prefiro mexer num motor de carro do que compor uma música.

CliqueMusic – O sr. esteve visitando o Wilson Simonal no hospital um pouco antes de sua morte (em junho deste ano). Não te incomodou o fato dele carregar por muito tempo a fama de delator na época da ditadura?
Geraldo Vandré –
Isso foi uma grande injustiça. Não fizeram essa acusação porque ele era preto e rico. Senão, tinham feito o mesmo com o Jair (Rodrigues). Era porque ele era um cara petulante, tinha aquele jeitão, mas nunca dedurou ninguém. Tenho certeza disso.

CliqueMusic – Se alguns dos seus antigos parceiros o convidassem para compor de novo, o sr. aceitaria?
Geraldo Vandré –
Acho que sim. Estive assistindo o show do Baden (Powell) recentemente. Um grande show, um grande artista.

CliqueMusic – O sr. soube que ele se recusa a cantar os seus afro-sambas (em parceria com Vinícius de Moraes) depois que virou evangélico?
Geraldo Vandré –
É sério? Que grande maluquice (risos).

CliqueMusic – O Caetano Veloso contou em seu livro, Verdade Tropical, que o sr. brigou com ele e com a Gal Gosta por causa da música Baby. O que acha do movimento tropicalista?
Geraldo Vandré –
Achava Baby uma m. e hoje acho mais m. ainda (risos). O Rogério Duprat (maestro e arranjador da Tropicália) deve ter ficado surdo de tanto ouvir a barulheira dos tropicalistas.

CliqueMusic – O sr. ouve música? Vê televisão?
Geraldo Vandré –
Ouço só rádio, a Cultura AM, que toca música clássica. Tenho um aparelho de TV branco e preto em casa, mas raramente ligo.

CliqueMusic – Já ouviu Chico César?
Geraldo Vandré –
Nunca ouvi falar. Da onde ele é?

CliqueMusic – Da sua terra, a Paraíba.
Geraldo Vandré –
Não sei quem é. Vivo em outro mundo.
Terça-feira, 27/9/2005


Escrito por Francisco às 12h21
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Geraldo Vandré, 70 anos



“O problema é que você quer falar com Geraldo Vandré. E Geraldo Vandré não existe mais, foi um pseudônimo que usei até 1968.” Ele estava particularmente irritado naquela noite, em agosto de 1985. Há pouco, ficara sabendo que não haviam permitido o acesso ao prédio a um antigo porteiro. Naquela noite, conheci um pouco da fúria daquele homem de voz grave, que estava prestes a completar 50 anos e vivia, como ainda vive, em um antigo prédio na região central de São Paulo, com o apartamento mergulhado na penumbra e cheio de livros por todos os lados. E pelo menos um violão.

O próprio Geraldo havia ligado para mim, meses antes, depois que eu, ainda estudante de Comunicação, tinha conseguido localizar o seu telefone na hoje extinta Superintendência Nacional de Abastecimento (Sunab), em que ele trabalhava como fiscal – cassado em 1968, havia sido anistiado em 1979. Deixei recado ao doutor Geraldo Pedrosa, e na manhã seguinte uma voz empostada fala comigo. “Aqui é Geraldo. Você ligou para mim?” Combinamos de nos encontrar à noite, por volta de 19h. "Por volta, não. Às 19h", decretou Geraldo.

O paraibano Geraldo Pedrosa de Araújo Dias completou 70 anos no dia 12 de setembro de 2005. Nascido em João Pessoa, aos 16 anos foi para o Rio de Janeiro. Entre ginásio e colégio, passou por Nazaré da Mata (PE) e Juiz de Fora (MG). No Rio, estudou Direito (de 1957 a 1961) para satisfazer a família, mas depois pendurou o diploma e foi viver de música. Ou de arte. O sobrenome artístico veio do segundo nome do pai, o médico José Vandregísilo. Começou usando o nome artístico de Carlos Dias, homenagem aos cantores Carlos Galhardo e Carlos José. O Dias era de seu próprio sobrenome. Foi influenciado pela Bossa Nova, mas depois introduziu outros elementos em sua música – “em termos musicais, ele começava a travar uma luta sonora com o meio ambiente da bossa nova e com suas próprias influências jazzísticas”, escreveu o crítico Tárik de Souza, em artigo publicado no livro Oitenta (L&PM Editores, 1979).

E os seus 70 anos passaram despercebidos. Geraldo andava, inclusive, meio sumido até poucas semanas atrás, quando os atendentes de uma padaria na região central de São Paulo, reencontraram o antigo freqüentador, que continua no mesmo velho apartamento, mas costuma se ausentar com freqüência. Sempre de camisa branca, normalmente com símbolos da Força Aérea Brasileira (FAB). Também é assim que os funcionários de um restaurante na rua Xavier de Toledo, perto dali, costumam vê-lo. Camisa branca e vastos cabelos brancos. Um homem magro, que normalmente almoça sozinho.

Vandré, militares, Força Aérea? A relação parece estranha, mas vem dos tempos de criança. O pequeno Geraldo tinha 4 anos quando explodiu a 2ª Guerra Mundial, e ele gostava de imitar o vôo de caças. “Porque só tu soubeste enquanto infante/ As luzes do luzir mais reluzente/ Pertencer ao meu ser mais permanente” são os versos finais de “Fabiana”, escrita em 23 de outubro de 1985 “em honra da Força Aérea Brasileira”. Daí o nome, “Fabiana”. Em 1995, ele esteve presente a uma comemoração da Semana da Asa, em que cadetes da FAB cantaram a sua composição. “Musicalmente é uma valsa. Literariamente, compõe de três estrofes de seis decassílabos e um refrão de três versos de seis sílabas”, explicou, didático, em entrevista ao jornal paulistano Diário Popular (atual Diário de São Paulo) em 26 de julho de 1991.

Dez entre dez pessoas citarão “Pra não Dizer que não Falei das Flores” (subtítulos "Caminhando" e "Sexta Coluna") como a sua música mais famosa. Outros lembrarão de “Disparada”, celebrizada por Jair Rodrigues. Poucos, certamente, lembrarão de “Pequeno Concerto que virou Canção”, “Samba em Prelúdio”, “Quem Quiser Encontrar Amor”, “Canção Nordestina”. E quem lembrará que foi Vandré quem primeiro defendeu uma música de Chico Buarque em um festival? Pois foi ele quem cantou “Sonho de um Carnaval”, do novato Chico, no 1° Festival de Música Popular Brasileira, em 1965. Os dois dividiriam o prêmio do Festival da Música Popular Brasileira em 1966, quando "A Banda", de Chico, e “Disparada”, de Vandré e Théo de Barros, dividiram a torcida. "A Banda" ganhou no júri, mas o prêmio foi dividido por imposição do próprio Chico.

Em setembro de 1968, seria a vez de Vandré sair em defesa de Chico – e de Tom Jobim –, diante de milhares de pessoas no Maracanãzinho (jornais da época falam em 30 mil), no Rio de Janeiro. A maioria queria ver “Caminhando” como vencedora da fase nacional do 3° Festival Internacional da Canção, promovido pela TV Globo, e por isso vaiava a decisão do júri, que escolhera “Sabiá”. “Antônio Carlos Jobim e Chico Buarque de Hollanda merecem o nosso respeito. (...) Pra vocês que continuam pensando que me apóiam vaiando... (...) A vida não se resume em festivais”, disse Vandré, enquanto a multidão acenava com lenços brancos.

Pouco depois, em dezembro de 1968, ele sumiu dos palcos. Naquele período, “Pra não Dizer que não Falei das Flores” foi proibida e sua cabeça, posta a prêmio. Em artigo publicado em outubro daquele ano no jornal O Globo, Nélson Rodrigues chegou a afirmar que “nunca se viu uma Marselhesa tão pouco Marselhesa”. Sentindo-se ameaçado, Vandré decidiu desaparecer (na mesma época, Caetano Veloso e Gilberto Gil foram presos). Segundo o compositor Geraldo Azevedo, no dia em que foi decretado o Ato Institucional 5 (13 de dezembro de 1968), Vandré e o Quarteto Livre (do qual Azevedo fazia parte) iriam se apresentar em Brasília. Depois de permanecer escondido por amigos, ele fugiu disfarçado e com passaporte falso no carnaval de 1969.

No Chile, seu primeiro destino, Vandré manteve contatos com artistas locais e gravou um compacto com as músicas “Desacordonar” e “Caminando” – quem recebeu da mão dele um desses compactos tem o exemplar numerado pelo próprio autor. De lá, viajou para a Europa – no final de 1970, gravaria na França o pungente “Das Terras de Benvirá”, seu quinto LP – e seria o último, lançado no Brasil apenas em 1973 (na França, foi lançado um compacto, "La Passion Bresilienne"). "Foi algo quase de improviso", conta Marcelo Melo, que participou da gravação e pouco depois formaria o grupo Quinteto Violado. Em 1971, Vandré voltou ao Chile. Em 1972, ganharia um festival no Peru com "Pátria Amada Idolatrada, Salve, Salve", parceria com Manduka (falecido em 2004), filho do poeta Thiago de Mello e da jornalista Pomona Politis. O retorno oficial ao Brasil aconteceu em 21 de agosto de 1973. “Quero agora só fazer canções de amor e paz”, declarou ao Jornal Nacional, na chegada, em Brasília, lembrando que nunca esteve vinculado a qualquer grupo político.

Na verdade, Vandré teria chegado ao Brasil um mês antes, em julho de 1973. Foi direto ao I Exército, no Rio de Janeiro. A sua permanência no país teria sido condicionada à entrevista ao JN. “Nunca fui preso, torturado, essas coisas que dizem por aí”, afirmou à revista VIP Exame em março de 1995. Essa é uma parte obscura da vida do cantor, que enfrentou sérias crises de depressão. De todos os artistas daquela geração, foi o único a não se apresentar novamente em um palco brasileiro, embora continue a fazer música.

No início de agosto de 1982, por volta de 200 pessoas testemunharam a volta de Geraldo Vandré aos palcos. Foi em uma sala de cinema em Puerto Stroessner, na fronteira do Paraguai com o Brasil. Cantou do lado paraguaio. Defendia a anulação de todos os atos praticados com base no AI-5 – o que, na prática, significaria o retorno à Constituição de 1946. “Não houve aplausos nem gritos (na entrada de Vandré)”, contou a repórter Ruth Bolognese, do Jornal do Brasil, em texto publicado dia 9 de agosto. Foram dez músicas, quase todas inéditas. “E falam em liberdade, soldados, homens fracos e fortes, homens aprendendo a ser gente.”

Era o mesmo Vandré capaz de, numa noite qualquer de um sábado de 1985, pedir para esperarmos diante de um Pronto-Socorro municipal na zona norte de São Paulo, de onde ele sairia uma hora depois disposto a discutir os motivos pelos quais a cadeira de dentista é tida como um local de sofrimento. Ou capaz de ser preso em novembro de 1974, após se desentender com um taxista em Mogi das Cruzes, interior paulista, e terminar o dia jantando na casa do delegado.

“Assim como outros grandes, o tronco Vandré resultou em vários galhos relevantes”, escreveu, em 1999, o jornalista Luís Nassif, citando Quinteto Violado – que em 1997 gravaria um CD só com músicas dele –, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai. Sábado, dia 17 setembro, talvez tenha sido realizada a única homenagem pública a Vandré: Jair Rodrigues, que imortalizou “Disparada”, e o próprio Quinteto Violado se apresentaram em Brasília, justamente onde haveria o show em 1968, quando a carreira de Vandré foi interrompida. "Sinto falta dele", diz Jair.

Um homem que recusou delicadamente um pedido de entrevista, feito anos atrás, com a seguinte resposta, escrita à mão: “Trata-se de uma sociedade para a qual a BELEZA cumpre função secundária e dispensável. Aqueles que se ocupam da beleza têm, portanto, função secundária e dispensável". Mas ele termina a mensagem dizendo que "sem beleza não existe O HOMEM FELIZ”. E assina: Vandré, com um PS datado de 14 de junho de 1995: “Cada vez mais distante”.

Muitos o consideram louco. Certamente, ele não tem certas convenções sociais. Nassif chamou-o de “solitário e desconexo”, “triste como a própria solidão na qual se meteu”. Mas se Vandré sempre buscou a beleza, talvez seja um homem feliz.



Escrito por Francisco às 12h19
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GERALDO VANDRÉ: SÍMBOLO DA LUTA CONTRA A DITADURA COMPÔS MÚSICA PARA A FAB E REJEITA HOMENAGENS

O paraibano Geraldo Vandré é um sujeito excêntrico. Estranho mesmo. Talvez doido. Autor de "Para não dizer que não falei de flores" (Caminhando e cantando e seguindo a canção...) uma música que é tida como um autêntico hino contra a ditadura militar no Brasil, teve seu nome para sempre vinculado à luta contra a repressão. Até dizem que ele foi preso, torturado e castrado pelos militares.

Conversa fiada, conforme ele mesmo garante em uma de suas raras entrevistas, concedida a Ricardo Anísio, do portal Ritmo Melodia, em 2004, ao ser perguntado se sofreu tortura: "Nunca! Nem sequer fui exilado, porque escapei do país antes que me prendessem e me exilassem. Saí do Brasil sem que me encostassem um dedo sequer, embora soubesse que era considerado de alta periculosidade pelo SNI (Serviço Nacional de Informação)".

Mas, quem pensa que Vandré é inimigo dos militares, engana-se redondamente. Ele até compôs Fabiana, uma música em homenagem à Força Aérea Brasileira (FAB). Ele explica sua relação com os militares:

"Quando voltei do exílio, no final de década de setenta, meus companheiros me receberam com decepção, porque eu estava vivinho da silva, e eles me queriam mártir e morto. Seria para eles mais uma bandeira. E eu voltei doente e meio perdido em meu país, quando justamente os militares me acolheram e me deram tratamento médico, e me alojaram. Essa é uma relação de seres humanos e não de instituições. Outra coisa, tem que se acabar com essa idéia de que dentro dos quartéis todo mundo será sempre de direita. As coisas mudaram, e a tendência dos jovens oficiais hoje é mais de esquerda, ou de centro, na pior hipótese. Não foram as Forças Armadas as responsáveis pelos anos de ditadura, mas sim os homens que estavam à frente delas naquele momento".

Pela avaliação sóbria dos fatos, logo se vê que ele não tem nada de louco. Outra evidência disso é que Geraldo Vandré não aceita ser incluído entre os beneficiados com a Lei de Anistia: "Quiseram me anistiar e eu disse não! Anistia é perdão e eu não tinha do que ser perdoado, veja que coisa louca. Então voltei a morar no Brasil, mas sem a anistia, eu sou um clandestino em meu próprio país”, declarou.

Por conta disso, ficou numa situação de ilegalidade, nem ao menos podendo comercializar suas obras: "Porque se eu estou na ilegalidade, minha obra também é ilegal no país. A engrenagem é toda cheia de absurdos, de contradições. Mas não compactuo com isso, e a aí me consideram o louco, por não aderir a essa onda toda de teorias furadas e nenhuma prática com fundamentação jurídica", explica.

Um outro forte sinal de sanidade foi sua resposta quando perguntado se lia livros de auto-ajuda, particularmente Paulo Coelho. "Se é de auto-ajuda é uma coisa que vem de nós e nós é que temos de criar as fórmulas para nos ajudarmos certo?! Com relação a este senhor, o Paulo Coelho, acho que tenho mais com que me ocupar do que ficar entrando nas suas viagens loucas", bateu.

Doido não é, mas é excêntrico. Deu entrevista ao portal Clique Music (estrangeirismo ridículo o nome do site, por sinal) e parecia indisposto a conversar com o repórter. Ao ser questionado se ouvia Chico César, eis as respostas:

CliqueMusic – Já ouviu Chico César?
Geraldo Vandré – Nunca ouvi falar. Da onde ele é?

CliqueMusic – Da sua terra, a Paraíba.
Geraldo Vandré – Não sei quem é. Vivo em outro mundo.

Além de "Para não dizer que não falei de flores" e tantas outras canções, Geraldo é autor de "Arueira" (Madeira de dar em doido / Vai descer até quebrar / É a volta do cipó de arueira / No lombo de quem mandou dar), e da belíssima Disparada (Prepare o seu coração / Prás coisas que eu vou contar / Eu venho lá do sertão / Eu venho lá do sertão), parceria com Theo de Barros, que ganhou sua melhor interpretação na voz de Jair Rodrigues.

Vandré nunca mais dedicou-se à musica profissionalmente. Passou a viver do direito, na cidade de São Paulo e se relacionar com a música como estudante e compositor de obras clássicas. "Posso até gravar, mas um disco com minhas peças para piano. Não canto mais e nem pretendo mais fazer shows", disse a Ricardo Anísio. Para com a Paraíba, revela tristeza por uma questão pessoal: "Fiquei triste, digamos assim, quando minha tia vendeu a nossa casa, a casa onde eu nasci e me criei (na Av. Almirante Barroso, Parque Solon de Lucena) e onde eu pretendia fundar a Capitania de Van-Mar, uma espécie de fundação onde trataríamos de coisas da cultura e da ecologia".

Foge das homenagens, rejeita rótulos, dispensa honrarias e reconhecimentos. Tudo bem. Quem escreveu "Disparada", "Para não dizer que não falei de flores" e "Arueira" já fez muito.
 
Ano: 
1965
Gravadora: 
Disco Lar
Audio BitRate: 
320 KB/s
Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, mais conhecido como Geraldo Vandré, um paraíbano genial, criador de grandes obras de arte eternas da música brasileira. Inicio com "Hora de Lutar", lançado em 1965, com participações de gênios como Chico Buarque, Baden Powell, Luiz Gonzaga, Moacir Santos, Carlos Lyra, Humberto Teixeira, Erlon Chaves, enfim uma obra de arte grandiosa.
Lista das Músicas: 
01 - Hora de Lutar (Geraldo Vandré)
02 - A Maré Encheu (Geraldo Vandré) com Baden Powell
03 - Despedida de Maria (Geraldo Vandré / Carlos Castilho)
04 - Dia de Festa (Moacir Santos / Geraldo Vandré)
05 - Ladainha (Geraldo Vandré)
06 - Asa Branca (Luis Gonzaga / Humberto Teixeira)
07 - Samba de Mudar (Baden Powell / Geraldo Vandré)
08 - Canta Maria (Geraldo Vandré / Erlon Chaves)
09 - Aruanda (Carlos Lyra / Geraldo Vandré)
10 - Vou Caminhando (Geraldo Vandré) com Baden Powell
11 - Canto de Mar (Geraldo Vandré)
12 - Sonho de Um Carnaval (Chico Buarque)
Ficha Técnica: 
Músicos:
Geraldo Vandre
Chico Buarque,
Baden Powell
Luiz Gonzaga
Moacir Santos,
Carlos Lyra
Humberto Teixeira,
Carlos Castilho,
Erlon Chaves
Mauricio Marconi,
 

Fabiana

Geraldo Vandré

Composição: Geraldo Vandré
Desde os tempos distantes de criança
Numa força sem par do pensamento,
Tem sentido infinito e resultante
Do que sempre será meu sentimento;
Todo teu, todo amor e encantamento,
Vertente, resplendor e firmamento.
Vive em tuas asas, todo o meu viver;
Meu sonhar marinho, todo amanhecer.
Como a flor do melhor entendimento,
A certeza que nunca me faltou,
Na firmeza do teu querer bastante,
Seja perto ou distante é meu sustento;
De lamentos nao vive o que é querente
Do teu ser, no passado e no presente.
Vive em tuas asas, todo meu viver;
Meu sonhar marinho, todo amanhecer
Do futuro direi que sabem gentes,
De todos os rincões e continentes,
Que só tu sabes do meu querer silente,
Porque só tu soubeste, enquanto infante,
Das luzes do luzir mais reluzente,
Pertencer ao meu ser mais permanente.
Vive em tuas asas, todo o meu viver;
Meu Sonhar marinho, todo amanhecer.

A Paixão segundo Cristino foi escrita por Geraldo Vandré, em 1968, para a celebração da Semana Santa na Igreja de São Domingos das Perdizes, em São Paulo. Com o assessoramento teológico dos frades dominicanos, Vandré escreveu uma das mais belas páginas litúrgicas populares sobre a paixão e a morte de Jesus Cristo. Durante anos ela foi apresentada na igreja dos dominicanos como memória e celebração de tantos que, a partir de 1968, viveram na sua própria carne a perseguição, calúnia, exílio, agonia, paixão e morte. Suas vidas foram celebradas e suas esperanças renovadas a cada ano nas vidas e esperanças de seus irmãos.
Essa paixão é um tributo à resistência de tantos que nas suas vidas e caminhos recriaram a vida e os caminhos de todos os homens que lutaram pela justiça e liberdade. A Fundação Cultural de Curitiba, ao recriar esta obra, celebra todos os homens e mulheres que deram as suas vidas para que surja um mundo novo pleno de justiça e fraternidade.

Carlos Frederico Marés de Souza Filho
Presidente da Fundação Cultural de Curitiba, 1992

A Paixão Segundo Cristino foi composta em 1968, em São Paulo. Frades Dominicanos que assessoraram Geraldo Vandré na elaboração do poema desta Paixão:
Frei João Caldas Valença
Frei Bernardo Pires de Vasconcelos
Sendo provincial Brasileiro Frei Bernardo Catão e Prior do Convento de SÃO Paulo Frei Chico Araújo

Créditos:
Paulo Cezar Botas
Marinho Gallera
Paulo Cezar Botas – Voz e Violão
Marinho Gallera – Viola caipira, Violão e Voz
Coral de Curitiba, Regência Gerardo Gorosito
Arranjo para Coral – Maestro Gaya

 
ESCUTE A MISSA
http://www.dhnet.org.br/direitos/militantes/carlos_frederico/audios.htm
 

Geraldo Vandré

geraldo vandré
diga aí como é que é
vamos tomar um café
os jornalistas querem saber
o que houve com você
os urubus querem carniça
o padre quer rezar a missa
e os jornais e os jornais têm que vender

Geraldo Vandré
Mais sorte teve tomzé
Walter franco e macalé
Puderam sobreviver
Vi Torquato na tv
Com uma cara de preguiça
Ás vezes a vida enguiça
E os jornais e os jornais têm que vender

a passeata contra a guitarra elétrica
enfim deu resultado
ta todo mundo desplugado
com medo de choque no pé
pois é
fica mal com deus quem amplificar



Escrito por Francisco às 12h18
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Título no Brasil:  Chico Xavier
Título Original:  Chico Xavier
País de Origem:  Brasil
Gênero:  Drama
Tempo de Duração: 125 minutos
Ano de Lançamento:  2010
Estréia no Brasil: 02/04/2010
Site Oficial: 
Estúdio/Distrib.:  Sony Pictures
Direção: 
Daniel Filho
 

  • Elenco
    Giovanna Antonelli ... Cidália
    Letícia Sabatella ... Maria João
    Tony Ramos ... Orlando
    Christiane Torloni ... Glória
    Cássia Kiss ... Yara
    Jean Pierre Noher ... Jean Mazon
    Laura Cardoso ... A Própria
    Ângelo Antônio ... Chico Xavier (1931 a 1959)
    Paulo Goulart ... Saulo Guimarães
    Giulia Gam ... Rita
    Nelson Xavier ... Chico Xavier (1969)
    Cássio Gabus Mendes ... Padre Julio Maria
    Ailton Graça ... Passageiro Avião
    Luís Melo ... João Candido
    Gregório Duvivier ... Medico Oftolmologista
    Carla Daniel ... Carmosina
    Pedro Paulo Rangel ... Padre Scarzelo
    Fernando Eiras ... Prefeito
    Ana Rosa ... Carmem
    Anselmo Vasconcelos ... Perácio
    Mateus Rocha ... Chico Xavier (1915 a 1922)
    Larissa Vereza ... Lucia Candido
    Uma adaptação para o cinema que descreve a trajetória do médium, que viveu 92 anos desta vida terrena desenvolvendo importante atividade mediúnica e filantrópica. Fechava os olhos e colocava no papel poemas, crônicas e mensagens. Seus mais de 400 livros psicografados, consolaram os vivos, pregaram a paz e estimularam caridade. Para os admiradores mais fervorosos, foi um santo. Para os descrentes, no mínimo, um personagem intrigante.
  • http://www.chicoxavierofilme.com.br/site/
  •  



    Escrito por Francisco às 12h17
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    Dai-me com moderação

     
     


    O curandeiro equatoriano Carlos (à dir., com calças listradas) na Guatemala
    O poder da ayahuasca sobre a vida de uma pessoa pode ser devastador -em geral, para o bem. A americana Margaret de Wys que o diga. Depois do contato com a bebida alucinógena originária da Amazônia, conhecida no Brasil como hoasca, sua carreira de compositora sofreu um baque e o casamento acabou, mas ela se curou de um câncer de mama.
    O tumor havia sido diagnosticado em 1999. Com simpatia pelo xamanismo, De Wys (pronuncia-se "di uaiz"), rumou para a Guatemala. Queria buscar uma cura entre os participantes de uma cerimônia maia de caráter ecumênico, com curandeiros de vários países. Ali encontrou o equatoriano Carlos e, por suas mãos, a hoasca.
    "Eu enxergo dentro de você -suas veias, seus órgãos, seu sangue, suas células", anunciou-lhe Carlos, da etnia shuar (ou jivaro), na cerimônia em que beberam o preparado do cipó Banisteriopsis caapi e das folhas de Psychotria viridis.
    "A fumaça negra está presa em seu peito. Venha para o Equador e eu a curarei."

    "Black Smoke - A Woman's Journey of Healing, Wild Love, and Transformation in the Amazon" (Fumaça Negra, ed. Sterling, 240 págs., US$ 19,95, R$ 36) é o título do livro que a professora do Bard College, de Nova York, publicou há um ano sobre "a jornada de cura, amor selvagem e transformação de uma mulher na Amazônia", como diz o subtítulo. (...)
    Numa das alucinações, uma onça macho invadiu o corpo de Carlos, e outra, fêmea, o da americana. "O jaguar em Carlos era selvagem e brutal", contou De Wys à jornalista Roberta Louis em entrevista publicada pela "Bomb Magazine".
    Hoje, sua relação com o equatoriano é estritamente profissional, ressalva.

    O poder da hoasca sobre a mente deriva dos potentes alcalóides presentes no cipó B. caapi e no arbusto P. viridis empregados no preparo do chá.
    O arbusto é rico na substância alucinógena dimetiltriptamina (DMT), que não tem efeito quando ingerido. Mas a DMT conta com a ajuda da harmina e da harmalina do cipó para chegar ao sistema nervoso central, onde juntas iniciam a subversão da consciência.
    O mecanismo básico é uma inundação de serotonina, neurotransmissor com múltiplos e complexos efeitos no corpo e no cérebro.
    Pessoas deprimidas, por exemplo, costumam ter baixos teores de serotonina. A fluoxetina (Prozac) consegue melhorar sua vida porque impede a recaptação (retirada) do neurotransmissor no espaço livre entre os neurônios, reforçando a comunicação entre eles.

    Há uma tradição de pelo menos duas décadas de pesquisa sobre a hoasca no Brasil. Uma equipe de dez neurocientistas da USP de Ribeirão Preto, do Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e do Centro IBM JB Watson (Nova York) tem apresentado em congressos um trabalho com algumas revelações surpreendentes sobre a beberagem. Seis deles já experimentaram a hoasca.
    Draulio de Araujo, Sidarta Ribeiro e seus colegas trabalharam com dez usuários frequentes do chá. Todos eram membros do grupo de Mestre Pelicano (irmão do cartunista Glauco) em Ribeirão Preto. O manuscrito tem o título "Vendo com os Olhos Fechados". (...)
    Sob a ação do chá, a imaginação chega ao poder, de certo modo, com a área visual primária (BA17) tomando a dianteira da ativação das áreas frontais envolvidas na vida consciente. Nessa sequência, as imagens compostas pela imaginação sem peias aparecem para a mente como fatos.
    "A hoasca confere status de realidade às experiências interiores", resumem os neurocientistas. "É compreensível, portanto, por que a hoasca foi culturalmente selecionada ao longo de muitos séculos por xamãs da floresta tropical para facilitar revelações místicas de natureza visual."
    "As mirações são tão reais quanto a percepção visual de elementos externos, pelo menos no que diz respeito à modulação observada no sistema visual primário", explica Draulio de Araujo.
    "Foi uma baita surpresa", afirma Sidarta Ribeiro. "Esperávamos que as áreas frontais assumissem a liderança."
    Tais conclusões, no entanto, "explicam" (aspas de Ribeiro, em comunicação por e-mail) como ocorrem as mirações, sem excluir nem confirmar interpretações místicas. (...)

    Apesar do reconhecimento da legitimidade do uso religioso do chá, parece haver consenso de que se trata, sim, de uma droga. "Certamente, como o LSD, a maconha, o álcool e o café", afirma o neurocientista Sidarta Ribeiro. "É uma droga muito mais benigna para o organismo do que a heroína e a cocaína, pois não há overdose conhecida, nem adição [vício] pronunciada."
    Potencial perturbador. (...)

    Para Ribeiro, a hoasca não deve ser dada a quem estiver no limiar de psicose, grávida ou for criança. "Pessoas com tendências psicóticas? Mentes frágeis? Esquece!", sentencia De Wys, que não admite gente desse tipo em seus grupos.
    Mas ela sustenta que Carlos já curou esquizofrenia com a hoasca -e até gangrena. (...)

    É ver para crer.

     
    Uma força estranha movimentava minha mente e espírito farejador nos arquivos secretos de recortes e matérias guardadas que tenho em casa. Fonte inesgotável de pautas, este imenso baú contém reportagens e curiosidades desde os idos de 1970. Revirava, fuçava, recordava, quando repentinamente uma matéria datada de 16 de março de 1991 e publicada na revista Manchete desencantou milagrosamente. A reportagem registrava a visita ao Brasil da atriz Shirley MacLaine, em que havia sido submetida naquele período a uma operação espiritual para a extração de um câncer no abdome realizada pelo médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Abadiânia – ou simplesmente João de DEUS. João incorpora muitas entidades e a que estava presente diante da atriz era o espírito caridoso do doutor Augusto de Almeida. Logo após a sessão, Shirley saiu da sala operatória explodindo de emoção: “Estou curada. Não tenho mais dores!”. Comovida e sorridente, deu alguns saltinhos e complementou: “Agora posso dançar outra vez”.

    Os Portais de Sabedoria tinham sido acionados. Como um dínamo, entramos em contato com a administração da Casa Dom Inácio, sede dos trabalhos do médium João Teixeira de Faria, em Abadiânia, Goiás. Recebemos sinal verde para conhecer, investigar e participar in loco das cirurgias, curas e dia-a-dia daquele local abençoado por Deus.

    Abadiânia fica a 85 quilômetros de Goiânia. É uma cidade com 15 mil habitantes e seu comércio é impulsionado pelas caravanas de pacientes que se deslocam de todo o Brasil e do exterior em busca da cura de doenças graves como Aids, câncer, esclerose múltipla, paralisia cerebral, doenças psíquicas, entre outras, ou apenas procuram um sentido maior para a vida. Os relatos das curas espirituais e milagres operados em pessoas desenganadas pelos médicos aumentam vertiginosamente o número de aflitos para o tratamento espiritual.

    O atendimento na Casa Dom Inácio é realizado às quartas, quintas e sextas-feiras. O local não é nem um centro espírita nem uma igreja. É simplesmente um hospital espiritual ou templo ecumênico ao qual todas as religiões têm acesso. Em seu interior, se destacam mensagens, poemas e orações, emoldurados nas paredes da área mediúnica, e imagens de Jesus Cristo, Nossa Senhora de Fátima, Dom Inácio de Loyola, Madre Tereza de Calcutá e das entidades que incorporam o corpo de João Teixeira. O médium, vale dizer, é católico e não se considera espírita – apesar de realizar intervenções espirituais. Ou seja, seu trabalho, gratuito, se dá independentemente de credos ou religiões.

    Seguidores do médium goiano fecham os olhos e entram numa espécie de transe mentalizando a cura de suas aflições


    Escrito por Francisco às 12h16
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    Quem é "João de Deus" ou "John of God"

    O jornal Gazeta de Joinville já está na cidade goiana de Abadiânia para produzir uma reportagem especial sobre o fenômeno conhecido por "João de Deus" e as curas a ele atribuídas por meio de intervenção de cirurgia espiritual.

    Os fatos observados sob um olhar crítico – porém despido de preconceito – mostrarão a realidade da pequena cidade goiana, que recebe uma horda de milhares de pessoas diariamente, das quais cerca de oitocentas são selecionadas por dia para serem operadas pelo médium.
    Pela fama que já rompeu fronteiras e pelo espantoso número de 10 milhões de pessoas atendidas até hoje, o médium "João de Deus", já está sendo considerado por muitos o sucessor de Chico Xavier.

    No exterior, "João de Deus" é conhecido há muito mais tempo do que no próprio país onde reside. Na Europa, sua popularidade aumentou ainda mais depois que um grupo de cineastas alemães produziu um documentário retratando as sessões de cura do médium brasileiro.
    Na pequena cidade de Abadiânia, destacada pela mídia como uma ‘grande enfermaria a céu aberto’, é comum encontrar pessoas das mais diversas nacionalidades, famosos, anônimos, muitos cadeirantes, que vêm em busca de tratamento espiritual, gente de todas as idades e profissões, que buscam pelas mãos do médium a cura para algumas doenças que a "ciência" ainda não conseguiu encontrar.

    Acompanhe, com exclusividade a reportagem completa na próxima edição impressa da Gazeta.


    Folha de S. Paulo, Época, Galileu e muitas outras já falaram sobre João de Deus

    Artigo publicado na semana passada na Folha de S. Paulo:

    "Certas manifestações não se questionam, cabe apenas vivenciá-las"
    por Barbara Gancia •

    Até a semana passada, nunca tinha ouvido falar em João de Deus.

    Mas no último domingo fui almoçar na casa de um amigo e acabei saindo de lá decidida a ir até Abadiânia (GO) para conhecer o trabalho do homem que é considerado o sucessor de Chico Xavier.

    Luiz Pastore, o amigo que ofereceu o almoço, vem a ser a mesma pessoa que hospedou, no fim do ano, em Paraty (RJ), Christian Martin Wölffer, 70, o empresário alemão que morreu depois de ser atropelado por uma embarcação. Saiu em todos os jornais e telejornais, e até agora a polícia não identificou o responsável pelo acidente.

    Quando veio recuperar o corpo do pai para levá-lo de volta aos EUA, a filha de Christian Wölffer passou uns dias na casa de Luiz. E deu a ele o DVD de um documentário realizado no Brasil, que ela ajudou a produzir, intitulado "John of God".

    João de Deus é um médium espírita que realiza "cirurgias espirituais" na mesma linha de Zé Arigó, que nos anos 60 ficou famoso por "incorporar" o "doutor Fritz". E, como Luiz sofre de um sério problema no quadril que o faz padecer de dores constantes, resolvemos interpretar a sincronicidade dos fatos como uma espécie de chamamento.

    Formamos um grupo de quatro pessoas com Luiz, um funcionário dele que está com câncer na medula, o cineasta Bruno Barreto, que foi de curioso, e eu, que entrei na história por conta de uma doença na família.

    Chegamos à pequena Abadiânia, localizada a 115 km de Brasília, na tarde de terça-feira. Não imaginava que um povoado com cerca de 10 mil habitantes nos cafundós de Goiás pudesse ser um destino internacional tão requisitado.

    A cidade, que mais parece uma grande enfermaria, gira em torno da Casa D. Inácio de Loyola, onde são realizadas as "cirurgias" em cerca de 800 pessoas ao dia. De cada cinco visitantes que andam pela rua, dois se locomovem de cadeira de rodas. E ao menos quatro são estrangeiros.

    Para acomodar essa clientela, os cartazes do comércio de Abadiânia são escritos em inglês e há uma profusão de tradutores trabalhando na cidade, que é toda equipada por rampas de acesso para deficientes.

    Na quarta-feira, antes de o sol raiar, nós já estávamos na casa, eu com a foto do meu familiar embaixo do braço e Bruno com sua câmera de filmagem rodando a mil. Depois de uma reza, o médium começou a operar diante de todos os presentes. Abro aqui um parêntese para esclarecer que não sou mais tonta do que a média.

    Pois eu vi com meus olhos (que a terra há de comer e sofrer para digerir) médium João abrir um talho de 5 cm no seio de uma mulher sem que ela esboçasse a mínima reação. Ele então enfiou a ponta de uma tesoura cirúrgica dentro do corte e cutucou a incisão com vigor. Mas apenas umas poucas gotas de sangue escorreram sobre o peito da "paciente". Finalmente, ele retirou lá de dentro o que parecia ser um caco de cristal, bateu no ombro dela e disse: "Pode ir".

    Depois da cerimônia, ainda meio grogue pela intensidade dos eventos presenciados, conheci um americano que alega ter sido curado de cegueira. Estive também com um engenheiro formado em Stanford que diz ter se livrado de convulsões. Não me pergunte se voltei de Abadiânia cética ou crédula. Certas manifestações não se questionam, cabe apenas vivenciá-las. O tempo dirá se Luiz, seu funcionário e meu familiar irão ou não se restabelecer.

    Revista Galileu destaca curas feitas por João de Deus

    A revista Galileu, publicada pela Editora Globo, trouxe na edição de dezembro uma reportagem com João Teixeira de Faria, o João de Deus, médium popular de Abadiânia (a 90km de Goiânia). O texto procurava desvendar o que existe por trás das ações do homem que atende cerca de 800 pessoas por dia e quais são, afinal, as comprovações de que ocorrem curas na Casa Dom Inácio.

    A revista procurou narrar também o surgimento do médium, em Itapaci. "Certa vez, em visita com a mãe a um povoado vizinho, pediu a ela que regressassem assim que possível, pois uma tempestade logo cairia. Como nada indicasse chuva, ela não deu crédito, mas concordou em procurar abrigo na casa de um conhecido. Pouco depois, uma forte chuva derrubou ou danificou um quarto das construções do lugar", diz o repórter.

    A Galileu explica que João de Deus passou por diversos Estados: Bahia, Tocantins e Maranhão. Na época, anos 1950 e 1960, ganhava a vida como pedreiro, alfaiate e garimpeiro.
    Segundo a Galileu, João de Deus chegou a ser preso sob acusação de prática de charlatanismo. "Sofri violências na prisão. Mas continuei na minha missão", disse.

    A fase de viajante de João de Deus, descreve a revista, terminou em 1976, quando chegou a Abadiânia. Galileu informa que hoje a cidade tem 26 pousadas com 1,5 mil leitos, a maioria destinados aos "pacientes" de João de Deus. "São cerca de 500 empregos gerados pela Casa de Dom Inácio. Isso significa que ela tem um peso econômico maior do que a prefeitura", afirma o repórter.

    A reportagem afirma ainda que João de Deus quase abandonou o Estado. Após pressão da comunidade de médicos, ele deixou Anápolis e pensava em sair de Goiás, mas uma carta de Chico Xavier o alertava que a região era abençoada.

    O autor da reportagem procura desvendar a popularidade de João de Deus no município. "Rodar por Abadiânia a bordo da sua minivan Zafira prata é como estar ao lado de um político popular. As pessoas mantêm uma distância respeitosa. Mas quando ele as chama para conversar, se aproximam sorridentes, apertam sua mão, abraçam", descreve a reportagem.

    Outro aspecto ressaltado pela Galileu refere-se à bondade de João de Deus. Ele distribui diariamente cerca de mil pratos de sopa à população carente, além de pagar faculdades para 12 pessoas.

    Mais conhecido fora do País

    Em 2007, a revista Época enviou uma equipe de reportagem para Abadiânia. Sob o título: O Curandeiro Globalizado, a revista tenta resumir "A vida de João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus - ou John of God -, o cirurgião espiritual de Goiás que é mais famoso fora que dentro do Brasil".

    A Época também relata que a maioria dos 800 "pacientes" atendidos diariamente são estrangeiros, que vem em busca das cirurgias espirituais, visíveis e invisíveis, efetuadas por João de Deus, – o mesmo epíteto que o papa João Paulo II recebeu em sua primeira visita ao Brasil, em 1980. Neste caso, o João que atrai multidões – diz já ter atendido 10 milhões de pessoas, o que exigiria receber mais de 500 por dia, todos os dias, durante 50 anos – se chama João Texeira de Faria, segundo a revista. A matéria destaca que João de Deus foi tema de uma reportagem da TV americana ABC, em 2005, e é o protagonista de um documentário do canal Discovery.

    A narrativa do repórter Marcelo Zorzanelli:

    João de Deus chega à Casa cedo, por volta das 7h30 da manhã, e senta-se num sofá do pequeno escritório anexo aos salões principais. Nas paredes, imagens de santos, retratos de gente atendida por ele, uma foto sua ao lado do médium mineiro Chico Xavier, diplomas de honra ao mérito emitidos por associações militares, entidades policiais e Câmaras de Vereadores. As paredes brancas com rodapé azul de 1 metro de altura, onipresentes na Casa, formam um corredor claustrofóbico que leva ao salão principal, onde cerca de 300 pessoas de todas as idades estão sentadas, de olhos fechados e em silêncio.


    João não ergue a vista para quem o espera. Ele está descalço e navega em passos incertos até uma cadeira de espaldar alto. A seu redor, uma dúzia de buquês de flores frescas, estátuas de santos e uma pedra de quartzo que serve de gruta para uma Pietà. Ele chama dois de seus assistentes e dá uma mão a cada um. Estremece, revira os olhos, sacode os ombros e retesa os braços, que deixa cair, como se uma corrente elétrica passasse por seu corpo. Ele se recompõe. Até as 5 da tarde, estará em transe, atendendo as centenas de pessoas que formam uma fila em frente a sua cadeira. Seu ar normalmente contrito dá lugar a movimentos amplos dos braços e uma genuína hiperatividade. De acordo com ele, quem está ali agora é o "doutor José Valdivino", uma das 30 entidades que João afirma usar seu corpo como "aparelho" – designação da literatura espírita – para curar pessoas. Entre as supostas entidades estão figuras históricas como o sanitarista Oswaldo Cruz, Santo Inácio de Loyola e Santa Rita de Cássia.


    Entre os que o procuram estão pacientes de câncer, esclerose, paralisia cerebral, bócio, nódulos mamários, cefaléia, vertigem, dor abdominal, lombalgia, problemas oculares, aids. João diz não prometer curas, que segundo ele dependem "da vontade de Deus". Na ante-sala onde se forma a fila, são exibidos vídeos com testemunhos de curas milagrosas. Uma equipe de auxiliares informa os que esperam atendimento quanto aos primeiros passos: vestir-se de branco para "facilitar o acesso à aura", que tipo de comida evitar. Em seguida, vão todos para a fila. Uma jovem americana, de olhos fechados, medita com uma foto do presidente George W. Bush nas mãos. "Concentrem-se nas suas doenças," diz uma auxiliar de João. "Os espíritos estão examinando vocês, e farão um relatório para facilitar o atendimento."
     


    Escrito por Francisco às 12h16
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    Hélio Oiticica ganha exposição no Itaú Cultural

    da Redação em 24/02/10

    A partir de março, o Itaú Cultural homenageia um dos maiores artistas brasileiros, Hélio Oiticica. Com curadoria de Fernando Cocchiarale e César Oiticica Filho, a exposição “Hélio Oiticica – Museu É o Mundo” abre com uma série de ações e atividades imperdíveis.
    Artista consciente do próprio trabalho, Oiticica deixou um extenso legado não só pelas muitas obras referenciais, mas também por sua visão incomum sobre o papel do artista. Aproximadamente 117 de suas obras, bastante contemporâneas e atuais em suas propostas, são exibidas nesta exposição, algumas delas espalhadas por parques e espaços da cidade de São Paulo.
    A abertura acontece às 11h do dia 20 de março e, a partir das 12h, 15 integrantes da escola de samba Mangueira realizam uma performance, vestindo os Parangolés de Oiticica. No mesmo horário, Jards Macalé e atores convidados do Teatro Oficina farão uma intervenção na obra Rhodislândia, exposta no segundo subsolo do instituto.
    Hélio Oiticica – Museu É o Mundo fica em cartaz até 16 de maio. E, durante esses quase dois meses, você visita a exposição e aproveita uma série de eventos paralelos. Abaixo, informações sobre cada um deles e, no saiba mais, você obtém mais detalhes.
    No dia 14 de abril, lançamento da revista virtual, com conteúdo especial sobre a vida e a trajetória de Hélio Oiticica, incluindo páginas especialmente elaboradas para crianças.
    divulgação

    Hélio Oiticica

    A síntese de sua obra são seus belos “Parangolés” (1964): capas, estandartes ou bandeiras coloridas de algodão ou náilon com poemas em tinta sobre o tecido a serem vestidas ou carregadas pelo ator/espectador, que passa a perceber seu corpo transformado em dança.
    Quase uma poesia, pois a obra de arte só se revela quando alguém a manuseia, a movimenta. Como bem definiu o poeta Haroldo de Campos, o “Parangolé” é uma “asa-delta para o êxtase”. ta ainda não está confirmada - texto publicado no site Klick Educação.


    Escrito por Francisco às 12h15
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    DA-LHE MOA!
     

    Moacir Franco: “Fui esquecido pela história”

    Rodrigo SenaArtista multifacetado, Moacyr Franco é cantor, ator, humorista e escritorArtista multifacetado, Moacyr Franco é cantor, ator, humorista e escritor

    Quarenta e dois discos de ouro, depois de tudo vivido, como você define a sua carreira?
    No começo eu não entendia porque que dava certo minha carreira de cantor, eu não me identificava, cuidava muito mais de televisão, dessa parte de apresentador, de humorista. Era o modelo que tinha. Antigamente tinha os showman, a gente aprendia a tocar instrumento, sapatear. Hoje eu não entendo é porque não estou na história. Não tenho história nenhuma. Sou uma pessoa completamente off. Minha carreira, apesar de Graças a Deus onde quer que eu vá eu super loto, tenho feito shows de 10 mil pessoas, 20 mil pessoas sentadas, fui esquecido. Meu show parece um teatro. Cada ano lanço uma música que dá certo, as vezes não comigo. Por exemplo, essa música sertaneja romântica tenho, pelo menos, dez grandes sucessos com João Mineiro e Marciano, com Chitãozinho, e depois sou campeão de carnaval. Mas eu não sou inserido em nada.

    Você diz que está “fora da história”. A que você credita isso?
    Essa pergunta é minha. Eu queria saber. Queria escrever: “onde estou?”.

    Quem está na história, por exemplo?
    Todo mundo. A MPB está na história. Tem gente que gravou um disco, fez um sucesso e está na história.

    Isso é uma injustiça com você?
    Eu acho.

    Seria preconceito com a música romântica?
    Eu não consigo entender dessa forma. Vou lhe contar dois episódios. Uma vez Amaury Júnior tinha uma sala ao lado da minha na Rede Bandeirantes e fez um programa sobre os anos 60. Fez um grande show, levou todo mundo da Jovem Guarda, tudo que aconteceu de arte em 1960. Foi uma festa espetacular e rendeu dois meses de programa para ele. E eu não estava incluído. Aí fui na sala de Amaury Júnior e disse: “não vim lamentar não estar na sua festa, mas queria que você tentasse me explicar como é que você me tirou dos anos 60 porque eu ganhei seis Roquete Pinto, que era o prêmio máximo da televisão, ganhei 14 Prêmio Chico Viola, que equivalia ao Disco de Ouro. Fui campeão do carnaval do ano de 1960. Fui ao papa naquele ano”. Eu não consegui entender e nem ele soube explicar. Sempre foi assim. Os irmãos Caruso também fizeram isso. Perguntei como eles me tiraram, fizeram um grande painel de todos os cantores brasileiros em 1971, e eu não estou. Nem assim consegui entrar na história. Eu não estou na história, mas eu estou aqui, vivendo, fazendo a história. Isso para mim é muito bom. Tinha que ter alguma coisa boa.

    Existe música brega?
    Toda música que emociona é brega. E tem pessoas bregas. Algumas não conseguem alcançar esse estatus. É preciso ter vivência, é preciso se dar, é preciso saber curtir a vida, se não você não conseguirá ser brega. Está ficando raro, está ficando duro porque as pessoas estão ficando muito MPB.

    Ou seja, o conceito que você traz de brega “foge” ao estereótipo?
    Veja, o conceito que eu tenho é o que é o brega. Todas as coisas que emocionam, todos os filmes, todos os livros que emocionaram a multidão, que fizeram as pessoas se amarem, todos os poetas que mexeram com o coração do povo, que fizeram alianças, entre pais e filhos, tudo isso é brega, então descobri que brega é um privilégio.

    Você falou que tem muita “gente MPB”. O que você quis dizer com isso?
    Quis dizer que contam a história da música brasileira sempre a partir da bossa nova. Falavam de Brasília e contavam a história da inauguração, falaram de tudo na ocasião, e usaram como referência a bossa nova, Tom Jobim, João Gilberto, e esqueceram que na época tinha Nelson Gonçalves que vendeu 100 milhões de discos. Esqueceram do artista inesquecível que só a Ivete Sangalo teve tanto prestígio de lá para cá até agora, que foi a Celi Campelo. Esqueceram do Carlos Gonzaga, que foi o rei  do pop nessa época. Esqueceram do Anísio Silva, que apaixonou os brasileiros na época. Enfim, esqueceram o romance, esqueceram o Brasil de verdade e adotaram como referência os 2% sofisticado de Ipanema porque não significa nem o Rio de Janeiro, é só Ipanema. E olhe que eu estava no movimento da Bossa Nova. Aprendi violão com o Roberto Menescal.


    Escrito por Francisco às 12h12
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    Você continua fazendo shows, levando milhares de pessoas aos shows. A que você credita essa fidelidade, já que não faz tantas participações em programas de televisão?
    Se eles me dessem atenção você saberia. É que eu em cada episódio da história do Brasil eu estive presente de alguma forma. Primeiro foi como surgir, como campeão de carnaval, que me levou a fazer um show que viajou o mundo inteiro. Me levou a ser protagonista da única coreografia que o Bob Force fez no Brasil, fui protagonista do “Como vencer no Brasil sem fazer força”, eu, Procópio Ferreira e Marília Pêra fomos protagonistas. Durou um ano o show. Era show freqüentado pelo presidente da República na época. Teve um impacto cultural muito grande. Depois apareceu meu filho Guto Franco, que foi uma espécie de Xuxa, não houve um estádio no Brasil que ele não superlotasse. No Maracanã colocou 120 mil pessoas. Cada época as coisas foram acontecendo na minha vida até que surgiu a música sertaneja, que não é nada disso, é uma música romântica e sentimental. Eu permaneci em evidência e isso me faz ir aos meus shows pessoas de 40 anos foram influenciadas. Há três anos Rita Lee gravou um rock meu que foi para novela da Globo das 20h. Isso me rendeu uma página inteira no Estadão (Jornal O Estado de São Paulo), foi uma análise maledicente da minha carreira, mas eu estou presente. Isso me levou a dar palestras em faculdades.

    E o Moacyr Franco ator?
    Acho que eu cresci bastante de uns 20 anos para cá. A vida foi me obrigando a aprender. Li pouco, mas escrevi muito. Fui obrigado a virar um pouco mais ator. Fiz um seriado como o “Ó coitado”, fiz “Meu Cunhado”, com o Golias. Recentemente entrei em uma novela e as pessoas diziam que não sabiam que eu era ator. Elas não reparam que para fazer o Jeca Rei que eu faço na Praça é Nossa (do SBT) é preciso ser muito mais ator do que o personagem que eu fiz na novela. O Jeca Rei é um personagem que eu sou muito fiel a região de Goiás, que pertence o personagem.

    O que lhe agrada mais: o palco do humor ou o palco da música?
    Gosto muito mais de fazer show como cantor. A música, a referência, está dentro do coração da pessoa. Para você fazer um humor original, autêntico, de atualidade, você tem que escrever muito bem. A música facilita um pouco isso. Quando você sobe no palco escutar a si mesmo. Ela quer, na verdade, ela não foi para escutar depoimento meu, ela foi dizer a mim que se emocionava comigo em um tempo bonito da vida dela. Mas se você quer saber minha opinião sobre o humor nesse momento, acho que estamos vivendo um momento muito bom. Há um programa na MTV chamado “Quinta Categoria” que eu acho esplêndido. CQC e Pânico são ótimas saídas. Claro que eles tropeçam muito, eles erram porque cometem o erro de todo ser engraçado. Não tem jeito de humor permanecer assim, tem que ter ponto de referência. Mas acho que estamos vivendo um ótimo momento. Acho que o Tom Cavalcante é um comediante espetacular, se ele pudesse ser dirigido teria uma carreira muito mais longa. Acho a música atual muito boa. Essa música que se faz pela Internet é muito boa.

    Mas, você também escreve. O que você leva para o papel?
    São várias frentes. Estou fazendo uma história para cinema, que é uma coisa meio vanguardeira, meio ousada. E a outra coisa é com o humor retratar o meu tempo. Tive sorte de estar presente em tudo. Fui político, fui deputado federal, Deus que me perdoe, conheci quase todos os presidentes da República, conheci pessoalmente dois papas. Vivi guerra, vivi racionamento e acompanhei a degradação do planeta. Estou escrevendo muito.

    Você escreveu um material para Chico Anísio?
    Fiz um seriado para ele, mas ele não teve saúde para realizar. O seriado se chamava “Asilo Político”. Contava a história de um asilo que abriga todos os corruptos do Brasil.

    O humorista Chico Anísio está sendo injustiçado?
    Não conheço nada mais injusto na história da humanidade. Chico é o maior ator da dramaturgia do mundo. Não há nenhum ator igual ao Chico Anísio. Ele é um ator espetacular, como nada mais vai ter.
    outubro de 2003, Rita Lee lança 'Balacobaco'. O disco, produzido por Roberto de Carvalho, é composto por 11 faixas inéditas : "Am

    Moacyr de Oliveira Franco (Ituiutaba, 5 de outubro de 1936) é um ator, cantor, compositor e humorista brasileiro.
    or e Sexo" (parceria de Rita Lee, Roberto de Carvalho, e do jornalista e cineasta Arnaldo Jabor), "A Fulana", "As Mina de Sampa", "Copa Começou sua carreira nos anos 60 no programa Praça da Alegria. Interpretando o personagem "Mendigo", emplacou um grande sucesso ao gravar a marchinha de carnaval "Me Dá Um Dinheiro Aí". Sofreu um sério acidente automobilístico na década de 70, o que lhe prejudicou a carreira. Depois do sucesso que experienciara na primeira metade da década de 70, nunca recuperou a imensa popularidade que tinha.
    Moacyr Franco e sua mulher, Daniela (foto original de Sérgio Savarese/flickr)
    Desde então lançou vários discos (fez muito sucesso com a canção Balada número sete, homenagem ao jogador de futebol Mané Garrincha) , além de trabalhar nas principais emissoras do país apresentando, produzindo, escrevendo e atuando em diversos programas. Continua a seguir paralelamente a carreira de cantor, apresentando-se por todo o Brasil.
    Na TV apresentou vários programas como Pequenos Brilhantes, A Mulher é um Show, Concurso de Paródias, Moacyr Franco Show e Moacyr TV, na Rede Globo(sempre tendo como redator o amigo de infância Gilberto Garcia, falecido em 1996) além de atuar nos humorísticos Meu Cunhado, ao lado de Ronald Golias, Ô... Coitado!, A Praça é Nossa (onde interpreta também o homossexual caipira Jeca Gay), SBT Palace Hotel entre outros. Participou também da versão da Rede Globo, Praça da Alegria, apresentada por Luís Carlos Miéli.
    No Programa "Moacyr Franco Show", revelou vários artistas como:Isabela Garcia, Guto Franco, Carla Daniel, Nizo Neto, Rosana Garcia, sua afilhada de batismo, entre outros.[1]
    Seu filho Guto Franco fez sucesso ao ser lançado ainda criança em programas do pai, chegando a participar como ator da telenovela O Grito produzida e exibida pela TV Globo na década de 70. Guto participou da Praça intrepretando o personagem Dona Guajarina e atualmente é diretor e redator chefe do humorístico A Turma do Didi exibido pela Rede Globo ao domingos. Seu filho mais velho, Moacyr Franco Jr, é comandante dos aviões da TAM e faz voôs internacionais. João Vitor (13), fez programa de televisão ainda novo assim como Guto, participou mais atualmente de Meu Cunhado e hoje com seu nome Artístico Johnny Franco segue carreira na área musical, cantando, especificamente músicas com letras em inglês .

    [editar] Discografia

    • 2008 Aquelas Antigas 2
    • 2005 Se me deixarem viver
    • 1999 Questão de Tempo
    • 1997 O Amor é Verde
    • 1993 Inteligência é Loucura
    • 1992 Aquelas Antigas
    • 1991 A Música da Estrada
    • 1989 O Amor Torna Novo Tudo de Novo
    • 1987 Moacyr Franco
    • 1979 Moacyr Franco
    • 1977 Morrendo de Amor
    • 1977 Moacyr Franco
    • 1977 Moacyr Franco Show
    • 1976 Reencontro
    • 1975 Moacyr Franco
    • 1972 Moacyr Franco
    • 1971 Moacyr Franco Especial
    • 1970 Nosso Primeiro Amor
    • 1970 Moacyr Franco Show
    • 1968 Por Amor
    • 1966 Querida
    • 1966 E... Moacyr Franco
    • 1965 Me Perderás
    • 1963 Moacyr Franco
    1962 Contrastescabana Boy", "Balacobaco", "Já Te Falei" (canção dos Tribalistas feita especialmente pra Rita), "Nave Terra", "A Gripe do Amor" (produzida por Roberto de Carvalho e pelo DJ Memê), "Tudo Vira Bosta" (Moacyr Franco), "Eu e Mim", "Over The Rainbow" e "Hino dos Malucos", (Rita Lee/Roberto de Carvalho/Fernanda Young/Alexandre Machado), que compõe a trilha do filme "Os Normais". Balacobaco é descrito pela crítica como "o melhor disco de Rita Lee nos últimos 10 anos" e transforma-se imediatamente em mais um sucesso na carreira da cantora.

    Tudo Vira Bosta

    Rita Lee

    Composição: Moacyr Franco e Rita Lee
    O ovo frito, o caviar e o cozido
    A buchada e o cabrito
    O cinzento e o colorido
    A ditadura e o oprimido
    O prometido e não cumprido
    E o programa do partido
    Tudo vira bosta...
    O vinho branco, a cachaça, o chope escuro
    O herói e o dedo-duro
    O grafite lá no muro
    Seu cartão e seu seguro
    Quem cobrou ou pagou juro
    Meu passado e meu futuro
    Tudo vira bosta...
    (Refrão)
    Um dia depois
    Não me vire as costas
    Salvemos nós dois
    Tudo vira bosta...
    Filé 'minhão', 'champinhão', 'Don Perrinhão'
    Salsichão, arroz, feijão
    Mulçumano e cristão
    A Mercedes e o Fuscão
    A patroa do patrão
    Meu salário e meu tesão
    Tudo vira bosta...
    O pão-de-ló, brevidade da vovó
    O fondue, o mocotó
    Pavaroti, Xororó
    Minha Eguinha Pocotó
    Ninguém vai escapar do pó
    Sua boca e seu loló
    Tudo vira bosta...
    (Refrão 2x)
    Um dia depois
    Não me vire as costas
    Salvemos nós dois
    Tudo vira bosta...
    A rabada, o tutu, o frango assado
    O jiló e o quiabo
    Prostituta e deputado
    A virtude e o pecado
    Esse governo e o passado
    Vai você que eu 'tô cansado'
    Tudo vira bosta...
    (Refrão 2x)
    Um dia depois
    Não me vire as costas
    Salvemos nós dois
    Tudo vira bosta...


    Escrito por Francisco às 12h11
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    O craque, filme de 1953

    Poucos carros circulam pelas ruas de São Paulo, namorados passeiam de barco pelas águas cristalinas do Tietê e apreciam as margens floridas. O estádio do Pacaembu, em uma vizinhança de raros prédios, recebe damas com belos vestidos e cavalheiros de terno, enquanto jogadores lendários do Corinthians posam para uma foto em frente à concha acústica.
    O retrato dessa cidade bucólica da década de 50 e de um futebol ainda romântico, quase amador, corre o risco de virar pó, literalmente, em um depósito da Cinemateca Brasileira do Estado de São Paulo. Os negativos de “O Craque”, de 1953, o mais antigo longa-metragem nacional com o futebol como pano de fundo que não se perdeu com o tempo, estão em “estágio de deterioração muito avançada, provavelmente com partes irrecuperáveis”, segundo laudo expedido pela Cinemateca no final de 2007. Não há nenhuma cópia em bom estado, só trechos em VHS, assistidos pela Folha.
    O material está com a publicitária Patrícia Civelli, 57, filha de Mário Civelli (1923-93), produtor de “O Craque” e de outros filmes dos anos 1950 e 1960. Desde a morte do pai, ela tenta restaurar sua obra. Com apoio da Petrobras, acaba de recuperar o documentário “O Gigante” (1969), censurado na ditadura militar. A cópia restaurada será exibida em abril no festival É Tudo Verdade. Ela busca patrocínio para “O Craque”, cuja restauração, calcula, levaria cerca de um ano e custaria R$ 1,8 milhão.
    Corinthians x Uruguai
    “O Craque” é protagonizado por Eva Wilma, Carlos Alberto (1925-2007) e Herval Rossano (1933-2007). Mostra um jogo real entre Corinthians e o Olímpia, do Paraguai, que na história é um temido time uruguaio. “O Corinthians encara nesta tarde, desportistas amigos, o Carrasco de Montevidéu, o campeão do Uruguai”, narra Blota Júnior (1920-1999). O time que aparece no filme foi um dos mais importantes da história alvinegra ao conquistar o título do Quarto Centenário de São Paulo (1954). Era formado por craques como o goleiro Gilmar e os atacantes Baltazar, Cláudio e Carbone. O longa acaba com a vitória corintiana de virada, uma revanche fictícia à amarga derrota da seleção brasileira na final da Copa de 50, no Maracanã.
    O universo futebolístico, com cenas da partida, de treinos, vestiários e do Parque São Jorge, entre outras, serve como pano de fundo para o romance de Elisa (Eva Wilma) e Julinho “Joelho de Vidro” (Carlos Alberto), que tinha o apelido em razão de uma queda sofrida na infância. Rico industrial, o pai da mocinha não aceita o namoro da filha com um jogador em busca do sucesso e a pressiona a ficar noiva do jovem médico Mário (Herval Rossano).
    Em um final feliz, Julinho, com o joelho recuperado, se consagra ao substituir Carbone, no papel dele mesmo, fazer o gol da vitória corintiana e beijar a mocinha. “Ele ficou com todos os meus gols”, lembra Carbone, hoje com 80 anos, que no filme teve de deixar a partida em uma maca, com crise de apendicite. Quase 60 anos após as filmagens, poucas testemunhas restam. Além de Carlos Alberto e Rossano, já morreram quase todos os jogadores do Corinthians, o diretor do filme, José Carlos Burle, o produtor Mário Civelli e dois dos roteiristas.
    O terceiro é o jornalista Alberto Dines, 76, que guarda fotos das filmagens e originais do roteiro em amarelados papéis datilografados. “Lembro que chegamos a pensar em algo dramático, inspirado no cinema americano de beisebol e boxe, mas o Civelli queria uma comédia romântica comercial”, conta Dines, contratado aos 21 anos pelo produtor após fazer uma entrevista com ele para a revista “Visão”, na qual era repórter e crítico de cinema. Eva Wilma, que hoje interpreta a vilã da novela das seis da Globo, “Desejo Proibido”, lamenta a situação do filme, um dos três de seu primeiro ano no cinema. “É triste, angustiante. É não só um registro da história do cinema, como dos costumes e de São Paulo. Eu me lembro da cena em que conversava com o Carlos Alberto na margem do Tietê.”
    Os negativos originais de “O Craque” foram entregues por Mário Civelli à Cinemateca em 1989, segundo Patricia de Filippi, diretora da instituição e coordenadora do laboratório de restauração. Ela afirma que um laudo de 1993 atestou que o material apresentava “evidentes sinais de deterioração”. “Os negativos devem ter sido armazenados em condições não ideais por 40 anos. Estamos em um país tropical, quente e úmido, exatamente o contrário do que exige a preservação”, diz. E a Cinemateca só passou a ter câmaras climatizadas em 2000. Hoje, segundo ela, as oito latas com negativos de imagens do filme e outras oito com negativos do som ficam a 10º e 35% de umidade relativa do ar. Apesar disso, a obra corre o risco de desaparecer


    Escrito por Francisco às 12h10
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    46 ANOS DO GOLPE -ANOS DE CHUMBO E SILENCIO

    O Golpe Militar de 1964 designa o conjunto de eventos ocorridos em 31 de março de 1964 no Brasil, e que culminaram no dia 1 de abril de 1964 em um golpe de estado. Todavia, para a maioria dos militares, chamar o golpe de Revolução de 1964 estaria associado à ideia de futuro, de esperança e de um tempo melhor, algo prometido para a população. Esse golpe encerrou o governo do presidente João Belchior Marques Goulart, também conhecido como Jango, que havia sido democraticamente eleito vice-presidente pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) – na mesma eleição que conduziu Jânio da Silva Quadros à presidência pela União Democrática Nacional (UDN).
    Jânio renunciou ao mandato no mesmo ano de sua posse (1961) e quem deveria substituí-lo automaticamente e assumir a Presidência era João Goulart, segundo a Constituição vigente à época, promulgada em 1946. Porém este se encontrava em uma viagem diplomática na República Popular da China. Militantes então acusaram Jango de ser comunista e o impediram de assumir seu lugar como mandatário no regime presidencialista.
    Depois de muita negociação, lideradas principalmente pelo cunhado de Jango, Leonel de Moura Brizola, na época governador do Rio Grande do Sul, os apoiadores de Jango e a oposição acabaram fazendo um acordo político pelo qual se criaria o regime parlamentarista, passando então João Goulart a ser chefe-de-Estado.
    Em 1963, porém, houve um plebiscito, e o povo optou pela volta do regime presidencialista. João Goulart, finalmente, assumiu a presidência da República com amplos poderes, e durante seu governo tornaram-se aparentes vários problemas estruturais na politica brasileira, acumulados nas décadas que precederam o golpe e disputas de natureza internacional, que desestabilizaram o seu governo.
    O Golpe de 1964 submeteu o Brasil a um regime alinhado politicamente os Estados Unidos da América. O regime militar durou até 1985, quando, indiretamente, foi eleito o primeiro presidente civil desde as eleições de 1960, Tancredo Neves.

     

    Etimologia
    O historiador político italiano Norberto Bobbio define "revolução" como "a tentativa, acompanhada do uso da violência, de derrubar as autoridades políticas existentes e de as substituir, a fim de efetuar profundas mudanças nas relações políticas, no ordenamento jurídico-constitucional e na esfera sócio econômica". Já o sociólogo norte-americano Jeff Goodwin, professor da Universidade Harvard, define "revolução" como "não só como uma mobilização de massas e uma mudança de regime, mas como uma mudança mais ou menos rápida das estruturas fundamentais sociais, econômicas e culturais".
    Em 1964 houve um movimento de reação, por parte de setores conservadores da sociedade brasileira - notadamente as Forças Armadas, a sociedade civil e o alto clero da Igreja Católica, apoiados fortemente pela potência dominante da época, os Estados Unidos da América - ao temor de que o Brasil viria a se transformar em uma ditadura socialista similar à praticada em Cuba, após a falha do Plano Trienal do governo de João Goulart de estabilizar a economia, seguido da acentuação do discurso de medidas vistas como comunistas na época, as quais incluíam a reforma agrária e a reforma urbana.
    No dia 13 de março daquele ano, data da realização de comício em frente à Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, perante trezentas mil pessoas, Jango decreta a nacionalização das refinarias privadas de petróleo e desapropriação, segundo ele para a reforma agrária, de propriedades às margens de ferrovias, rodovias e zonas de irrigação de açudes públicos. Desencadeou-se uma crise no país, com a economia já desordenada e o panorama político confuso. A oposição militar veio à tona para impedir que tais reformas se consolidassem, impondo, portanto, uma manutenção da legalidade e da estrutura socioeconômica vigente.
    Por isso, e pela falta de mobilização de setores mais baixos da sociedade, alguns historiadores consideram o movimento de 1964 como um golpe de Estado.
    Em 1981 o general Ernesto Geisel, quarto presidente do regime militar, revelou para o jornalista Elio Gaspari sua opinião sobre o assunto:

    "O que houve em 1964 não foi uma revolução. As revoluções fazem-se por uma idéia, em favor de uma doutrina. Nós simplesmente fizemos um movimento para derrubar João Goulart. Foi um movimento contra, e não por alguma coisa. Era contra a subversão, contra a corrupção. Em primeiro lugar, nem a subversão nem a corrupção acabam. Você pode reprimi-las, mas não as destruirá. Era algo destinado a corrigir, não a construir algo novo, e isso não é revolução".
    Todavia, a definição de "golpe" vs. "revolução" não é cristalina e há divergências sobre a correção do uso de um ou outro termo, causada pelas peculiaridades do movimento que deu origem à tomada do poder pelos militares.[1]

    [editar] Características gerais do novo regime e objetivos
    Ver artigo principal: Ditadura militar no Brasil (1964-1985)
    O golpe de Estado conduziu à época da história do Brasil que foi denominada de Regime Militar de 1964. Esta época foi caracterizada economicamente por um grande desenvolvimento do país, por meio de financiamento norte-americano em grande escala, justificado em parte pelo controle do medo comunista e das organizações de trabalhadores pelos militares, o que era interpretado como estabilidade política pelos setores predominantes da economia mundial.
    Porém, tal desenvolvimento econômico foi acompanhado de uma violenta repressão política e aumento da dívida externa, especialmente durante as décadas de 1960 e 1970 sob a égide da Lei de Segurança Nacional como justificativa de manter a sociedade politicamente estável no sentido de evitar a influência de idéias comunistas em um mundo dividido entre dois regimes, mas que também atuava contra qualquer um que discordasse publicamente da atuação do regime ou que pudesse provocar tal discordância.
    Além da limitação de várias liberdades (como as de expressão, imprensa e organização), naquela época tornaram-se comuns os interrogatórios, prisões e tortura daqueles considerados opositores políticos do regime militar, especialmente os que fossem considerados simpatizantes de idéias comunistas, incluindo-se muitos estudantes, jornalistas e professores. Para além das prisões, estima-se que cerca de 300 dissidentes perderam a vida. Segundo a versão defendida pelos militares, a maioria dessas mortes teria ocorrido em combate com as Forças Armadas. Entretanto, os grupos de defesa dos direitos humanos e organizações de sobreviventes da ditadura militar, estimam que este número seja muito maior.
    Este fato inicial foi denominado pelos militares que o executaram bem como o regime que se sucedeu como "Revolução de 1964". Mas a noção de que se trataria de uma revolução perdeu parte de sua aceitação pela sociedade brasileira desde meados dos anos 1970, com a abertura democrática então iniciada, o que trouxe à tona os assassinatos e torturas cometidos em nome deste regime.
    Vendo os movimentos de esquerda crescendo e pela influência da propaganda dos movimentos comunistas, foi iniciado um movimento de contra-propaganda conhecido como perigo vermelho[2], ou perigo comunista [3].
    Segundo relatos publicados pelo Departamento de Documentação Histórica da Fundação Getúlio Vargas [4]:

    (sic)…Os militares envolvidos no golpe de 1964 justificaram sua ação afirmando que o objetivo era restaurar a disciplina e a hierarquia nas Forças Armadas e deter a "ameaça comunista" que, segundo eles, pairava sobre o Brasil.
    Uma idéia fundamental para os golpistas era que a principal ameaça à ordem capitalista e à segurança do país não viria de fora, através de uma guerra tradicional contra exércitos estrangeiros; ela viria de dentro do próprio país, através de brasileiros que atuariam como "inimigos internos" - para usar uma expressão da época.
    Esses "inimigos internos" procurariam implantar o comunismo no país pela via revolucionária, através da "subversão" da ordem existente - daí serem chamados pelos militares de "subversivos".
    Segundo a FGV, havia alguns fatores históricos que posicionavam as Forças Armadas do Brasil contra o comunismo, acentuando a polarização ideológica no Brasil[5]:

    A percepção de um "perigo comunista" no Brasil passou por um processo de crescente "concretização", até atingir seu clímax com a Revolta de 1935. Assim, após a Revolução Russa de 1917, tiveram lugar no país a criação do Partido Comunista do Brasil (depois Partido Comunista Brasileiro – PCB) em 1922; a conversão do líder "tenentista" Luís Carlos Prestes ao comunismo, em maio de 1930, e sua ida para a União Soviética, no ano seguinte; e o surgimento, em março de 1935, da Aliança Nacional Libertadora, dominada pelos comunistas. Se em 1917 o comunismo no Brasil era visto ainda como um perigo remoto, "alienígena" e "exótico", aos poucos ele foi se tornando mais próximo.
    A frustrada revolta comunista de novembro de 1935 foi um evento-chave que desencadeou um processo de institucionalização da ideologia anticomunista no interior das Forças Armadas. Os comunistas brasileiros foram acusados de serem elementos "a serviço de Moscou" e, portanto, traidores da Pátria. Os militares que tomaram parte na revolta foram, em particular, acusados de uma dupla traição: não só do país como da própria instituição militar, ferida em seus dois pilares - a hierarquia e a disciplina. Foram também rotulados de covardes, devido principalmente à acusação, até hoje controversa, de que no levante do Rio teriam assassinado colegas de farda ainda dormindo.
    O ritual de rememoração dos mortos leais ao governo, repetido a cada ano, tornava seu sacrifício presente, renovava os votos dos militares contra o comunismo e socializava as novas gerações nesse mesmo espírito. Foi no quadro dessa cultura institucional, marcadamente anticomunista, que se viveu a ditadura do Estado Novo e que se formaram os militares que, em 1964, assumiram o poder.
    [editar] Situação da época
    [editar] Situação internacional
    Ver artigo principal: Guerra Fria
    A Guerra Fria estava espalhando o temor pelo rápido avanço do chamado, pela extrema direita, perigo vermelho.
    As esquerdas espelhavam-se nos regimes socialistas implantados em Cuba, China e União Soviética. O temor ao comunismo influenciou a eclosão de uma série de golpes militares na América Latina, seguidos por ditaduras militares de orientação ideológica à direita, com o suposto aval de sucessivos governos dos Estados Unidos da América, que consideravam a América Latina como sua área de influência.
    Cuba e China passaram financiar grupos de esquerda na América Latina, iniciando um movimento para implantar o comunismo na região, o que de certa forma influenciou na eclosão de uma série de golpes militares apoiados e financiados pelos Estados Unidos, que temiam o avanço comunista no Continente. Os EUA não admitiam que os movimentos igualitários e de desenvolvimento regionais fossem contaminados pela doutrina comunista de caráter stalinista ou maoista.
    Com a polarização das ideologias houve a eclosão de inúmeros golpes de estado financiados pelos governos americanos, soviéticos e chineses.

    [editar] Guerra Fria
    A origem da Guerra Fria remonta da rivalidade entre os Estados Unidos e a União Soviética ocorrida em meados da Segunda Guerra Mundial.
    Embora muitos afirmem existirem raízes mais profundas provindas do início do século XX, a partir do fim da década de 1940 as desavenças entre os dois blocos acirrou-se, pois, ambos afirmavam que os seus sistemas eram os vencedores da guerra que varreu o planeta na época.
    É sabido que devidos esforços de guerra, acabaram por surgir as duas superpotências militares, que seguiam ideologias antagônicas, acirrando ainda mais as desavenças em todos os campos do conhecimento, da tecnologia e da cultura.
    Os comunistas, através de um sistema socialista autoritário, detinham o poder do bloco através de sistemas ditatoriais, os capitalistas mantinham o poder através do controle econômico, cuja estrutura também financiava ditaduras de direita, que também eram sistemas autoritários.
    Na América Latina não eram raros os governos dirigidos por caudilhos que poderiam pender para o bloco que bem lhes conviesse. Neste panorama, todos se diziam democratas.
    Desta forma, o mundo estava em plena guerra fria, a maioria dos países ocidentais se diziam democráticos e afirmavam manter a livre expressão.
    Dizem alguns que existiam algumas exceções às liberdades democráticas como as ditaduras na América Latina. É sabido porém, que os Estados Unidos aceitavam, financiavam e apoiavam ditaduras da direita em países nos quais acreditavam haver risco de migração para o bloco comunista, como no caso da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Haiti, Peru, Paraguai, Uruguai etc.

    [editar] Situação nacional
    No Brasil, o golpe de 1964 e a conseqüente tomada do poder pelos militares contou com o apoio do grande empresariado brasileiro, temeroso que as medidas reformistas do presidente João Goulart desencadeassem um golpe comunista, particularmente devido às nacionalizações.
    A população, no início confusa e receosa, depois desinformada pela repressão à imprensa, acabou se acomodando à medida que a economia, aparentemente, melhorava.

    [editar] Bipolarização
    Durante a eclosão do golpe de 1964 havia duas correntes ideológicas no Brasil, sendo uma de esquerda e outra de direita. Aquelas correntes tinham movimentos populares de ambas facções, acredita-se financiados com capital externo. Além da polarização, existia também um forte sentimento antigetulista, motivador do movimento militar que derrubou Jango.



    Escrito por Francisco às 12h07
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    editar] Fatores políticos
    [editar] Fator desestabilizador
    O golpe não foi algo repentino, ele foi amadurecendo aos poucos. O motivo alegado era o comunismo. O contexto, porém, era bem mais complexo: a estatização promovida por Jango e as visões conflitantes entre a política e a economia de ambas as correntes de pensamento, particularmente da extrema direita e extrema esquerda, vinham se contrapondo desde o início do século XX, sendo as alternativas mistas ainda em estágio embrionário.
    O golpe militar de 1964 começou a ocorrer dez anos antes, em 1954. Um movimento político-militar conservador descontente com Getúlio Vargas e sua condição de ex-ditador, além de denuncias de corrupção, aliados aos Estados Unidos da América, tentou derrubar o então presidente Getúlio Vargas, que abafou o golpe terminando com sua própria vida num suicídio. A repercussão da carta-testamento de Getúlio Vargas conteve quaisquer movimentações e desestabilizou profundamente a estrutura política do Brasil.
    Passados o impacto e a comoção social que se seguiram ao suicídio, em 1955 opositores de Vargas tentaram impedir as eleições sabendo de sua provável derrota.
    Houve assim uma tentativa de golpe, impedida pela ação firme e corajosa do marechal Henrique Batista Duffles Teixeira Lott, que garantiu a eleição e a posterior posse de Juscelino Kubitschek.

    [editar] Jânio e a tentativa de um autogolpe
    Ver artigo principal: Jânio Quadros
     

    Jânio Quadros.Em 1961, quando Jânio Quadros renunciou, assumiu a presidência o então vice-presidente João Goulart, e houve suposições de um autogolpe fracassado.
    Goulart era visto como sucessor político de Getúlio Vargas e era, também, cunhado do governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, que defendia a realização de reformas de base no Brasil, incluindo a reforma agrária e a reforma urbana.
    As reformas de base desagradavam os setores conservadores, a classe média, e dirigentes de multinacionais, que vendo seus negócios em risco no Brasil financiaram em 1961 a criação do IPES. E através de seu poderio político financeiro e de lobby no Congresso Nacional acabaram por se movimentar no sentido de impedir a posse de Jango.
    Por influência de grupos mais moderados, houve um acordo político estabelecendo o regime parlamentarista, o que significaria que Goulart seria chefe de estado, mas não chefe de governo - desta forma teria poderes reduzidos, mas permaneceria no governo.
    Jango chegou ao poder através de uma eleição que levou Jânio Quadros à presidência pela UDN e o próprio João Goulart à vice-presidência pelo PTB. Ou seja presidente e vice-presidente eram inimigos políticos. Esta situação foi possível devido a uma legislação eleitoral que permitia que se votasse no presidente de uma chapa e no vice-presidente de outra.
    Devido às forças políticas atuantes no país, em 1962 foi convocado um plebiscito para escolher qual a forma de governo o Brasil adotaria: ou retornava ao presidencialismo ou permanecia no parlamentarismo. O povo optou maciçamente pelo presidencialismo, com 9,5 milhões de votos contra 2 milhões dados ao parlamentarismo. Goulart começou a governar tentando conciliar os interesses do seu governo com os interesses políticos dos mais conservadores e também dos políticos progressistas no Congresso Nacional.
    Devido a boicotes de ambas as correntes, houve uma grande demora em implantar as reformas de base. Os setores mais à esquerda, inclusive dentro do próprio PTB, afastaram-se da base governista e iniciaram protestos reivindicativos. Houve um aumento de preços dos mais diversos produtos e serviços. Desta maneira, a inflação acelerou e as medidas econômicas do governo foram duramente atacadas pelos grupos mais à esquerda. Estes viam nas medidas apenas a continuação de uma política antiquada que eles mesmos combatiam. Iniciaram-se greves comandadas pela CGT, o que repercutia mal nos setores patronais.
    Assim, os setores mais à esquerda e os mais à direita movimentaram-se e desestabilizaram a política e a economia.
    Em 4 outubro de 1963 Goulart solicita o estado de sítio ao Congresso Nacional pelo prazo de 30 dias. A justificativa do Ministério da Justiça é que o governo necessitaria de poderes especiais para impedir a comoção de "guerra civil" que punha em perigo as instituições democráticas. A manobra foi repelida inclusive pela esquerda, e a iniciativa foi vista como uma tentativa de golpe por parte de Jango.
    Houve também uma importante guinada em direção a reformas de base de inspiração socialista. Junta-se à tensão política a pressão do declínio econômico.

    [editar] Revolta dos marinheiros
    A revolta dos marinheiros foi um motim realizado pelos marinheiros da Marinha do Brasil que se sucedeu em 25 de março de 1964. Constituiu-se em uma assembléia de mais de dois mil marinheiros de baixa patente (marinheiros e taifeiros), que se realizou no prédio do sindicato dos metalúrgicos, no Rio de Janeiro. Os amotinados exigiam melhores condições para os militares e também pediam apoio às reformas políticas de base apregoadas pelo presidente João Goulart. A assembléia foi chefiada por José Anselmo dos Santos, mais conhecido como Cabo Anselmo.
    O então ministro da marinha, Sílvio Frota ordenou a prisão dos líderes amotinados, enviando destacamento dos fuzileiros navais, comandados pelo almirante Cândido Aragão. Ao final os fuzileiros juntam-se ao movimento.
    Pouco depois da recusa do comandante Aragão em debelar o movimento, Jango expediu ordens proibindo qualquer invasão da assembléia e exonerou o ministro Mota. No dia seguinte, 26 de março, o ministro do trabalho Amauri negociou um acordo, e os marinheiros concordaram em deixar o prédio pacificamente.
    Logo em seguida, os líderes do movimento foram presos pelos militares, por motim. Goulart concedeu perdão aos amotinados, criando um forte constrangimento entre os militares diante da imprensa e sociedade. Logo depois, dia 30 de março, véspera do golpe, Goulart procurou apoio pelo seu governo junto a alguns sargentos.[6]

    [editar] As estatizações e as supostas fraudes financeiras
    As recentes estatizações feitas por Leonel Brizola nas companhias telefônica e de energia do Rio Grande do Sul, ambas pertencentes a grupos dos EUA, criaram um clima tenso entre Brasil e Estados Unidos.
    Brizola denunciou um acordo de indenização fraudulenta feito com as companhias dos EUA, antigas proprietárias das estatais recém criadas do Rio Grande do Sul. O ministério caiu e o acordo foi suspenso, desagradando aos Estados Unidos.

    [editar] Os sargentos, os estudantes e os Grupos dos Onze
    Paralelamente, havia o movimento dos sargentos ideologicamente ligados ao governador Brizola. Estes pleiteavam o direito de serem eleitos, já que suas posses haviam sido impedidas pelo Supremo Tribunal Federal. O movimento estudantil, de orientação esquerdista, realizava protestos nas ruas.
    O efeito da organização de sargentos e cabos em grupos políticos não pode ser subestimado em relação ao descontentamento dos militares com o governo de Jango, principalmente pela ligação destes com Brizola, que era cunhado do Presidente, pois subvertia a hierarquia militar, um dos preceitos mais importantes e talvez a própria alma das Forças Armadas.
    Brizola criou o movimento chamado de Grupos dos Onze, que consistia na organização popular em grupos de onze pessoas, para fiscalizar parlamentares e militares (já prevendo tentativas de golpes) e pressionar o governo e o congresso pelas reformas de base.

    [editar] Reação da direita
    Os políticos do PSD, mais conservadores, temendo uma radicalização à esquerda deixam de apoiar o governo. A situação política de Goulart se torna insustentável, pois não tinha apoio total do PTB e nem dos comunistas. Não consegue governar de forma conciliatória.
    A UDN e o PSD temiam pelo crescimento do PTB, já que Leonel Brizola era o favorito para as eleições presidenciais que aconteceriam.
    Criou-se o medo de que Goulart levaria o país a um golpe de estado com a implantação de um regime político nos moldes de Cuba e China. Era o "perigo comunista", que serviria depois como justificativa para o golpe.

    [editar] Comício da Central do Brasil e a eclosão do golpe
     

    João Goulart.O comício de Goulart e Brizola, na Central do Brasil, em 13 de março de 1964, foi a chave para dar início ao golpe. Ficou conhecido como Comício da Central.[7]
    Brizola e Goulart anunciavam as reformas de base, incluindo um plebiscito pela convocação de nova constituinte, a reforma agrária e a nacionalização das refinarias particulares de petróleo.[8]
    Os políticos da UDN e do PSD sabiam que Brizola era favorito para as eleições presidenciais e que o povo apoiaria o seu projeto, logo, a aliança UDN-Militares-Estados Unidos iniciou sua mobilização definitiva em direção ao golpe.
    Desde 1961 o IPES estava mobilizando a classe média. Sendo o Brasil de maioria católica, a sociedade cristã foi mobilizada para a Marcha da Família com Deus Pela Liberdade, reunindo 500 mil pessoas.[9]

    [editar] O uso da religião
    Na Marcha da Família com Deus Pela Liberdade participaram quinhentas mil pessoas no dia 19 de março de 1964. Os manifestantes foram da praça da República e seguiram em direção à praça da Sé, onde foi rezada uma missa para "salvação da democracia". O padre Patrick Peyton, conhecido por sua campanha anticomunista, rezou a missa.[9]
    A marcha teve seu amplo sucesso garantido por Adhemar de Barros e Carlos Lacerda. A finalidade desta era mobilizar a maior quantidade possível de participantes para dar respaldo popular e facilitar aos militares a organização da derrubada de Goulart com o apoio dos políticos e da sociedade organizada[carece de fontes?].
    Na época, setores conservadores de outras igrejas também se juntaram ao apoio às cruzadas "anticomunistas". A Igreja Metodista, por exemplo, encontrava-se dividida, com setores simpáticos às reformas de Jango, e outros fortemente alinhados aos movimentos golpistas. Cabe lembrar aqui que, mais tarde, ocorreu o fechamento da Faculdade de Teologia desta Igreja, ao final de 1968, em sintonia com o AI-5[carece de fontes?].
    A movimentação popular foi financiada pelo IPES[carece de fontes?].

    [editar] Apoio logístico dos EUA
    [editar] Reunião de Kennedy com Lincoln Gordon
    Entre 11h55m e 12h20m, de 30 de julho de 1962, ocorreu na Casa Branca uma reunião que já apontava a influência que teriam os Estados Unidos no golpe que viria a ocorrer no Brasil dois anos mais tarde. Na presença do subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos, Richard Goodwin e do assessor especial para Assuntos de Segurança Nacional, McGeorge Bundy, e o embaixador americano no Brasil, Lincoln Gordon, que tinha vindo a Washington relatar a John Kennedy a conversa pessoal que havia tido com o presidente João Goulart, no dia 23 de julho 1962, em Brasília, Kennedy instruiu Gordon a interferir ativamente na política interna brasileira.[10] [11]
    (Kennedy): - Então, o que vamos fazer ? Eu digo, quem vamos escolher? Nós temos que mandar para lá alguém que possa estabelecer ligações muito rápidas... e tem de falar em português. (Goodwin): - Por que não falamos com o Ros Gilpatric ou alguém... (Kennedy): - Ótimo, mas isto tem de ser feito hoje. (Quinze segundos suprimidos como documento classificado.)

    — John Kennedy, Lincoln Gordon,Richard Goodwin [12]



    Escrito por Francisco às 12h07
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    [editar] Financiamento eleitoral
    O presidente norte americano John Kennedy através do intervencionismo político no Brasil, ordenou o financiamento das campanhas. Segundo o ex-agente da CIA, Philip Agee, os fundos provenientes de fontes estrangeiras foram utilizados na campanha de oito candidatos aos governos dos 11 estados onde houve eleições . Houve também o apoio a 15 candidatos ao Senado, a 250 candidatos à Câmara e a mais de quinhentos candidatos às Assembléias Legislativas.
    Foram feitas doações através do IBAD. Como a bancada de esquerda aumentou, as doações de campanha resultaram numa CPI, que apurou sua procedência. Veio através dos bancos Royal Bank of Canada, Bank of Boston e First National City Bank. Os militares brasileiros e com respaldo político e econômico das forças da UDN, lideradas por Carlos Lacerda, passaram modelar um movimento para remover Jango do poder.

    [editar] Pedido de apoio de Lacerda
    Lacerda havia pedido uma intervenção dos EUA na política brasileira, conforme entrevista ao correspondente no Brasil do Los Angeles Times, Julien Hart. Sua atitude causou uma crise política com os ministros militares solicitando o estado de sítio e a prisão de Lacerda.
    O estado de sítio foi recusado pelo congresso, com a esquerda suspeitando que fosse uma armadilha dos militares para prender os líderes de esquerda como Brizola e Miguel Arraes.

    [editar] Operações de logística
    Como os arquivos do governo de Lyndon Johnson comprovariam, vinte anos mais tarde, foi feita uma operação militar chamada Operação Brother Sam para atuar no Brasil em apoio à Operação Popeye dos militares.
    Somente no ano de 1962, quase cinco mil cidadãos americanos entraram no Brasil, número muito superior à média histórica conforme estudo de Jorge Ferreira em Rev. Bras. Hist. vol.24 no.47, São Paulo 2004, "A estratégia do confronto: a frente de mobilização popular".
    Ainda: (sic) "…o deputado José Joffily, do partido Social-Democrático (PSD), denunciou a "penetration" e, no princípio de 1963, o jornalista José Frejat, através de "O Semanário", revelou que mais de 5.000 militares norte-americanos, "fantasiados de civis", desenvolviam, no Nordeste, intenso trabalho de espionagem e desagregação do Brasil, para dividir o território nacional…"
    Darcy Ribeiro citou ainda que "foi desencadeado com forte contingente armado, postado no Porto de Vitória, com instruções de marchar sobre Belo Horizonte.".
    A "Brother Sam" objetivava abastecer com combustível e armas os militares golpistas. O porta-aviões americano USS Forrestal (CVA-59) e destróieres foram enviados à costa brasileira e ficaram próximos do porto de Vitória (ES).

    [editar] Correntes de pensamento da época
    Jango, por sua natureza populista seguia a tradição de Getúlio Vargas, além de influência da esquerda. Os militares impunham a segurança e o desenvolvimento conforme doutrina da Escola Superior de Guerra, cuja orientação filosófica seguia a política do National War College desde o final da Segunda Guerra Mundial e início da Guerra Fria.

    [editar] Cronologia do golpe
    No dia 28 de março de 1964, na cidade de Juiz de Fora, os generais Olímpio Mourão Filho e Odílio Denys se reuniram com o Governador de Minas Gerais o banqueiro Magalhães Pinto. Pinto foi um dos principais financiadores do IPES.
    A finalidade da reunião era o estabelecimento de uma data para o início da mobilização que culminaria com o golpe militar de 1964.

    [editar] As datas
    A data estabelecida para o início das operações militares para o golpe foi o dia 4 de abril de 1964. Conforme descrito pelos jornais O Estado de S. Paulo[13] e Folha de S. Paulo[14], o general Carlos Guedes, da Infantaria, afirmou que não poderia ser dado o golpe na data planejada, pois "nada que se faz em lua de quarto minguante dá certo". Consta que os golpistas haviam combinado em postergar a mobilização para depois do dia 8 de abril de 1964.
    Em 31 de março de 1964 o general Olímpio Mourão resolveu intempestivamente partir com suas tropas para o Rio de Janeiro às três horas da manhã. Este ato, segundo os jornais, foi considerado impulsivo pelo marechal Humberto de Alencar Castello Branco.
    Castello Branco, ao saber da partida de Olímpio Mourão, telefonou para Magalhães Pinto com o intuito de segurar o levante. Consta que o Marechal considerava o movimento prematuro e intempestivo.
    Pinto argumentou que uma vez iniciado o desenlace, seria um erro parar, pois alertaria as forças legalistas podendo agravar a situação.
    Anos mais tarde o Deputado Armando Falcão perguntou ao general Olímpio Mourão o porquê da atitude precipitada. A resposta do militar divulgada pela imprensa foi: "Em matéria de política sou uma vaca fardada."
    Segundo analistas, a precipitação foi um ato temerário de falta de visão estratégica que foi largamente discutido por historiadores e pela imprensa no sentido de que se houvesse reação poderia ter causado uma guerra civil no Brasil. Para tal bastaria que Goulart tivesse uma parcela de apoio de outros segmentos das Forças Armadas leais à Constituição Brasileira, entre elas o General Armando de Moraes Âncora.

    [editar] A Imprensa
    Antes da ditadura, jornais como O Globo, Jornal do Brasil, Correio da Manhã e Diário de Notícias pregaram abertamente a deposição do presidente. Somente o jornal Última Hora se opôs ao golpe.
    Segundo o jornalista Fernando Molica: "A grande maioria dos jornais era favorável à derrubada do governo João Goulart e festejou o golpe…"[15]
    Segundo Mino Carta, "a Folha de S. Paulo não só nunca foi censurada, como emprestava a sua C-14,(popular Chevrolet Veraneio), usado para transportar o jornal, para recolher torturados ou pessoas que iriam ser torturadas na Oban, Operação Bandeirante".

    [editar] A seqüência do golpe
    Em seguida à marcha seguida por Olímpio Mourão Filho, o general Âncora havia recebido ordem de João Goulart para prender Castello Branco, porém não a cumpriu.
    Comandando o Destacamento Sampaio para interceptar o Destacamento Tiradentes comandado pelo general Murici, o general Âncora, embora com tropa muito mais poderosa e armada, segundo suas palavras "não quis derramamento de sangue brasileiro atirando contra a juventude do país".
    Se as forças se enfrentassem no Vale do Paraíba, onde se encontraram, com certeza se iniciaria uma guerra civil, e, segundo os cronistas da imprensa, era tudo que os militares não queriam.

    [editar] A união das tropas



    Escrito por Francisco às 12h07
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    Ao se encontrarem, ao invés de haver enfrentamento as tropas uniram-se e marcharam em direção ao Rio de Janeiro. Às dezessete horas do dia 31 de março de 1964, fez-se o golpe.
    O Segundo Exército era comandado pelo general Amauri Kruel, que, em contato telefônico com o presidente, recebeu um pedido de apoio para pôr fim ao avanço.
    Kruel impôs a condição do fechamento do CGT e a prisão de seus dirigentes para apoiar Jango, no que teve a negativa do Governante, então suas tropas se dirigiram para o Rio de Janeiro pela Via Dutra, onde foram interceptadas pelo general Emílio Garrastazu Médici, que estava com os cadetes das Agulhas Negras à sua frente.
    No dia 1 de abril de 1964 houve uma reunião entre Âncora e Kruel que, convencidos por Médici, uniram-se de fato aos demais militares. Durante as negociações foi decidida a união das tropas.

    [editar] A prisão de Miguel Arraes e João Dória
    Enquanto isto, no Nordeste, Miguel Arraes, governador de Pernambuco, e João Dória, governador de Sergipe, eram presos como traidores da nação.

    [editar] Jango se refugia no Rio Grande do Sul
    O Quarto Exército comandado pelo General Justino Bastos dominava estrategicamente toda a situação, e João Goulart havia voado para Brasília para procurar apoio do Congresso. Na Guanabara, Carlos Lacerda havia posto a polícia à caça de colaboradores de Goulart bloqueando ruas e acessos com caminhões de lixo. As tropas da polícia de Lacerda chegaram a cercar o palácio Guanabara, numa tentativa de prender o Presidente da República.
    Enquanto era perseguido pelos golpistas, Goulart reuniu-se com o general Nicolau Fico, comandante militar de Brasília, e o general Assis Brasil, chefe da Casa Militar.
    Preparou um comunicado à nação, informando que iria para o Rio Grande do Sul para se unir às forças do III Exército, sob o comando do general Ladário Teles, informando sobre o golpe e conclamando a população a lutar pela legalidade.
    Darcy Ribeiro e Waldir Pires falaram à população na televisão. O governo ainda controlava os meios de comunicação em Brasília. O presidente tentou viajar para Porto Alegre em avião de carreira, porém a decolagem foi sabotada por golpistas. Jango voou então no avião presidencial, arriscando-se a ser abatido por militares.
    Apesar do acordo com o general Nicolau Fico estabelecer que as tropas ficariam nos quartéis em Brasília, os militares ocuparam as imediações do Congresso para impedir manifestações populares. Estas estavam previstas se os congressistas se reunissem para votar o impedimento do presidente.
    O motivo seria o fato do chefe da nação ter se ausentado do país. Darcy Ribeiro fez então um comunicado, lido por Doutel de Andrade na tribuna do Congresso Nacional, já na madrugada do dia 2 de abril.

    [editar] A ação do Congresso
    O senador Auro Soares de Moura Andrade, presidente do Congresso Nacional, apesar de o presidente da República estar no País, declarou vaga a presidência. Alegou que o presidente havia saído do Brasil e que o comunicado de Darcy Ribeiro era mentiroso.
    Andrade empossou o presidente da Câmara Ranieri Mazzilli como governante provisório, ato considerado anos depois por juristas como irregular. Em seguida mandou desligar os microfones e as luzes rapidamente, sob protestos de Tancredo Neves.
    Os participantes do Congresso Brasileiro criaram assim condições para o golpe militar e a ditadura que se seguiria.

    [editar] Jango vai embora do Brasil
    Consta que Darcy Ribeiro tentou convencer o presidente a resistir, como explicou em depoimento.[16]
    Darcy considerava que o governo deveria resistir usando a aviação comandada pelo brigadeiro Teixeira para conter as tropas de Olímpio Mourão, composta de recrutas desarmados, e os fuzileiros comandados por almirante Aragão, que poderiam então prender Carlos Lacerda e Castello Branco.
    Goulart se recusou a resistir pois foi informado que os golpistas tinham o apoio da armada americana que estava se encaminhando para o Brasil, o que poderia conflagrar uma guerra civil. João Goulart tinha o apoio do Terceiro Exército comandado pelo general Ladário Teles, e de Leonel Brizola. Porém decidiu ir embora do Brasil, a partir de então teria surgido uma dura inimizade entre Brizola e João Goulart, que perduraria até 1976.
    O general Argemiro de Assis Brasil foi figura determinante na fuga de Jango do país durante o golpe, pois protegeu-o e à sua família, guiando-o em segurança para o Uruguai. Ao se apresentar às autoridades que assumiram ao poder, o general foi preso, processado e sua carreira profissional interrompida sendo considerado traidor. Perante o Exército Brasileiro o general Assis Brasil passou a ser considerado morto, perdendo assim todos os seus direitos e os anos dedicados àquela arma.

    [editar] Consolidação do regime militar
    O jornal Última Hora e a sede da UNE foram destruídos por militantes de Lacerda, muitas das organizações que apoiavam Jango tiveram seus líderes presos e perseguidos pela ditadura.
    À medida em que o golpe militar foi avançando as liberdades individuais da população brasileira foram sendo extintas com o endurecimento do regime.
    A imposição de um estado de exceção com a ruptura dos direitos civis da população e uma ditadura militar com o alinhamento político-econômico sob tutela e proteção dos Estados Unidos da América, segundo aqueles, era primordial para a modernização do Brasil, e, havia a doutrina propagandeada de que "o que era bom para os Estados Unidos era bom para o Brasil".

    [editar] Base de apoio militar
    O movimento político militar de 1964 foi um golpe de estado, portanto não somente militar. O Congresso e a sociedade civil tiveram sua parcela de responsabilidade aceitando o patrocínio financeiro e logístico dos Estados Unidos. A Operação Brother Sam, conforme amplamente divulgado pela própria imprensa nacional e estrangeira, teve papel importante em respaldar a Operação Popeye deflagrada por Olímpio Mourão Filho. O National Security Archive, entidade de pesquisa e divulgação de documentos secretos do governo norte-americano, por ocasião dos quarenta anos do golpe militar, divulgou documentos já em domínio público do primeiro escalão do governo norte-americano da época.
    Segundo os arquivos, para o presidente Lyndon Johnson o que estava em jogo era o confronto global entre o comunismo soviético e a democracia. Por essa razão Johnson estava disposto a fazer o que fosse preciso para ajudar o movimento que derrubou João Goulart.
    A embaixada e os consulados norte americanos no Brasil, tinham agentes da CIA encarregados de levantar informações sobre as atividades de comunistas e militares no Brasil.
    Segundo a revista Veja, na edição 1 848, de 7 de abril de 2004, "os militares e empresários que conspiravam contra Jango tinham o hábito de pedir apoio aos americanos para suas aspirações golpistas, revela um relatório de Lincoln Gordon de 27 de março de 1964 (…) Uma nova leva de papéis publicada na semana passada no site do National Security Archive".



    Escrito por Francisco às 12h05
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    )

     

    [editar] A quebra da hierarquia
    Uma justificativa apresentada à opinião pública pelos militares após a revolução, era a de que este era um movimento político militar para derrubar Jango e restabelecer a hierarquia militar vertical abalada nas Forças Armadas, pelo apoio do presidente da República à luta emancipatória dos sargentos e marinheiros, que queriam candidatar-se a cargos públicos. Este era "ato considerado irregular pela própria legislação e pela Constituição vigente". Também afirmavam que queriam evitar a contaminação das doutrinas de esquerda no Brasil pelos Chineses, Cubanos e Soviéticos. Afirmavam ainda que a finalidade do golpe foi também controlar a inflação e colocar o país "nos eixos".
    O golpe de 1964 se transformou numa sucessão de atos institucionais, mas também de construções de grandes obras. A modernização elevou o país como uma das grandes economias mundiais. As dívidas geradas pelas famosas "Obras Faraônicas", ao final da ditadura, geraram uma inflação galopante que levaram o Brasil a um período chamado posteriormente por alguns setores da Imprensa como "A década perdida".

    [editar] As promessas
    No início houve a promessa à elite, à classe média e à população em geral (noticiada fartamente no rádio, na televisão e na imprensa em geral), que a Constituição de 1946, a normalidade democrática e as eleições seriam preservadas e restabelecidas rapidamente (em 1966, no mais tardar), logo ao final do mandato de Jango, que estaria sendo preenchido pelos interventores militares.
    Segundo a Fundação Getúlio Vargas:

    (sic)…o golpe militar foi saudado por importantes setores da sociedade brasileira. Grande parte do empresariado, da imprensa, dos proprietários rurais, da Igreja católica, vários governadores de estados importantes (como Carlos Lacerda, da Guanabara, Magalhães Pinto, de Minas Gerais, e Ademar de Barros, de São Paulo) e amplos setores de classe média pediram e estimularam a intervenção militar, como forma de pôr fim à ameaça de esquerdização do governo e de controlar a crise econômica.
    No pensamento vigente da época, o Brasil estava perdido em greves, "baderna", corrupção, "roubalheira" e inflação, portanto haveria que ser feito algo urgente para restabelecer uma suposta ordem democrática.
    A propaganda institucional (ver IPES) era farta. A sociedade estava dividida pela ideologia.
    É alegado que qualquer que fosse a direção tomada, fatalmente o Brasil seria uma ditadura, ou de esquerda, ao estilo soviético, chinês, ou cubano, ou de direita, como tantas outras que floresceram na América Latina.
    Assim, houve a ditadura de direita, alinhando-se ao bloco liderado e financiado pelos Estados Unidos.

    [editar] Após o golpe de 1964
    Logo após o golpe de 1964, em seus primeiros 4 anos, a ditadura foi endurecendo e fechando o regime aos poucos. O período compreendido entre 1968 e 1975 foi determinante para a nomenclatura histórica conhecida como "anos de chumbo". Vieram os Atos Institucionais, artificialismos criados para dar legitimidade jurídica a ações políticas contrárias à Constituição Brasileira de 1946, culminando numa ditadura.
    Dezoito milhões de eleitores brasileiros sofreram das restrições impostas por seguidos Atos Institucionais que ignoravam e cancelavam a validade da Constituição Brasileira, criando um estado de exceção, suspendendo a democracia.
    Querendo impor um modelo sócio, político e econômico para o Brasil, a ditadura militar no entanto tentou forjar um ambiente democrático, e não se destacou por um governante definido ou personalista. Durante sua vigência, a ditadura militar não era oficialmente conhecida por este nome, mas pelo nome de "Revolução" e seus governos eram considerados "revolucionários". A visão crítica do regime só começou a ser permitida a partir de 1974, quando o general Ernesto Geisel determinou a abertura lenta e gradual da vida sócio-política do país.
    O golpe também foi recebido com alívio pelo governo norte-americano, satisfeito de ver que o Brasil não seguia o mesmo caminho de Cuba, onde a guerrilha liderada por Fidel Castro havia conseguido tomar o poder. Os Estados Unidos acompanharam de perto a conspiração e o desenrolar dos acontecimentos, principalmente através de seu embaixador no Brasil, Lincoln Gordon, e do adido militar, Vernon Walters, e haviam decidido, através da secreta "Operação Brother Sam", dar apoio logístico aos militares golpistas, caso estes enfrentassem uma longa resistência por parte de forças leais a Jango.

    [editar] Correntes ideológicas militares
    Segundo o tenente-coronel de Infantaria e Estado-Maior do Exército Brasileiro Manuel Soriano Neto, em palestra comemorativa proferida na AMAN em 12 de setembro de 1985, em homenagem ao centenário do marechal José Pessoa:

    "Com as desavenças que grassavam na corrente outubrista, o tenentismo vem a se desintegrar. Tal fato se dá após a Revolução de 1932, mormente durante o ano de 1933, quando se formava a Assembléia Nacional Constituinte. Parcelas das Forças Armadas se desgarraram para a esquerda e para a direita, incorporando-se à Aliança Nacional Libertadora e à Ação Integralista Brasileira, que apregoavam ideologias importadas, não condizentes com a idiossincrasia de nosso povo."
    Portanto, dentro das forças armadas brasileiras, existia uma grave cisão interna de ordem ideológica e, ainda havia outra divisão entre os moderados e a linha dura.
    Porém havia também o sentimento patriótico autêntico que manteve ocultas da população todas as desavenças internas.
    Os grupos concorrentes entre si defendiam pontos de vistas diferentes:

    Um grupo defendia medidas rápidas diretas e concretas contra os chamados subversivos, ou inimigos internos, estes militares apoiavam sua permanência no poder pelo maior tempo possível.
    Ao contrário do grupo anterior, o segundo era formado por militares que tinham por doutrina a tradição de intervenções moderadoras. Estes procuravam permanecer no poder somente o tempo necessário até se formar um governo aceito pelo grupo a exemplo de 1930, 1945 e 1954. Quando passado o período de maior risco institucional houve o rápido retorno do poder para os civis.
    [editar] Doutrina da segurança nacional
    Para os dois grupos era necessário salvaguardar o Brasil contra o poder do comunismo internacional (além do anti-getulismo, leia-se populismo).
    Segundo a doutrina dos militares, o inimigo devia ser extirpado a todo custo e os governos populistas seriam uma porta de entrada para a desordem, subversão e propiciariam a entrada de ideologias nocivas à nação.
    As facções contrárias internamente nas forças armadas acabaram se unindo apesar da não concordância metodológica. Desta forma, os militares mais radicais se aglutinaram ao general Costa e Silva, e os mais estratégicos ao general Humberto de Alencar Castelo Branco.
    Muitos militares da época afirmam que se a orientação filosófico-ideológica das forças armadas fosse para a esquerda, estas defenderiam da mesma forma a linha de pensamento, somente o inimigo que mudaria de lado, o que importava era a segurança da Nação.

    [editar] Beneficiados
    Entre os que apoiariam o golpe militar, havia muitos especuladores de capital, banqueiros, grandes latifundiários, setores da indústria mecânica, construção civil, e principalmente políticos oportunistas que trocavam de partido independente da sua orientação ideológica. Os maiores financiadores do golpe foram notadamente as grandes oligarquias do Brasil, além de multinacionais estado-unidenses, em torno de trezentas empresas inicialmente.
    Veja também:

    IPES:Os maiores financiadores do IPES foram cinco empresas: Refinaria União, Light, Cruzeiro do Sul, Icomi, Listas Telefônicas Brasileiras, além de trezentas empresas norte americanas de menor porte. O Instituto foi fundado pelo general Golbery do Couto e Silva, logo após pedir para passar para a reserva do Exército Brasileiro, em 2 de Fevereiro de 1962.
    Localizava-se no edifício Avenida Central, no Rio de Janeiro, vigésimo sétimo andar, com treze salas.

    Propaganda
    Propaganda institucional
    Publicidade do regime militar de 1964
    [editar] Milagre econômico
    Ver artigo principal: Milagre brasileiro
    O surto de crescimento econômico que ocorreu em seguida ao golpe militar, chamado de Milagre brasileiro, caracterizado pela modernização da indústria e pelas grandes obras, estava de fato ocorrendo. Porém, também havia os interesses de grandes grupos econômicos e a especulação do capital. Estes tinham interesse nos lucros advindos da ditadura forçando a construção de grandes obras de infra-estrutura.
    Naquela época, fortunas gigantescas foram ganhas às custas de empréstimos externos. Dizem alguns que o retorno do investimento das empresas e grupos multinacionais era necessário, o montante aplicado no golpe foi imenso. O problema não equacionado foi custo social do retorno.
    O Brasil cresceu, mas endividou-se exponencialmente, apesar de ser elevado à oitava economia do planeta.
    Ao primeiro sinal de crise, entre 1973 e 1974, o capital especulativo volátil se foi para outras praças mais seguras, deixando o país num beco sem saída. Os empréstimos a juro barato se extinguiram, o crescimento desacelerou, o país entrou em grandes dificuldades de caixa e principalmente de liquidez. Muitas obras pararam ou tiveram sua qualidade diminuída em função da falta de dinheiro para um término adequado, outras foram inauguradas às pressas.
    A aceleração inflacionária começou lenta, gradual e constante. A economia de aproximadamente 67% da massa populacional (em torno de 40 milhões de pessoas) teve uma redução abrupta, o povo empobreceu e se endividou rapidamente junto ao sistema financeiro, o que gerou escassez de capital e aumentou a impressão de papel-moeda, que realimentou a inflação, que por sua vez alimentou a escassez.
    A pressão social foi aumentando exponencialmente, todos começavam a maldizer o governo, inclusive os próprios servidores públicos, apesar disso ser proibido.
    O governo militar, prevendo aonde isso poderia chegar, viu-se forçado a mudar de estratégia. Já em meados de 1976, iniciou um lento processo de abertura democrática e adequação social. Este processo não poderia ser rápido demais, pois poderia haver uma explosão social, nem muito lento, pois a recessão advinda poderia destruir a economia do país.

    [editar] Ato Institucional Número Um
    Em 9 de abril de 1964 foi publicado o Ato Institucional Número Um , ou AI-1, que suspendeu por dez anos os direitos políticos de todos aqueles que poderiam ser contrários ao regime, intimidando os congressistas com a ameaça de cassações, prisão, enquadramento como subversivos e expulsão do país. A Lei de Segurança Nacional que seria publicada no futuro, em 3 de março de 1967, teve seu embrião no AI-1.[17]
    Houve uma razão lógica para a decretação do Ato, que foi uma medida mais estratégica do que o diálogo. Os políticos, em sua maioria, estavam reticentes quanto aos caminhos que seriam tomados pelo governo de então. Naquela altura, a conversa, o convencimento pela razão e pelos argumentos, seriam inócuos, demandariam muito tempo, o que daria espaço e fôlego aos depostos ou à oposição de se reorganizarem.
    Haveria que se tomar uma medida radical para convencer os indecisos dos rumos determinados pelo comando da revolução (ou golpistas), e um Congresso indeciso seria precedente perigoso para a deflagração de uma guerra civil, daí o afastamento de todos aqueles que porventura poderiam dificultar o processo ou reagir. Isto está bem claro nos primeiros parágrafos do AI-1:

    "... É indispensável fixar o conceito do movimento civil e militar que acaba de abrir ao Brasil uma nova perspectiva sobre o seu futuro. O que houve e continuará a haver neste momento, não só no espírito e no comportamento das classes armadas, como na opinião pública nacional, é uma autêntica revolução."
    "A revolução se distingue de outros movimentos armados pelo fato de que nela se traduz não o interesse e a vontade de um grupo, mas o interesse e a vontade da Nação."
    "A revolução vitoriosa se investe no exercício do Poder Constituinte. Este se manifesta pela eleição popular ou pela revolução. Esta é a forma mais expressiva e mais radical do Poder Constituinte. Assim, a revolução vitoriosa, como Poder Constituinte, se legitima por si mesma."
    Como observado no texto, os militares acreditavam da necessidade urgente de legitimar o governo.

    Muitos ainda discutem que se fosse de fato um "movimento popular legítimo em nome da democracia", alguns meses depois da "revolução" deveria ser feito um plebiscito, para se saber da verdadeira vontade popular.
    Ainda hoje é cobrada pelos mais antigos a necessidade de se mandarem cumprir dezesseis atos institucionais.
    Alegam outros que no início houve o desejo de entregar a democracia o mais rapidamente possível à Nação. Ainda dizem que o presidente Castello Branco foi bastante claro quanto ao seu desejo, pois ele era um intelectual.
    Dizem ainda que houve uma radicalização principalmente da linha dura dos militares, que não aceitavam de forma alguma um governo de tendências esquerdistas democraticamente eleito novamente. Segundo o grupo mais radical, se isso acontecesse, poderia haver uma entrada das esquerdas no Brasil e, em consequência, o país explodiria em conflitos agrários e urbanos, com muito mais violência do que se eles permanecessem no poder.

    Anos de chumbo
    [editar] A Emenda Constitucional
    No dia 17 de outubro, foi promulgada pela junta militar a Emenda Constitucional nº 1, incorporando dispositivos do AI-5 à constituição, estabelecendo o que ficou conhecido como Constituição de 1969.
    Em 25 de outubro, Médici e Rademaker foram eleitos pelo Congresso por 293 votos, havendo 76 abstenções, correspondentes à bancada do MDB. O novo presidente tomou posse no dia 30 de novembro.

    [editar] A censura
    A censura, executada pelo CONTEL,[1] comandado pelo SNI e pelo DOPS, proibiu toda e qualquer exibição em território nacional de filmes, reportagens, fotos, transmissão de rádio e televisão, que mostrassem tumultos em que se envolvessem estudantes.

    [editar] A manifestação do Governador Negrão de Lima
    O governador Negrão de Lima, conforme informado em toda a imprensa nacional da época, sempre cercado por 100 soldados da PM, acompanhou, através de informações, todos os movimentos executados pelos órgãos de repressão, declarando-se satisfeito com os rumos da "revolução", mais uma vez vitoriosa contra o comunismo.

     



    Escrito por Francisco às 12h05
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    CineSesc exibe filmes independentes inéditos em São Paulo

     

     
    Hunger
    Cena de "The Hunger", filme inédito em SP que retrata os últimos dias de Bobby Sands, do IRA

    A partir de sexta-feira (19), no CineSesc (zona sul), será possível assistir a filmes estrangeiros independentes --muitos deles inéditos em São Paulo. A mostra Zona Livre se estende até o próximo dia 25, com ingressos de R$ 2 a R$ 8.
    Dos 20 títulos que integram a programação, o japonês "All about Lily Chou Chou" abre o ciclo às 14h de sexta. O filme trata de um grupo de adolescentes imersos na cultura cyber/pop japonesa que têm de lidar com problemas como intimidações na escola. Seu escape é uma pop star.
    Outro destaque é "The Hunger", com sessão às 17h, no sábado (20). A produção também inédita na capital paulista mostra os últimos meses de Bobby Sands, voluntário do IRA (Exército Republicano Irlandês) e membro do Parlamento do Reino Unido, que entrou em greve de fome em 1981, em prol de conquistar o status de preso político a prisioneiros republicanos.



    Escrito por Francisco às 17h19
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    DAIME, INCONSISTÊNCIAS E ABSURDOS

    domingo, 14 de março de 2010 | 6:59

    Poderia, claro, deixar quieto, mas não vou. Especialmente porque a imprensa tem de aprender a lidar melhor com assuntos que podem ser espinhosos. Estamos todos consternados com a morte trágica do cartunista Glauco e de seu filho Raoni, mas nem por isso devemos suspender o juízo.

    Por mais que pareça compatível com certa atmosfera de, sei lá como chamar, visão muito particular de mundo (pode ser assim?) a versão de que Carlos Eduardo Nunes, o assassino, entrou em surto e exigia que Glauco asseverasse a sua mãe que era Jesus Cristo — teria cometido os dois homicídios no auge do descontrole —, há de se admitir que é uma história pouco compatível com o fato de que estava acompanhado — um amigo, talvez dois, aguardava no carro. Esse amigo (ou amigos) participava do mesmo surto? Como Nunes o(s) teria convencido a acompanhá-lo? “Vamos lá; ele tem de dizer que eu sou Jesus”.

    No trajeto entre o Alto de Pinheiros e Osasco, nada os demoveu da idéia? Consta que era um “conhecido da família”. Da família? Da Igreja?  Será preciso apurar a verdade dessa versão. VEROSSÍMIL ELA NÃO É. “Ele só surtou quando estava lá”, pode dizer alguém. Nesse caso, o que fazia armado? Do que vive Nunes? Qual é a sua fonte de renda?

    E continuo incomodado com a versão fantasiosa do advogado da família, Ricardo Handro. Depois de conversar com familiares do cartunista, que assistiram  à tragédia, anunciou que pai e filho tinham sido vítimas de bandidos que pareciam drogados. De onde tirou essa história? Todos sabiam quem era Nunes, um “conhecido da família”. Intencionalmente ou não, a sua fala poderia ter induzido a polícia a erro, COLABORANDO PARA A IMPUNIDADE DO ASSASSINO. Na Internet, muitos chegaram a lastimar a violência em São Paulo… Uma testemunha, que reconheceu o rapaz, desfez a fantasia.

    Vamos fazer de conta que isso não aconteceu também? Nada cobraremos do senhor Handro? Vamos fingir que essa história não é estranha? Reitero: o advogado gravou uma entrevista horas depois da tragédia, quando toda a imprensa já estava lá, sustentando a inverdade. Por quê? Colaborando para punir Nunes é que ele não estava.

    Outras imprecisões
    A liberdade de expressão garante que cada um atribua a suas escolhas a origem que bem entender. A imprensa é que não precisa — OU MELHOR, NÃO DEVE — dar curso a certas fantasias. Repórteres têm chamado o daime de “doutrina cristã”. É mesmo? Os cristianismos são muitos, eu sei. Todos têm um fundamento: a Bíblia. Há divergências sobre se este ou aquele livros são ou não “inspirados”. As interpretações  estão sujeitas às mais variadas inflexões. Mas me digam que passagem, lateral que seja, justifica que se possa dizer  cristã uma “doutrina” que confere a uma bebida alucinógena a centralidade que o daime confere à tal infusão.

    Recebi comentários bastante impressionantes aqui. Uns falam da “evidência” (!!!) de que Moisés teria ingerido o Daime quando recebeu as tábuas da lei. Outro assegura que a passagem em João em que Cristo pede água à samaritana faz alusão à bebida…  Um mínimo de rigor histórico e jornalístico pediria que se escrevesse ou se falasse, ao menos, “doutrina que se diz cristã”. E nem estou fazendo juízo de valor. Sei que há quem considere o cristianismo fonte de todos os horrores, e o Daime, de todo o bem: não vou entrar nessa. Mas dizer que se trata de uma “doutrina cristã” é de lascar!

    Num texto publicado na Folha, no sábado, Mario Cesar Carvalho ajuda a esclarecer algumas coisas e a confundir outras tantas.
    Ele esclarece:
    Glauco seguia uma vertente do Santo Daime que nasceu nos anos 70 a partir de uma dissidência fundada por Sebastião Mota de Melo. A doutrina original era uma mistura de cristianismo, espiritismo e práticas xamânicas. As cerimônias são marcadas por hinos e pelo uso de ayahuasca, chá feito com duas plantas amazônicas, uma das quais tem efeito alucinógeno. Diz a história oral que o criador do Santo Daime, Raimundo Irineu Serra (1892-1971), conhecera o ayuhasca pelas mãos de um xamã peruano. Sebastião acrescentou à essa mistura o uso ritual da maconha.

    Segundo entendi, a Céu de Maria, igreja de Glauco, é essa que usa maconha nos rituais.

    Mas o repórter também contribui para a confusão:
    Apesar da ira dos mais conservadores contra o chá, o Santo Daime ganhou fama entre os mais jovens pela sua capacidade de recuperar dependentes de drogas e de álcool. O próprio Glauco dizia que abandonara a cocaína e a bebida graças ao Daime.
    “O Daime reabilita mesmo. Meu marido era viciado e parou. Perdeu a obsessão que tinha pela droga”, diz a fotógrafa Janete Longo.
    Isso ocorre, segundo ela, porque a religião mescla autoconsciência, psicanálise e cristianismo. Longo afirma que 70% dos fardados -o jargão que designa os frequentadores dos cultos- eram dependentes de álcool ou drogas. No ano passado, 11 mil passaram pelos cultos do Céu de Maria, segundo Orlandão.
    Longo refuta a idéia de senso comum de que o chá é alucinógeno. “Os bebês são batizados com um pouquinho de ayahuasca e não acontece nada”.

    Vamos ver
    “Conservadores”, como a gente vê, são sempre esses seres irados. Parece que um “progressista” deve, então, necessariamente, achar que a bebida é uma coisa bacana. De fato, no texto, a oposição se dá entre “conservadores” e “jovens” — eliminando-se a hipótese de que se possa ser jovem e conservador… Ainda que neste particular sentido da palavra: não curtir o tal chá.

    Afirmar, sem ressalvas e sem atribuir aos crentes, a capacidade do chá  “de recuperar dependentes de drogas e de álcool”, lamento dizer, é uma irresponsabilidade. Cadê os estudos? Cadê os dados científicos? “E você, seu católico, não acredita em milagres?” É, acredito em alguns, bem pouquinhos… Mas não mandaria um dependente químico para a igreja se persignar com água benta e pronto! Ademais, se a igreja pertence à tal dissidência, faz uso ritual da maconha, certo? Ou não faz? Isso ajuda a curar o vício das drogas?

    Não, eu não descarto que as pessoas, em razão de certas convicções ou da fé, possam abandonar as drogas e o álcool. Mas sei que este é um trabalho que demanda apuro profissional, pesquisa e remédios — devidamente testados, com a caracterização rigorosa de seus efeitos colaterais.

    Já sabemos que o daime mescla “cristianismo, espiritismo e práticas xamânicas”. A fotógrafa acrescenta a isso tudo a “psicanálise”. Pode ser. O fato é que, e eu tratei disso no primeiro texto que escrevi sobre o assunto, as igrejas do daime estão atraindo viciados em busca de cura. Já ouvi relatos nada edificantes. Parece-me que a prática cruza a linha da responsabilidade. Muitas dessas pessoas chegam lá sob o efeito de remédios. O que se conhece até agora das interações do daime com outras drogas? Resposta: NADA! Não estamos falando da “água” ungida de certos milagreiros que andam por aí.

    Acredito que Janete Longo e o próprio repórter não tenham atentado para esta enormidade:
    Longo refuta a idéia de senso comum de que o chá é alucinógeno. “Os bebês são batizados com um pouquinho de ayahuasca e não acontece nada”.

    Para começo de conversa, Carvalho chamou a bebida de “alucinógena”, e não o “senso comum”. Para aquela senhora, a evidência de que não é um chá alucinógeno é que “os bebês são batizados com um pouquinho de ayahuasca e não acontece nada”. O que ela esperava? Que os infantes tomassem a sua santa mamadeira e começassem a debater os estratagemas apontados por Schopenhauer para vencer um debate sem precisar ter razão? E como ela sabe que “não acontece nada?” Que religiões e que líderes religiosos autorizam que se administre o chá para bebês? Parece-me uma revelação grave.

    Será que ainda ficaremos com saudade do tempo em que o ópio dos intelectuais era só o  marxismo?

    Lamento a morte de Glauco e Raoni e espero que o assassino vá para a cadeia. Mas não dá para ficar alimentando certas fantasias e silenciar diante de óbvias inconsistências e absurdos clamorosos.

     

    Por Reinaldo Azevedo-Veja

     

    O Santo Daime não é um alucinógeno e sim um enteógeno. A diferença é a seguinte: quando uma pessoa que está alucinando e entra num hospital psiquiátrico, as primeiras perguntas feitas são ‘quem é você e aonde você está”. A pessoa com alucinação não consegue responder a estas perguntas simples, pois ela aperde a noção de tempo e espaço. Não é o que ocorre na enteogenização. A pessoa que bebeu daime não perde a noção de si próprio, apenas tem a mente expandida e eventualmente tem acesso a registros arquetípicos. Mas é só ela abrir os olhos que interrompe o processo e pode se comunicar normalmente com as pessoas ao redor.

    adriana santos

     

    Aguardem. Uma tv holandesa (werz-tv) está vindo para o Brasil, para fazer uma reportagem sobre o xamanismo de Pariquera-Açu. Os holandeses querem saber que estória é essa de madrinha assassinada nas imediações do CNSC, e 1 milhão de seguro nas imediações do Santander.

     

    POLÍCIA FEDERAL DA FLAGRANTE POR TRAFICO DE DROGAS NO IGREJA SEDE DO SANDO DAIME DO GLAUCO CARTUNISTA
    http://www.agazeta.net/index.php?option=com_content&view=article&id=6455:traficantes-estao-negociando-maconha-por-cocaina-no-acre&catid=19:acre
    A VERDADE PODE CHOCAR MAS ABRE OS OLHOS
     
    De acordo com a Globo News, e citado em http://e-paulopes.blogspot.com/2010/03/cadu-matou-glauco-em-missao-de-deus.html, Cadu, entre outras drogas, teria tomado o tal de Santo Daime antes dos crimes.
     
    Reinaldo, uma das normas do Céu de Maria, a igreja dirigida por Glauco, estabelece:”Àqueles que estão no apuro, enfrentando passagens ruins (as peias), não é hábito dar nenhum tipo de tratamento especial, pois confia-se na sabedoria da manifestação do Daime, que é agente de limpeza e cura”.
    http://www.ceudemaria.org/hinario.html.“
    O jornalista carioca Jorge Mourão deu a seguinte declaração à revista Veja:”Eles não prestam apoio psicológico a quem consome o chá, abandonam seus adeptos nas horas mais difíceis. Por isso, meu enteado suicidou-se pulando numa fogueira. Seu corpo está até hoje no Acre (onde a seita se concentra), não foi enterrado em cemitério e não tem certidão de óbito”.
     
    Reinaldo, quando a imprensa vai fazer matéria séria sobre criança bebendo chá alucinógeno? Trata-se de saber se crianças têm maturidade psicológica e estrutura emocional para vivenciar ‘mirações’ e fazer ‘viagens astrais’, em que as visões são, às vezes, descritas como aterrorizantes. Em contatos com o Conselho Tutelar de Palhoça, na Grande Florianópolis, fui informada que o Ministério Público está decidido a investigar o assunto. Basta ver o que acontece em igrejas daimistas, como a Flor de Jagube, nos arredores de Belo Horizonte.
     
    Na década de 80, morei no Acre por 03 anos, e foi lá, que por curiosidade própria da idade, fui experimentar o tal chá.
    Na primeira vez, visitei um sítio chamado “União do Vegetal”,( veja só o nome).Lembro-me que também estavam a cantora Tetê Spíndola e o tbm cantor Almir Sater.
    Na segunda vez, fui numa tal colônia “Cinco Mil”, e experimentei pela segunda vez, para nunca mais!!!!!!!
    Na minha opinião, trata-se de um bando de doidos!
    Na tal União do Vegetal, para vc falar com o tal mestre, era preciso pedir permissão e ele a dar, ok???
    Tive até um ataque de riso pela cena e encenação toda..palhaçada.
     
    Eu li na Internet que o CONAD - Conselho Nacional Anti-Drogas - fazia reuniões com representantes dos interessados, um dos quais era Alex Polari. Ali está uma bela representação da transversalidade e do direito achado na rua. Chama-se o drogado para discutir com ele a política anti-drogas. Esse é o Ministério da Saúde de Lulla.
    É uma pena que só depois de 2 assassinatos essa discussão tenha vindo à luz. Houve uma grande irresponsabilidade daqueles que trataram essa “igreja do Glauco” como mais uma porra-louquice sem conseqüências. O que se viu, todavia foi que a tal igreja. graças a sua vertente original (que somava daime e maconha) era também um local onde se fumava maconha e, certamente, se consumia outras drogas. Parece-me, então, que o daime, neste caso, tem o mesmo efeito do Pilatos no Credo.
    Além disso, droga tem ligação com bandido; e bandidos com armas. Esse riquinho -Sundfeld Nunes - que matou Glauco e o filho devia ter proximidade com bandidos, logo com armas. Depois, próximo a Osasco estão alguns municípios bem pobres, onde há tráfico e violência; sem falar que, pouco mais abaixo, está Embu, entreposto mais que conhecido na distribuição de drogas. Até estrangeiros o freqüentam. Sem falar de Mauá, não o paulista, o carioca, típico acampamento anos final 1970/1980.
     


    Escrito por Francisco às 17h04
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    12/03/2010

    Glauco e a arte da anarquia


    Menino, deixa de anarquia, dizia minha velha tia ranzinza quando eu fazia alguma coisa errada, aprontava alguma travessura.
    Anarquia, ali, não tinha nada a ver com anarquismo, mas sim com a capacidade sobretudo das crianças ou daqueles que mantêm a alma juvenil de dar uma esculhambada básica para tornar a vida mais leve, aceitável.
    Em paulistês, anarquia é isso.
    E assim era o Glauco, assim são os personagens do Glauco, em permanente anarquia para rir da vida e de si mesmo.
    Difícil pensar em vida leve e aceitável para falar do Glauco agora que ele foi morto a tiros junto com o filho, numa tragédia medonha.
    Difícil lembrar o quanto ele era engraçado, o quanto anarquizava seus amigos e colegas de trabalho, entre os quais me inclui durante muitos anos, com todo o orgulho do mundo.
    Talvez fosse o caso de deixar as histórias engraçadas para outro dia, mas vou assumir o risco da heresia, porque o que rola é admiração, respeito e desde já saudades.
    Na Folha, onde vivi em tempo integral 21 anos, o Glauco era, ele mesmo, um personagem.
    No tempo em que os desenhos de cartunistas e chargistas eram feitos na base do papel e caneta, virava e mexia lá estava aquele cara magrelo com um envelope pardo na mão, entrando meio que furtivamente pelos corredores do quarto andar da Alameda Barão de Limeira, 425, sede da Folha.
    Sempre, sempre e sempre tinha uma piadinha, um sarrinho para tirar, e eu, entre outros, costumava ser uma de suas vítimas, assim como o editor de arte Jair de Oliveira (vítima preferencial), o desenhista Emílio Damiani, o Carlos Alberto Faraó, também editor, o Orlando, entre tantos outros.
    O humor era sua arma sobretudo quanto ele estava atrasado com seu trabalho --e ele sempre estava atrasado com seja lá o que tivesse que fazer para o jornal.
    Numa ocasião, ele tinha que produzir uma charge para a editoria de política e não aparecia. Desesperado, o editor foi ao secretário de redação, Caio Túlio Costa, dizendo que o Glauco não entregara seu trabalho e que não havia o que colocar no lugar. Depois de muitas ligações, Caio conseguiu localizar o artista ao telefone. Diálogo que rolou, logo depois reproduzido pelo Caio:
    - Glauco, cadê a charge?
    - Não fiz.
    - Como não fez? Venha para cá e traga imediatamente o desenho.
    - Não vou!
    - Como não vem, vem sim! (gritando)
    - E se eu não for?
    - Se não vier será demitido! (gritando mais ainda)
    - Ah, é?
    - É, sim!
    - Então eu vou...
    Uma hora depois, mas ainda a tempo de entregar a charge, lá vem o Glauco se esgueirando pelos cantos, para não ser visto pelo Caio. Mas não adiantou nada, porque todos os desenhistas e arte finalistas que estavam na redação tinham elaborado desenhos reproduzindo a situação e montado um grande mural em homenagem à "coragem" do Glauco. Quando ele chegou, levou uma tremenda vaia e foi obrigado a ver todos os desenhos. Um deles retratava o cartunista com um saco de supermercado na cabeça, com dois furos para os olhos, dizendo: "Oi, Caio, cheguei!".
    Outra história engraçada, acho que contada pelo Angeli, o que significa que tem grande chance de ser mentira, é que um dia policiais de um camburão prenderam o Glauco. Alegação: suspeito.
    Sim, era um tempo, anos 80, em que ser suspeito, seja lá o que isso significasse, era suficiente para ser detido, embarcado no chiqueirinho da viatura, tomar umas bordoadas, quando não acontecia coisa pior.
    E o Glauco era o típico suspeito, portanto, como ele sempre dizia, "mãozinha na cabeça" e já para a gaiola, com direito a apenas uns safanões.
    Por sorte, um dos policiais era fã dos desenhos do Glauco na Folha, mas não acreditou minimamente que aquele cara fosse ele. Glauco insistiu que era ele mesmo e pediu papel e caneta e começou a desenhar para os policiais, reproduzindo justamente a situação que estavam vivendo, com o mãozinha na cabeça e tudo. Depois de muitas risadas, os tiras acabaram deixando o "suspeito" na porta do jornal, depois de pedirem para ele autografar os desenhos.
    Quem conhece os personagens de comportamento sexual bizarro do Glauco certamente alguma vez ficou imaginando onde aquele cara arranjava tanta besteira para falar, certo?
    Imagine só se esta cena não dá um cartum:
    Como era e ainda é praxe na Folha, uma autoridade da qual não me lembro foi recebida em almoço no 9o andar do jornal. Também como era praxe, o visitante seria acompanhado até a portaria.
    Como executivo do jornal, lá estava eu junto ao visitante, mais o "seu" Frias, publisher da Folha, o diretor de redação, Otavio Frias Filho, e mais um ou dois editores dos quais também não lembro.
    Na descida, o elevador para no andar da redação e quem entra? Claro, o Glauco.
    Vendo todo engravatado e muito formal, ele conteve a piada e foi logo para o fundo do elevador, onde ficou quietinho. Por pouco tempo: assim que o elevador parou no térreo, e sem que ninguém percebesse, ele deu uma tremenda passada de mão na minha bunda e saiu de fininho, com aquele sorrisinho sacana nos lábios.
    Mais uma: domingo de Carnaval, plantão na redação, poucas pessoas trabalhando, eu era responsável pelo fechamento do jornal e da primeira página. Toca o telefone, o funcionário responsável pela portaria:
    - Olha, tem um vagabundo aqui dizendo que é artista e querendo entrar de qualquer jeito. Eu ia chamar a polícia, mas ele disse que conhece o senhor...
    - Quem é o cara?
    - Ele não quer mais falar comigo. O cara está de camiseta sem manga, bermuda e sandália havaiana, diz que é artista e que precisa fazer um desenho pro jornal de amanhã. Acho bom o senhor vir até aqui, porque esse cara eu não deixo entrar, não...
    O diagramador que estava trabalhando ao meu lado, ouvindo a conversa toda, logo matou a charada:
    - É o Glauco. A charge de amanhã é dele...
    E lá fui eu para a portaria, encontrando o porteiro, enorme, a ponto de enfiar a mão na cara do magrelo irreverente.
    Bem, foi um custo convencer o funcionário de que aquele sujeito que tinha acabado de sair de um bloco carnavalesco "naquele" estado era mesmo o responsável pela charge política da página mais nobre do jornal.
    Mas como eu assumi a responsabilidade, o rapaz acabou liberando o "suspeito" e, como sempre, ele acabou produzindo uma charge impagável; irreverente e mordaz. Como ele.
    Em 2004, pouco tempo antes de deixar a redação, encontrei pela última vez o Glauco. Me deu um abraço carinhoso, obviamente fez uma piadinha com minha falta de cabelos e me convidou para conhecer sua comunidade religiosa.
    Eu perguntei: mas como você consegue ser um líder religioso e fazer esses desenhos tão loucos?
    - Qual é o problema? A vida é assim mesmo...
    Pois é, meu amigo, a vida é assim mesmo.
    E, de um jeito ou de outro, acaba.
    Luiz Caversan, 54, é jornalista, produtor cultural e consultor na área de comunicação corporativa. Foi repórter especial, diretor da sucursal do Rio da Folha, editor dos cadernos Cotidiano, Ilustrada e Dinheiro, entre outros. Escreve aos sábados para a Folha Online.



    Escrito por Francisco às 17h02
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    A turma da Santa Maria se defende..

     

    A outra face de Glauco Vilas Boas, líder religioso do Santo Daime
    Escrito por -   
    24-Mar-2010
    Homenagem póstuma Céu de Maria
    Beatriz Caiuby Labate, Antonio Marques Alves Jr. e Isabel Santana De Rose escrevem sobre a trajetória deste amigo bem humorado da floresta amazônica e sua cultura *

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    Glauco Vilas Boas partiu e nos deixou com alguns sonhos, utopias e reflexões. Como estudiosos do uso de substâncias psicoativas em geral, e da cultura ayahuasqueira brasileira em particular, gostaríamos de deixar registrada aqui a nossa solidariedade à família e prestar uma homenagem.
    Com humor ácido, piadas rápidas e traços limpos, Glauco colaborou para a modernização do projeto gráfico e do estilo dos cartoons brasileiros em um período que coincidiu com o advento de uma geração pós-ditadura. Seus trabalhos abordavam temas do cotidiano como problemas conjugais, neurose, solidão e violência urbana, que eram sempre retratados com humor. Difícil algum de nós não ter em algum momento recebido inspiração das tiradas bem-humoradas dos personagens que Glauco criou.
    Mais difícil ainda para a maioria dos admiradores do cartunista é imaginar que por trás daquela irreverência toda habitava outro personagem, o do sacerdote de uma grande comunidade do Santo Daime, que recebia adeptos e visitantes de todos os pontos da cidade de São Paulo, de outros Estados e mesmo do exterior. Infelizmente foi através de uma tragédia violenta que o país conheceu a face íntima deste homem carismático, que influenciou toda uma geração de jovens e artistas.
    Glauco conheceu o Santo Daime em uma casa na rua Cardeal Arcoverde, local em que se reunia um pequeno grupo de pessoas que veio a compor o grupo original da Flor das Águas, a primeira igreja daimista em São Paulo, fundada em 1988, em São Lourenço da Serra, e hoje extinta. (Lembremo-nos que as primeiras igrejas daimistas fora da região amazônica foram o Céu do Mar, no Rio de Janeiro; o Céu da Montanha, em Mauá, e o Céu do Planalto, em Brasília, inauguradas no começo da década de 80).
    Depois de participar da Flor das Águas, Glauco começou as suas próprias atividades numa pequena cobertura nos fundos do quintal de sua casa no Butantã, em 1993, fundando a então pequena igreja Céu de Maria.
    Posteriormente, o grupo mudou-se para uma região localizada nas cercanias do pico do Jaraguá. Esta igreja, talvez para sua própria surpresa, lentamente transformou-se em um dos maiores centros deste movimento religioso fora da floresta amazônica. Pode-se dizer, assim, que o Céu de Maria é uma expressão da intensa expansão vivida pelo Santo Daime desde sua tímida saída da região amazônica, no final dos anos 70, à sua progressiva instalação nas grandes cidades do Brasil e do mundo. A igreja tem sido para muitos cidadãos urbanos uma porta de entrada no universo encantado do Santo Daime e seu panteão de seres divinos. Sem dúvida, é o maior ícone desta religião na cidade de São Paulo.
    O próprio Glauco foi uma testemunha das profundas transformações possibilitadas pelo encontro com o Daime - bebida que é tida como um Mestre Ensinador, ou o Professor dos Professores, que teria sido entregue aos homens pela Rainha da Floresta. Foram essas transformações que o motivaram a, por meio das práticas espirituais daimistas, fornecer a toda uma geração de homens e mulheres um encontro com a dimensão espiritual da existência.
    Músico talentoso, tocava a sanfona durante os rituais, e “recebeu” (por inspiração divina, seguindo a tradição daimista) dois hinários, “Chaverinho” e “Chaveirão”, compostos por 42 e 11 hinos (cantos), respectivamente. O seu hino mais conhecido é o 19 do “Chaveirinho”, intitulado emblematicamente “São Paulo”, que afirma em um de seus versos: “Eu vou receber esta força... a força do meu Senhor... para fundar com meu São Paulo... uma casa de amor.” A igreja, um refúgio verde em meio à cidade, possui uma paisagem ímpar. Talvez de nenhum outro lugar seja possível capturar uma visão tão panorâmica da cidade. De lá o navegante pode avistar São Paulo do alto - em toda a sua forma caótica, frenética e amorfa - ao fundo de cantos daimistas em cerimônias que costumam durar até quinze horas.
    Glauco liderava os trabalhos com enorme humildade, rejeitando o título de “padrinho” (um dos modos como são designados os dirigentes espirituais do Santo Daime) e falando pouco; eventualmente podia fazer uma piada ou trocadilho, também ensinando seus seguidores através do humor e da alegria, seus maiores talentos. Sua residência, ao lado da igreja, funcionava como uma espécie de embaixada de assuntos da Amazônia na megalópole, estando sempre cheia de gente. Ele conduzia a igreja com auxílio da sua família, entre eles, Raoni.
    O jovem universitário também era músico, e tocava violão durante as cerimônias. Ele tinha planos, aliás, de abrir uma fábrica de violões. O Céu de Maria, sob o comando de Glauco e sua equipe, ficou conhecido pelo primor do canto e dos instrumentos musicais. Vale lembrar que a música, conforme alguns de nós têm estudado, ocupa um papel central no Santo Daime, que também é chamado de “doutrina musical”.
    Sua arraigada fé cristã aliada às práticas xamânicas dos caboclos da floresta é bem ilustrada por um episódio que marca o início do Céu de Maria. Ao se mudar para a casa no Butantã que sediaria também as primeiras práticas rituais de sua nova igreja, se deparou com um pequeno grupo de meninos de rua que viviam na casa até então abandonada. Em vez de expulsá-los, iniciou com eles mesmo seus rituais, retirando alguns deles das ruas. Alguns, já adultos, até hoje comungavam com ele o Santo Daime.
    Esse tipo de coragem e fé encontrou ressonância em extensas camadas da classe média urbana que se aglutinaram em torno de sua igreja. E como acontece com toda igreja, o Céu de Maria também atraiu aflitos, em busca de redenção espiritual para seus males. A multidão consternada que compareceu ao enterro de Glauco testemunha o profundo amor que ele conseguiu despertar e o reconhecimento do papel positivo que representou para todos. Ainda que este “Céu” daimista na terra certamente continue existindo sem a presença de Glauco, ele vai nos fazer muita falta. O triste ocorrido, contudo, não deve ser um obstáculo para impedir o florescimento pleno da cultura daimista em nosso país. Ao contrário, sua trajetória deve servir de inspiração para as futuras gerações.

    * Beatriz Caiuby Labate é antropóloga pesquisadora associada do Instituto de Psicologia Médica da Universidade de Heidelberg Antônio Marques Alves Jr. é mestre em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Isabel Santana de Rose é doutoranda em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa

     

     



    Escrito por Francisco às 17h02
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    Segunda-feira , 22 de Março de 2010

    Ayahuasca é droga?

     
     

    Três perguntas para Draulio de Araujo e Sidarta Ribeiro, co-autores de pesquisa do Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS) sobre efeitos do chá do Santo Daime no cérebro e na mente. Como as respostas foram só parcialmente aproveitadas na reportagem abaixo, reproduzo-as na íntegra recebida por e-mail:

    1. A ayahuasca pode e deve ser classificada como droga? Perigosa, talvez?
    Draulio de Araujo - A Ayahuasca pode ser classificada como uma droga, sim, usando o entendimento de que ela contém substâncias químicas que alteram os mecanismos de neurotransmissão cerebral de forma direta. Baseado na mesma definição também podemos incluir nesse conjunto, o tabaco, o álcool, o café, e o chocolate. Como qualquer outra sub stância psicoativa, há algumas considerações importantes a serem feitas para balizar uma avaliação sobr e o risco associado ao seu uso. A primeira diz respeito ao seu poder de dependência química. No caso da Ayahuasca, que age sobre o sistema serotonérgico, não há comprovação científica sobre a eventual dependência química causada pelo seu uso. O segundo, as alterações sobre o sistema nervoso autonômico. No caso da Ayahuasca, há evidências que as mudanças de pressão arterial, frequência cardíaca, e respiratória, além da temperatura do corpo, permanecem dentro de limites considerados normais. Por outro lado, sabe-se que é importante evitar o uso da Ayahuasca nos casos em que o indivíduo esteja fazendo uso de medicamentos que alteram os níveis de serotonina, como é o caso de alguns anti-depressivos que estão baseados na inibição seletiva de recaptação de serotonina , por exemplo, o PROZAC.
    Sidarta Ribeiro - Droga certamente, como o LSD, a maconha, o álcool e o café. Perigosa.... depende de muitas variáveis. Certamente é uma droga muito mais benigna para o organismo do que a heroína e a cocaína, pois não há overdose conhecida, nem adição pronunciada. Entretanto acredito que existam grupos de risco que não devam experimentar.
    2. Foi sábia a decisão de permitir seu uso, legalmente?
    Draulio - Creio que a decisão de permitir seu uso foi acertada, por três motivos. Primeiro, a Ayahuasca tem alguns efeitos interessantes que agora começam a ser desvendados pela ciência. De certa forma, essas pesquisas avançam a passos largos tendo em vista a legislação em vigor, e seus resultados tem demonstrado vários efeitos positivos. Por exemplo, estudos realizados na USP de Ribeirão Preto, coordenados pelo Prof. Jaime Cecílio Hallak, tem encontrado resultados bastante animadores quando a Ayahuasca é utilizada em pacientes com depressão que não respondem bem ao tratamento convencional. Ainda, outros estudos tem apontado em uma direção curiosa: a Ayahuasca parece ter um papel importante para livrar
    do vício dependentes químicos em outras drogas, como o crack e o álcool. Estas, sim, com um prejuízo in dividual e social tremendo. Segundo, os riscos associados à Ayahuasca, que vem sendo testada há séculos, são baixos (há indícios que seu uso ocorra desde 2000 a.C). Por fim, ela já tem um papel importante na expressão cultural do povo Brasileiro.
    Sidarta - Acho que sim. A Ayahuasca é essencial para algumas religiões, e seu uso no contexto religioso me parece muito benigno, como o peyote entre os Navajo. Tornar ilegal uma planta sagrada me parece absurdo.
    3. Acredita que o assassinato do cartunista Glauco poderá de alguma forma alterar a percepção pública sobre a relativa inofensividade da ayahuasca?
    Draulio - Alterar, sim. Para qual lado, não sei. Depende da maneira como esse caso evolua. Meu temor é que a falta de informação e o juízo preconcebido acabem por pautar as discussões.

    Sidarta - Espero sinceramente que não, pois o caminho para o "problema das drogas" não é proibir, e sim regular. O assassinato do Glauco não pode ser debitado na conta da Ayahuasca, pois o assassino usava "n" coisas diferentes, e parece ter psicotizado ao longo do tempo. Acredito porém que os grupos de risco para Ayahuasca não estão bem definidos. Psicóticos bordeline, gestantes e crianças deveriam ser impedidos de tomar o chá, na minha opinião.

    Escrito por Marcelo Leite às 19h58

     

     

    Dai-me com moderação

     
     


    O curandeiro equatoriano Carlos (à dir., com calças listradas) na Guatemala
    O poder da ayahuasca sobre a vida de uma pessoa pode ser devastador -em geral, para o bem. A americana Margaret de Wys que o diga. Depois do contato com a bebida alucinógena originária da Amazônia, conhecida no Brasil como hoasca, sua carreira de compositora sofreu um baque e o casamento acabou, mas ela se curou de um câncer de mama.
    O tumor havia sido diagnosticado em 1999. Com simpatia pelo xamanismo, De Wys (pronuncia-se "di uaiz"), rumou para a Guatemala. Queria buscar uma cura entre os participantes de uma cerimônia maia de caráter ecumênico, com curandeiros de vários países. Ali encontrou o equatoriano Carlos e, por suas mãos, a hoasca.
    "Eu enxergo dentro de você -suas veias, seus órgãos, seu sangue, suas células", anunciou-lhe Carlos, da etnia shuar (ou jivaro), na cerimônia em que beberam o preparado do cipó Banisteriopsis caapi e das folhas de Psychotria viridis.
    "A fumaça negra está presa em seu peito. Venha para o Equador e eu a curarei."

    "Black Smoke - A Woman's Journey of Healing, Wild Love, and Transformation in the Amazon" (Fumaça Negra, ed. Sterling, 240 págs., US$ 19,95, R$ 36) é o título do livro que a professora do Bard College, de Nova York, publicou há um ano sobre "a jornada de cura, amor selvagem e transformação de uma mulher na Amazônia", como diz o subtítulo. (...)
    Numa das alucinações, uma onça macho invadiu o corpo de Carlos, e outra, fêmea, o da americana. "O jaguar em Carlos era selvagem e brutal", contou De Wys à jornalista Roberta Louis em entrevista publicada pela "Bomb Magazine".
    Hoje, sua relação com o equatoriano é estritamente profissional, ressalva.

    O poder da hoasca sobre a mente deriva dos potentes alcalóides presentes no cipó B. caapi e no arbusto P. viridis empregados no preparo do chá.
    O arbusto é rico na substância alucinógena dimetiltriptamina (DMT), que não tem efeito quando ingerido. Mas a DMT conta com a ajuda da harmina e da harmalina do cipó para chegar ao sistema nervoso central, onde juntas iniciam a subversão da consciência.
    O mecanismo básico é uma inundação de serotonina, neurotransmissor com múltiplos e complexos efeitos no corpo e no cérebro.
    Pessoas deprimidas, por exemplo, costumam ter baixos teores de serotonina. A fluoxetina (Prozac) consegue melhorar sua vida porque impede a recaptação (retirada) do neurotransmissor no espaço livre entre os neurônios, reforçando a comunicação entre eles.

    Há uma tradição de pelo menos duas décadas de pesquisa sobre a hoasca no Brasil. Uma equipe de dez neurocientistas da USP de Ribeirão Preto, do Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e do Centro IBM JB Watson (Nova York) tem apresentado em congressos um trabalho com algumas revelações surpreendentes sobre a beberagem. Seis deles já experimentaram a hoasca.
    Draulio de Araujo, Sidarta Ribeiro e seus colegas trabalharam com dez usuários frequentes do chá. Todos eram membros do grupo de Mestre Pelicano (irmão do cartunista Glauco) em Ribeirão Preto. O manuscrito tem o título "Vendo com os Olhos Fechados". (...)
    Sob a ação do chá, a imaginação chega ao poder, de certo modo, com a área visual primária (BA17) tomando a dianteira da ativação das áreas frontais envolvidas na vida consciente. Nessa sequência, as imagens compostas pela imaginação sem peias aparecem para a mente como fatos.
    "A hoasca confere status de realidade às experiências interiores", resumem os neurocientistas. "É compreensível, portanto, por que a hoasca foi culturalmente selecionada ao longo de muitos séculos por xamãs da floresta tropical para facilitar revelações místicas de natureza visual."
    "As mirações são tão reais quanto a percepção visual de elementos externos, pelo menos no que diz respeito à modulação observada no sistema visual primário", explica Draulio de Araujo.
    "Foi uma baita surpresa", afirma Sidarta Ribeiro. "Esperávamos que as áreas frontais assumissem a liderança."
    Tais conclusões, no entanto, "explicam" (aspas de Ribeiro, em comunicação por e-mail) como ocorrem as mirações, sem excluir nem confirmar interpretações místicas. (...)

    Apesar do reconhecimento da legitimidade do uso religioso do chá, parece haver consenso de que se trata, sim, de uma droga. "Certamente, como o LSD, a maconha, o álcool e o café", afirma o neurocientista Sidarta Ribeiro. "É uma droga muito mais benigna para o organismo do que a heroína e a cocaína, pois não há overdose conhecida, nem adição [vício] pronunciada."
    Potencial perturbador. (...)

    Para Ribeiro, a hoasca não deve ser dada a quem estiver no limiar de psicose, grávida ou for criança. "Pessoas com tendências psicóticas? Mentes frágeis? Esquece!", sentencia De Wys, que não admite gente desse tipo em seus grupos.
    Mas ela sustenta que Carlos já curou esquizofrenia com a hoasca -e até gangrena. (...)

    É ver para crer.




    Escrito por Marcelo Leite às 09h04



    Escrito por Francisco às 16h59
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    Assassinato de Glauco põe Santo Daime em nova polêmica

    Por Caroline Barros em 15/03/2010

    IrineuÉ de muito pesar que nesta última sexta-feira, o cartunista Glauco  e seu filho, Raoni Villas Boas, foram assassinados à queima roupa na grande São Paulo, na cidade de Osasco.
    Este parecia mais um caso comum de violência gratuita em grandes centros urbanos, se não fosse o fato da vítima ser famoso em sua área profissional e líder espiritual de uma doutrina cristã conhecida como Santo Daime.  Como “agravante”, o suspeito, além de íntimo da família da vítima, freqüentava os cultos religiosos liderados pelo cartunista.
    Em síntese, a religião do Santo Daime é uma doutrina cristã ao qual faz uso religioso  do ayahuasca/santo daime  - uma bebida de origem ameríndia, feita à base de plantas tipicamente amazônicas e que possui capacidades enteógenas, ou seja,  desperta o seu Eu superior.
    Recentemente, após 20 anos de luta pela legalização e estudos científicos, o ordenamento jurídico brasileiro autorizou o uso da ayahuasca para fins religiosos, em nome da liberdade de culto religioso e seu caráter cultural indígena, vide RESOLUÇÃO Nº 1 do CONAD (Conselho Nacional de políticas sobre drogas).
    Há uma oposição à legalização da ayahuasca que não aceita o seu uso, e que vem sem êxito querer denegrir a imagem desta religião.
    Tentar  convencer a população que tal bebida causa alucinações no usuário, e que o suspeito cometera os crimes porque era daimista, além de ser um absurdo, é desrespeitar a dor da família de Glauco, e de sua religiosidade.
    É a mesma coisa que dizer que um padre pedófilo, ou pastores traficantes de armas representam fielmente as doutrinas de suas respectivas religiões.  Quanto absurdo!
    Eu, no meu papel de operador do direito, tenho a obrigação de informá-los que a AYAHUASCA / SANTO DAIME / VEGETAL NÃO É UMA DROGA e está LEGALIZADO O SEU USO RELIGIOSO!
    Além disto, o CONAD, bem como o Grupo Multidisciplinar de Trabalho, composto por médicos, psicólogos, antropólogos, dentre outros profissionais, chegaram à conclusão de que a ayahuasca não causa danos à saúde.  Que tem função curativa, dentro do contexto religioso.
    As igrejas do Santo Daime estão AUTORIZADAS a fazer o USO SACRAMENTAL da referida bebida, com algumas ressalvas:
    “Tendo em vista a inexistência de suficientes evidências cientificas e levando em conta a utilização secular da Ayahuasca, que não demonstrou efeitos danosos à saúde, e os termos da Resolução nº 05/04, do CONAD, o uso da Ayahuasca por menores de 18 (dezoito) anos deve permanecer como objeto de deliberação dos pais ou responsáveis, no adequado exercício do poder familiar (art. 1634 do CC); e quanto às grávidas, cabe a elas a responsabilidade pela medida de tal participação, atendendo, permanentemente, a preservação do desenvolvimento e da estruturação da personalidade do menor e do nascituro.” (Extraído do Relatório Final do GMT – Ayahuasca – Grupo Multidisciplinar de Trabalho).
    Ainda, pessoa que estejam com  distúrbios psicológicos ou em tratamento, bem como usuários de substâncias psicoativas, não estão autorizadas a participar do ritual com Ayahuasca.
    Há testemunhos de que o principal suspeito da autoria dos crimes era freqüentador assíduo do Santo Daime, mas que fora afastado das atividades, pois estava em tratamento para se livrar da dependência de drogas.
    Sob o crivo da consciência, é necessário que seja feito uma leitura do caso na forma mais imparcial possível.
    Com a mesma força que luto pela punição do assassino, zelo pelos direitos das minorias.
    O fato é que Glauco e seu filho estão mortos.
    Lamentamos muito por isto.
    Votos de força  e de perdão
    Utilidade Pública:

    RESOLUÇÃO Nº 1 do CONAD  ( Conselho Nacional de políticas sobre drogas)  publicada em 26 de janeiro de 2010. http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=57&data=26/01/2010 ) .

     

     

     

     

    Sobre a autora
    Caroline Barros é Bacharel em Direito pela Universidade Federal Fluminense, advogada  tributarista e livre pesquisadora em direito e sociologia. Contato: mmecarol@gmail.com ;www.twitter.com/mmecarol
     
    Antes de criticar é preciso conhecer. Tirar conclusões apenas ouvindo a CBN ou os veículos de mídia é no mínimo ignorância. Exitem pesquisas sérias feitas sobre a hayauasca, en não só em medicina, mas em antropologia e psicologia, já que a medicina é insuficiente para explicar a experiência com o chá que não pode ser reduzida a seus efeitos neuroquímicos. Esse reducionismo dogmático que trata a experiência com o chá como “alucinação” ou “delírio” é típica daqueles que creem ser a medicina a dona da verdade e única fonte de explicação. Hayauasca não tem nada a ver com LSD ou Cogumelos, o princípio ativo é outro e experiência é outra, enfim, são comparações infelizes de gente que não sabe de nada, é fácil falar e julgar sem conhecer. E outra, um aspecto “socio-religiosos” influência e muito a experiência subjetiva de tomar o chá, o efeito neuroquímico é apenas um dos vários aspectos que permeiam essa experiência. O Glauco fazia um trabalho sério, respeitem isso.
    Não pertenço a religião do Santo daime, mas já participei de várias cerimônias nativas utilizando o chá. Tenho o maior respeito pelo poder deste chá e reconheço as mudanças positivas em minha vida. E nunca fui usuária de droga alguma e não sinto a menor atração ppor esse tipo de experiência. Portanto, parabéns a redatora que sabe separar o joio do trigo. Generalizações são mais cômodas, análises superficiais e preconceituosas são um perigo para a sociedade. E o que Glauco representava com sua alegria e bondade? Por que não usar esse parâmetro para análise?
    Achei uma reportagem bem instrutiva sobre os efeitos químicos da ayahuasca.
    A fonte é um pesquisador da UNIFESP.
    Boa leitura!
    http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1493078-5603,00-CHA+SANTO+DAIME+TEM+POUCO+PODER+DE+CAUSAR+DEPENDENCIA+DIZ+ESPECIALISTA.htm
    Conheço relatos de pessoas que foram curadas por terem frequentado os rituais do santo daime (leia-se ingerido a sagrada bebida no contexto religioso).
    A cura, neste contexto, está ligada a sentimentos humanitários, como perdão, por exemplo. É disto que se quer falar em cura, de amansar o coração, livra-lo do ódio, da raiva, transformar estas coisas ruins em sentimentos fraternos. É deste tipo de cura que o Santo Daime trata, a do autoconhecimento.
    Se houver interesse, lhe passo uns artigos escritos por psicólogos, sobre este tipo de efeito curativo.
    Como é triste ver que o mundo ainda está repleto de gente que engole de bom grado todas esses velhos paradigmas e valores que lhe enfiam goela abaixo por meio da mídia, da medicina alopática, da educação tradicional autoritária e de uma série de outras instituições que ajudam a construir sua postura diante da vida. Sem querer tirar o mérito dessas instituições, pois elas também tem um papel a cumprir na estruturação dos grupos, basear-se apenas nelas quase sempre gera no indivíduo uma grande ausência de autonomia intelectual, para fazer uma colocação bem delicada. Mas, paciência, a cada um apenas o que está pronto e capacitado para compreender, né. Só o que incomoda é a pessoa receber a informação do rádio e sair reproduzindo feito uma vitrola sem fazer uma busca básica. Só para constar- seguem abaixo algumas pesquisas já publicadas em jornais científicos e documentos jurídicos internacionais (já que, para alguns deslumbrados, essas são a s únicas fontes válidas).
    Isso é uma pontinha mínima de um iceberg só de informação científica já produzida, publicada e financiada por inúmeros núcleos de pesquisa e revistas científicas ao redor do mundo. E com todas as minhas ressalvas ao paradigma científico newtoniano, se tem uma coisa que eu amooo na postura científica é a forma como ela elegantemente se coloca acima desses valorezinhos superficiais e massificados construídos nos últimos três mil anos de repressão, moralismo e controle coercitivo, diferentemente de qualquer jornalista preguiçoso da CBN e de tantos outros veículos.
    Ah, só para constar 2 – essa relação tem artigos das áreas médica, farmacológica, biológica, psiquiátrica, comportamental, sociológica e antropológica. Neles, é possível saber mais sobre a estrutura química-molecular da ayahuasca e sua ação sobre o corpo físico, mas também é possível entender os processos pelos quais o aspecto socio-religi oso afeta e direciona a experiência sim (na verdade, esse é um dos grandes “pulos do gato” da história toda, é (também) por esse lado mesmo!).
    E por fim – por pior que tenha sido toda essa tragédia que aconteceu, ela tem muito a ver com a própria trajetória pessoal do Glauco, que foi uma pessoa super delicada no acolhimento de pessoas “inacolhíveis”, como esse garoto problemático que acabou o matando. Assim como inúmeros benfeitores nas mais diversas tradições, ele faleceu praticando a caridade que sempre acreditou, tentando aplacar a fúria e a perturbação de um pobre infeliz.
    E é só entrar no site da capes, da Fapesp e do Neip e digitar no campo de busca “Santo Daime” ou “ayahuasca”, que aparece mais uma lista igualmente ou mais extensa do que essa de artigos em português. Sei lá, se a CBN tivesse dado a nota para o estagiário simplesmente apurar, talvez ele teria sido mais criterioso antes de sair falando bobagem do que não sabe e disseminando mais ignorância sobre o que na verdade precisa ser muito bem esclarecido.
     

    Santo-daime é oficializado para uso religiosoPDFImprimirE-mail
    28-Jan-2010

    Image

    O governo brasileiro oficializou ontem as regras para o uso religioso do ayahuasca, chá também conhecido como santo-daime, entre outras denominações, e utilizado principalmente em cerimônias religiosas no Norte do País. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, veta o comércio e propagandas do composto, que só poderá ser cultivado e transportado para fins religiosos e não lucrativos. Além disso, a norma coíbe o uso do chá com outras drogas e em eventos turísticos. Também oficializa um cadastramento facultativo das entidades que o utilizam. O texto recomenda ainda que as entidades façam uma entrevista com aqueles que forem ingerir o chá pela primeira vez e evitem seu uso por pessoas com transtornos mentais e por usuários de outras drogas.  Em 1985, a bebida chegou a ser proibida no País, mas liberada dois anos depois, quando estudos demonstraram a importância de seu uso religioso. No início dos anos 90 houve nova tentativa de proibir o chá, também refutada.  Em 2002, mais uma vez houve denúncias de mau uso do chá, o que gerou os estudos mais recentes. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

     

     



    Escrito por Francisco às 16h58
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    A luta está difícil, mas não posso desistir
    Depois da tempestade, flores voltam a surgir
    Mas quando a tempestade demora a passar
    E a vida até parece fora do lugar
    Não perca a fé em deus, fé em deus
    Que tudo irá se acertar
    Pois o sol de um novo dia vai brilhar
    E essa luz vai refletir na nossa estrada
    Clareando de uma vez a caminhada
    Que nos levará direto ao apogeu
    Tenha fé, nunca perca a fé em deus
    Pra acha que a vida não tem esperança
    Fé em deus
    Pra quem estende a mão e ajuda a criança
    Fé em deus
    Pra quem acha que o mundo acabou
    Pra quem não encontrou um amor
    Tenha fé, vá na fé
    Nunca perca a fé em deus
    Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
    Fé em deus
    Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
    Fé em deus
    Pra quem ama, respeita e crê
    E pra aquele que paga pra ver
    Tenha fé, vá na fé
    Nunca perca a fé em deus
    Aquilo que não mata só nos faz fortalecer
    Vivendo aprendi que é só fazer por merecer
    Que passo a passo um dia a gente chega lá
    Pois não existe mal que não possa acabar
    Não perca a fé em deus, fé em deus
    Que tudo irá se acertar
    Pois o sol de um novo dia vai brilhar
    E essa luz vai refletir na nossa estrada
    Clareando de uma vez a caminhada
    Que nos levará direto ao apogeu
    Tenha fé, nunca perca a fé em deus
    Pra acha que a vida não tem esperança
    Fé em deus
    Pra quem estende a mão e ajuda a criança
    Fé em deus
    Pra quem acha que o mundo acabou
    Pra quem não encontrou um amor
    Tenha fé, vá na fé,
    Nunca perca a fé em deus
    Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
    Fé em deus
    Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
    Fé em deus
    Pra quem ama, respeita e crê
    E pra aquele que paga pra ver
    Tenha fé, vá na fé, nunca perca a fé em deus

    Glauco foi líder religioso amoroso, mas exigente com discípulos

     
    RICARDO FELTRIN
    secretário de Redação da Folha Online

    "Eu vi o meu povo amarrado
    Todo acorrentado por falta de amor
    Minha mãezinha estava comigo
    E me sustentava com seu grande amor."

    (Chaveirinho, "Águia Dourada", hino nº 15, por Glauco Vilas Boas)

    Uma vez Glauco sonhou que a igreja que ele criou, a Céu de Maria, no Jaraguá, era invadida por pessoas que fugiam de São Paulo. No sonho, contou Glauco, as pessoas fugiam da cidade desesperadas, por causa da violência, e ele temeu não ter como ajudá-las, pois eram muitas.
    Leia a cobertura completa sobre a morte de Glauco
    Ouça hinos compostos por Glauco para a igreja do Santo Daime
    Glauco relatou esse sonho durante um ritual em 2000, no dia em que recebia e celebrava a iniciação de mais um grupo em sua igreja, na chamada cerimônia de "fardamento" --quando os fieis são oficialmente iniciados na doutrina.
    Glauco ganhou o título de padrinho ao fundar a igreja Céu de Maria em meados dos anos 90, mas sua origem religiosa é muito anterior a isso. Ele contava que teve a primeira epifania mística ao ler livros de Carlos Castaneda, escritor e guru de uma geração, e autor entre outras obras do clássico "A Erva do Diabo". Definia Castaneda como o grande marco em sua vida.
    Antes do Daime, Glauco frequentou centros de ensino esotéricos como Rosacruz, Eubiose e teosofia. Ele tomou o daime pela primeira vez na igreja fundada pelo escritor Alex Polari, na montanhosa Visconde de Mauá, no interior do Rio de Janeiro. Logo no primeiro trabalho diz ter visto "a luz" que modificaria sua vida para sempre. Começou sua caminhada como mestre reunindo um pequeno grupo de amigos em uma casinha no Butantã (zona oeste de SP).
    Era lá que todos tomavam a amarga bebida sagrada, enviada pelos pioneiros da Amazônia, bebida feita da folha de planta chacrona e do cipó de mariri (também chamado jagube), e cujo preparo é também um ritual em si, chamado "feitio", e que pode se estender por até um mês. Glauco costumava se referir ao daime como "o vinho da floresta".
    Para os vizinhos do Butantã, no entanto, não havia nada de sagrado nas celebrações, e era comum os trabalhos terminarem com a presença profana da polícia. Glauco, no entanto, teve sua missão reconhecida pela igreja central do daime no país, o Céu do Mapiá, no Acre, e com a benção de suas lideranças montou a própria igreja num grande terreno adquirido próximo ao pico do Jaraguá.
    Com seu suor, da mulher Bia e dos filhos de ambos, a Céu de Maria cresceu e, em alguns rituais, reúne mais de 300 pessoas, vindas de várias partes do mundo. Glauco, o padrinho, era querido e amável com todos, e comandava os trabalhos no centro da igreja, sentado em um banquinho, acompanhando os cânticos com seu acordeão escuro.
    De seu posto central, apenas usando o olhar, era capaz de agradecer ou admoestar o daimista ou visitante que estivesse ajudando ou atrapalhando o trabalho. Da mesma forma que era um líder carinhoso, não hesitava em interromper o ritual e ralhar com toda igreja quando notava falta de concentração ou dispersão.
    Além de líder religioso, Glauco também era compositor e deixa para a doutrina que abraçou dois grandes hinários de fé, um conjunto de cânticos, como o verso publicado no alto deste texto.
    Esses dois hinários, o Chaveirinho e o Chaveirão, foram cantados anteontem à noite, dia de seu aniversário de 53 anos, quase no mesmo local em que ele partiu nexta sexta, vítima da violência que ele intuiu em sonho, mas não pode evitar na realidade.
    Seus dois hinários serão cantados novamente hoje, em todas as igrejas daimistas do país, e voltarão a ser cantados todos os anos nesta mesma data, em memória à partida de Padrinho Glauco.

    Assassino de Glauco era conhecido da família

     

    Nem tentativa de assalto, nem vingança. O cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, e seu filho Raoni, de 25, foram vítimas de uma tragédia. O assassino era conhecido da família e frequentava a Igreja Céu de Maria, fundada por Glauco inspirada nos cultos do Santo Daime. Segundo a polícia, trata-se do estudante universitário Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos.
     
    O autor do crime vive no Alto de Pinheiros, na zona oeste da capital, e estava afastado dos cultos há cerca de seis meses. No fim da noite de quinta-feira, ele teria ido ao encontro de Glauco e Raoni. Levava uma pistola 765. Houve uma discussão e o rapaz disse que iria se matar. Pai e filho tentaram demovê-lo da ideia, quando acabaram sendo mortos. Depois de assassinar Glauco e Raoni, o rapaz fugiu em um Volkswagen Gol.
     
    Os corpos de Glauco e Raoni foram liberados no fim da manhã de hoje (12). A pedido da família, o velório será uma cerimônia reservada e o acesso ao público só será permitido no enterro, previsto para amanhã, no Cemitério Gethsemani Anhanguera.
     
    Na manhã de hoje, quando a morte de Glauco e Raoni veio a público, a primeira hipótese é de que se trataria de uma tentativa de assalto praticada por dois homens. Horas depois, foi divulgada a informação de que o boletim de ocorrência do crime indicava a participação de um terceiro suspeito, que estaria no Gol.
     
    Uma testemunha reconheceu o suspeito como um frequentador da igreja. A partir dessa identificação, a polícia levantou informações sobre o carro e o endereço do rapaz. Até agora, a polícia não confirmou a localização do suspeito.

    SOARES, Luis Eduardo. "O Santo Daime no Contexto da Nova Consciência Religiosa". Em Sinais dos Tempos, op. cit., 1989,

     



    Escrito por Francisco às 16h57
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    Coro Luther King

    Nesta apresentação, um coro de 40 vozes apresenta canções no estilo "afro-american spirituals". (Coral) Duração: 60 minutos
    Classificação: Livre

    Auditório Ibirapuera Foyer

    Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, portão 2 - Parque Ibirapuera - Sul. Telefone: 3629-1075.
    QuandoMais informação
    Dia 10/04: 18h.
    Dia 08/05: 18h.
    Dia 12/06: 18h.
    Dia 17/07: 18h.
    Dia 28/08: 18h.
    Dia 11/09: 18h.
    Dia 09/10: 18h.
    Dia 11/12: 18h.
    Não aceita reservas. Tem ar condicionado. Não vende ingresso pelo telefone. Grátis. Tem acesso para deficiente. 800 lugares. Estac. (portão 3 - sistema Zona Azu
















    Domingo na Yayá
    O programa Domingo na Yayá oferece atrações diversas que incluem música, contos, cantigas, exposições, espetáculos e recitais de poesia. (Música de câmara) Duração: 60 minutos
    Classificação: Livre

    Casa da Dona Yayá

    R. Major Diogo, 353 - Bela Vista - Centro. Telefone: 3106-3562.
    QuandoMais informação
    domingo: 11h.
    Não tem área para fumantes. Não aceita reservas. Não tem ar condicionado. Não vende ingresso pelo telefone. Grátis. 40 lugares.
    Adriana Peixoto
    A cantora e pistonista, sobrinha de Cauby Peixoto, tem como influências intérpretes como Elis Regina, Alcione, Jane Duboc, Fátima Guedes, Maria Bethânia e Elza Soares, em suas apresentações de jazz e samba. (Samba) Duração: 80 minutos
    Classificação: Livre

    Bar Brahma Salão principal

    Av. São João, 677 - República - Centro. Telefone: 3333-0855.
    Couvert artístico: R$ 40.
    QuandoMais informação
    sábado: 22h.
    Tem área para fumantes. Aceita cheques. Aceita reservas. Tem ar condicionado. Não vende ingresso pelo telefone. Tem acesso para deficiente. 220 lugares. Valet (R$ 14).
    A Barca
    Mestre Humberto traz o Bumba Boi de Maracanã à São Paulo em formação reduzida, com apenas 50 dos seus mil integrantes originais. Rajados, índias, caboclos reais e músicos fazem parte dessa comunidade centenária, que vive na periferia de São Luís do Maranhão. (Regional) Duração: 75 minutos
    Classificação: 12 anos

    Sesc Vila Mariana Auditório

    R. Pelotas, 141 - Vila Mariana - Sul. Telefone: 5080-3000.
    Ingresso: R$ 3 a R$ 12.
    QuandoMais informação
    Dia 16: 20h30.
    Não tem área para fumantes. Não aceita cheques. Não aceita reservas. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficiente. Não tem local para comer. 131 lugares. Estac. (R$ 5 a 1ª h mais h adicional).


    "Ilha do Medo" ("Shutter Island", EUA, 2010)
    Direção: Martin Scorsese. Com: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo e Michelle Williams. 138 min. Não recomendado para menores de 14 anos.
    Dois policiais americanos são enviados a uma ilha sombria, onde funciona um hospital psiquiátrico com a estrutura de uma fortaleza, para investigar o misterioso desaparecimento de uma assassina.

    "Aproximação" ("Disengagement", França/Israel, 2007)
    Direção: Amos Gitai. Com: Juliette Binoche, Liron Levo e Jeanne Moreau. 115 min. Não recomendado para menores de 12 anos.
    Um jovem israelense viaja à França para acompanhar o funeral do pai e encontra sua meia-irmã. A aproximação dos dois ocorre de maneira amistosa, porém, na leitura do testamento, Ana fica chocada com o seu conteúdo revelador.

    "Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos" (Brasil/Argentina, 2010)
    Direção: Pa ulo Halm. Com: Caio Blat, Maria Ribeiro e Luz Cipriota. 93 min. Não recomendado para menores de 16 anos.
    Escritor de 30 anos não consegue criar seu romance e vive perambulando pelas ruas. Ele é casado com Julia, uma professora de belas artes muito bem-resolvida.



    Escrito por Francisco às 16h52
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    Sedução: A Mulher Cruel O filme baseado no conto "Venus in Furs" e no romance "Justine", mostra a história da cruel fetichista Wanda, a dona de um espaço dedicado ao sadomasoquismo, em Hamburgo, na Alemanha. A produção integra a programação da mostra Guerreira das Imagens: Monika Treut. (Drama) Classificação: 18 anos

    Regular A Fita Branca

    Pequenos acontecimentos perturbam a rotina de uma pequena cidade alemã às vésperas da Primeira Guerra Mundial. Duas crianças são sequestradas, um celeiro é incendiado e um cavalo cai numa armadilha. Um professor resolve decifrar os eventos para revelar o que está por trás desses acontecimentos. Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

    Bom O Lobisomem

    Na era vitoriana, um homem volta à sua terra natal para investigar o desaparecimento misterioso de seu irmão. Ao retornar, ele é atacado por uma estranha criatura e sofre mutações. Inspirado no clássico de 1941.

    Ótimo Chéri

    O filme conta a história da relação amorosa entre a cortesã aposentada Léa e Chéri, filho de sua antiga companheira de profissão e rival, Madame Peloux.

    Regular Preciosa - Uma História de Esperança

    Claireece Preciosa Jones sofre privações inimagináveis em sua juventude. Abusada pela mãe, violentada por seu pai, ela cresce pobre, irritada, analfabeta, sem amor e geralmente passa despercebida.

    Noitão HSBC Belas Artes

    A programação inclui exibição de filmes, sorteios de brindes, como DVD, CDs, ingressos e camisetas. Quem ficar até o fim da maratona tem direito a um café da manhã.

    HSBC Belas Artes Sala Villa-Lobos: R. da Consolação, 2.423 - Consolação - Centro. Telefone: 3258-4092

    Uma Mulher Contra Hitler

    Um grupo de jovens universitários cria uma resistência contra os nazistas em Munique. Após dois de seus integrantes serem presos ao distribuírem panfletos, eles são obrigados enfrentar os intensos interrogatórios.

    Ventos da Liberdade

    Uma estudante de medicina abandona a carreira e se junta ao irmão, líder de uma guerrilha que luta pela independência irlandesa. Palma de Ouro no Festival de Cannes-06.

    Ruim Nine

    O cineasta Guido Contini está começando a produção do seu nono longa-metragem, intitulado "Itália", mas, de uma hora para outra, perde o chão e vê a sua capacidade criativa e a sua fervilhante vida amorosa escaparem do seu controle. Baseado no musical homônimo da Broadway.

    Regular Quanto Dura o Amor?

    Três histórias de amor se cruzam, tendo como cenário a cidade de São Paulo, nas imediações da avenida Paulista e a rua da Consolação.

    Bom O Segredo dos Seus Olhos

    Benjamín Espósito resolve realizar o antigo sonho de escrever um romance depois de trabalhar por anos em um tribunal penal. A história que pretende contar é a de um assassinato ocorrido em 1974, do qual foi testemunha.

    O Porteiro da Noite

    Trinta anos após a Segunda Guerra, uma sobrevivente dos campos de concentração encontra seu carrasco, que trabalha atualmente como porteiro de um hotel em Viena. Os dois começam a viver um relacionamento sadomasoquista.

    O Anjo Loiro

    Um professor sitemático, que leva uma vida ordinária, descobre que um de seus alunos tem mau rendimento escolar e acaba descobrindo que as causas residem numa paixão por uma colega. Na tentativa de ajudar o jovem, o professor acaba se envolvendo afetivamente com a menina.

    Bom O Amor Segundo B. Schianberg

    A produção é baseada na obra literária "Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios", de Marçal Aquino, sobre a construção do amor durante o convívio entre uma vídeoartista e um ator, ao longo de três semanas num apartamento em São Paul

    Ótimo Mother - A Busca pela Verdade

    Apesar dos 28 anos, Do-joon é totalmente dependente da mãe, uma viúva que dedica a vida ao filho. Quando a polícia encontra o corpo de uma menina, as suspeitas caem sobre ele.

    Ótimo Medos Privados em Lugares Públicos

    O filme acompanha a história de seis personagens com dificuldades de se relacionar, mas que continuam em busca do amor em Paris.

    Bom Invictus

    O filme aborda o período em que Nelson Mandela sai da prisão e se torna presidente da África do Sul, com o forte intuito de amenizar as sequelas do apartheid no país. Para isso, conta com a ajuda do capitão da equipe de rúgbi nacional, time que representa o separatismo que existia então no país.

    Regular Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos

    Escritor de 30 anos não consegue criar seu romance e vive perambulando pelas ruas. Ele é casado com Julia, uma professora de belas artes muito bem-resolvida.

    Ótimo Guerra ao Terror

    Soldados americanos em missão no Iraque, prestes a voltarem para casa, sofrem a perda do comandante do grupo e passam a ser coordenados por um oficial imprudente.

    Ótimo Entre os Muros da Escola

    Baseado no livro homônimo de François Bégaudeau, o filme relata a experiência de um professor de francês em uma escola da periferia parisiense com uma classe tão heterogênea quanto a sociedade francesa atual.

    Ótimo Coração Louco

    Bad Blake é um cantor de música folk que, após vários casamentos e muitos anos de estrada, se interessa por Jean, uma jornalista que descobre nele o verdadeiro homem por trás de suas canções.

    A Música e o Silêncio

    Jovem de grande talento musical quer deixar a pequena cidade bávara onde vive com seus pais para estudar música em Berlim. Para fazer isso, contudo, ela terá de abrir mão de cuidar deles --que são surdos e mudos e contam com ela para servir-lhes de intérprete.

    Regular A Teta Assustada

    O filme é uma metáfora do rompimento. Medos, mitos e traumas, em um país reprimido como o Peru, são expressados através do corpo de uma mulher, que precisa se acalmar.

    Ótimo A Partida

    Violoncelista desempregado volta para a cidade natal, onde começa a trabalhar como preparador de cadáveres para funerais. Oscar de filme estrangeiro em 2009.

    A Última Amante

    Na Paris do século 19, enquanto um jovem libertino e uma pura aristocrata se preparam para casar, correm por toda a cidade insinuações de que este não conseguirá romper um antigo romance com uma escandalosa cortesã.

    Regular A Vida Íntima de Pippa Lee

    Mulher de 50 anos, que vive com a família no subúrbio de Nova York, casada com um brilhante editor e mãe de gêmeos bem-sucedidos, vê sua vida perfeita em risco, depois que o marido se aposenta e arruma uma amante.

    Bom Abraços Partidos

    Homem perde a visão e a mulher da sua vida em um acidente de carro. Depois do desastre, ele passa a viver apenas sob o pseudônimo com o qual assinava obras literárias e roteiros, esquecendo-se de seu verdadeiro nome. Cuidado pelo filho de sua produtora, o homem acaba contando o que havia lhe acontecido há 14 anos.

    Regular Educação

    Jovem sonha em escapar de sua vida tediosa, na Londres dos anos 1960. Ao conhecer David, um homem mais velho, ela se encanta com a oportunidade de começar a vida adulta.

    Bom Enquanto o Sol Não Vem

    Uma jovem idealista e importante figura política da França retorna à casa da família, no sul do país, depois da morte da mãe. Ela passa a conviver com os sobrinhos, a irmã e o cunhado, durante dez dias, até que o filho da governanta da casa e um amigo decidem fazer um documentário sobre mulheres bem-sucedidas.

    Os EUA X John Lennon

    O filme mostra a transformação do músico John Lennon em ativista social e como o governo norte-americano tentou silenciá-lo e expulsá-lo do país

    Não Fiz por Amor

    O filme narra a trajetória da terapeuta sexual Eva Norvind, que participou de filmes obscuros sobre sadomasoquismo no México. Testemunhos de amigos, amantes e da família de Eva integram os registros. Produção integra a mostra Guerreira das Imagens: Monika Treut.

    Bom Jards Macalé: Um Morcego na Porta Principal

    O autor dos clássicos "Vapor Barato", "Movimentos dos Barcos" e "Gotham City" é retratado neste documentário.

    Ótimo É Proibido Fumar

    Professora de violão solitária (e fumante), desejosa de viver um grande amor, conhece um músico recém-separado, que acaba de se tornar seu vizinho e que detesta cigarro.

    Regular À Moda da Casa

    O chef e proprietário de um sofisticado restaurante de Madri, na Espanha, bem-resolvido quanto à sua homossexualidade, leva uma vida supostamente perfeita, até que surgem filhos de um casamento do passado e um ex-jogador de futebol sensual vira seu vizinho.

    Bom Sherlock Holmes

    O filme conta as aventuras do lendário detetive e seu fiel escudeiro e conselheiro, o Dr. John Watson, na busca de soluções para os mais incríveis mistérios policiais ocorridos em Londres.

     



    Escrito por Francisco às 16h51
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    Corintiá

    Gilberto Gil

    Ser corintiano é decidir
    Que todo ano a gente vai sofrer
    Se enrolar no pano da bandeira
    E reclamar se o time não vencer

    Mas de repente o ano é santo, a gente tá no céu
    O time é forte, a sorte é grande, o axé tá com a Fiel
    O axé tá com a Fiel
    Voa suave o gavião
    O axé tá com a Fiel
    Bate na trave o coração

    Ser corintiano é mergulhar
    No oceano da ilusão que afoga
    Não importa o plano do destino
    Cada jogo é o coração que joga

    Bate na trave a ilusão da gente, vai que vai
    Chuta de novo que o coração entra e o grito sai:
    É gol!
    Corintiá
    É gol!
    Corintimão

     

    http://www.bluestimerecords.com/
     
    http://www.sobresites.com/blues/index.htm
     

    APOIO CULTURAL DO GUIA DE BLUES:
    Meus sinceros agradecimentos aos companheiros que contribuem para o desenvolvimento e manutenção do blues no difícil cenário musical brasileiro - Blues Time Records. Além de excelentes músicos, os amigos Big Joe Manfra e Jefferson Gonçalves também são entusiastas. E crendo no ideal que une a todos nós, apaixonados pelo blues, apostaram neste guia e em seu editor.
    TÓPICOS

    Portais
    O melhor caminho na busca pelas mais variadas informações sobre o gênero. Indicado tanto para iniciantes quanto para os mais experientes.

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    Bandas e músicos nacionais e internacionais que precisam de mais espaço no cenário “underground” do blues no Brasil. Recomendados por internautas.

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    Gosta da música mas não sabe a letra? Basta saber seu título ou quem a canta que você poderá encontrá-la em alguns desses sites especializados em blues.

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    Há muitas entidades pelo mundo que trabalham em prol do blues e o utilizam para promover atividades filantrópicas. Apesar de a maioria estar situada nos Estados Unidos, outras localidades também possuem seus representantes.

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    A modesta opinião deste editor quanto às obras mais apreciadas e significativas do blues. Atualizado regularmente
    Revistas
    Conheça um pouco mais sobre os principais veículos impressos e/ou eletrônicos do mundo que fazem do blues sua forma exclusiva de sobrevivência.
    Shows e Festivais
    Fique por dentro das datas dos principais festivais de blues pelo mundo. Valem os lembretes: a maioria acontece nos Estados Unidos; no Brasil, infelizmente, grandes festivais não são organizados com regularidade.

    Bares e Clubes
    Os amante do blues certamente gostarão de saber onde ficam alguns dos principais bares do mundo que o tocam incessantemente, além de promoverem shows com nomes consagrados do estilo.

    Lojas
    Conheça os principais catálogos de CD’s, vídeos e DVD’s de blues. Algumas lojas também comercializam seus acervos pela internet.

    Brasil e Outros Países
    A influência do Mississipi estabelecida pelo mundo. Saiba um pouco mais sobre o blues no cenário brasileiro e em outros continentes.

    História
    O “pai de todos os gêneros” merece um capítulo à parte na Internet. Bons sites trazem informações precisas e cronológicas sobre o surgimento, desenvolvimento e manutenção do blues no cenário musical.

    Editorial
    Receba as boas-vindas de um amante do blues e aproveite para saber um pouco mais sobre o propósito deste guia.

    Blues
    Ricardo Mituti Junior
    Editor do seu Guia de Blues na Internet
    r

    Não há privilégio maior na vida do que fazer o que se gosta. Eu, particularmente, ao me tornar editor do guia de Blues do Sobresites, tenho o imenso prazer de assumir tamanha responsabilidade. Em primeiro lugar porque vou falar sobre uma das minhas grandes paixões; em segundo, pelo simples motivo de poder contribuir para o desenvolvimento e propagação não apenas de um gênero musical, mas da forma de vida de um povo. Sou jornalista, tenho 25 anos e esta é a primeira ocasião em que trabalho diretamente com cultura. Diante de uma oportunidade como esta, considero-me realmente um privilegiado. 

    Do Delta do Mississipi para o mundo. Ao longo de décadas, as melodias simples e as letras melancólicas de trabalhadores rurais norte-americanos, em sua maioria negros e pobres, ganharam força e conquistaram amantes. E mais do que o surgimento de um estilo , o blues, com forte influência da cultura gospel, foi o grande responsável pelo desenvolvimento da música no mundo, abrindo as portas para o soul, o jazz, o rock n' roll e muitos outros gêneros.

    Orgulho-me em poder dizer que o "pai de todos os estilos" não arrasta multidões. Ao contrário, é sinônimo de platéias restritas, porém culturalmente aptas e com sensibilidade aguçada, capaz de se empolgarem com longos solos de guitarras, trejeitos e virtuosismo de gênios deste, que, particularmente, considero o gênero musical mais sensual do planeta. 

    Como estou longe de ser um gênio do blues, ofereço a todos os internautas a oportunidade de contribuírem para o desenvolvimento deste guia. Sugestões, críticas, opiniões e referências serão muito bem-vindas.

    Acredito que os tópicos abordados têm a capacidade de dimensionar a importância do blues para a cultura mundial. Certamente, podem ser fonte de pesquisa para iniciantes, assim como verdadeiras bibliotecas virtuais para amantes e especialistas.

    E antes de iniciar a viagem ao mundo do blues, gostaria de agradecer a todos aqueles que contribuíram para o desenvolvimento deste guia e, especialmente, à genialidade de B.B. King, Buddy Guy, John Lee Hooker, Muddy Waters, Steve Ray Vaughan, Albert King, Eric Clapton e a todos os outros ícones do estilo.

    Sedução: A Mulher Cruel O filme baseado no conto "Venus in Furs" e no romance "Justine", mostra a história da cruel fetichista Wanda, a dona de um espaço dedicado ao sadomasoquismo, em Hamburgo, na Alemanha. A produção integra a programação da mostra Guerreira das Imagens: Monika Treut. (Drama) Classificação: 18 anos



    Escrito por Francisco às 16h48
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    CineSesc exibe filmes independentes inéditos em São Paulo

     

     
    Hunger
    Cena de "The Hunger", filme inédito em SP que retrata os últimos dias de Bobby Sands, do IRA
    A partir de sexta-feira (19), no CineSesc (zona sul), será possível assistir a filmes estrangeiros independentes --muitos deles inéditos em São Paulo. A mostra Zona Livre se estende até o próximo dia 25, com ingressos de R$ 2 a R$ 8.
    Dos 20 títulos que integram a programação, o japonês "All about Lily Chou Chou" abre o ciclo às 14h de sexta. O filme trata de um grupo de adolescentes imersos na cultura cyber/pop japonesa que têm de lidar com problemas como intimidações na escola. Seu escape é uma pop star.
    Outro destaque é "The Hunger", com sessão às 17h, no sábado (20). A produção também inédita na capital paulista mostra os últimos meses de Bobby Sands, voluntário do IRA (Exército Republicano Irlandês) e membro do Parlamento do Reino Unido, que entrou em greve de fome em 1981, em prol de conquistar o status de preso político a prisioneiros republicanos.

    Serralheria abre o portão para noite de jazz e de exposição ecológica

    As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações

    da Folha Online

    Divulgação
    Otis Trio crédito: Divulgação
    Otis Trio é a banda convidada da próxima edição da festa de jazz da Serralheria
    Cansados dos redutos já não tão alternativos da capital paulista, notívagos interessados em boa música e artes no geral têm se deslocado para espaços como a Serralheria, na Lapa (zona oeste da cidade de São Paulo).
    Por lá, o jazz é um dos ritmos contemplados e tem sua noite de gala com o Dada Jazz, um dos projetos da casa. Na edição desta semana, a banda convidada é a Otis Trio, que dessa vez aparece em quinteto: Luiz Galvão (guitarra), João Ciriaco (contrabaixo), Flávio Lazzarin (bateria), Daniel Gralha (trumpete) e Beto Montag (vibrafone).
    Enquanto os metais gritam pelo galpão, o público pode apreciar as esculturas feitas de lixo urbano pelos artistas paulistanos Pado e Rodrigo --juntos, eles montaram o projeto Urban Trash Art, que ganhou sua primeira exposição na Serralheria.

    Serralheria - r. Guaicurus, 857, Lapa, região oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/8272-5978. Qui. e sexta.: 21h à 1h. Sáb.: a partir das 19h. Dom.: a partir das 17h. Ingr.: R$ 10. Proibido para menores de 18 anos.

     



    Escrito por Francisco às 16h43
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    Bispo irlandês renuncia e pede perdão de vítimas de abusos sexuais


    O papa Bento 16 aceitou nesta quarta-feira a renúncia do bispo irlandês John Magee, que implorou o perdão de todas as vítimas de abusos sexuais por parte de membros do clero da diocese de Cloyne, no sul da Irlanda.
    "Antes de ir, quero oferecer novamente minhas mais sinceras desculpas a qualquer pessoa que tenha sofrido abusos por parte de qualquer sacerdote da diocese de Cloyne enquanto fui bispo ou em qualquer outro momento", afirma Magee, em um comunicado.

    AP
    Bispo da irlanda John Magee renuncia em meio a escândalo
    Bispo da irlanda John Magee renuncia em meio a escândalo

    'Aos que decepcionei de alguma maneira, ou aos que qualquer omissão minha tenha feito sofrer, imploro seu perdão', completou.
    O comunicado foi divulgado depois que o Vaticano anunciou que Bento 16 aceitou a renúncia de Magee, apresentada em 9 de março passado.
    "O Santo Padre aceitou a renúncia ao governo pastoral da diocese de Cloyne apresentada pelo monsenhor John Magee, de acordo com o artigo 401, parágrafo dois, do código de direito canônico", afirma uma nota oficial.
    O artigo em questão trata das demissões apresentadas por "razões graves", não especificadas, e outras vinculadas à idade, de 75 anos.
    O monsenhor Magee, 73, que foi secretário particular dos papas Paulo 6º, João Paulo 1º e João Paulo 2º, esteve envolvido em um escândalo de abusos sexuais contra crianças na Irlanda, de acordo com um relatório elaborado em 2008 pelas autoridades eclesiásticas irlandesas.
    O informe, que aborda, entre outros, os casos de dois padres de Cloyne acusados de abusos sexuais contra crianças, considera que as medidas de proteção dos jovens eram "inadaptadas e em alguns aspectos perigosas".
    A Igreja Católica da Irlanda foi criticada por ocultar, segundo relatório de uma investigação oficial separada publicado em novembro passado, os abusos sexuais cometidos por padres da região de Dublin envolvendo centenas de crianças durante várias décadas.
    O documento, de mais de 700 páginas, fala sobre a atitude da hierarquia católica no arcebispado de Dublin entre os anos 1975 a 2004. Acusa, principalmente, quatro arcebispos por não terem denunciado à polícia que sabiam dos abusos sexuais, cometidos a partir dos anos 60.
    Apesar da renúncia de Magee, os irlandeses mantêm os pedidos insistentes pela renúncia do primaz da Irlanda, cardeal Sean Brady, por saber do acobertamento dos casos de abuso sexual na Igreja.
    Outros quatro bispos irlandeses ofereceram sua renúncia ao papa recentemente. Bento 16 aceitou apenas uma delas.



    Escrito por Francisco às 16h15
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    37 anos do Cinema Acreano em cartaz

    Programação especial produções audiovisuais feitas no Acre

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    Filmes produzidos no Acre em exibição durante a semana em comemoração dos 37 anos do Cinema Acreano (Foto: Divulgação)
    Tudo começou com a vontade de fazer. Foi assim que, há quase quatro décadas, um grupo de pessoas apaixonadas pelo cinema no Acre investiu dinheiro próprio para produzir filmes aqui no Estado. Com poucos recursos, mas muitas ideias, surgiram produções que hoje são conhecidas da maioria dos acreanos, como Rosinha, a Rainha do Sertão. Hoje, embora não exista um curso superior na área, há um apoio do poder público com financiamentos, incentivos, cursos e oficinas na área de produção audiovisual. No ano passado, lembra o presidente da Associação de Cinema do Acre (Asacine), com um projeto da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, foi possível promover oficinas e gravação de filmes em diversos municípios do Estado. Em 2010, o cinema acreano chega completando 37 anos de muita história. E parte dela será apresentada nesta semana, com uma programação especial preparada pela direção da Asacine, através de um projeto aprovado na Lei Estadual de Incentivo à Cultura. A partir desta terça-feira até a próxima quinta, dia 18, serão exibidos filmes produzidos no Acre para alunos e comunidade em geral no Auditório da Uninorte, em Rio Branco. Após a exibição, haverá um debate com atores, diretores e produtores locais.
    Na programação, filmes antigos, como O Grande Camaleão, produzido em Rio Branco no ano de 1989, até os mais recentes, como Horas Amargas, de 2008, feito em Cruzeiro do Sul. Na agenda, ainda tem um lançamento: "Transformando Lixo em Dinheiro", um documentário de 25 minutos escrito e produzido por Gilberto Trottamondos que relata as alternativas de vida existentes a partir da Coleta Seletiva do Lixo e da sua transformação em algum produto de utilidade.
     
    Confira a programação completa: Dia 16 de março, terça-feira (Auditório da UNINORTE)
    14h10 - O Grande Camaleão - Doc. 25 min. Rio Branco, 1989
    Roteiro e Produção: Luiz Amaral e Marcos Chaá
    Revela a filosofia de um mendigo que transitava nas ruas  de Rio  Branco entre as décadas de 60 e 70 do século passado, muito conhecido como Camaleão Ovado.
    Debatedor - O Ator Ivan de Castela
    16h10 - Sujeito Coletivo - Doc. 18 min. - Brasiléia-Acre
    Produção e Direção: Marcos Fernando
    Discute as questões relacionadas aos EMPATES, movimento de resistência de seringueiros e colonos, contra as grandes derrubadas e queimadas ocorridas nos anos 70 e 80 do século passado que resultaram no assassinato de seu líder Wilson Pinheiro.
    Debatedor: O diretor e produtor Marcos Fernando
    19h10 - Agonia na Cidade - Doc. 22 min. - Rio Branco 2004
    Roteiro e Produção: Juliana Aparecida Alves
    Destaca os graves problemas ambientais com foco no Rio Acre, o destino do lixo,  as queimadas no entorno da Cidade de Rio Branco,  os conseqüentes  transtornos  sociais, ecológicos e econômicos.
    Debatedor: O Ambientalista Claudemir Mesquita
    Dia 17 de março, quarta-feira (Auditório da UNINORTE)
    14h 10 - O Viver Seringueiro - ficção, 25 min. Rio Branco - 2002
    Produção e Direção: Maria Rita e Adalberto Queiroz
    Retrata a vida no seringal, seus mitos, suas relações cotidianas, a importância do rádio e a organização em função dos impactos causados pelas mudanças. A Interpretação é realizada por crianças e adolescentes, estudantes da Escola Zuleide Pereira, situada à Rodovia  Ac  -40
    Debatedor: O Produtor e Diretor Adalberto Queiroz
    16h 10' - O Tecido e a Borracha, 25 min. , Rio Branco - 2005
    Produção e Direção: Sérgio Carvalho
    Aborda o processo de produção da borracha natural, a partir da exploração do látex como produto que revolucionou o Acre ante a exploração capitalista do homem, destacando as lições de vida do homem na floresta.
    Debatedor: O Produtor e Diretor Sérgio Carvalho
    19h10' - Que Droga é Essa, ficção, 74 min., Rio Branco- Acre 2004
    Roteiro e Produção: Inêz de Andrade
    Aspectos marcantes das Comunidades Periféricas da Cidade de Rio Branco com enfoque central nas manifestações da cultura; alienação que declina pessoas para a prostituição, adultério, violência contra a mulher, tráfico de drogas e homicídio.
    Debatedora: a Atriz, Roteirista e Produtora Inêz de Andrade
    Dia 18 de março, quinta-feira (Auditório  UNINORTE)
    14h 10' - Um Amor de Gameleira, ficção, 22 min. Rio Branco 2007
    Roteiro e Produção: Fátima Cordeiro
    Retrata aspectos do imaginário popular da Cidade de Rio Branco.  Um turista somente é quem pode ver a aparição de uma mulher que há muito havia morrido afogada no Rio Acre. Movido por uma  profunda e incontrolável  paixão e sonho que não pode realizar, ele também acaba consumido pelas águas calmas de verão do rio que, outrora, levara a bela imagem da sua aparição que residia nas proximidades da gameleira, no Segundo Distrito.
    Debatedora: A Roteirista e Produtora Fátima Cordeiro
    16h 10' - Horas Amargas, ficção, 25 min. Cruzeiro do Sul - Acre, 2008
    Denúncia e sugestão de ações de combate ao alto índice de prática de violência doméstica contra a mulher em Cruzeiro do Sul, norte leste e oeste do Globo Terrestre.
    Debatedor: O Cineasta Adalberto Queiroz
    19h 10' - Diretas Já - 15 min. - Rio Branco 1985
    Produção e Direção: Adalberto Queiroz
    Registra aspectos da Luta do Povo Brasileiro contra o Regime Militar e exigindo de volta o seu Direito de Cidadania, culminando com o Manifesto da Caravana da Cidadania, composta por Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, José Chichard, Jáder Barbalho, José Sarney, dentre outros, com grande concentração popular, em frente ao Palácio Rio Branco. Filme Rodado em película Super  8mm. e VHS.
    Debatedor: O Produtor e Diretor Adalberto Queiroz
    20h 10' - Seis de Todas as Épocas, 19 min., Rio Branco, 2008
    Produção e Direção: Jornalista Aldemira Margarido
    Documentário seis de todas as épocas é um retrato positivo do Bairro Seis de Agosto. Ao resgatar a memória social de uma rua centenária, ressalta-se as características próprias da comunidade. Através de uma abordagem histórica demonstra-se o valor social e cultural que reúne em sua existência.
    Debatedora: a Produtora e Diretora Aldemira Margarido
    19h 10' - Transformando Lixo em Dinheiro, doc. 25' - Rio Branco 2010
    Roteiro e Produção: Gilberto Trottamondos (Lançamento)
    Relata as alternativas de vida existentes a partir da Coleta Seletiva do Lixo e da sua transformação em algum produto de utilidade.
    Debatedor: O Produtor Gilberto Farias (Trottamondos)
    Associação de Homossexuais e Governo do Estado inauguram Centro de Referência LGBT do AcreImprimirE-mail
    Objetivo é fortalecer movimento com serviços de atendimento e programações culturais
    programacao_centro_02sdf.jpgUm espaço para informações sobre direitos, apoio jurídico, acesso à literatura e conteúdo cultural. Assim é o Centro de Referência LGBT do Acre, um espaço que será inaugurado na próxima quinta-feira, 18, às 11 horas. A sala foi construída a partir de um projeto executado pela Associação de Homossexuais do Acre (AHAC), com o apoio do Governo do Estado, através da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), e que conta com a parceria de outras associações, como o Grupo Diversidade pela Cidadania LGBT do Acre (GDAC), Entidade Lésbica do Acre (ELA) , Coletivo Lamparina e Amar.
    Confira aqui a programação completa da semana
    http://www.agencia.ac.gov.br/images/stories/downloads/programacao_centro.jpg


    A inauguração da sala, localizada no Edifício Danielle (Avenida Getúlio Vargas, 130, sala 201) atende a uma reivindicação feita pelo movimento durante Conferência realizada no ano passado. "O Governo do Estado está colocando em prática esse projeto que é tão importante para nós. É um momento histórico, de parceria e colaboração, e o principal objetivo desse núcleo é garantir o respeito aos direitos humanos de mulheres, homens, lésbicas e gays, travestis e transexuais em situação de vulnerabilidade e risco social", afirma Rose Farias, uma das diretoras da AHAC.
    O Centro de Referência LGBT será  um espaço de articulação e construção de políticas públicas para o LBGTs. Quem procurar o local passará por uma triagem para receber o encaminhamento correto. "Uma pessoa foi capacitada para fazer esse atendimento. Dependendo da demanda, faremos o encaminhamento ao Ministério Público, às coordenações de saúde, enfim, garantir o apoio necessário", explica Rose.
    No local, também será montada uma locadora de vídeos que abordem temas relacionados ao movimento LGBT. "São filmes premiados internacionalmente, com produção de diversos países, que dificilmente se encontra nas locadoras convencionais", afirma a diretora. Os interessados deverão fazer um cadastro e poderão alugar o filme ao preço de R$1,99.
    Além dos vídeos, o centro disponibilizará  de um acervo de livros e revistas para pesquisas sobre a questão dos direitos humanos e do movimento LGBT no Brasil e no mundo. "Será realmente uma referência para o assunto", resume Rose.
    Além do Centro, AHAC promove semana com programação especial
    Com o novo Centro de Referência, a AHAC também irá promover atividades culturais e já começa nesta semana da inauguração da sala. Na programação, está  a exibição do filme "Do que é feito uma família", às 19 horas, na Filmoteca da Biblioteca Pública. Na terça, 16, no mesmo horário, será a vez do filme "Hu Die - Borboleta - Butterfly". A película da quarta-feira, 17, é "Livrando a Cara", também às 19 horas, na Filmoteca da Biblioteca Pública.
    Na quinta-feira, a inauguração do Centro acontece às 11 horas, e às 19, haverá uma palestra com Irina Bacci (que também participa da inauguração pela manhã). Ela, que é coordenadora do Centro de Referência da Diversidade - Grupo pela Vida/SP e Presidente do Conselho Municipal para Assuntos da Diversidade Sexual de São Paulo, vai ministrar uma palestra com foco nas mulheres lésbicas e bissexuais, problemática que envolve a saúde, cidadania e os direitos das mulheres. O encontro acontece na Filmoteca da Biblioteca Pública.
    A programação encerra na sexta-feira, 19, a partir das 23 horas, com a Festa dos Coloridos, quando serão comemorados os 9 anos do Bar da Help - boate voltado para o público LGBT, mas que recebe todo público interessado em uma boa festa e que goste de celebrar as diferenças.

    "Uma vida não basta apenas ser vivida,
    tambem precisa ser sonhada"
    (Mario Quintana)
    Adeus Doutor
    Leitura dramática de texto que se estrutura em torno de duas personagens principais: Seriema, descendente de uma familia de imigrantes libaneses, e o Doutor, um célebre psicanalista francês. (Outros) Direção: Ricardo Bittencourt
    Com: José Celso Martinez Correa, Bete Coelho e outros
    Duração: 60 minutos
    Classificação: 18 anos
    Texto: Betty Milan

    Sesc Santana Teatro

    Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana - Norte. Telefone: 2971-8700.

    Dia 17: 20h.


    Escrito por Francisco às 11h55
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    ELISABETTA CANALLIS

    Rubem Fonseca deixou editora após recusa de publicar "discípula"

     
    Um dos segredos mais bem guardados do mercado editorial brasileiro zanzou por uma semana num cubo branco de 3m x 4m dentro de uma livraria em Pinheiros, São Paulo. Ali morou até ontem a escritora Paula Parisot, numa performance para lançar seu romance "Gonzos e Parafusos".

    João Wainer/Folha Imagem
    Fonseca assiste à performance da autora Paula Parisot em uma livraria, anteontem em SP
    Rubem Fonseca assiste à performance da autora Paula Parisot em uma livraria em SP

    Segundo reportagem publicada na Folha desta quinta-feira (18), assinada por Fabio Victor, Paula foi o pivô da saída do escritor Rubem Fonseca da Companhia das Letras, no ano passado, após 20 anos na editora. Após o rompimento, Fonseca mudou-se para a Agir, do grupo Ediouro.
    A íntegra da reportagem está disponível para assinantes do jornal e do UOL.
    De acordo com a reportagem, foi a insistência de Fonseca para que a Companhia publicasse "Gonzos e Parafusos" a causa da saída.
    Paula é amiga e discípula literária do escritor. Anteontem, contrariando sua famosa reclusão, ele viajou do Rio, onde vive, a São Paulo para participar da performance dela.
    Em 2007, Paula publicou seu primeiro livro, de contos, pela Companhia das Letras. No ano passado, ofereceu o romance, mas, segundo a editora, não houve acordo para a publicação.
    Segundo a Folha apurou, Fonseca intercedeu de uma forma que não agradou a Companhia. O escritor nega ter sido esse o motivo da saída e a editora se recusa a comentar.
    Apesar da mudança de editora, o escritor não desistiu de ajudar Paula. Enviou os originais de "Gonzos e Parafusos" para a editora Leya, que a contratou e investiu para lançar o romance.

    do blog do Bortolotto

    com certeza já esta recuperado e nada mudou..

    estréia no Festival de Curitiba a nossa peça "Música para ninar dinossauros". Se a gente se divertir apresentando, o mesmo tanto que nos divertimos nos ensaios, já tá valendo pra caralho.

    Tá lá no site da Trip: http://revistatrip.uol.com.br/so-no-site/notas/bortolotto-girls.html#0
    Um dos textos que escrevi:

    À MODA DE FABRICIO CORSALETTI

     

    A festa onde você vai se divertir

    é a mesma festa onde vou aprender a dançar

    O bar onde você vai se socializar

    é o mesmo bar onde vou beber até cair

    O lugar onde você vai se achar

    é o mesmo labirinto onde vou me perder

    O país que você vai adotar como pátria

    é o mesmo onde vou me exilar

    O lugar onde você vai rezar

    é o mesmo lugar onde confesso meus pecados

    O lugar onde eu quero estar é o lugar onde você mora

    O lugar onde eu quero acordar é o lugar onde você dorme

    O lugar onde vou morrer é o mesmo lugar

    onde você vai pisar com suas sapatilhas de ballet

    O lugar onde quero ser enterrado é o lugar onde você vai levar flores

    No inferno que vou estar, vai ter um lugar só pra mim

    E lá você não vai poder entrar

     

    ----------------------------------------------------------------------------------------------------

    E duas das fotos do calendário:
    da minha amiga Nena (aliás, esposa do meu amigo Raul Barreto)

    e essa é a Cacá (mulher do meu amigo Grampá)
    Carolina Manica
    Meus amigos andam mesmo muito bem acompanhados.



    Escrito por Francisco às 17h27
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    Livro de Ruy Castro vira musical com Aldir Blanc e Carlos Lyra

     

    "Neste país, que é puro e depravado,/ de morte e canto, de gozos e agonias,/ a verdade é que Momo, o rei safado,/ manda trezentos e sessenta e cinco dias!" Aldir Blanc escreveu e Carlos Lyra musicou.

    Léo Aversa/Divulgação
    Cena do musical, que narra aventuras do menino Pedro, filho de Dom João 6º, no Rio
    Cena do musical, que narra aventuras do menino Pedro, filho de Dom João 6º, no Rio

    Os dois levaram um ano até chegar às 19 canções inéditas que compõem o musical "Era no Tempo do Rei", adaptação do livro homônimo de Ruy Castro, que estreia amanhã, no teatro João Caetano, no Rio. "É a melhor coisa que ele fez desde a bossa nova", diz o escritor sobre o compositor Carlos Lyra. Parceiro de Vinicius de Moraes, ele, conta Ruy Castro, era acostumado a criar melodias que depois ganhavam letras assinadas pelo amigo. No musical, o caminho foi inverso.

    "O Carlinhos se submeteu ao espírito da letra e do momento do espetáculo", diz o autor. Há 17 gêneros diferentes em duas horas de espetáculo, de marcha-rancho, valsa e vira a choro, sambinha, tango e maxixe.

    Em família

    "É um espetáculo cheio de brasilidade", avalia Heloisa Seixas. Escritora, casada com Castro há 20 anos, ela começou a adaptar "Era no Tempo do Rei" logo depois do lançamento, em 2007. Criou o roteiro em parceria com a filha, a jornalista Julia Romeu, com quem já havia trabalhado no musical "Carmen".

    A história original se manteve: o musical, como o livro, narra as aventuras do menino Pedro, filho de Dom João 6º, que sai do palácio, vai às ruas no Rio e conhece Leonardo (personagem "emprestado" por Castro do livro "Memórias de um Sargento de Milícias", de Manuel Antônio de Almeida). Há, como pano de fundo, as intrigas da família real portuguesa no Brasil. "O que importa é que o espírito geral é o mesmo", diz o autor. "De comédia sensual, picaresca, lasciva. Bastante sexo, mas nunca grosso, com humor.

    A família real sai dignificada, e os protagonistas cumprem o mesmo papel que no romance." Se o livro não tem narrador, o musical será alinhavado pelas descrições de Dona Maria, a Louca, vivida por Alice Borges.
    Já a linguagem, mais coloquial nos diálogos do espetáculo que no livro, e as letras, construídas com o vasto vocabulário de Aldir Blanc, permitem "a dualidade do original, rebuscado e coloquial", segundo o escritor.

    Embora opine agora, ele diz que ficou fora da adaptação. Sua mulher justifica: "Foi ótimo, pois o Ruy é uma presença dominadora, e nós tomamos muita liberdade".

    ERA NO TEMPO DO REI
    Quando: qui., às 19h, sex. e sáb., às 20h, e dom., às 18h. Estreia amanhã
    Onde: teatro João Caetano (pça. Tiradentes, s/nº, Rio de Janeiro; tel. 0/xx/21/2332-9257)
    Quanto: de R$30 a R$40
    Classificação: 12 anos

    Mostra Truks

    Até 25 de abril, a Cia. Truks apresenta seu repertório de teatro de bonecos. (Outros)

    Classificação: 14 anos

    Funarte Sala Guiomar Novaes

    Al. Nothmann, 1.058 - Campos Elíseos - Centro. Telefone: 3662-5177.
    QuandoMais informação
    Isto Não É um Cachimbo 50 min.Isto Não É um Cachimbo 50 min.
    sexta: 20h.
    sábado: 21h.
    domingo: 19h.
    Não tem área para fumantes. Não aceita reservas. Tem ar condicionado. Grátis. Tem acesso para deficiente. Proibido fumar. Não tem local para comer. 160 lugares.

    Cindi Hip Hop

    Quatro Cinderelas narram suas trajetórias embaladas pelo som da cultura hip hop. (Musical)

    Direção: Roberta Estrela D'Alva
    Com: Alan Gonçalves, Daniela Evelise, Dani Nega e outros
    Duração: 100 minutos
    Classificação: 12 anos
    Dramaturgia: Claudia Schapira

    Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso Anfiteatro

    Av. Dep. Emílio Carlos, 3.641 - Vila Nova Cachoeirinha - Norte. Telefone: 3984-2466.
    QuandoMais informação
    Dia 13: 20h.
    Dia 14: 18h.
    Grátis. Tem acesso para deficiente. Não tem local para comer. 150 lugare
    Fotos de Fotos de mural - Sonico

    Adeus Doutor

    Leitura dramática de texto que se estrutura em torno de duas personagens principais: Seriema, descendente de uma familia de imigrantes libaneses, e o Doutor, um célebre psicanalista francês. (Outros)

    Direção: Ricardo Bittencourt
    Com: José Celso Martinez Correa, Bete Coelho e outros
    Duração: 60 minutos
    Classificação: 18 anos
    Texto: Betty Milan

    Sesc Santana Teatro

    Av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana - Norte. Telefone: 2971-8700.
    QuandoMais informação
    Dia 17: 20h.
    Não tem área para fumantes. Não aceita reservas. Não tem ar condicionado. Grátis. Tem acesso para deficiente. Tem local para comer. 349 lugares. Estac. (R$ 7 p/ 3 h mais R$ 1 p/ h adicional).
    ]


    Escrito por Francisco às 16h13
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    Glauco,

     Pastores são pegos com 7 fuzis

    Os três evangélicos levariam as armas apreendidas ao Comando Vermelho, no Rio

    Josmar Jozino

    Três pastores evangélicos da Igreja Mundial do Poder de Deus foram presos anteontem em Mato Grosso do Sul com sete fuzis destinados a traficantes de drogas do Rio de Janeiro ligados ao Comando Vermelho (CV). As armas, modelo Bushmaster M-15, calibre 5.56 mm, são de fabricação norte-americana e semelhantes às usadas na guerra do Iraque. Para evitar possível blitz policial na capital paulista, os religiosos iriam até Campinas e seguiriam viagem pela Rodovia Dom Pedro I, rumo ao Vale do Paraíba.

    O nervosismo dos pastores Sebastião Braz da Fonseca Neto, 42 anos, e Francisco Ferreira de Moura, 31 anos, no posto Guaicurus da Polícia Rodoviária Federal, na BR-262, em Miranda, chamou a atenção dos patrulheiros. Os policiais fizeram perguntas aos religiosos e ambos caíram em contradições. Disseram que voltavam de Corumbá, na fronteira com a Bolívia, onde tinham ido fazer pregação evangélica.

    Desconfiados, os patrulheiros decidiram realizar minuciosa vistoria no Vectra de placas HTA-2052/Três Lagoas (MS), ocupado pelos evangélicos. Ao examinarem o banco de trás do veículo, os policiais rodoviários federais tiveram uma surpresa. Encontraram as peças de um fuzil desmontado acondicionadas em saco plástico. O restante das armas estava escondido em compartimentos falsos das portas dianteira e traseira do automóvel.

    Fonseca, o motorista do Vectra, e Moura, o passageiro, receberam voz de prisão. Segundo o policial Edmilson de Souza, chefe do Núcleo de Comunicação Social da Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso do Sul, Fonseca contou que iria entregar os fuzis para outro pastor, em Campo Grande. Os dois evangélicos, escoltados por policiais, foram ao local combinado para a entrega das armas, no bairro Vila Nova Bandeirantes.

    Foi lá que os patrulheiros prenderam, no final da noite de anteontem, Felipe Jorge da Silva Freitas, 36 anos. Os três pastores foram levados para a Superintendência da Polícia Federal em Campo Grande e atuados por tráfico internacional de armas, cuja pena varia de quatro a oito anos de reclusão.

    Ao ser interrogado, Fonseca alegou que Moura era inocente. Disse ainda que era pastor evangélico havia dois anos. Acrescentou, sem citar nomes, que acabou aliciado por traficantes para comprar armas nas fronteiras do Brasil com a Bolívia e Paraguai e transportá-las até o morro do Martins, em Niterói, no Rio de Janeiro, para integrantes do CV.

    Fonseca afirmou ainda que ganharia R$ 20 mil pelo transporte dos fuzis. Ele e Moura moram na cidade de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, na divisa com São Paulo, onde são pastores evangélicos e fazem pregações. Freitas também admitiu ser pastor da mesma igreja e contou que fazia cultos em Campo Grande. O JT não conseguiu localizar os advogados dos três pastores acusados nem falar com a Igreja Mundial.

    Souza disse que essa foi uma das maiores apreensões de fuzis dos últimos anos realizada pela Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso do Sul. Um fuzil Bushmaster M-15 custa cerca de R$ 15 mil e um tiro dele é capaz de furar, a uma distância de 1 km, um colete à prova de bala.

    Realismo fantástico faz a magia de 'As Meninas'

    Texto de Maitê Proença, baseado em tragédia pessoal, tem direção de Amir Haddad e ótimo elenco

     

    Peça traz elementos do universo poético feminino. Foto: Sandra Delgado/Divulgação

    SÃO PAULO - A julgar pela leitura do texto e pela experiência e talento dos artistas envolvidos vem aí um espetáculo com potencial para comover e fazer rir a um público bem amplo. Dirigida por Amir Haddad, a montagem da peça As Meninas estreia nesta quinta, 11, no Teatro Cultura Artística depois de cumprir temporada de sucesso no Rio, o que provavelmente vai se repetir na metrópole paulistana.

     

    Em parceria com Luiz Carlos Góes, Maitê Proença é a autora do texto corajoso, na medida em que tem como matéria-prima uma tragédia pessoal, mas igualmente inteligente, pois se afasta completamente de qualquer tom melodramático. A ambientação da peça é um velório e o ponto de vista da narrativa é de duas meninas de 12 anos, Rubi e Luzia, respectivamente filha e sobrinha da morta, assassinada pelo marido, pai de Rubi. O texto surpreende pelo humor alcançado e, mais ainda, pela liberdade poética: não só a defunta - cansada da posição - se levanta e conversa, como podem sair ainda do caixão avós, cartomantes, antigas empregadas, como se fosse uma espécie de túnel entre vida e eternidade.

     

    Rubi é interpretada por Sara Antunes, atriz cujo talento os paulistanos conhecem por espetáculos como o premiado Hysteria, do Grupo XIX, do qual é fundadora. A experiente Analu Prestes, de atuações brilhantes como na trilogia da memória de Naum Alves de Souza, é a avó conservadora, desenhada pela autora de forma bem-humorada, num retrato que resvala a madrasta dos contos infantis. Clarisse Derzié Luz (quem viu não esquece sua impagável viúva rodriguiana em montagem do Grupo Tapa) se reveza em vários papéis. "A mãe é interpretada por Vanessa Gerbelli, que é muito boa atriz e Patricia Pinho está muito bem, ela dá o tom de humor com sua interpretação de Luzia, é muito engraçada, mas na medida", completa Amir Haddad.

     

    "Eu as dirigi com muito cuidado, porque a peça se dá num universo feminino, um mundo delas, sobre o qual sabem muito mais do que eu sei. Eu sou dos homens que matam as mulheres, elas das que se deixam matar", brinca Amir. Ele elogia a estrutura não realista do texto e busca valorizá-la na montagem. "Construí a encenação sem nenhuma chatice psicológica. Não quero que seja pessoal, subjetivo, mas poético", diz. "E sem truques. Como espectador gosto de teatro que respeita a minha inteligência. Detesto o teatro que me pressupõe burro, só os artistas sabem o que estão fazendo. Para colocar um morto em cena não é preciso alçapão, nada disso. Eles estão lá e pronto. Circulam livremente pela vida. O público entende. Para a magia se estabelecer não é preciso o mistério", afirma.

     

    E também não é necessária uma investigação muito profunda para descobrir a fonte de tal pensamento sobre a cena. Depois de ter recebido muitos prêmios no teatro convencional nas décadas de 60 e 70, Amir Haddad fundou e dirige há 25 anos o Tá na Rua, um grupo que se dedica integralmente ao democrático teatro a céu aberto. Nessa forma teatral a barreira entre espectador e artista se rompe, os procedimentos de montagem são visíveis, tende-se a uma horizontalidade de relação. "Dramaturgia sem literatura, ator sem papel, teatro sem arquitetura - a rua me deu essa liberdade. Ali o espetáculo não desce do céu, num download, mas vai da terra ao céu, e para todos, sem distinção de classe social. E quando volto ao edifício teatral não me submeto mais à sua verticalidade."

     

    Assim, os atores entram pela plateia e o espectador não é chamado a interagir diretamente, mas também não é ignorado, ele ‘está’ no velório, onde há até samba, uma vez que a música, outro elemento caro ao teatro de rua, está presente. "As atrizes cantam muito bem." O cenário, painéis giratórios, tem como objetivo agilizar a cena. "E também tirar espaço e tempo. Não é o mundo que faz o espetáculo. Ele cria um mundo."

     

    Serviço

    As Meninas. 80 min. 14 anos. Cultura Artística Itaim (303 lug.). Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1.830, Itaim Bibi, 3078-7427. 6.ª, 21h30; sáb., 21 h; dom., 18 h. R$ 60 e R$ 70 (sáb.). Até 2/5

     

    Assassino de Glauco era conhecido da família

     

    Nem tentativa de assalto, nem vingança. O cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, e seu filho Raoni, de 25, foram vítimas de uma tragédia. O assassino era conhecido da família e frequentava a Igreja Céu de Maria, fundada por Glauco inspirada nos cultos do Santo Daime. Segundo a polícia, trata-se do estudante universitário Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos.

     

    O autor do crime vive no Alto de Pinheiros, na zona oeste da capital, e estava afastado dos cultos há cerca de seis meses. No fim da noite de quinta-feira, ele teria ido ao encontro de Glauco e Raoni. Levava uma pistola 765. Houve uma discussão e o rapaz disse que iria se matar. Pai e filho tentaram demovê-lo da ideia, quando acabaram sendo mortos. Depois de assassinar Glauco e Raoni, o rapaz fugiu em um Volkswagen Gol.

     

    Os corpos de Glauco e Raoni foram liberados no fim da manhã de hoje (12). A pedido da família, o velório será uma cerimônia reservada e o acesso ao público só será permitido no enterro, previsto para amanhã, no Cemitério Gethsemani Anhanguera.

     

    Na manhã de hoje, quando a morte de Glauco e Raoni veio a público, a primeira hipótese é de que se trataria de uma tentativa de assalto praticada por dois homens. Horas depois, foi divulgada a informação de que o boletim de ocorrência do crime indicava a participação de um terceiro suspeito, que estaria no Gol.

     

    Uma testemunha reconheceu o suspeito como um frequentador da igreja. A partir dessa identificação, a polícia levantou informações sobre o carro e o endereço do rapaz. Até agora, a polícia não confirmou a localização do suspeito.

    "Uma vida não basta apenas ser vivida,

    tambem precisa ser sonhada"

    (Mario Quintana)

    Cartunista da Folha, Glauco morre em tentativa de assalto

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    da Folha Online

    Atualizado às 09h07.

    O cartunista Glauco Villas Boas, 53, foi morto nesta madrugada em sua casa, em Osasco, após uma tentativa de assalto ou sequestro --a polícia ainda investiga. Raoni, 25, um dos filhos do cartunista, também morreu durante uma discussão com dois homens armados que invadiram a casa.

    aphael Falavigna/Folha Imagem
    Glauco em foto de 2002; cartunista foi morto nesta madrugada em tentativa de sequestro
    Glauco em foto de 2002; cartunista foi morto nesta madrugada em tentativa de sequestro

    De acordo com informações de Ricardo Handro, advogado de Glauco, os dois homens invadiram o local por volta da meia-noite. Glauco e sua mulher teriam sido agredidos várias vezes, mas o cartunista continuava negociando com os criminosos. Glauco teria convencido os bandidos a levá-lo, aparentemente para sacar dinheiro, deixando a mulher e filhos em casa.

    Quando saía de casa, onde também fica a igreja Céu de Maria, da qual Glauco era padrinho fundador, o filho Raoni chegava. No portão, ao ver o pai sangrando e com uma arma apontada, houve discussão com os assaltantes, que atiraram e mataram pai e filho. Eles fugiram e estão sendo procurados.

    Segundo informações do advogado, esta foi a primeira vez que a casa de Glauco foi invadida. O carro que estava com os assaltantes era roubado.

    Um boletim de ocorrência foi registrado do 1º DP de Osasco, e a polícia agora investiga. Ninguém foi preso até o momento.

    O corpo do cartunista ainda está retido no IML de Osasco, que se recusa a dar previsão de liberação. Familiares e amigos velarão por Glauco em sua igreja, a Céu De Maria, da doutrina do Santo Daime.

    Carreira

    Nascido em Jandaia do Sul, interior do Paraná, Glauco começou a publicar suas tirinhas no "Diário da Manhã", de Ribeirão Preto, no começo dos anos 70.

    Em 1976, foi premiado no Salão de Humor de Piracicaba e, no ano seguinte, começou a publicar seus trabalhos na Folha de maneira esporádica. A partir de 1984, Glauco passou a publicar suas tiras regularmente no jornal.

    Entre seus personagens estão Geraldão, Cacique Jaraguá, Nojinsk, Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Ficadinha, Netão e Edmar Bregman, entre outros.

    Em 2006, ele lançou o livro "Política Zero", reunião de 64 charges políticas sobre o Governo Lula publicadas na página 2 da Folha.

    Glauco também era líder da igreja Céu de Maria, ligada ao Santo Daime e que usa a bebida feita de cipó para fins religiosos.

    12/03/2010 - 08h58

    Polícia investiga participação de terceiro criminoso em morte de cartunista da Folha

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    da Folha Online

    A Polícia Civil informou na manhã desta sexta-feira que investiga a participação de uma terceira pessoa no assassinato do cartunista Glauco Villas Boas, 53, morto na madrugada de hoje em sua casa, no bairro Jardim Três Montanhas, em Osasco (Grande São Paulo). Ninguém foi preso pelo crime.

    Informações preliminares apontavam que dois homens tinham invadido a casa do cartunista por volta da 0h de hoje em uma tentativa de assalto, mas a polícia afirma ter informações de que eram três suspeitos, que chegaram ao local em um Gol cinza. Estão sendo feitas buscas pelos criminosos.

    Raphael Falavigna/Folha Imagem
    Glauco em foto de 2002; cartunista foi morto nesta madrugada em tentativa de sequestro
    Glauco em foto de 2002; cartunista foi morto nesta madrugada em tentativa de sequestro

    De acordo com informações de Ricardo Handro, advogado de Glauco, o cartunista negociou com os bandidos e iria sair de casa com a dupla, deixando a mulher e os filhos em casa. Apesar disso, um dos filhos de Glauco chegou à residência no momento em que deixavam o local. Houve discussão com os assaltantes, que atiraram e mataram pai e filho.

    O cartunista e seu filho chegaram a ser socorridos por testemunhas e encaminhados para o Hospital Albert Sabin, em São Paulo, mas não resistiram aos ferimentos e morreram.

    O caso foi registrado no 1º DP de Osasco, mas será encaminhado para o 7º DP da cidade, segundo informações da Polícia Civil. Por volta das 9h, o corpo do cartunista permanecia no IML (Instituto Médico Legal) de Osasco. A polícia não soube informar se algo foi roubado da residência de Glauco.

     

     

     

     



    Escrito por Francisco às 16h06
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    Roberto Carlos: 50 Anos de Música

    Ministro Juca Ferreira visitou a mostra no Parque Ibirapuera, em São Paulo

    Lei Rouanet contribuiu com R$ 1 milhão dos custos da instalação

    O ministro da Cultura, Juca Ferreira, visitou na tarde desta segunda-feira, 8 de março, em São Paulo, a exposição que relembra os 50 anos de carreira de Roberto Carlos.

    Na Oca, no Parque Ibirapuera,  o público poderá ver os carros, fotografias de família, presentes de fãs e prêmios recebidos em todo o mundo pelo cantor e compositor, além de instalações de audiovisual com vídeos, músicas e filmes.

    A oportunidade de estar próximo a itens que até então não haviam saído da casa de Roberto Carlos tem preços acessíveis graças ao apoio de R$ 1 milhão, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura - no total, foram investidos R$ 5 milhões. Às terças e quartas-feiras, o ingresso custa apenas R$ 5,00, assim como nesta segunda-feira, quando a mostra abriu excepcionalmente devido ao Dia Internacional da Mulher.

    “É importante que a Lei Rouanet sirva para incentivar a cultura do povo brasileiro, e ótimo que esta exposição esteja tão acessível. Infelizmente, nem todas as ações patrocinadas têm esse comprometimento com os ingressos populares, mas porque a lei, como está, é muito frouxa. Sem critérios. Por isso aguardamos que o Congresso vote as mudanças que propusemos para criar esses critérios”, afirmou o ministro Juca Ferreira.

    Ele acredita que mesmo 2010 sendo um ano atípico, por conta das eleições, já existe consenso suficiente entre os parlamentares em Brasília para aprovar as mudanças que tornariam a Lei Rouanet mais rígida no que diz respeito à contribuição social dos espetáculos patrocinados.

    “E a exposição está muito bonita. Eu gostei. Certamente é um marco da cultura brasileira. Sou fã, mas o Roberto não canta mais a música que eu mais gosto: aquela que ele manda tudo mais para o inferno”, observa Juca Ferreira.

    A coordenadora da exposição, Léa Penteado, destaca a democratização do acesso. “É uma exposição importantíssima, que traz um público novo para o ambiente das exposições. O Roberto consegue fazer isso. Liga gente aqui nos perguntando que roupa deve usar, o que pode trazer. São pessoas que nunca pisaram num espaço assim.”

    A aposentada Rosa Olivieri, de 76 anos, entrou gratuitamente na exposição e se disse emocionada. “A gente não lembra só do Roberto Carlos, mas da própria vida da gente. Ouvíamos essas músicas, eram outros tempos. Se for a primeira exposição da vida de alguém, é para se emocionar demais”, disse.

    Para os interessados em conhecer a mostra Roberto Carlos: 50 Anos de Música, que fica aberta até 8 de maio, de terça-feira a domingo, das 10h às 21h, além dos preços populares, continua valendo o benefício da meia-entrada para estudantes e professores, por exemplo, e visitantes até 12 anos de idade e acima de 60 não pagam ingresso.

    • Presidente Lula participa da cerimônia de abertura da II CNC


       

      110Diversidade, cidadania e desenvolvimento. Essa foi a tônica dos discursos na cerimônia de abertura da II Conferência Nacional de Cultura (CNC), realizada nesta quinta-feira, 11 de março, no Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília (DF). Entre as autoridades presentes, estavam o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; e os ministros Dilma Roussef (Casa Civil), Juca Ferreira (Cultura), Franklin Martins (Comunicação Social), Orlando Silva (Esportes) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome).

      O presidente Lula reforçou em seu discurso a necessidade de uma melhor distribuição dos recursos no setor cultural. “Nós descobrimos que onde há dinheiro, há muita cultura, mas que também há muita cultura onde não há dinheiro”, afirmou. Para Lula, a grande presença de atores da sociedade civil e da classe artística na II CNC representa um avanço na construção das políticas públicas brasileiras. “É preciso ter um povo que sonha, que reivindica, pois a participação de vocês tornará tudo mais rico”, discursou.   

      A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, destacou que a gestão cultural foi feita de dois modos no Brasil, a primeira através da imposição e a segunda marcada pela participação popular. “Hoje, tratamos a cultura com um estado presente, mas não impositivo, por essa razão, a participação de vocês nessa construção é de suma importância”, salientou a ministra.

      “É preciso constituir uma nação solidária, com pessoas decentes que buscam novas relações sociais.Neste sentido, a cultura é essencial”, destacou Juca Ferreira. “A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”, cantarolou o ministro.

      Em meio aos discursos, pessoas levantavam cartazes pedindo a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 150 que destina para a Cultura 2% do Orçamento de impostos da União, 1,5% dos Estados e 1% dos Municípios. A cerimônia foi apresentada pelos atores Zezé Motta e Murilo Grossi e teve diversas apresentações artísticas, entre elas, Antônio Nóbrega, Chico César, Gog, Mônica Salmaso, Célia Porto e Intrépida Trupe.


      Marcos Agostinho (Comunicação Social/MinC)


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      José Cruz/ABr

      José Cruz/ABr

      Arte por toda parte na abertura da II Conferência Nacional de Cultura. Circo, dança, música, poesia, malabares de fogo, pernas de pau e tambores, entre um discurso e outro, mostravam o ar de sua graça, apareciam do meio do público e encantavam o teatro lotado.

      Antônio Nóbrega, o eterno brincante, saudou os participantes em nome de todos os artistas. Em seu discurso, Nóbrega falou da importância da Conferência, que traz como mote a liberdade de expressão do povo brasileiro e das datas significativas que envolvem o evento: ano em que o Ministério da Cultura comemora seus 25 anos e que Brasília completa seu cinquentenário.

      “Estar aqui hoje é uma grande emoção, não só como artista, mas como cidadão. Li o texto base da Conferência e achei fantástico, porque ele foi construído, escrito, por vários cidadãos, de vários lugares do País, com questões vitais para a nossa cultura e uma questão muito especial: nossa cultura apresenta diversidade dentro da unidade ou a unidade dentro da diversidade?”. A resposta para sua inquietação, Nóbrega deu dançando, ao som de Johann Sebastian Bach – que se fosse brasileiro em vez de alemão se chamaria João Sebastião Ribeiro, como ele comparou – e, com leveza e graça, dançou os passos do maracatu, do coco de roda, da capoeira, do cacuriá e do bumba meu boi, ao som da música clássica. “Essa é a maneira mais plena que tenho para saudar esta Conferência e espero que os artistas se sintam representados”, afirmou Nóbrega.

      Gog, artista da Ceilândia (DF), aproveitou seu discurso e fez seu rap para um público versátil e emocionado, que mostrava sua diversidade em suas vestes de maracatu, cocares indígenas, roupas tradicionais das religiões de matriz africana e chapéus de palhaço.

      Chico César deixou as madeixas e o público balançarem. Mônica Salmaso com sua voz doce e serena encerrou as atividades culturais do primeiro dia do encontro, que contou ainda com a Intrépida Trupe.

      (Rachel Mortari/MinC)


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      João Ribeiro abre a plenária para aprovação da II CNC.

      João Ribeiro abre a plenária para aprovação da II CNC.

      Na tarde desta quarta-feira, os delegados presentes à II Conferência Nacional de Cultura (II CNC) aprovaram o Regimento Interno que guiará os debates do evento. A plenária começou às 14 horas, com apresentação de João Ribeiro, Coordenador Executivo da II CNC, e terminou por volta das 19 horas.

       


      A seguir, você confere a apresentação em poema de “Parafuso de cabo de serrote”, de Jessiê Quirino, declamado por um dos delegados presentes à plenária.

    • A banda inglesa Marthas & Arthurs toca na sua casa em troca de comida

      Taís Toti, Jornal do Brasil

       

      RIO DE JANEIRO - Roupas extravagantes, cenários grandiosos e até fogos de artifícios podem ser usados por bandas para criar um show diferente e atrativo. Mas o grupo inglês Marthas & Arthurs teve uma ideia ainda mais extravagante: no lugar de atrair o público para os shows, eles vão até a sua casa e tocam lá mesmo. Basta dar três razões criativas para eles aparecerem no seu lar doce lar. O cachê é pago com uma refeição feita por você.

      – Ficamos fartos dos tradicionais shows em lugares barulhentos e queríamos um envolvimento mais pessoal com o público. E também amamos comer. Especialmente Neil, o baixista, que está comendo agora enquanto nos falamos – conta Tom Ball, junto com Esther e Neil, que se reuniram após um show para responder ao Jornal do Brasil, esclarecendo que a quarta integrante, Mary, estava cansada e foi dormir. – Gostamos da ideia de sermos “baixados” em carne e osso na casa das pessoas.

      Eles dizem adorar a experiência, e vêm recebendo tantas propostas que estão tendo que recusar alguns convites, mesmo se sentindo mal por isso.

      – É ótimo ir bisbilhotando casas aleatórias e conhecer as pessoas. Todos eles foram ótimos e as pessoas realmente têm gostado. E a comida... talvez devêssemos nos mudar para o Brasil para experimentar a comida local – brincam.

      Segundo a banda, pessoas de várias idades e estilos fazem o convite, e eles priorizam as melhores histórias e os mais criativos:

      – Uma senhora entrou em contato conosco após ter perdido a audição por 25 anos e ter todo tipo de turbulência pessoal. Esperamos tocar no aniversário de 50 anos dela, no verão. E também algumas pessoas gostam de cantar as músicas e colocar roupas diferentes, e apoiamos isso.

      Miniteclados dos anos 80

      Outro atrativo da banda é como eles tocam: além de fugir do clássico guitarrra-baixo-bateria, eles exploram a sonoridade de alguns instrumentos de brinquedo:

      – Mary, que toca acordeon e piano, também gosta de tocar miniteclados Casio dos anos 80 e coisinhas bobas como essa. Estamos à procura de qualquer sonoridade que pareça certa. O mais importante é a harmonia. É isso que move nossos interruptores e é a coisa mais importante da banda.

      Tanto que, mesmo com os instrumentos inusitados, o quarteto é conhecido como uma banda de harmonia vocal, misturando indie rock e folk. O grupo assume uma postura simples, sem afetações, e até o nome, Marthas & Arthurs, faz referência a uma expressão no Reino Unido para se referir a “homens e mulheres”, já que a banda é composta por uma metade feminina e outra masculina.

      – Todos nós já tocamos em outras bandas antes e ficamos entediados com a postura e apresentação e esse tipo de coisa, então quisemos manter esse espírito original da fogueira no acampamento – diz Tom Ball, se referindo ao momento em que montaram a banda, ao redor de uma fogueira nas florestas inglesas. – Gostamos do fato de que a música é simples e as pessoas parecem responder a isso. Talvez as pessoas se relacionem a essa abordagem sem frescuras.

      Na hora de dizer o que inspira as letras, eles listam “sexo e morte e vida e animais e pensamentos e árvores e cidades e caminhadas e livros”. Quanto as suas influências, o grupo é ainda mais escorregadio:

      – Gostamos de coisas diferentes, mas tudo com boas harmonias que façam a espinha formigar é bom, como The Mamas & The Papas, Beach Boys e Metallica (esta última não, na verdade). Gostamos de folk mas ficamos um pouco entediados com as coisas mais “puristas” do estilo.

      O Marthas & Arthurs corre o risco de ficar conhecido como a banda que toca na casa das pessoas em troca de comida, mas eles consideram a cena de música alternativa do Reino Unido muito boa, apesar de confessarem que está cada vez mais difícil ganhar dinheiro com a arte.

      – Tem muita banda boa e está mais fácil do que nunca para as coisas boas serem notadas. As pessoas estão ouvindo mais música independente e procurando novidades, mas ao mesmo tempo é sempre tudo muito ligado à moda na Grã-Bretanha e às vezes isso é exagerado - analisa Tom Ball.

      – Para ser sincero, apesar de doer um pouco dizer isso, a boa música tem vindo mais da América do Norte do que do Reino Unido nesta última década. Fleet Foxes, Arcade Fire, LCD Soundsystem, Grizzly Bear, Local Natives, Music Go Music... quem o Reino Unido pode citar para comparar?

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    Escrito por Francisco às 16h00
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    Este sao os Comunistas,nem os animais eles respeitam..

    Mais de 10 tigres siberianos morrem de fome em zoo chinês

     Onze tigres siberianos, um dos animais mais ameaçados de extinção no planeta, morreram de fome em um zoológico chinês nos últimos três meses, denunciou hoje a agência oficial "Xinhua".


    As mortes aconteceram perto do habitat natural da espécie, no zoo Vida Selvagem, em Shenyang, capital da província de Liaoning (nordeste).

    Embora a causa da morte dos tigres ainda esteja sendo investigada, os tratadores disseram que, "provavelmente, os 11 animais morreram de inanição, e não por doença".

    A notícia veio à tona menos de um mês depois de a China ter entrado no Ano do Tigre, que serviu para que organizações ambientalistas denunciassem tanto o risco de extinção do animal como as más condições em que vivem os exemplares mantidos em cativeiro.

    Segundo alguns especialistas, muitos zoológicos chineses não têm a verba necessária para alimentar adequadamente os tigres que possuem. Isso, inclusive, contribuiu para o aumento do número de ataques a tratadores nos últimos anos.


    A China é habitat natural de duas espécies de tigre: o de bengala e o siberiano. Ambos estão ameaçados de extinção, tanto dentro como fora do país.

    Clint Eastwood quer filmar biografia de ex-diretor do FBI Edgar Hoover

     

    LOS ANGELES – Clint Eastwood está preparando seu próximo trabalho como diretor, um filme biográfico sobre o ex-diretor do FBI J. Edgar Hoover, o agente número 1 contra o crime nos EUA por quase 50 anos.

     

    Divulgação

    O ator Billy Crudup interpretou Hoover
    em "Inimigos Públicos" (2009)

    Hoover foi importante na fundação do FBI em 1935, tendo sido chefe da agência precursora desde 1924, e transformou a organização numa ferramenta eficiente de combate ao crime.

    Ele permaneceu como diretor até sua morte em 1972, aos 77 anos, mas sua imagem cuidadosamente criada já estava se desgastando. Ele empregou o FBI para perseguir ativistas políticos e usou métodos ilegais para criar arquivos secretos dos líderes. Muitas biografias também alegam que Hoover era um homossexual não-assumido e travesti.

    Dustin Lance Black, que ganhou o Oscar no ano passado pelo roteiro do filme biográfico "Milk", sobre o político homossexual Harvey Milk, foi o autor do roteiro para esse novo filme.

    Eastwood está se unindo com Brian Grazer e a produtora Imagine Entertainment, de Ron Howard, para o filme. O longa provavelmente será produzido na Warner Bros., onde Eastwood e sua produtora Melpaso há realizaram outros trabalhos.

    Existe uma pequena ligação entre Hoover e o estúdio: a Warner contratou Hoover para trabalhar como conselheiro de seu filme "A História do FBI" em 1959 e na série televisiva "O FBI", do canal ABC.

    Eastwood, que está realizando a pós-produção de seu suspense sobrenatural "Hereafter", trabalhou com a Imagine em 2008 no drama "A Troca", protagonizando por Angelina Jolie no contexto dos anos 1920.

     



    Escrito por Francisco às 17h22
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    Getty Images

    Kathryn Bigelow e uma das estatuetas conferidas a seu filme "Guerra ao Terror"


    Dois dias depois de Bigelow, de 58 anos, se tornar a primeira mulher a conquistar o Oscar de direção, observadores de Hollywood dizem que o reflexo disso em termos de ampliação do mercado de trabalho cinematográfico para as mulheres pode levar anos, e depende tanto de prêmios quanto dos lucros dos estúdios.

    "Estamos no negócio do cinema. O negócio é uma parte importantíssima", disse Jane Fleming, presidente da ONG Women in Film, que promove e ajuda cineastas mulheres.

    "A vitória da Kathryn é excitante porque mostra à próxima geração o que é possível. Mas não acho que altere inerentemente da noite para o dia a realidade no fazer cinematográfico, e a realidade de que cineastas mulheres estão atrás de seus colegas homens", disse ela.

    Um recente estudo intitulado "O Teto do Celuloide" mostra que dos 250 filmes com melhores bilheterias em 2009, as mulheres eram apenas 16% entre diretores, produtores, roteiristas e outras funções importantes – igual a 2008, e três pontos percentuais abaixo de 2001.

    As mulheres eram apenas 7% dos diretores, queda de 2 pontos em relação a 2008, segundo Martha Lauzen, da Universidade Estadual de San Diego, que monitora a presença feminina na TV e no cinema e examinou mais de 2.800 funções.

    Outra pesquisa, da Escola Annenberg de Comunicações, da Universidade do Sul da Califórnia, concluiu que, dos quase 4.400 papéis com falas nos cem filmes mais vistos de 2009, só cerca de 30% eram mulheres. Quando havia pelo menos uma mulher dirigindo o filme, a proporção saltava para 44%.

    A regra do jogo

    Embora mulheres como Sherry Lansing (Paramount Pictures), Stacey Snider (Universal Pictures e DreamWorks) e Amy Pascal (Sony Pictures) dirijam ou tenham dirigido grandes estúdios, ter sucesso em Hollywood significa jogar um jogo que existe há mais de cem anos e cujas regras foram definidas principalmente por homens.

    E mudar esse jogo irá levar muitos anos, já que filmes "para rapazes" como "Se Beber, Não Case" (467 milhões de dólares nas bilheterias), ou aventuras de ação, como "Avatar" (2,5 bilhões de dólares), dominam o mercado.

    Na verdade, "Guerra ao Terror", filme que deu o prêmio a Bigelow, não é o que Hollywood tradicionalmente chama de "filme de mulher": um romance ou comédia de relacionamentos. Ele fala de guerra, de bombas e de caras na batalha – coisa de macho.

    Mas para cada "Guerra ao Terror", "Se Beber, Não Case" ou "Avatar" existe também um "Crepúsculo", série de filme voltada para mulheres jovens, que arrecadou 1,1 bilhão de dólares nas bilheterias mundiais nos dois primeiros episódios – um dirigido por uma mulher, o outro, por um homem.

    "Filmes de mulheres não fazem menos dinheiro. Quando as mulheres recebem o mesmo dinheiro (para produzir e divulgar os filmes), podem ganhar tanto dinheiro quanto (os homens)", disse Debra Zimmerman, diretora-executiva da Women Make Movies, outra entidade que promove e ajuda cineastas mulheres.

    Talvez tão notáveis quanto a vitória de Bigelow tenham sido os Oscars para Mo'Nique (atriz coadjuvante) e Geoffrey Fletcher (roteiro adaptado). Ele também fez história, por se tornar o primeiro negro a ganhar o prêmio nessa categoria, por "Preciosa."

    Mas o teto de vidro racial em Hollywood foi menos comentado, em grande parte por já ter sido superado – inicialmente por Hattie McDaniel, em 1939, por "...E o Vento Levou", e mais tarde, em 1963, por Sidney Poitier por "Uma Voz nas Sombras".

    Quando Denzel Washington e Halle Berry ganharam os Oscars de melhores ator e atriz em 2002, o teto racial foi estilhaçado de vez. O sucesso posterior dos filmes de Tyler Perry, a começar por "Madea's Family Reunion" (2006), eliminou quaisquer cacos restantes.

    "Se você olha a mudança anedótica (a vitória de Bigelow), fica animado, (mas) se você olha as estatísticas, é outra história", disse Fleming, da Women in Film. "Mas prefiro pensar que a mudança anedótica irá em breve levar a uma mudança nas estatísticas."

    Disco de David Lynch com Danger Mouse e Mark Linkous finalmente vai sair

    Mas notícia chega com pesar, depois de suicídio do vocalista do Sparklehorse


    Finalmente o álbum Dark Night of the Soul vai ser lançado. O projeto envolvendo o cineasta David Lynch e os músicos Danger Mouse, do Gnarls Barkley, e Mark Linkous, do Sparklehorse, ficou temporariamente engavetado por pressão da gravadora EMI.

    Agora, em entrevista à BBC, Danger Mouse confirmou que os problemas com o lançamento do disco foram resolvidos e que o trabalho deve chegar às lojas em junho.

    No ano passado, o álbum pôde ser conferido na Internet e, depois do veto da gravadora, os envolvidos chegaram a lançá-lo, ou melhor, fizeram algo parecido com isso: distribuíram um CD em branco, com fotos feitas por Lynch, em que se podia ler "Este álbum não tem nenhuma música. Use-o como quiser".

    Dark Night of the Soul reúne colaboradores como Julian Casablancas, do Strokes, Iggy Pop, Frank Black, do Pixies, Gruff Rhys, do Super Furry Animals, Nina Persson, do Cardigans, e Suzanne Vega, entre outros.

    Apesar da boa nova, uma notícia triste. Linkous cometeu suicídio no último sábado, com um tiro no coração. O vocalista e único membro permanente do Sparklehorse estava do lado de fora da casa de um amigo, em Knoxville, no Tennessee, quando se matou - sem deixar qualquer anotação, segundo a polícia. Ele tinha 47 anos.

     

    Projeto Sexy, Saias e Rock'n Roll

    sexysaiaserocknroll_selinho.jpgO projeto Sexy, Saias e Rock'n'Roll é um evento organizado pelo Coletivo Catraia sempre no mês de março em comemoração ao mês das mulheres. Kellen Mendes, Danah e os Nobres, Degradê e ‘Mulheres na Pista'- discotecagem comandada por Marco Brozzo são as atrações da noite.

    Quando: 21 de março, a partir das 18 horas
    Quanto: R$ 10 (inteira) ou R$ 5 mais um pano de prato (liso ou branco)
    Onde: Espaço Recreativo Tentamen (Rua 24 de janeiro, Segundo Distrito, s/nº), Rio Branco

     

     

     

     

     

     

     



    Escrito por Francisco às 14h39
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    eu vou até o fim

    Mês turbulento, cheio de idas.
    Tristeza para quem ficou e paz pra quem foi. Podemos resumir assim.
    Tá sendo barra. A verdade é que nunca nos conformaremos com a morte. Ela vem e as vezes, quando menos esperamos. Anteontem, de madrugada, perdemos uma colega bióloga, um amor de pessoa, super alto astral, linda, inteligentíssima. Marisa Lobo Vianna. Entrei em choque quando vi a mensagem da Laila avisando do falecimento.
    Com 28 anos de idade já cumpriu sua missão por aqui...deixa saudades imensas em nossos corações. Deus a levou de volta pra casa ..
    Estive ontem (quarta, 16) no velorio juntamente com a Ligia...chegamos la as 22:30 e estava cheio de gente...estava muito bonito...foi no salao nobre do Memorial. Muita...mas muita gente indo se despedir da Marisinha.
    Ainda nao sabem bem o que aconteceu. A familia fala que ela foi sentar lá em cima do Viaduto do Chá mas se desequilibrou e caiu de uma altura de 17 metros. Outros falam que ela tinha brigado com o namorado, ele saiu andando e ela, pra provoca-lo, subiu em cima do muro e se desequilibriou. Outros ainda falam que ela, la de cima do viaduto, foi ver o namorado no ponto de onibus la embaixo e acabou perdendo o equilibrio. Ainda falaram em suicidio...pois falaram que ela estava muito depressiva ultimamente e escrevia textos completamente "downs" em seu blog. Já até cogitaram que ela estaria drogada.
    Sinceramente? como a Marisa era meio estabanada, creio que ela foi sentar ou ficar de pé em cima do muro e acabou se desequilibrando. Não acredito que ela tenha se suicidado. Logo ela, aquela menina alto astral, brincalhona...dificil de acreditar...
    A verdade morreu com ela.
    que Deus cuide bem dessa alminha tão especial...e que a faça brilhar lá no céu, como ela brilhou aqui na Terra.

    SAUDADES, MUITAS SAUDADES.

    "Dediquei-me, nestes últimos vinte anos, ao estudo da poesia anglo-saxônica. Conheço de cor muitos poemas anglo-saxônicos. O que não sei é o nome dos poetas. Mas, que importa isso? Que importa se, ao repetir poemas do século IX, estou sentindo algo que alguém sentiu naquele século? Ele está vivendo em mim nesse momento. Cada um de nós é, de alguma forma, todos os homens que morreram antes. Não apenas os de nosso sangue."

    Trecho de 'A Imortalidade' de Jorge Luis Borges.

    Para Marisa Lobo, jovem atriz, que se imortalizou hoje. Para Marily Bezerra, que se imortalizou há um mês. Para Eder Sader, meu sogro, que não conheci. A morte de alguém sempre cutuca as anteriores. Para minhas duas avós e meu avô, para os meus imortais, vivos em mim.
    Eu conheci a Marisa rapidamente em janeiro de 2006, quando estive em São Paulo. Linda, carismática, sexy, inteligente, interessante e independente. Não sã o muitas pessoas que deixam uma impressão tão forte em tão pouco tempo. Era atriz e bióloga, mas outros que a conheceram melhor poderão falar mais sobre ela.
    Mas na ida recebi uma notícia triste. Estava no carro com o Steve, checando os e-mails antes de sair da Alemanha. Marisa Lobo morreu em conseqüência de uma queda acidental no centro de Sampa.

    BLUES PARA MARISA LOBO:









    A Lady Dark dos sonetos do Shakespeare ou a Indesejada das gentes dos poemas do Camões, arrancou mais uma orquídea do nosso deserto...Fiquei sabendo com um pouco de atraso da morte da atriz Marisa Lobo, estava escrevendo para ela um monólogo inspirado na vida da poeta argentina Alejandra Pizarnik, havíamos conversado há menos de dois meses atrás sobre o texto ...A peça iria se chamar 'O Silêncio azul da insônia'...Um outro silêncio bem maior e mais voraz a levou para bem longe desse sonho onde podemos ouvir um Blues infernal...Álias estou ouvindo um agora na paisagem dessa noite que ficou um pouco mais escura, apesar da luz da manhã... A Marisa foi embora muito cedo, aos 28 anos e é por interrupções como essas na música selvagem das grandes possibilidades que eu ODEIO A MORTE !

    Poema de Natal
    Para isso fomos feitos:
    Para lembrar e ser lembrados
    Para chorar e fazer chorar
    Para enterrar os nossos mortos -
    Por isso temos braços longos para os adeuses
    Mãos para colher o que foi dado
    Dedos para cavar a terra.

    Assim será a nossa vida:
    Uma tarde sempre a esquecer
    Uma estrela a se apagar na treva
    Um caminho entre dois túmulos -
    Por isso precisamos velar
    Falar baixo, pisar leve, ver
    A noite dormir em silêncio.

    Não há muito que dizer:
    Uma canção sobre um berço
    Um verso, talvez, de amor
    Uma prece por quem se vai -
    Mas que essa hora não esqueça
    E por ela os nossos corações
    Se deixem, graves e simples.

    Pois para isso fomos feitos:
    Para a esperança no milagre
    Para a participação da poesia
    Para ver a face da morte -
    De repente nunca mais esperaremos...
    Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
    Nascemos, imensamente.
    (Vinicius de Moraes)

    Poema de Natal
    Para isso fomos feitos:
    Para lembrar e ser lembrados
    Para chorar e fazer chorar
    Para enterrar os nossos mortos -
    Por isso temos braços longos para os adeuses
    Mãos para colher o que foi dado
    Dedos para cavar a terra.

    Assim será a nossa vida:
    Uma tarde sempre a esquecer
    Uma estrela a se apagar na treva
    Um caminho entre dois túmulos -
    Por isso precisamos velar
    Falar baixo, pisar leve, ver
    A noite dormir em silêncio.

    Não há muito que dizer:
    Uma canção sobre um berço
    Um verso, talvez, de amor
    Uma prece por quem se vai -
    Mas que essa hora não esqueça
    E por ela os nossos corações
    Se deixem, graves e simples.

    Pois para isso fomos feitos:
    Para a esperança no milagre
    Para a participação da poesia
    Para ver a face da morte -
    De repente nunca mais esperaremos...
    Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
    Nascemos, imensamente.
    (Vinicius de Moraes)

     

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     

    Comercial da Devassa com Paris Hilton é o video mais visto do Youtube no Brasil em março


    O polêmico comercial da cerveja Devassa, com Paris Hilton, foi o mais visto no Youtube em março, no Brasil.
    O comercial, assinado pela agência Mood e que foi tirado do ar por decisão do Conar, já registra mais de 620 mil exibições no País até às 18 horas de hoje.
    O comercial também está entre os 62 mais vistos do mundo neste mês, e é o oitavo mais comentado no Brasil, o sétimo mais bem avaliado e o sexto mais adotado como favorito.
    Há um outro link com o mesmo comercial postado por um americano que está próximo de bater um milhão de exibições. Basta digitar ” Paris Hilton Ad- Devassa Beer.”
    Charlie Sheen é liberado pela clínica de reabilitação para voltar a gravar 'Two and a Half Man'

     


    Boa notícia para os fãs de Charlie Sheen e do seriado "Two and a Half Man": o ator, que quando se internou em um clínica de reabilitação há cerca de duas semanas acabou causando o cancelamento das gravações, vai ser liberado pela instituição no dia 19 para poder concluir os episódios da sétima temporada. A informação é do site 'Radar Online'.
     
    Sheen, que decidiu buscar tratamento contra o vício em álcool e cocaína depois de um escândalo familiar, na qual sua mulher, Brooke Miller, o acusou de tê-la agredido, corria o risco de ser demitido do programa por violar a cláusula de 'imoralidade' de seu contrato . Muller também está em tratamento por vício em crack e álcool.

    Uma das maiores preocupações do advogado do ator, Cummins, é que a promotoria continue insistindo em negar fazer qualquer tipo de acordo. Acusado de duas contravenções por agressão e uma de tentativa de homicídio, Sheen pode ser usado como exemplo pela promotoria e ser condenado de 5 a 50 anos de prisão.

    Maria Stela Tobar Mariucci
    Bacharel em Artes Cênicas pela UNICAMP

    Integrou o grupo teatral BOA CIA. (Campinas) sob direção de Verônica Fabrini
    Integrou o CPT (Centro de Pesquisas Teatrais) sob coordenação de Antunes Filho
    é professora do curso de Artes Cênicas da Faculdade Paulista de Artes
    Integrante da CIA Teatral os Fofos Encenam

    Como atriz atuou nas peças:
    Deus sabia de tudo e não fez nada
    A Mulher do Trem Cooperativa Paulista de Teatro,
    A Mulher do Trem Teatro Municipal de São Paulo
    Impressões
    Mostra Cemitério de Automóveis I e II, de Mário Bortolotto
    Turandot direção de José Renato
    Um Bonde Chamado Desejo direção de Kiko Jaess
    Primeiras Estórias de Guimarães Rosa. Adaptação e Direção João das Neves
    Recebeu indicação ao Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Teatro de São José dos Campos

    Como Diretora atuou nas peças:
    Mulheres no Escuro – fragmentos de um espetáculo em processo no SESC CONSOLAçãO,
    Um Blues para Clarice concepção em parceria com Marcelo Roverso no Teatro Plínio Marcos e no CEU, em 2003.

    Em Cinema
    Interpretou a protagonista feminina no longa-metragem Soluções e Soluções de Edu Felistoque e Nereu Cerdeira
    Participou da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (2000) e dos Festivais de Recife (2000), Brasília (2000) e Dublin (2001); do Projeto Encontro Marcado – SESC SãO CARLOS (2001). Exibido na ESPANHA e JAPãO em 2001; em cartaz pela REDE CINEMARK em São Paulo/Rio de Janeiro e Brasília (2001), PRÊMIO de Melhor Drama – público e júri – do BERGAIN FILM FESTIVAL (EUA) em 2001.

    Alô, Chics!



    Não dá para deixar de comentar e rir da comoção internacional que Carla Bruni Sarkozy causou, ao aparecer com o rosto inchado de botox e sem sutiã, sob um longo de Roland Mouret, no jantar que ela e o marido ofereceram em Paris para o presidente russo Dmitry Medvedev. O modelo da roupa, apesar de discretíssimo e muito elegante, era de jérsei e bem moldado ao corpo, deixando claro que não havia nada entre ela e o vestido. Pronto, foi o que bastou para que a imprensa europeia começasse a dar palpites sobre a pertinência ou não de usar sutiãs, e sobre a anatomia da primeira dama.

    Ela não está nem aí; está acostumada a ser notícia/escândalo e a aparecer sem sutiã - para quem já posou nua, não é nenhuma novidade. Uma vez, ao ser questionada sobre estas fotos sexy, declarou: “nem sem roupa fico vulgar ou sensual pois tenho um corpo magro, atlético e sem formas, que sempre parece estar vestido”. Desta vez, mesmo vestida, parecia estar nua, segundo os tablóides ingleses e franceses.

    Carla Bruni, como toda grande celebridade, sabe que vai ser examinada com lupas por todos os jornalistas e fotógrafos do mundo todas as vezes que aparecer. Sabe que vai ter cada cantinho da sua figura observado, analisado e comentado; peito ou bochecha, nada escapa. Agruras da fama. E ela, como toda celebridade/escândalo, colabora e aceita o preço.

    Lentamente, Oscar da diretora Kathryn Bigelow irá mudar Hollywood

    A cineasta Kathryn Bigelow envolveu com seus dedos no domingo aquele homenzinho dourado chamado Oscar, rachando um dos tetos de vidro de Hollywood. Mas estilhaçá-lo para valer ainda vai demorar mais.


     

     



    Escrito por Francisco às 14h29
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    Cultura em Rio Branco

    Prefeitura de Rio Branco financia projetos culturais Imprimir E-mail
    Escrito por Assessoria PMRB   
    09-Mar-2010

    Lançamento do edital de 2010 da Lei Municipal de Incentivo a Cultura acontece nesta terça-feira



    O formato do edital da Lei Municipal de Incentivo a Cultura e ao Desporto foi definido no último dia 02 de março através do voto dos conselheiros durante o I Fórum Setorial de 2010 do Conselho Municipal de Políticas Culturais. Está construção participativa acontece há dois anos no âmbito do conselho, através de reuniões de Câmara Temáticas, Colegiado Comissão Executiva e Fóruns Setoriais. O lançamento acontece no auditório da Prefeitura Centro com uma coletiva de imprensa.

    Em 2010 o recurso disponível para a Lei de Incentivo é de 800 mil reais, sendo que, como foi definido no I Fórum Setorial de 2010, o valor máximo por projeto será de 10 para Pessoa Física, 22 mil para Pessoa Jurídica e 30 mil reais para Entidades Representativas de Classe. Juntamente com o valor do Fundo Municipal de Cultura, que será lançado em junho, o recurso disponibilizado este ano para financiar projetos culturais e esportivos pela Prefeitura de Rio Branco representa o valor de R$1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais).

    Criada em 1993, a Lei Municipal de Incentivo a Cultura e ao Desporto é a mais antiga forma de financiamento e funciona através de renuncia fiscal. O formulário e o edital vão estar disponíveis na Fundação Garibaldi Brasil e no site da prefeitura de Rio Branco (www.riobranco.gov.ac.br) a partir da data de lançamento. Os projetos devem ser entregues até o dia 09 de abril, no período das 8h às 12 horas ou das 14h às 17 horas, na sede da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, localizada no Parque Capitão Ciríaco. Mais informações através dos telefones 3224-2503 e 3224-0269.

    Quem pode participar do edital 2009?

     

    Para apresentar projetos para a Lei de Incentivo é necessário ser inscrito no Cadastro Cultural do Município de Rio Branco, mecanismo do Sistema Municipal de Cultura. Estão impedidos os inadimplentes na Lei Municipal de Incentivo à Cultura ou no Fundo Municipal de Cultura, membros da comissão de avaliação de projetos e cargos comissionados da prefeitura de Rio Branco. A inscrição no Cadastro de Cultura pode ser feita na Fundação Garibaldi Brasil.




    Escrito por Francisco às 14h02
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    Cuba, sonho que virou pesadelo

    sábado, 27 de fevereiro de 2010

    CLÓVIS ROSSI Cuba, sonho que virou pesadelo

    A CÚPULA ibero-americana de 1998, na cidade do Porto, coincidiu com o aniversário do então chanceler Luiz Felipe Lampreia. A comitiva brasileira, sob a chefia de Fernando Henrique Cardoso, foi, à noite, a um restaurante para comemorar. Mas o que mais se festejou mesmo foi o elogio que um certo Fidel Castro havia feito a FHC, horas antes, na sessão plenária.
    "Audaz e inteligente", disse o ditador cubano do presidente brasileiro, que, vaidoso, comemorou: "Mostra que Fidel está acompanhando a evolução do mundo e percebendo o fato de o Brasil estar tendo uma participação ativa no mundo" (sim, você já ouviu algo parecido muito recentemente, de outra boca).
    Conto esse miniepisódio, do qual fui testemunha, por dois motivos: primeiro, para deixar claro que é seletiva a indignação de personalidades do governo anterior, como a manifestada por Lampreia à Folha com o silêncio do governo Lula sobre as violações aos direitos humanos na ilha caribenha.
    Segundo, para dar algumas pistas sobre esse silêncio, antes como agora. No fundo, é simples: a revolução cubana faz parte da memória sentimental da esquerda brasileira. E a esquerda brasileira, em seus mais variados matizes, está no poder desde a queda de Fernando Collor de Mello, no já remoto ano de 1992.
    Afinal, Castro e seus companheiros de certa forma fizeram a Revolução Francesa que a América Latina jamais fez nem antes nem depois. E não há nada mais sedutor do que o brado de "liberdade/igualdade/fraternidade".
    De mais a mais, a América Latina e o Brasil foram, a partir de 1959, o ano do triunfo da revolução, uma sequência de ditaduras militares fincadas a pretexto de evitar a expansão da ditadura de signo oposto.
    Quem não gosta de ditaduras -e as pesquisas do Latinobarómetro revelam um suporte majoritário, embora oscilante, à democracia- ficou emparedado entre criticar a cubana, o exercício favorito da maioria das ditaduras latino-americanas, ou apoiá-la, por ser contra as demais. Ou calar.
    Ademais, é evidente que Fidel Castro sempre foi, visualmente, mais simpático que, por exemplo, Augusto Pinochet, além de ter uma aura romântica, já remota, é verdade, mas presente na memória sentimental do subcontinente.
    Conto a propósito um episódio que mostra como o presidente cubano é capaz de seduzir as plateias mais heterogêneas: na comemoração dos 50 anos do Gatt (Acordo Geral de Tarifas e Comércio, antecessor da Organização Mundial do Comércio), Fidel foi a Genebra, junto com muitos outros chefes de governo/Estado. Foi aquele festival de oratória típico de cerimônias do gênero, o que levou uma grande parte dos delegados (e quase todos os jornalistas) a descerem para a cafeteria, no subsolo. Ninguém prestava atenção ao telão em que apareciam os oradores. Até que se anunciou a fala de Fidel.
    Fez-se súbito silêncio na cafeteria, todos se voltaram para o telão e Fidel atacou de Calderón de la Barca e seu "la vida es sueño, y los sueños sueños son".
    O auditório lá em cima e a cafeteria, lá embaixo, vibraram, alguns em silêncio, outros nem tanto.
    Pena que a Revolução Cubana tenha jogado no lixo a sua parte, digamos, francesa: a liberdade inexiste, a igualdade (que era um nivelamento por baixo) está sendo devastada e a morte de Orlando Zapata mostra que fraternidade não é bem o espírito da coisa.
    Pode ser difícil para a maioria dos mortais jogar ao mar os sonhos que a memória guardou, mas não dá para negar o fato: a revolução virou um pesadelo. Silenciar sobre ele não traz de volta o sonho.

     

    Eu sou totalmente a Liberação da maconha

    aqui não é Los Angeles,Amsterdã(infelizmente botaram Mauricio de Nassau pra fora..)

    mas São Luiz do Maranhão,é quase nossa Jamaica.

    Lula

    vai a Cuba,apoia o Irã..e agora pra completar quer se meter a favor da Argentina pelas Malvinas contra a Inglaterra..

    sem comentários..

     

    VIVA PATRICIA HIGHSMITH!

    http://www.cinestatic.com/infinitethought/uploaded_images/highsmiththree-721597.jpg

    http://images-eu.amazon.com/images/P/0393325008.02.LZZZZZZZ.jpg

    "Quando estou só,não estou"

    (Maurice Blanchot)

    A guerreira que salvou Hollywood


    Se James Cameron mudou a história econômica do cinema, com o megassucesso de Avatar, Kathryn Bigelow mudou a história do Oscar, ao se tornar a primeira mulher a ganhar uma estatueta como diretora - esse era o tom ontem da repercussão na imprensa de Los Angeles sobre a vitória de Guerra ao Terror na cerimônia de domingo. O filme que despontou timidamente em alguns festivais em 2008 terminou a noite premiado em seis das nove categorias em que concorria. Avatar ficou com apenas três.

    Era uma vitória, portanto, essencialmente feminina. Nas festas em que compareceu, Kathryn era obrigada a exibir a estatueta e a repetir o que respondeu a Barbra Streisand quando ela disse: "Por fim, chegou o dia", antes de anunciar seu nome como vencedora. "Na verdade, eu estava ainda em choque e só conseguia sorrir para ela."

    Uma das explicações para a vitória de Guerra ao Terror é bem ideológica. Avatar e sua história futurista-ecológica mostraria a América como vilã, então Kathryn surgiu na hora certa, santificando os soldados americanos da guerra do Iraque (ler análise na página 4).

    Recebida com entusiasmo por Elton John, que tradicionalmente organiza uma festa beneficente para os artistas em favor dos portadores do vírus da aids, a cineasta Bigelow foi comparada por ele a Denzel Washington e Halle Berry. "Eles fizeram história no Oscar de 2002. Hoje (domingo), foi seu dia", disse o cantor.

    Com 30 anos de carreira, Kathryn Bigelow estava, na verdade, reticente com a expectativa de quebrar a tradição. "Claro que espero ser a primeira de muitas, mas prefiro me ver como cineasta, de um modo mais genérico", disse ela, na entrevista para a imprensa internacional.

    Lançado modestamente em 2008 (chegou primeiro em DVD), Guerra ao Terror tornou-se um rolo compressor à medida que colecionava críticas positivas de um lado e prêmios de outro. O início foi no festival de Toronto do ano passado - a partir dali, foi alçado de azarão para favorito. "As resenhas foram como o vento na vela de um barco, criando uma dinâmica impossível de parar", disse Kathryn que, até então, era conhecida apenas como diretora de medianos filmes de ação e por ser mulher de Cameron.

    A relação, apesar de já desfeita, ainda parece incomodar a cineasta. "James é um cineasta extraordinário e muito inspirador - não apenas para o meu trabalho, que já conta com mais de 30 anos, como para diretores do mundo todo", disse Kathryn, ligeiramente incomodada e mudando o foco em seguida. "A quem eu devo realmente este momento é ao roteirista Mark Boal, que arriscou sua vida para colocar cada palavra em seu devido lugar e escrever um roteiro valente."

    Boal usou rigor clínico para compor sua história pois passou uma temporada em Bagdá em 2004. "Logo pensei que a história desses caras que têm um dos trabalhos mais perigosos do mundo seria uma maneira interessante de olhar para a guerra", disse aos jornalistas estrangeiros. Trabalhar com Kathryn não foi complicado, segundo Boal. Como estava segura em relação ao tom, ela aceitava sugestões e incorporava as que julgava convenientes. "Ela levou seu trabalho muito a sério", observou.

    Cultura no Acre em ano Eleitoral

    Governo do Estado disponibilizará R$ 1.730 milhão para cultura Imprimir E-mail
    Escrito por Rose Farias, assessoria FEM   
    05-Mar-2010
    O montante de recursos integra o Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura que agrega editais artístico-culturais


    daniel_zen_01.jpg
    Daniel Zen lançará editais de cultura nesta sexta (Foto: Arquivo/Secom)
    O Governo do Acre disponibilizará R$ 1.730 milhão para o fomento à cultura através de oito editais. As iniciativas coordenadas pela Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour (FEM), para o aporte de recursos na área, foram agrupadas e integram o Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura, que será lançado nesta sexta-feira, 5, às 10h30, na Filmoteca da Biblioteca Pública. Os editais que compõem o pacote são o Prêmio Matias (R$ 100 mil), com inscrições abertas; o Prêmio Culturas Indígenas (R$ 200 mil), em fase de premiação; a Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com o montante de R$ 1 milhão; o Cultura em Movimento (R$ 100 mil); o Acústico em Som Maior (R$ 60 mil); o Edital de Passagens (R$ 120 mil); o Apoio Parcial a Iniciativas Culturais (R$ 120 mil) e o edital da Galeria de Arte Juvenal Antunes (R$ 30 mil), num montante de R$ 730 mil. Para o presidente da Fundação Elias Mansour o Estado tem um papel muito claro no processo de construção de políticas públicas para a cultura, dentre as quais se situam os objetivos de garantir infra-estrutura e fomentar às iniciativas culturais da comunidade. "Infra-estrutura cultural e fomento a projetos comunitários são estratégias fundamentais para a democratização do acesso à cultura - isso do ponto de vista da administração pública", salienta, referindo-se ao Programa como um mecanismo que visa estimular a produção, a vivência, a circulação e o fomento da produção artístico-cultural no Acre.
    "Criar um programa com essa dimensão faz parte de todo o processo de construção que vivenciamos com a realização das 22 conferências municipais de cultura e a conferência estadual. É a partir do conceito amplo de cultura, não só das manifestações artísticas da dança, da música, do teatro, mas também dos costumes, da culinária, das tradições, das festas populares, digo ainda nas manifestações de como nos vemos como membros de uma comunidade, grupos comunitários que o Governo Federal e os governos estaduais têm atuado numa posição que orienta a política Nacional, Estadual e Municipal de Cultura. Todo esse processo vem de encontro a construção dos Planos Municipais, Estadual e Nacional".
    De acordo com o presidente, o objetivo é a diversificação dos beneficiados. "Queremos democratizar o acesso aos bens e aos meios de produção cultural, ampliando as oportunidades com uma política voltada para todo o estado, mais inclusiva e democrática".
    Além do edital da Lei, que já tem sua dinâmica de alcance a todo o estado, o Acústico em Som Maior entra em sua 6ª edição com uma novidade, além de Rio Branco, se estende aos municípios de Cruzeiro do Sul e Tarauacá viabilizando ao todo 30 projetos e um total de 90 shows neste ano de 2010.

    Por uma política de descentralização da cultura

    No Acre os números apontam que a política de descentralização do MINC está em consonância com a política cultural que o governo do Estado, através da FEM vem estabelecendo com entidades de classes e produtores independentes em relação ao estreitamento das relações culturais.
    Os investimentos em cultura não param por aí, além dos editais cujos recursos são oriundos do Orçamento Geral do Estado (OGE) serão lançados editais com recursos oriundos de convênios celebrados com o Ministério da Cultura, através do Programa Mais Cultura, exemplo do edital do Cine+Cultura Acre, do Cultura Viva/edital Pontos de Cultura do Acre e das ações de livro e leitura a acontecer ainda durante este ano.

    Editais contemplarão a diversidade cultural

    Dos seis editais, quatro deles serão lançados pela primeira vez, o Cultura em Movimento, Edital de Passagens, o Apoio Parcial a Iniciativas Culturais e o da Galeria de Arte Juvenal Antunes.
    O Cultura em Movimento que objetiva o estímulo a circulação, difusão e formação de espetáculos nas áreas de música e artes cênicas, em sua primeira edição viabilizará a circulação de espetáculos de teatro, dança e circo e shows musicais pelos municípios do Acre.
    "Esse edital é direcionado aos artistas independentes, companhias, grupos, bandas, empresas e instituições de natureza cultural que possuam espetáculos de teatro, circo e dança ou shows musicais prontos para circularem", explica Daniel Zen.
    O edital contemplará dez projetos no valor de R$ 10 mil para circularem com três apresentações do espetáculo ou show proposto em três municípios diferentes, sendo duas apresentações em municípios diferentes dentro da sua região e uma num município situado em outra região.
    Com a primeira edição do edital de dinamização da Galeria de Arte Juvenal Antunes a idéia é fomentar a produção artística local no segmento de artes visuais através da organização de um calendário permanente de exposições e do estímulo à  artistas residentes no Acre.
    Artistas, produtores culturais e curadores podem se inscrever com propostas para exposição de trabalhos nas formas de manifestação bidimensionais (desenho, pintura, gravura, fotografia e etc) e tridimensionais (escultura, objeto e instalação), além de performances e novas mídias
    Já o edital Apoio a Iniciativas Culturais será aberto a todo o Estado com o objetivo de selecionar propostas que pleiteiem apoio parcial à produção e realização de iniciativas culturais nas diversas áreas, tais como a realização de encontros, workshops, seminários, ciclos de oficinas e debates, apresentações artísticas e outros eventos similares que contribuam para o desenvolvimento artístico-cultural do Acre, com impacto na área e nos segmentos abordados pelo edital.
    No Edital de Passagens, aberto a artistas, produtores culturais,  técnicos e estudiosos da cultura, servirá para promover a difusão e o intercâmbio da cultura acreana, na concessão de passagens aéreas ou terrestres para o transporte de artistas, técnicos e estudiosos convidados a participar de eventos culturais promovidos por instituições, brasileiras e de países integrantes da Rede Latino-Americana de Produtores Culturais.


    Escrito por Francisco às 13h36
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    Sabá minhas manhãs de sabado ouvindo tuas histórias na Joven Pan AM-Show da manhã

    sábado, 27 de fevereiro de 2010

    RUY CASTRO Sabá

    RIO DE JANEIRO - Os olhos ampliados pelas lentes absurdas pareciam crescer mais ainda quando se falava de certos nomes. Conversar sobre música com Sabá era assistir a um espetáculo de admiração. Sua paixão pelos grandes pianistas ou cantores com quem trabalhara refletia-se na sua expressão, na gesticulação, no tom de voz. Deixava de ser um colega de palco, era um fã.
    Mas o próprio Sabá merecia todo o respeito. Paraense de 1927, era um senhor contrabaixista. Em 1955, foi o primeiro a acompanhar Johnny Alf quando este chegou a São Paulo vindo do Rio -e tocar com Alf tornou-o o baixista favorito dos músicos modernos paulistanos. Dez anos depois, com Cido ao piano e Toninho na bateria, formou o Jongo Trio, um grupo instrumental/vocal que estourou com "Menino das Laranjas". Chamados a acompanhar os jovens Elis Regina e Jair Rodrigues no show "O Fino da Bossa", no Teatro Paramount, co-estrelaram um LP que vendeu milhares e não lhes rendeu tostão.
    Em 1967, sem Cido e com Cesar Camargo Mariano, o Jongo se tornou o Som 3, que acompanhou Wilson Simonal nos dias de glória do cantor. Eram 365 shows por ano, em cidades, Estados ou países diferentes, com escalas quinzenais em Congonhas para beijar a família e trocar as malas de roupa. Em 1972, sem Cesar, ele se juntou a outro pianista: Dick Farney.
    Sabá foi uma fonte inestimável sobre a bossa nova em São Paulo para meu livro "Chega de Saudade", de 1990. Lembrava-se de cada boate e de quem tocara nelas, onde, quando e com quem. Anos depois, fiz palestras sobre bossa nova ilustradas musicalmente por um conjunto que ele armou para a ocasião. Ali conheci melhor o ser humano. E conquistei o privilégio de poder dizer que trabalhei com Sabá.
    Sabá morreu em São Paulo, na terça passada, aos 83 anos.



    Escrito por Francisco às 13h28
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    Vinícius de Moraes é

     


    Receita de mulher As muito feias que me perdoem
    Mas beleza é fundamental. É preciso
    Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
    Qualquer coisa de dança,
    qualquer coisa de haute couture
    Em tudo isso (ou então
    Que a mulher se socialize
    elegantemente em azul,
    como na República Popular Chinesa).
    Não há meio-termo possível. É preciso
    Que tudo isso seja belo. É preciso
    que súbito tenha-se a
    impressão de ver uma
    garça apenas pousada e que um rosto
    Adquira de vez em quando essa cor só
    encontrável no terceiro minuto da aurora.
    É preciso que tudo isso seja sem ser, mas
    que se reflita e desabroche
    No olhar dos homens. É preciso,
    é absolutamente preciso
    Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que
    umas pálpebras cerradas
    Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
    Alguma coisa além da carne: que se os toque
    Como no âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos
    Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
    Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
    Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
    Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos então
    Nem se fala, que olhe com certa maldade inocente. Uma boca
    Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência.
    É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
    Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas,
    e as pontas pélvicas
    No enlaçar de uma cintura semovente.
    Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras:
    uma mulher sem saboneteiras
    É como um rio sem pontes. Indispensável.
    Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
    A mulher se alteie em cálice, e que seus seios
    Sejam uma expressão greco-romana, mas que gótica ou barroca
    E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
    Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral
    Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
    Os membros que terminem como hastes, mas que haja um certo volume de coxas
    E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
    No entanto, sensível à carícia em sentido contrário.
    É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
    Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!).
    Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
    De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
    De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
    Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
    Discretos. A pele deve ser frescas nas mãos, nos braços, no dorso, e na face
    Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
    A 37 graus centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras
    Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
    E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e
    Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão
    Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
    Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
    Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se fechar os olhos
    Ao abri-los ela não estará mais presente
    Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
    E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
    O fel da dúvida. Oh, sobretudo
    Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
    Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
    De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
    Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
    O impossível perfume; e destile sempre
    O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
    Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
    Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
    Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.

    A uma mulher

    Quando a madrugada entrou eu estendi o meu peito nu sobre o teu peito
    Estavas trêmula e teu rosto pálido e tuas mãos frias
    E a angústia do regresso morava já nos teus olhos.
    Tive piedade do teu destino que era morrer no meu destino
    Quis afastar por um segundo de ti o fardo da carne
    Quis beijar-te num vago carinho agradecido.
    Mas quando meus lábios tocaram teus lábios
    Eu compreendi que a morte já estava no teu corpo
    E que era preciso fugir para não perder o único instante
    Em que foste realmente a ausência de sofrimento
    Em que realmente foste a serenidade.


    Rio de Janeiro, 1933

     

    Feliz Dia Internacional da Mulher
    um dia de reflexão
    sobre a luta da Mulher na Sociedade
    como ser Humano belo e guerreiro
    porque todos os 365 é o Dia das Mulheres
    beijo e abs mil
    Marcelo Francisco Roverso.

    Dora Vergueiro mostra repertório de novo CD no Rio



    RIO - Famosa por seus programas de esportes radicais na TV paga, Dora Vergueiro retomou sua carreira nos palcos. Depois de nove anos sem gravar, a cantora gravou Samba Valente e se apresentou na noite desta quinta-feira no Estrela da Lapa, no Rio de Janeiro.
    Além de canções do novo disco, Dora incluiu em seu repertório algumas músicas como Vamos Fugir, Vagabundo Confesso e Oh Chuva.
    Acompanhando a cantora nestes shows estão os músicos Tiago Machado (violão e cavaquinho), Marlon (trombone), Felipe Pinaud (guitarra, violão e flauta), Matheus Groove (baixo) e Renato Massa (bateria).



     

    Críticos de ajuda ao Haiti devem morrer de câncer, diz Sean Penn



    NOVA YORK - O ator Sean Penn prometeu não desperdiçar sua energia para ouvir críticas que sugerem que ele tenha se oferecido a prestar ajuda às vítimas do terremoto no Haiti apenas para aumentar seu status como celebridade.
    Penn, que levou 11 médicos ao Haiti para prestar auxílio à população, negou que estivesse trabalhando apenas para elevar seu perfil público. - Eu espero que essas pessoas morram gritando com câncer no reto - disparou o ator.
    Em entrevista ao Sunday Morning Show, nos Estados Unidos, o vencedor do Oscar de Melhor Ator de 2009 disse que levou os filhos Dilyan, 18 anos, e Hopper, 16, para visitar o país devastado pelos terremotos. - Eles irão ajudar. Assim como eu, já tiveram a experiência de que você deve primeiro servir para depois ser servido - disse Penn, que levantou cerca de US$ 1 milhão para ajudar as vítimas do Haiti

     

    Oscar: o batom sensação de Sandra Bullock e mais

    Coques e bocas pink são destaques do tapete vermelho

     

     

     

    Cameron Diaz, Charlize Theron e Maggie Gyllenhaal deixaram o nude em casa e foram de pink nos lábios para a cerimônia do Oscar 2010. Sandra Bullock, melhor atriz por “Um Sonho Possível”, fez sucesso com o tom aberto. Enquanto ela evoluía pelo tapete vermelho, as mulheres tentavam descobrir a cor do batom.

    Em entrevista ao blog especializado “Talking Make-up”, a maquiadora de Bullock revelou a cor usada nos lábios da atriz: batom Paris, linha Rouge Coco, da marca Chanel. Outro segredinho: ela aplicou um pouquinho do produto nas maçãs do rosto de Sandra - para conquistar um aspecto mais saudável.

    Conforme esperado, os coques românticos dominaram as cabeças. Com relação às cores, o hair stylist Ronaldo Mello destaca que os tons estão mais sólidos: “As cores não apresentam evidências de mechas”, diz.



    Escrito por Francisco às 09h32
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    Ajudar o Chile e o Haiti não tem nada demais, porém pensar em ajudar pela boa propaganda política é ridículo. No Brasil, temos grupos de Haitis e Chiles em cada esquina



    Escrito por Francisco às 16h37
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    Ajudar o Chile e o Haiti não tem nada demais, porém pensar em ajudar pela boa propaganda política é ridículo. No Brasil, temos grupos de Haitis e Chiles em cada esquina



    Escrito por Francisco às 16h31
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    Macalé

    Jards Macalé, um morcego na porta principal

     

    "Maldito é a mãe". A frase é dita por Jards Macalé a certa altura de "Um Morcego na Porta Principal", documentário sobre sua vida que estreia nesta sexta-feira em São Paulo e no Rio de Janeiro. Ele tem bons motivos para não gostar da palavra: nos anos 1970, o termo maldito era, com o perdão do trocadilho, uma maldição. Definia uma série de artistas que faziam música "difícil" e, por isso, eram sinônimo de fracasso de público. Além do próprio Macalé, nomes como Tom Zé e Jorge Mautner entraram na lista.

    O mais correto seria definir Macalé como "provocador". O músico carioca, de 67 anos, é assim desde a década de 60, quando apareceu vestido de Batman no IV Festival Internacional da Canção para cantar "Gotham City", uma contundente crítica à ditadura militar que foi recebida com vaias. Do refrão dessa música ("Cuidado! Há um morcego na porta principal") saiu o título do filme de Marco Abujamra que joga um pouco de luz sobre a história de Macalé. E mostra que, por trás da alcunha de "maldito", está um das mais criativas figuras da música brasileira.

    Quando Maria Bethânia surgiu, em 1965, Macalé estava ao seu lado. Também dirigiu Gal Costa na fase mais experimental de sua carreira. Teve papel fundamental num dos melhores trabalhos de Caetano Veloso, Transa. Organizou o Banquete dos Mendigos, show que teve a coragem de defender a declaração universal dos direitos humanos em pleno governo Médici. Ainda lançou poucos mas ótimos álbuns (seu disco de estreia, de 1972, é uma obra-prima), fez várias trilhas para o cinema, foi gravado por algumas das maiores cantoras do Brasil.

    Tudo isso está em "Um Morcego na Porta Principal". "É o lado A da minha carreira. Falta agora fazer um filme com o lado B", brinca Macalé. Nesse lado B, entrariam "a barra pesada política, o sexo, o rock'n'roll e a falta de dinheiro". "Mas, pensando bem, a falta de dinheiro também está no lado A", diz. É que, segundo o cantor, o documentário é chapa branca. "O Marcos (Abujamra, diretor do filme) e o João (Pimentel, jornalista e co-diretor) são meus fãs e meus amigos", explica.

    Não é o que parece ao se assistir à primeira cena do longa. Nela, Macalé ameaça processar os produtores se eles não respeitarem a sua história. "Aquilo é o Macalé ator, é sacanagem minha. Tanto que a cena foi gravada no último dia de filmagem", explica o músico. Mas, de acordo com o diretor Marco Abujamra, não foi bem assim. "A situação foi muito tensa. A gente realmente achou que ele poderia processar a gente", diz. "Mas eu entendo essa reação. É a história dele, afinal".

    Boa parte do documentário é composta por imagens dos anos 70 (filmadas pelo próprio Macalé em super 8), preservadas no lendário baú do artista. "Ele é um cara super organizado, por mais que a imagem dele indique o contrário", conta Abujamra. Dessa vez, Macalé confirma a versão do diretor e revela que até contratou um arquivista para botar ordem no material. "Tudo que eu fiz foi abrir o baú para eles. Não escolhi nada, não dei pitaco", diz.

    O lançamento nos cinemas é o fim de um processo que durou sete anos. "Eu ingenuamente acreditava que todo mundo iria patrocinar um documentário sobre uma figura como o Macalé", ri Abujamra. A maior dificuldade foi pagar os direitos autorais das músicas presentes no longa. "O filme está pronto há dois anos, mas não tínhamos dinheiro. Gravadoras, editoras, tudo isso é muito caro", explica.

    Para Macalé, os planos para o futuro incluem o lançamento de seu primeiro DVD. "Estou desenvolvendo ideias com o (cineasta e artista plástico) Artur Omar", revela. "Não sei ainda o que será. Sei que não será apenas um show, nem será um documentário". Um novo álbum, só depois que DVD chegar às lojas. "Quem sabe algo com mulheres. Elas gostam de cantar minhas músicas", adianta.

    O cantor e compositor Jards Macalé está acusando sua ex-namorada, a
    escritora Ana Miranda, de censura. A autora de Boca do Inferno e Sem pecado
    estaria querendo proibir o relançamento de Contrastes, LP de Macalé em 1976.
    Naquele ano, Macalé e Ana eram namorados. Estavam de tal maneira empolgados
    com a paixão, que a colocaram na capa do LP. Nela o casal aparece
    fotografado em beijo cinematográfico. Estão no meio de samambaias, e Ana,
    como se não bastasse ter uma flor verde na orelha, é evidentemente a ''rosa
    linda no meio do meu jardim/ dessa rosa cuido eu/ quem cuidará de mim'', que
    Macalé canta numa das faixas do disco. No encarte também havia novas fotos
    dos dois em situação de alegre sintonia amorosa. Vinte e cinco anos depois,
    Ana não quer liberar as fotos para o que seria a primeira prensagem de
    Contrastes em CD. Diz que o romance foi um momento. Passou. Fala em direito
    de imagem. Macalé não concorda e manda pelo JB um recado à ex-amada:
    ''Sua formação humanista passa por mim, Ana. É um absurdo que você, uma
    artista, queira censurar um objeto de arte. Esse disco só tem significado se
    for da capa à contracapa, passando pelo conteúdo. É muito feio da sua parte,
    Ana, tentar proibir. A sua imagem nessa capa não pertence mais a você. É do
    disco.''
    Macalé, aos 58 anos, não quer mais ser incomodado com o rótulo de maldito. A
    coisa mais esquisita que anda fazendo ultimamente é cheirar rapé, de
    preferência o da marca Real. Acha gostoso o estouro que a inalação do tabaco
    picado dá no pulmão, o comprimir que dá na cabeça, e o desafogo triunfal do
    espirro. Mas está numa fase tão positiva que, garante, o melhor de tudo é
    mesmo a parte final: ''Acho ótimo ouvir alguém do teu lado dizendo saúde.
    Que outra droga te dá esse prazer?''. Quando viu pela televisão o seqüestro
    do ônibus 174, no ano passado, a três quadras de seu apartamento no Jardim
    Botânico, Macalé fez as malas e se mandou para o sítio da mãe, em Penedo,
    onde está morando no segundo andar. Quer paz. ''Não quero briga nem conflito
    com ninguém.'' Mas o que pode fazer se o telefone toca, como aconteceu
    semana passada, e o repórter do JB quer saber o que achou de Gal e Zélia
    Gattai prestando solidariedade a ACM? Ele aqui avança mais um pouco no
    assunto:
    ''A Zélia, coitada, já tem 84 anos. Diz que nasceu num berço anarquista,
    conviveu com socialistas. Então o que ela está fazendo ali deitada no ombro
    do ACM? Não digo que ela é uma velha caquética, mas, pela idade, tá
    perdoada. A Gal, não. É boba. Não chamei ela de burra. Chamei de burrinha
    mesmo, que é uma coisa gentil, delicada também, inocente também. Não é
    novidade que se chame ela de burrinha. Ela não tem formação. A mãe dela, a
    Mariá, tem uma conversa sensacional, escreveu livros. A Gal não. Nunca
    conversou nada com a gente. Feito o João Ninguém do samba do Noel, nunca
    teve opinião. Não tem abertura. É teleguiada de Caetano e Gil. O que Caetano
    diz é deus.''
    A primeira vez que Macalé escandalizou foi em 1969, no IV Festival
    Internacional da Canção. Barbudo, dentro de uma bata de couro preta ele
    cantava Gothan City - e berrava que havia morcegos na porta principal. O
    escândalo seguinte foi no festival Abertura, que a Globo produziu em 1975.
    Ao apresentar a música Princípio do prazer, Macalé mastigava e cuspia, ao
    tentar cantar, maçã e pétalas de rosa em todas as direções. São 35 anos de
    vida artística, oito discos aplaudidos pelas crítica, mas de venda reduzida.
    Uma carreira de extrema independência de tudo que possa parecer dogma
    artístico - acabou de lançar um extraordinário CD em homenagem a Moreira da
    Silva - e principalmente político. Macalé já seguiu Brizola e compôs para
    ele uma Sinfonia popular. Desiludiu-se. Hoje vota PT. Mas se o partido
    dispensar Lula e vier de Martas, Eduardos e afins para a eleição
    presidencial de 2002, ele não se importa de causar novo escândalo entre seus
    pares e anuncia que já tem candidato:
    ''Vou votar no Malan. Ele é meu amigo dos tempos de Ipanema, do Bar Vinte,
    quando éramos da Ação Popular, a esquerda católica. Malan circulava na área
    dele, dos estudantes, mas na nossa também, dos boêmios. No outro dia, estava
    passando de carro na frente do Ministério da Fazenda, em Brasília, e resolvi
    dar um abraço nele. Me recebeu na hora, passando por uma fila de banqueiros,
    empresários que estavam sentadinhos no corredor. Me chamou de professor
    Macalé. Precisamos de um técnico que tire o Brasil da miséria, faça a nossa
    independência econômica. Não sei se o Malan, que é um homem íntegro e
    honesto, teria peito para isso, mas eu lhe daria um crédito de confiança.''
    Macalé está num dos seus melhores momentos profissionais, e não só porque na
    semana passada recebeu um cheque de R$ 7 mil, o mais polpudo de toda sua
    relação com o direito autoral, e resultado direto das recentes gravações que
    o Rappa fez de Vapor barato e Adriana Calcanhoto, de Dona do castelo. Ele
    está excursionando pelo país com quatro shows. Num canta o repertório de
    Moreira da Silva; em outro, o Dobrando a Carioca, com Guinga, Zé Renato e
    Moacir Luz, faz clássicos do samba; no terceiro, mostra pérolas do seu
    repertório, como Movimento dos barcos, Hotel das estrelas, Anjo exterminado.
    Neste último fim de semana esteve em Porto Alegre com o quarto show,
    cantando apenas Noel Rosa. Versos como ''Quanto vai ganhar o leiloeiro/ que
    com três lotes vendeu o país inteiro'', de Quem dá mais, eram reconhecidos
    pela platéia como um comentário de Macalé sobre a situação do país. O
    leiloeiro pode ser FH, a quem Macalé reconhece valor pelo espírito
    democrático. Mas pára aí com os elogios: ''Não gosto de burguês''. Ele diz
    que se emocionou (''me escondi atrás do violão''), quando, ao final de ''O
    povo já pergunta com maldade/ Onde está a honestidade'', um fã gaúcho
    gritou: ''No palco!''
    Os motivos de Ana
    ''Não autorizei a capa porque tenho direito sobre a minha imagem. Já fiz
    várias reedições de meus livros e mudo sempre a capa, sem qualquer problema.
    A capa não faz parte da obra. Além disso, eu e Macalé tivemos uma briga
    pessoal muito séria, e eu quero ficar fora da vida dele. Tirei ele da minha
    vida. Pena que ele tenha prometido fazer o mesmo comigo, mas não está
    cumprindo a parte dele. Não estou censurando nada. É implicância dele. Está
    querendo fazer agitação em torno do lançamento do disco usando o meu nome.
    Será que ele não tem novas idéias para exprimir e colocar na capa? Aquela
    foto foi em outra época, em outra circunstância. Não tem nada de especial
    nela que impeça o disco de sair. O Macalé me mandou um e-mail ofensivo. Mas
    definitivamente ele está fora da minha biografia. A foto também.''

    Jards Macalé - Contrastes (1977)

    Contrastes foi lançado pela gravadora Som Livre e trouxe um Jards Macalé livre, leve e solto, onde pode fazer releituras de Louis Armstrong (“Black and blue”), Jackson do Pandeiro (“Sim ou não”), Ismael Silva (“Contrastes”) e Moreira da Silva (“Conto do pintor”), fazer experimentações (“Cachorro babucho” de Walter Franco, “No meio do mato” e “Passarinho do relógio”), chamar a Orquestra Tabajara (“Garoto” e “Choro do Archanjo”, tema que compôs para o filme Tenda dos milagres) e ainda fazer seu reggae pessoal (“Negra melodia”). Estilo esse que Jards teve contato durante o tempo que morou em Londres, no final dos anos 60 e início dos 70. Enquanto ele ensinava o Samba para os negros dos bairros pobres da cidade, eles, em contrapartida, ensinavam-lhe a base rítmica e harmônica do reggae.
    A capa do disco trazia Jards beijando sua então namorada, a escritora Ana Miranda. Quando foi lançado em CD no começo dos anos 2000, Ana não permitiu o uso da foto e Jards queimou a parte em que ela aparecia dando um sentindo ainda mais forte aos versos de “Sem essa” (“E fazer um álbum de fotografias / Pra depois queimar, lembrar, queimar”).

    Antes de enveredar por seus folhetins coloniais, Ana fez uma aparição como cantora em um festival, estudou artes plásticas e trabalhou no cinema – em Como Era Gostoso Meu Francês, de Nelson Pereira dos Santos, aparecia nua no papel de uma índia. Experimentou maconha e LSD e freqüentou as "Dunas da Gal", ponto de encontro da contracultura carioca nos anos 70. "Fui mais uma testemunha que uma participante daqueles tempos. Era muito caseira", diz. Pode ser – mas no portão de casa também se namora. O carnê de baile da escritora inclui o ator Arduíno Colasanti, os músicos Jards Macalé e Egberto Gismonti, o sociólogo Emir Sader, o senador Eduardo Suplicy. "Demos umas saidinhas. Hoje se diria que Ana e eu 'ficamos'", lembra o escritor João Ubaldo Ribeiro, outro namorado. Ana considera que teve apenas um casamento efetivo, com Arduíno, pai de seu único filho, Rodrigo. Macalé, porém, prefere lembrar que os dois foram casados "de papel passado e tudo". O compositor revela alguma mágoa por Ana não ter permitido que sua imagem aparecesse na reedição em CD do disco Contrastes. No LP original, de 1977, o casal aparecia trocando um beijo tórrido na capa. "Não autorizei o uso da foto porque já não tenho nenhuma afinidade com Macalé", diz Ana. Macalé confirma a morte da afinidade: "O final do nosso caso foi acidentado, como a maioria dos finais é". O namoro com Suplicy foi menos turbulento. Recém-divorciado de Marta, o senador contou com a ajuda de Ana para escrever o livro Renda de Cidadania, lançado em 2002. "Ela colaborou para melhorar a qualidade do livro", diz o ex. ANOREXIA



    O não que suporto é o salto alto doendo no pé,
    É o vestido apertando todos os músculos,
    Amarrando todos os pneuzinhos que surgiram ao longo do tempo,
    É meu cabelo preso e arrumado como se fosse plástico,
    Fios sintéticos,
    Apáticos e estáticos,
    Sou pele,
    Sou carne,
    Sangue,
    Ossos,
    Água,
    Cansada de ouvir tantas perguntas inúteis,
    Tão fáceis de responder,
    Mas, prefiro o silêncio,
    Que mil palavras que não digam nada,
    Ou apenas uma palavra que descreva a minha alma e desembrulhe o meu corpo,
    Liberdade, não és só um nome: mais um sentimento, uma escolha de vida!

    CÉU
    04/03/2010

     




    Escrito por Francisco às 16h01
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    Sampa

    http://www.gossipnews.it/tv/concorrenti_fattoria_2006/images/15.jpg

    Hairspray

    Baseada no filme homônimo escrito e dirigido por John Waters, de 1988, a montagem reúne 12 músicos, orquestra e mais 28 atores, cantores e bailarinos para contar a história de Tracy Turnblad, uma adolescente obesa (interpretada por Simone Gutierrez), que anseia provar seu talento em um famoso programa musical de televisão. (Musical) Direção: Miguel Falabella
    Com: Edson Celulari, Simone Gutierrez, Arlete Salles, Daniele Winits e outros
    Duração: 175 minutos
    Classificação: Livre
    Texto: Mark O'Donnell e Thomas Meehan

    Teatro Bradesco

    R. Turiassu, 2.100 - Perdizes - Oeste. Telefone: 3670-4141.
    Ingresso: R$ 40 a R$ 170.

    O Rei e Eu

    Baseada no romance "Anna e o Rei do Sião", de Margaret Landon, a obra teve sua primeira encenação em Nova York, em 1951, com música de Richard Rodgers e letras de Oscar Hammerstein II. Ela conta a história da professora inglesa que é contratada para educar os filhos de um rei conservador no Sião, atual Tailândia. (Musical) Direção: Jorge Takla
    Com: Tuca Andrada, Claudia Netto, Luciana Bueno e outros
    Duração: 165 minutos
    Classificação: Livre
    Texto: Rodgers e Hammerstein

    Teatro Alfa Sala A

    R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 - Jardim Dom Bosco - Sul. Telefone: 5693-4000.
    Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Ingresso: R$ 40 a R$ 185.

    construindo Ricardo 3º - Parte 1

    Comemorando os dez anos do Ágora Teatro, Celso Frateschi dirige e protagoniza a remontagem de "Ricardo 3º", texto de William Shakespeare que a companhia montou em 2006. (Outros) Direção: Celso Frateschi
    Com: Celso Frateschi, Angelo Brandini, Bruno Gavranic e outros
    Duração: 60 minutos
    Classificação: 14 anos
    Texto: Shakespeare

    Ágora Teatro Espaço Ágora

    R. Rui Barbosa, 672 - Bela Vista - Centro. Telefone: 3284-0290.
    Ingresso: R$ 20.
    Piedade

    A peça narra um fictício encontro póstumo entre Euclides da Cunha, sua esposa Anna da Cunha e Dilermando de Assis, amante dela, que assassinou Euclides em 1909. (Outros) Direção: Johana Albuquerque
    Com: Leopoldo Pacheco, Jacqueline Obrigon e Daniel Alvim
    Duração: 70 minutos
    Classificação: 14 anos
    Texto: Antônio Rogério Toscano

    Centro Cultural Banco do Brasil Teatro

    R. Álvares Penteado, 112 - Centro - Centro. Telefone: 3113-3651.
    Ingresso: R$ 15.
    Les

    História de amor entre duas mulheres que se gostam e tentam manter seu relacionamento. (Outros) Com: Jack Cavalcante, Kátia Valentim e Valéria Lavieri
    Duração: 50 minutos
    Classificação: 14 anos
    Texto e direção: Ronaldo Ventura

    Espaço dos Satyros 2

    Pça. Franklin Roosevelt, 134 - Consolação - Centro. Telefone: 3258-6345.
    Ingresso: R$ 5 (moradores da pça. Roosevelt) e R$ 20.
    Usufruto

    Definida pela autora, Lúcia Veríssimo, como um tributo a Roland Barthes, autor da obra "Fragmentos de um Discurso Amoroso", a peça trata do encontro casual entre um homem e uma mulher que antes não se conheciam, e, a partir do encontro, amor e ética são abordados. (Drama) Direção: José Possi Neto
    Com: Lúcia Veríssimo e Raphael Viana
    Duração: 75 minutos
    Classificação: 16 anos
    Texto: Lúcia Veríssimo

    Faap Teatro

    R. Alagoas, 903 - Higienópolis - Centro. Telefone: 3662-7233.
    Ingresso: R$ 40.

    ÓtimoRainha[(s)] - Duas Atrizes em Busca de um Coração
    O trabalho cênico e dramatúrgico do espetáculo revisita Maria Stuart, do texto de Schiller, por uma vertente diferente: somente duas atrizes em cena levam a carga trágica do drama à sua essência. (Drama) Direção: Cibele Forjaz
    Com: Georgette Fadel e Isabel Teixeira
    Duração: 90 minutos
    Classificação: 14 anos
    Dramaturgia: Isabel Teixeira, Georgette Fadel e Cibele Forjaz

    Tucarena

    R. Bartira esq. c/ r. Monte Alegre - Perdizes - Oeste. Telefone: 2626-0938.
    Ingresso: R$ 30
    O Inferno Sou Eu

    Estrelada por Marisa Orth, a peça é inspirada na escritora Simone de Beauvoir, parceira do filósofo Jean-Paul Sartre, durante uma passagem pelo Brasil que a fez contrair tifo e ter que lidar com a atração do marido, com quem mantinha uma relação livre, por outra mulher. A montagem aborda o ciúme e a fidelidade. (Drama) Direção: José Rubens Siqueira
    Com: Marisa Orth e Paula Weinfeld
    Duração: 50 minutos
    Classificação: 12 anos
    Texto: Juliana Rosenthal K.

    Novotel Jaraguá Teatro

    R. Martins Fontes, 71 - - Centro. Telefone: 3255-4380.
    Com Quem Fica o Coração? A trama narra as transformações de um casal de fundamentalistas em que a mulher, homossexual reprimida, é assassinada pelo marido depois de ser pega em adultério. (Drama) Com: Carlos Meceni, Janine Corrêa e Josué Torres
    Duração: 60 minutos
    Classificação: 16 anos
    Texto e direção: Tesla Memnon

    Espaço dos Satyros 1

    Pça. Franklin Roosevelt, 214 - Consolação - Centro. Telefone: 3258-6345.
    Ingresso: R$ 20.
    Cartas a um Jovem Poeta

    Tendo como base a troca de correspondências entre o poeta Rainer Maria Rilke e um jovem indeciso entre a carreira militar ou literária, a peça propõe uma viagem pelo universo do artista. (Drama) Direção: Arieta Corrêa
    Duração: 70 minutos
    Classificação: 12 anos
    Texto e interpretação: Ivo Muller

    Unidade Provisória Sesc Avenida Paulista Espaço 4º andar

    Av. Paulista, 119 - Bela Vista - Centro. Telefone: 3179-3700.
    Ingresso: R$ 5 a R$ 20.
    Anatomia Frozen

    Baseada em texto de Bryony Lavery, a peça mostra a coragem de uma mãe que espera encontrar a filha, desaparecida aos dez anos de idade. (Drama) Direção: Marcio Aurelio
    Com: Joca Andreazza e Paulo Marcello
    Duração: 75 minutos
    Classificação: 14 anos
    Texto: Bryony Lavery
    Tradução: Rachel Ripani

    Espaço Parlapatões

    Pça. Franklin Roosevelt, 158 - República - Centro. Telefone: 3258-4449.
    Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Ingresso: R$ 30.
    A Loba de Ray-Ban

    A versão feminina do texto de Renato Borghi apresenta um triângulo amoroso com situações convencionais e também de bissexualidade entre atores de uma mesma companhia teatral. (Drama) Direção: José Possi Neto
    Com: Christiane Torloni, Leonardo Francio, Maria Maya, Renato Dobal e Ana Lopes Dias
    Duração: 90 minutos
    Classificação: 14 anos
    Texto: Renato Borghi

    Teatro Shopping Frei Caneca

    R. Frei Caneca, 569, 6º andar - Consolação - Centro. Telefone: 3472-2229.
    Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Ingresso: R$ 50.


    A Alma Imoral
    Neste monólogo, a atriz parte do livro homônimo para tratar de dilemas éticos, em especial da tensão entre tradição e ruptura. Premiado com o Shell 2007 de melhor atriz. (Drama) Duração: 80 minutos
    Classificação: 18 anos
    Supervisão: Amir Haddad
    Texto: Nilton Bonder
    Adaptação e interpretação: Clarice Niskier

    Livraria Cultura - Conjunto Nacional Teatro Eva Herz

    Av. Paulista, 2.073 - Bela Vista - Centro. Telefone: 3170-4059.
    Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Ingresso: R$ 50.

    Pornô - Falcatrua Nº 18.633

    Uma adaptação de texto de Irvine Welsh, a peça mostra o reencontro dos amigos do filme "Trainspotting". Após dez anos, Sicky Boy retorna a sua cidade natal, arquiteta falcatruas e se envolve na produção de um filme pornográfico. (Comédia) Direção: Gustavo Machado
    Com: Ana Liz, Ana Nero, Fábio Ock e outros
    Duração: 100 minutos
    Classificação: 18 anos
    Texto: Irvine Welsh

    Vegas

    R. Augusta, 765 - Consolação - Centro. Telefone: 3231-3705.
    Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Ingresso: R$ 40.

    Acervo Afro Brasil

    O espaço abriga 1.100 obras da coleção de arte negra do artista plástico Emanoel Araújo, cedidas ao museu em regime de comodato. Entre as peças, estão máscaras africanas, esculturas, pinturas do século 19, fotografias e trabalhos contemporâneos. (Espaços Culturais) Classificação: Livre

    Museu Afro Brasil Pavilhão Pe. Manoel da Nóbrega

    Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, portão 3 - Parque Ibirapuera - Sul. Telefone: 5579-0593.

    terça a domingo: 10h às 17h (c/ permanência até as 18h).

    http://media.libero.it/c/img66/fg/02/2896/2006/2/angela-cavagna.jpghttp://profile.ak.fbcdn.net/object3/484/10/n47294161716_8052.jpghttp://a882.ac-images.myspacecdn.com/images01/28/l_545640afc2490bac2e4cca338c927939.jpg

    http://www.tgcom.mediaset.it/bin/265.$plit/C_0_articolo_296326_listatakes_itemTake_0_immaginetake.jpghttp://digilander.libero.it/angela.cavagna/Titolone.jpg

    http://userserve-ak.last.fm/serve/500/37819973/Angela+Cavagna+Angela.jpg



    Escrito por Francisco às 15h20
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    Sampa

     

    Deixa Ela Entrar

    O menino Oskar conhece Eli, uma garota que se muda para a vizinhança com o pai. A cidade começa a ser assombrada por uma série de assassinatos e desaparecimentos inexplicáveis após a chegada da menina. Não leva muito tempo para Oskar perceber que Eli é uma vampira. (Terror) Nome original: Let the Right One In
    País: Suécia/2008
    Direção: Tomas Alfredson
    Com: Kåre Hedebrant, Lina Leandersson, Per Ragnar e Henrik Dahl
    Duração: 114 minutos
    Classificação: 16 anos

    Espaço Unibanco Pompeia

    R. Turiassu, 2.100, 3º andar - Perdizes - Oeste. Telefone: 3673-3949.
    Ingresso: R$ 12 a R$ 20 (sessões em 3D: R$ 22 e R$ 24; sala Imax: R$ 20 e R$ 30). Desc. 50% para correntistas do Itaú e Unibanco.


    O Lobisomem

    Na era vitoriana, um homem volta à sua terra natal para investigar o desaparecimento misterioso de seu irmão. Ao retornar, ele é atacado por uma estranha criatura e sofre mutações. Inspirado no clássico de 1941. (Suspense) Nome original: The Wolfman
    País: Reino Unido/EUA/2010
    Direção: Joe Johnston
    Com: Benicio Del Toro, Emily Blunt, Anthony Hopkins e Simon Merrells
    Duração: 125 minutos
    Classificação: 16 anos

    A Fita Branca Pequenos acontecimentos perturbam a rotina de uma pequena cidade alemã às vésperas da Primeira Guerra Mundial. Duas crianças são sequestradas, um celeiro é incendiado e um cavalo cai numa armadilha. Um professor resolve decifrar os eventos para revelar o que está por trás desses acontecimentos. Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. (Suspense) Nome original: Das Weisse Band
    País: Alemanha/Áustria/França/Itália/2009
    Direção: Michael Haneke
    Com: Christian Friedel, Leonie Benesch e Ulrich Tukur
    Duração: 145 minutos
    Classificação: 16 anos
    Preço médio: até R$ 30,00


    Chéri

    O filme conta a história da relação amorosa entre a cortesã aposentada Léa e Chéri, filho de sua antiga companheira de profissão e rival, Madame Peloux. (Romance) Nome original: Idem
    País: Inglaterra/França/2009
    Direção: Stephen Frears
    Com: Michelle Pfeiffer, Kathy Bates, Rupert Friend e Toby Kebbell
    Duração: 93 minutos
    Classificação: 14 anos

    Entre Irmãos Depois de cumprir missão no Afeganistão, capitão da Marinha norte-americana, casado e pai de duas meninas, desaparece. Seu irmão, um jovem carismático, se dispõe a cuidar da família, mas se envolve afetivamente com a cunhada. (Drama) Nome original: Brothers
    País: EUA/2009
    Direção: Jim Sheridan
    Com: Natalie Portman, Tobey Maguire e Jake Gyllenhaal
    Duração: 110 minutos
    Classificação: 14 anos

    ÓtimoGuerra ao Terror

    Soldados americanos em missão no Iraque, prestes a voltarem para casa, sofrem a perda do comandante do grupo e passam a ser coordenados por um oficial imprudente. (Drama) Nome original: The Hurt Locker
    País: EUA/2008
    Direção: Kathryn Bigelow
    Com: David Morse, Guy Pearce e Ralph Fiennes
    Duração: 131 minutos
    Classificação: 14 anos


    Invictus

    O filme aborda o período em que Nelson Mandela sai da prisão e se torna presidente da África do Sul, com o forte intuito de amenizar as sequelas do apartheid no país. Para isso, conta com a ajuda do capitão da equipe de rúgbi nacional, time que representa o separatismo que existia então no país. (Drama) Nome original: Idem
    País: EUA/2009
    Direção: Clint Eastwood
    Com: Morgan Freeman, Matt Damon e Tony Kgoroge
    Duração: 133 minutos
    Classificação: Livre

    RuimLula, o Filho do Brasil
    Baseado na obra literária de Denise Paraná, o filme narra a trajetória do atual presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, desde a infância no sertão pernambucano até a luta engajada como sindicalista, a partir de sua juventude. (Drama) País: Brasil/2009
    Direção: Fábio Barreto
    Com: Glória Pires, Rui Ricardo Dias, Juliana Baroni e Milhem Cortaz
    Duração: 128 minutos
    Classificação: 12 anos

    Gemini

    Av. Paulista, 807 - Jardim Paulista - Oeste. Telefone: 3289-3566.
    Ingresso: R$ 10 a R$ 16.

    Preciosa - Uma História de Esperança Claireece Preciosa Jones sofre privações inimagináveis em sua juventude. Abusada pela mãe, violentada por seu pai, ela cresce pobre, irritada, analfabeta, sem amor e geralmente passa despercebida. Concorre em seis categorias do Oscar, incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor atriz. (Outros) Nome original: Precious
    País: EUA/2009
    Direção: Lee Daniels
    Com: Gabourey Sidibe, Lenny Kravitz, Mariah Carey, Mo'Nique e Paula Patton
    Duração: 109 minutos
    Classificação: 16 anos

    BomOs Inquilinos

    No calor dos atentados do PCC em São Paulo, uma família da periferia tem sua rotina alterada depois que três jovens ocupam uma casa vizinha. Ninguém sabe de onde eles vieram e nem quem são, mas todos parecem se sentir acuados com a presença deles. (Drama) País: Brasil/2009
    Direção: Sergio Bianchi
    Com: Marat Descartes, Cassia Kiss e Caio Blat
    Duração: 103 minutos
    Classificação: 14 anos

    Educação Jovem sonha em escapar de sua vida tediosa, na Londres dos anos 1960. Ao conhecer David, um homem mais velho, ela se encanta com a oportunidade de começar a vida adulta. (Drama) Nome original: An Education
    País: Inglaterra/2009
    Direção: Lone Scherfig
    Com: Alfred Molina, Peter Sarsgaard e Carey Mulligan
    Duração: 100 minutos
    Classificação: 14 anos

    Coração Louco Bad Blake é um cantor de música folk que, após vários casamentos e muitos anos de estrada, se interessa por Jean, uma jornalista que descobre nele o verdadeiro homem por trás de suas canções. (Drama) Nome original: Crazy Heart
    País: EUA/2009
    Direção: Scott Cooper
    Com: Jeff Bridges, Maggie Gyllenhaal e Robert Duvall
    Duração: 112 minutos
    Classificação: 12 anos

    Direito de Amar Baseado no romance de Christopher Isherwood, o filme narra a história de um professor universitário que perde seu amante num acidente trágico, que vai abalar e alterar seu futuro. (Drama) Nome original: A Single Man
    País: EUA/2009
    Direção: Tom Ford
    Com: Colin Firth, Julianne Moore e Nicholas Hoult
    Duração: 101 minutos
    Classificação: 14 anos
    Preço médio: até R$ 30,00

    Os EUA X John Lennon

    O filme mostra a transformação do músico John Lennon em ativista social e como o governo norte-americano tentou silenciá-lo e expulsá-lo do país. (Documentário) Nome original: The US vs. John Lennon
    País: EUA/2006
    Direção: David Leaf e John Scheinfeld
    Duração: 99 minutos
    Classificação: 18 anos

    Espaço Unibanco Pompeia

    R. Turiassu, 2.100, 3º andar - Perdizes - Oeste. Telefone: 3673-3949.
    Ingresso: R$ 12 a R$ 20 (sessões em 3D: R$ 22 e R$ 24; sala Imax: R$ 20 e R$ 30). Desc. 50% para correntistas do Itaú e Unibanco.

    O Homem que Engarrafava Nuvens

    O filme é um registro sobre a vida e a obra de Humberto Teixeira, compositor da clássica "Asa Branca" e também criador de leis sobre direito autoral. (Documentário) País: Brasil/2009
    Direção: Lírio Ferreira
    Duração: 106 minutos
    Classificação: Livre

    Espaço Unibanco Augusta

    R. Augusta, 1.470 e 1.475 - Consolação - Centro. Telefone: 3288-6780 (salas 1 a 3) e 3287-5590 (salas 4 e 5).
    Aceita os cartões Diners, MasterCard, Visa. Ingresso: R$ 8 a R$ 18 (Sessão Cinéfila: R$ 5. Curta Petrobras às Seis: grátis). Desc. 50% para correntistas e funcionários do Itaú e Unibanco.

    Ícone e Memória

    A exposição revê os 96 anos de história da tradicional casa de ópera por meio de painéis explicativos, fotos de artistas, maquetes de cenários e adereços. (Outros espaços) Classificação: Livre

    Museu do Teatro Municipal

    Pça. Ramos de Azevedo s/ nº - baixos do viad. do Chá - República - Centro. Telefone: 3241-3815.


    terça a domingo: 10h às 16h30 (c/ permanência até as 17h).

    São Paulo, Terra, Alma e Memória
    Fotos antigas da cidade de São Paulo, postais e outros documentos compõem a exposição. Registros de Theodor Preising revelam os primórdios de bairros, como o Higienópolis. Painéis homenageiam grandes personagens do passado, como Adoniran Barbosa. (Museus) Classificação: Livre

    Museu Afro Brasil

    Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, portão 3 - Parque Ibirapuera - Sul. Telefone: 5579-0593.
    Quando Mais informação
    terça a domingo: 10h às 17h (c/ permanência até as 18h).
    Ocupação Chico Science
    A exposição homenageia o músico pernambucano, abordando o universo recifense entre os anos 80 e 90, o maracatu, o manguebeat, além de objetos pessoais do artista. (Espaços Culturais) Classificação: Livre

    Itaú Cultural Térreo

    Av. Paulista, 149 - Bela Vista - Centro. Telefone: 2168-1776.
    Quando Mais informação
    terça a sexta: 9h às 20h.
    sábado e domingo: 11h às 20h.

    Marcel Gautherot - Norte

    Fascinado pela Amazônia, o fotógrafo francês radicado no Brasil registrou entre os anos de 1940 e 1970 as paisagens e os moradores do norte do país. Pescadores, boiadeiros e cliques da selva fazem parte dos retratos. (Outros espaços) Classificação: Livre

     

    Instituto Moreira Salles

     

    Escândalo de prostituição gay atinge o Vaticano

    Um assessor do papa Bento 16 foi afastado nesta semana por causa de um escândalo sexual envolvendo prostituição gay que sacudiu o Vaticano.

    Angelo Balducci, um dos Cavalheiros de Sua Santidade, uma espécie de assistente de elite para o papa quando recebe visitas importantes, foi flagrado em gravações feitas pela polícia dando instruções a um interlocutor sobre detalhes físicos de homens que gostaria que fossem levados a ele.

    Segundo a imprensa italiana, o interlocutor era Thomas Ehiem, 29 anos, integrante do famoso coral do Vaticano, que também foi afastado.

    A polícia italiana havia grampeado o telefone de Balducci durante uma investigação de corrupção separada e não relacionada ao Vaticano.

    Em uma das transcrições vazadas para a mídia, Ehiem descreve um homem como tendo "dois metros, 97 quilos, 33 anos e diz que é 'completamente ativo'".

    Em outra, Balducci pergunta a Ehiem se ele já "falou com o seminarista", ao que ele responde "ele provavelmente está na missa, ou algo assim".

    Um representante do Vaticano disse que o Bento 16 está ciente do escândalo.

    A transcrição das gravações sugere que Ehiem procurou pelo menos dez homens para Balducci, entre eles, modelos e um jogador de rúgbi.

    Thomas Ehiem seria integrante do coro que se apresentou para o papa Bento 16 em uma apresentação de Natal.

    Entre as atribuições de Balducci estavam a de ciceronear chefes de Estado e carregar o caixão em funerais papais.

     



    Escrito por Francisco às 15h19
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    Bom Fim de Semana Tenura!

    "Todos querem o perfume das
    flores,mas poucos sujam as suas
    mãos para cultivá-las."
    (Augusto Cury)

    Bjs

    Presença de John Lennon em anúncio de carro provoca polêmica

    PUm novo comercial da Citroen que está sendo transmitido na televisão britânica inclui imagens antigas de John Lennon e agora fãs dos Beatles estão se perguntando se Yoko Ono tomou a decisão certa quando permitiu que a montadora francesa usasse a imagem de seu marido morto.

    No comercial --que promove o novo modelo DS-3 "anti retrô" da Citroen-- Lennon é visto criticando pessoas que revisitam o passado em seu trabalho atual.

    "Depois que uma coisa foi feita, ela foi feita, então por que essa nostalgia toda --quero dizer pelos anos 1960 e 1970, sabe, buscando inspiração no passado, copiando o passado --de que maneira isso é rock'n'roll?", diz Lennon.

    Reprodução
    John Lennon em cena da propaganda da Citroen, que causou polêmica no Reino Unido
    John Lennon em cena da propaganda da Citroen, que causou polêmica no Reino Unido

    "Crie alguma coisa própria. Comece alguma coisa nova, sabe como? Viva sua vida agora. Sabe o que eu quero dizer?"

    Em resposta à polêmica, Sean Lennon, filho de John Lennon e Yoko Ono, foi a sua página no Twitter e explicou o raciocínio que motivou a decisão de sua mãe.

    "Ela não fez isso pelo dinheiro", disse Sean Lennon. "Teve a ver com a esperança de manter meu pai vivo na consciência pública. Não há mais LPs novos, então o comercial de TV é exposição dele junto aos jovens."

    "Tendo acabado de ver o comercial, entendo por que as pessoas estão furiosas", acrescentou. "Mas [nossa] intenção não foi financeira, foi simplesmente querer que ele continue aí fora no mundo."

    Quando uma das pessoas que acompanham Sean Lennon no Twitter argumentou que o público ainda tem plena consciência de quem são os Beatles, ele respondeu: "Você não acreditaria quantos jovens me perguntam quem foram os Beatles."



    Escrito por Francisco às 14h00
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    SãoPaulo é como o mundo Todo!

     

    No último final de semana, a maior parte dos espetáculos em cartaz deixou os palcos paulistanos, em função das festas de final de ano. Enquanto 2010 não traz novas temporadas, aproveite para assistir peças pela internet, direto do conforto de sua casa. As exibições são gratuitas e podem ser vistas a qualquer momento. Leia sobre elas:
    "Doido"
    30 min. Não recomendado para menores de 14 anos.
    Um homem vive personagens da dramaturgia universal, em peça que aborda o amor e a arte, mostrando ao espectador o que essa viagem pode despertar no artista e no cidadão comum.

    "Melhor que a Clarice Lispector"
    5 min. Classificação etária: livre.
    Escritora conversa com o pai sobre habilidades literárias e descobre que os dois têm algo em comum. Com direção de Renata Jesion.
    Cauby Peixoto

    O lendário cantor costuma escolher um repertório de músicas clássicas, que inclui "Sampa", de Caetano Veloso, "New York, New York", de Frank Sinatra, e "Como uma Onda", de Lulu Santos e Nelson Motta, entre outras pérolas. (MPB) Duração: 80 minutos
    Classificação: Livre

    Bar Brahma Salão principal

    Av. São João, 677 - República - Centro. Telefone: 3333-0855.
    Couvert artístico: R$ 60.


    segunda: 22h30

    Céu

    No repertório da cantora e compositora, canções do CD "Vagarosa", como "Cangote", "Comadi" e "Sonâmbulo", entre outras. (MPB) Duração: 90 minutos
    Classificação: 10 anos

    Sesc Pinheiros Teatro Paulo Autran

    R. Paes Leme, 195 - Pinheiros - Oeste. Telefone: 3095-9400.
    Ingresso: R$ 5 a R$ 20.


    Dia 07: 18h.
    Dia 06: 21h.
    Gero Camilo
    O ator Gero Camilo convida parceiros como Tata Fernandes, Ceumar, Rubi, Lirinha, Luiz Gayotto e Arícia Mess para apresentar seu primeiro disco, com composições próprias e parcerias. Canções de Invento traz referências a violeiros do nordeste como Xangai e Vital Farias e mistura poesia, teatro e música popular. (MPB) Duração: 60 minutos
    Classificação: 14 anos

    Espaço Parlapatões

    Pça. Franklin Roosevelt, 158 - República - Centro. Telefone: 3258-4449.
    Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Ingresso: R$ 30 (estudantes: R$ 15).


    Dias : 23h59.
    Ney Matogrosso
    Com espetáculo mais "redondo" e disco prestes a ser lançado, o cantor volta à cidade com a turnê "Inclassificáveis", acompanhado por seis músicos. "Um Pouco de Calor", "O Tempo Não Pára" e "Ode aos Ratos", entre outras, compõem o repertório. (MPB) Duração: 90 minutos
    Classificação: 14 anos

    Citibank Hall

    Av. dos Jamaris, 213 - Moema - Sul. Telefone: 2846-6000.
    Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Ingresso: R$ 80 a R$ 160 (estudantes: R$ 40 a R$ 80).


    Dias 05, 06: 22h.
    Dia
    Roberta Sá
    A jovem cantora apresenta o repertório de seu segundo CD, "Que Belo Estranho Dia Para Se Ter Alegria", no qual interpreta canções de nomes como Junio Barreto, Moreno Veloso, Quito Ribeiro, Rodrigo Maranhão e Lula Quiroga (autor da faixa-título). (MPB) Duração: 90 minutos
    Classificação: 18 anos

    Bourbon Street Music Club

    R. dos Chanés, 127 - Indianópolis - Sul. Telefone: 5095-6100.
    Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Couvert artístico: R$ 150.


    Dia 09: 22h30.
    Zeca Baleiro
    Acompanhado pelos músicos Tuco Marcondes (guitarra, violão e vocais), Fernando Nunes (baixo) e Kuki Stolarski (bateria e percussão), Zeca Baleiro mostra versatilidade em releituras de músicas consagradas de sua carreira, como "Babylon", "Salão de Beleza" e "Quase Nada", além de novas canções. (MPB) Duração: 90 minutos
    Classificação: 14 anos

    Teatro Fecap

    Av. Liberdade, 532 - Liberdade - Centro. Telefone: 2626-0929.
    Ingresso: R$ 60 (estudantes: R$ 30).


    Dias 05, 06: 21h.
    Dia 07: 19h.
    Arnaldo Antunes
    No repertório, as canções do novo disco "Iê, Iê, Iê", releituras e outros sucessos como "Consumado", "Socorro" e "Essa Mulher". (Outros) Duração: 90 minutos
    Classificação: Livre

    Auditório Ibirapuera

    Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, portão 2 - Parque Ibirapuera - Sul. Telefone: 3629-1075.
    Ingresso: R$ 30 (estudantes: R$ 15).


    Dia 07: 19h.



    Paulo Vanzolini
    O cientista e compositor de canções como "Ronda", "Volta por Cima" e "Na Boca da Noite", se apresenta na Casa de Francisca --região oeste da capital paulista. (Outros) Duração: 60 minutos
    Classificação: 18 anos

    Café Piu Piu

    R. Treze de Maio, 134 - Bela Vista - Centro. Telefone: 3258-8066.
    Couvert artístico: R$ 15.


    Dia 10: 21h30 e 23h;21h30 e 23h.
    Zé Renato, Baby do Brasil, Sílvia Maria e Célia
    Os músicos se reúnem no show "Assis, Samba Valente", que apresenta sucessos do compositor baiano Assis Valente em novas leituras. No repertório, "Brasil Pandeiro", "Tem Francesa no Morro", entre outras. (Outros) Duração: 90 minutos
    Classificação: 10 anos

    Sesc Pompeia Teatro

    R. Clélia, 93 - Água Branca - Oeste. Telefone: 3871-7700.
    Ingresso: R$ 7 a R$ 28.


    Dia 06: 21h.
    Dia 07: 18h.
    O Terço
    A banda formada por Flávio Venturini, Sergio Hinds e Sérgio Magrão se apresenta no evento Rock Rural, do CCBB de São Paulo. (Rock) Duração: 90 minutos
    Classificação: Livre

    Centro Cultural Banco do Brasil Teatro

    R. Álvares Penteado, 112 - Centro - Centro. Telefone: 3113-3651.
    Ingresso: R$ 6 (estudantes: R$ 3).


    Dias : 13h e 19h30.
    Luiza Possi
    A filha de Zizi Possi apresenta, com participação de sua mãe, o espetáculo "A Vida É Mesmo Assim", com composições de vários artistas da MPB, em levada mais pop. (Pop) Duração: 120 minutos
    Classificação: 18 anos

    Café Paon

    Av. Pavão, 950 - Indianópolis - Sul. Telefone: 5531-5633.
    Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Couvert artístico: R$ 70.


    Dias 05, 06: 22h.
    Dia 07: 20h.


    Escrito por Francisco às 13h50
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    Edital Cultura Acre

    Governo do Estado disponibilizará R$ 1.730 milhão para cultura Imprimir E-mail
    Escrito por Rose Farias, assessoria FEM   
    05-Mar-2010

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    Daniel Zen lançará editais de cultura nesta sexta (Foto: Arquivo/Secom)
    O Governo do Acre disponibilizará R$ 1.730 milhão para o fomento à cultura através de oito editais. As iniciativas coordenadas pela Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour (FEM), para o aporte de recursos na área, foram agrupadas e integram o Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura, que será lançado nesta sexta-feira, 5, às 10h30, na Filmoteca da Biblioteca Pública. Os editais que compõem o pacote são o Prêmio Matias (R$ 100 mil), com inscrições abertas; o Prêmio Culturas Indígenas (R$ 200 mil), em fase de premiação; a Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com o montante de R$ 1 milhão; o Cultura em Movimento (R$ 100 mil); o Acústico em Som Maior (R$ 60 mil); o Edital de Passagens (R$ 120 mil); o Apoio Parcial a Iniciativas Culturais (R$ 120 mil) e o edital da Galeria de Arte Juvenal Antunes (R$ 30 mil), num montante de R$ 730 mil. Para o presidente da Fundação Elias Mansour o Estado tem um papel muito claro no processo de construção de políticas públicas para a cultura, dentre as quais se situam os objetivos de garantir infra-estrutura e fomentar às iniciativas culturais da comunidade. "Infra-estrutura cultural e fomento a projetos comunitários são estratégias fundamentais para a democratização do acesso à cultura - isso do ponto de vista da administração pública", salienta, referindo-se ao Programa como um mecanismo que visa estimular a produção, a vivência, a circulação e o fomento da produção artístico-cultural no Acre.
    "Criar um programa com essa dimensão faz parte de todo o processo de construção que vivenciamos com a realização das 22 conferências municipais de cultura e a conferência estadual. É a partir do conceito amplo de cultura, não só das manifestações artísticas da dança, da música, do teatro, mas também dos costumes, da culinária, das tradições, das festas populares, digo ainda nas manifestações de como nos vemos como membros de uma comunidade, grupos comunitários que o Governo Federal e os governos estaduais têm atuado numa posição que orienta a política Nacional, Estadual e Municipal de Cultura. Todo esse processo vem de encontro a construção dos Planos Municipais, Estadual e Nacional".
    De acordo com o presidente, o objetivo é a diversificação dos beneficiados. "Queremos democratizar o acesso aos bens e aos meios de produção cultural, ampliando as oportunidades com uma política voltada para todo o estado, mais inclusiva e democrática".
    Além do edital da Lei, que já tem sua dinâmica de alcance a todo o estado, o Acústico em Som Maior entra em sua 6ª edição com uma novidade, além de Rio Branco, se estende aos municípios de Cruzeiro do Sul e Tarauacá viabilizando ao todo 30 projetos e um total de 90 shows neste ano de 2010.

    Por uma política de descentralização da cultura

    No Acre os números apontam que a política de descentralização do MINC está em consonância com a política cultural que o governo do Estado, através da FEM vem estabelecendo com entidades de classes e produtores independentes em relação ao estreitamento das relações culturais.
    Os investimentos em cultura não param por aí, além dos editais cujos recursos são oriundos do Orçamento Geral do Estado (OGE) serão lançados editais com recursos oriundos de convênios celebrados com o Ministério da Cultura, através do Programa Mais Cultura, exemplo do edital do Cine+Cultura Acre, do Cultura Viva/edital Pontos de Cultura do Acre e das ações de livro e leitura a acontecer ainda durante este ano.

    Editais contemplarão a diversidade cultural

    Dos seis editais, quatro deles serão lançados pela primeira vez, o Cultura em Movimento, Edital de Passagens, o Apoio Parcial a Iniciativas Culturais e o da Galeria de Arte Juvenal Antunes.
    O Cultura em Movimento que objetiva o estímulo a circulação, difusão e formação de espetáculos nas áreas de música e artes cênicas, em sua primeira edição viabilizará a circulação de espetáculos de teatro, dança e circo e shows musicais pelos municípios do Acre.
    "Esse edital é direcionado aos artistas independentes, companhias, grupos, bandas, empresas e instituições de natureza cultural que possuam espetáculos de teatro, circo e dança ou shows musicais prontos para circularem", explica Daniel Zen.
    O edital contemplará dez projetos no valor de R$ 10 mil para circularem com três apresentações do espetáculo ou show proposto em três municípios diferentes, sendo duas apresentações em municípios diferentes dentro da sua região e uma num município situado em outra região.
    Com a primeira edição do edital de dinamização da Galeria de Arte Juvenal Antunes a idéia é fomentar a produção artística local no segmento de artes visuais através da organização de um calendário permanente de exposições e do estímulo à  artistas residentes no Acre.
    Artistas, produtores culturais e curadores podem se inscrever com propostas para exposição de trabalhos nas formas de manifestação bidimensionais (desenho, pintura, gravura, fotografia e etc) e tridimensionais (escultura, objeto e instalação), além de performances e novas mídias
    Já o edital Apoio a Iniciativas Culturais será aberto a todo o Estado com o objetivo de selecionar propostas que pleiteiem apoio parcial à produção e realização de iniciativas culturais nas diversas áreas, tais como a realização de encontros, workshops, seminários, ciclos de oficinas e debates, apresentações artísticas e outros eventos similares que contribuam para o desenvolvimento artístico-cultural do Acre, com impacto na área e nos segmentos abordados pelo edital.
    No Edital de Passagens, aberto a artistas, produtores culturais,  técnicos e estudiosos da cultura, servirá para promover a difusão e o intercâmbio da cultura acreana, na concessão de passagens aéreas ou terrestres para o transporte de artistas, técnicos e estudiosos convidados a participar de eventos culturais promovidos por instituições, brasileiras e de países integrantes da Rede Latino-Americana de Produtores Culturais.

     

     

    .ExternalClass .ecxhmmessage P {padding:0px;} .ExternalClass body.ecxhmmessage {font-size:10pt;font-family:Verdana;} Maratona Ciclubista
    banner_maratona_cineclubista.jpgOs cineclubes de Rio Branco pensaram numa forma de celebrar junto o cinema resolveram partilhar filmes e discussões numa mesma sessão. O primeiro encontro homenageia o Dia Internacional da Mulher, com obras de mulheres cineastas. A realização é da Câmara Temática do Audiovisual do Conselho Municipal de Políticas Culturais, Cineclube Aquiry, Cinemacre, Cine Clube Batelão, Asacine e Associação Samaúma Cinema e Vídeo. Veja aqui o folder de programação.

    Quando: 06 de março (sábado), das 14 às 20 horas
    Quanto: Entrada Franca
    Local: Filmoteca Acreana - Biblioteca Pública (Av. Getúlio Vargas, nº389, Centro, Rio Branco)

    http://www.agencia.ac.gov.br/images/stories/downloads/maratona_cineclubista.jpg

     

     



    Escrito por Francisco às 13h39
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    SOM DO SILÊNCIO


    Dentro da saudade, não escutas lá longe uma lira ou quem sabe uma cítara ou ate mesmo um violoncelo procurando sua mais perfeita interpretação em noites inesperadas vem como um desassossego, mas não nós reprimimos, não dói, não chora, canta, encantou-se o amor, como um deus apaixonado, enquanto isso lembramos embevecido momento que não passaram, estão coladas nos paredes da retina, bela imagem, enquanto a água inundam-se de notas musicas trazidas pelo vento, invoco Dionísio e uma taça de vinho for favor, um brinde a ausência presente, dispo-me com a excelência da simplicidade da minha alma que ainda lembra a tua e não é a simplicidade dos tolos, mas dos que sabem admirar a força que a força da natureza tem e nos dar de graça, basta saber que ela existe e esta aqui, ai e em todos os lugares, cujo objetivo é simplesmente bondade e beleza, metamorfoseando-me de poeta...


    Céu

    09/02/2010

    Estação Catraca Livre

    Realizado no Centro Cultural Rio Verde (região oeste da cidade de São Paulo), o evento reúne shows, apresentação de teatro e exibição de curtas --tudo com entrada gratuita. Grupo Nhocuné Soul apresenta mistura de rock, soul e funk na abertura do evento. (Variado)

    Duração: 60 minutos
    Classificação: Livre

    Centro Cultural Rio Verde

    R. Belmiro Braga, 119 - Pinheiros - Oeste. Telefone: 3459-5321.

    Mesa dos sonhos


    Ao lado do homem vou crescendo

    Defendo-me da morte quando dou
    Meu corpo ao seu desejo violento
    E lhe devoro o corpo lentamente

    Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
    Todas as formas e começam
    Todas as vidas

    Ao lado do homem vou crescendo

    E defendo-me da morte povoando
    de novos sonhos a vida.

    Alexandre O'Neill

    BeijosPoéticos+Violetas+BelaSemana...

    Mostra Jazz Brasil

    Shows de música instrumental e canções integram repertório do projeto, que conta com nomes como Leo Gandelman. (Instrumental)

    Duração: 60 minutos
    Classificação: Livre

    Caixa Cultural - Sé Grande salão

    Pça. da Sé, 111 - Sé - Centro. Telefone: 3321-4400.

    Samba de Rainha

    Formado por oito mulheres, o grupo interpreta desde sambas clássicos até um inusitado cover dos Rolling Stones ("Satisfaction"). (Samba)

    Duração: 60 minutos
    Classificação: Livre

    Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso Anfiteatro

    Av. Dep. Emílio Carlos, 3.641 - Vila Nova Cachoeirinha - Norte. Telefone: 3984-2466.

    Dia 06: 19h30.

    eles insitem..as lições nada valeram..

    Saco de Ratos

    A banda dos guitarristas da cena blues paulistana Fábio Brum e Marcelo Watanabe com o escritor, ator e compositor Mário Bortolotto toca apenas repertório próprio com letras em português, aproveitando a poesia suja e o blues de Bortolotto. (Blues)

    Duração: 90 minutos
    Classificação: 18 anos

    The Wall Café

    R. Treze de Maio, 152 - Bela Vista - Centro. Telefone: 5844-0066.
    Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Preço: R$ 2,50 (chope Antarctica - 300 ml). Ingresso: R$ 5.

    terça: 22h30.

    Manu Le Prince

    A cantora e compositora francesa, que iniciou a carreira profissional em Londres aos 19 anos de idade, mistura jazz, samba e MPB em suas canções. A artista se apresenta ao lado dos músicos Sérgio Barroso (contrabaixo), Pascoal Meirelles (bateria), Kiko Continentino (piano) e Idriss Boudrouia (sax). (Jazz)

    Duração: 90 minutos
    Classificação: 12 anos

    Sesc Santana

    Teatro - av. Luiz Dumont Villares, 579 - Santana - Norte. Telefone: 2971-8700.
    Ingresso: R$ 4 a R$ 16.

    Dia 05: 21h.




    Escrito por Francisco às 10h34
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    CURTO CIRCUITO

    Filha de Bruce Willis e Demi Moore dará beijo lésbico em "90210"

    Rumer Willis, que é filha dos atores Bruce Willis e Demi Moore, fará uma participação especial no seriado "90210". Ela vai interpretar Gia, uma ex-alcoólatra que dará um beijo na personagem Adrianna (Jessica Lowndes).

    "Adrianna e Gia têm uma ligação especial", disse Jessica Lowndes à revista americana "People". "Minha personagem começa a questionar se na sexualidade é tudo preto e branco ou se isso desaparece quando você encontra com uma pessoa [do mesmo sexo] com quem é compatível."

    Divulgação
    As atrizes Jessica Lowndes e Rumer Willis, que protagonizarão um beijo lésbico no seriado adolescente
    As atrizes Jessica Lowndes e Rumer Willis, que protagonizarão um beijo lésbico no seriado adolescente "90210"

    As duas personagens irão se conhecer durante os encontros dos alcoólicos anônimos e passarão a dar apoio uma à outra. Como Adrianna está se recuperando do final de seu relacionamento com Navid (Michael Steger), ela vai se envolver com Gia.

    "Estou muito animada, como atriz, de poder contar essa história", afirmou Lowndes.

    Gia também vai incentivar Adrianna a tentar ser vocalista de uma banda só de garotas. A atriz vai usar a própria voz nas cenas.

    O seriado é exibido pela CW nos Estados Unidos e pela Sony no Bras

    Sesc da avenida Paulista vai ficar fechado até 2012

     

    A Unidade Provisória Sesc Avenida Paulista vai enfim fazer jus ao próprio nome. Se chamavam de provisória é porque um dia ia ter fim. Dito e feito: o edifício, que desde 2006 recebe programação cultural de grande movimentação e acento nas artes cênicas, fecha para reforma no dia 31 de março e só deve voltar a abrir as portas em 2012.


    O diretor regional do Sesc, Danilo Santos de Miranda, em obras do novo edifício no Belenzinho
    O diretor regional do Sesc, Danilo Santos de Miranda, em obras do edifício no Belenzinho

    Encerra-se com a unidade provisória a proposta de destinar a fins artísticos uma arquitetura de escritórios, de pés-direitos baixos e ambientes cercados por uma ampla fachada de vidro. "As limitações daquele espaço acabaram servindo como estímulo para muita criação", diz Antônio Araújo, diretor do Teatro da Vertigem. O grupo, que por hábito utiliza espaços não convencionais da cidade, está em cartaz no endereço com a peça "Kastelo", encenada em andaimes na parte externa do prédio.

    Outro exemplo de ocupação da unidade foi a peça "O Perfeito Cozinheiro das Almas Deste Mundo", dirigida por Jefferson Miranda em 2007. A direção artística de Flávio Graff montou no décimo andar um deque com 300 mª de tábuas de demolição sob um tronco de flamboyant que carregava 15 mil flores de cerejeira suspensas sobre o público.

    Déjà-Vu

    A notícia do fechamento divulgada pelo Sesc traz à classe teatral paulistana uma sensação de déjà-vu. Em 2006, o encerramento das atividades do Sesc Belenzinho também pôs ponto final numa espécie de namoro com artistas que ocuparam espaços arquitetônicos projetados para outro fim. Inesquecível, por exemplo, o "Esperando Godot" de Gabriel Villela, encenado em uma espécie de poço de armazenar óleo.

    A boa notícia é que o Sesc Belenzinho deve voltar a funcionar em novembro, depois de reforma, ainda que desprovido de qualquer resquício da planta original. "Muita gente pediu para manter uma ruína, aquela parede descascada, que tem um charme. Mas, se dá para potencializar o espaço, temos obrigação de fazê-lo, para atender muito mais gente", diz Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo.

    Será a maior unidade do Sesc em área construída, com três salas para artes cênicas, sendo uma delas em palco italiano, com fosso generoso e plateia dividida em dois andares.

    Segundo Santos de Miranda, o Sesc não tem planos de transferir a programação do Sesc Avenida Paulista --que fechou 2009 com um total de 609 apresentações de teatro, vistas por 41.210 pessoas-- para apenas uma unidade. "Outras unidades têm condições de abrigar algumas coisas. Isso implica algum sacrifício, mas vai ser por um tempo só."

    O "Primeiro Sinal", projeto que apresenta artistas em início de carreira, é um dos que ficam por ora sem casa.
    Segundo a assessoria de imprensa do Sesc, no entanto, trata-se de um projeto que a instituição pretende manter na programação.

    A programadora que esteve à frente tanto da grade cultural do Sesc Belenzinho como da do Sesc Avenida Paulista, Elisa Maria Americano Saintive, foi transferida no início do ano para a unidade da Pompeia. Sinais de que pode ser criada ali uma nova casa de pesquisa de linguagem dentro das artes cênicas. Um possível pontapé nessa investida é a estreia de "O Idiota", baseado na obra de Dostoiévski e dirigido por Cibele Forjaz.

    Outro Canal: SBT consegue liberação de estreia de Roberto Cabrini

     

    Os advogados do SBT conseguiram reverter a decisão da Justiça de embargar a estreia do programa "Conexão Repórter", marcada para a noite desta quinta-feira (4), às 22h15.

    O programa deve revelar um esquema de tráfico de crianças com ramificações nos Estados de São Paulo, Bahia e Pará.

    Ontem, uma pessoa que aparece na reportagem como intermediária da adoção de uma criança havia entrado com um pedido de embargo.

    A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo permite veicular a reportagem, desde que a pessoa que pediu o embargo não tenha revelado o seu nome, o seu rosto ou a sua voz, mantendo assim o seu anonimato.

    A prioridade do SBT é exibir a reportagem no programa de estreia. Contudo, tem outras duas opções para o caso de não conseguir fazer as alterações pedidas pela Justiça a tempo.

    Ainda cabe recurso da decisão.

    Serginho Groisman comemora dez anos de Globo no picadeiro

    Nasceu em uma reportagem sobre a chegada do espetáculo "Quidam", do Cirque du Soleil, ao Brasil, a vontade de Serginho Groisman de comemorar ali o aniversário de dez anos de seu "Altas Horas" (Globo).

    Zé Paulo Cardeal/TV Globo/Divulgação
    Serginho Groisman grava abertura do programa como palhaço John, do espetáculo
    Serginho Groisman grava abertura do programa como palhaço John, de "Quidam"

    Aí, iniciou-se uma sondagem que, dois meses depois, terminou na gravação de um especial, na terça, na tenda armada no parque Villa-Lobos, em São Paulo. Uma chance para poucos: foi a terceira vez no mundo, e a primeira na América do Sul, em que isso aconteceu. "Já era uma vontade antiga. Assisti a cinco espetáculos do Cirque e falei bastante com eles para chegarmos nesse programa", disse o apresentador.

    Sem as costumeiras intervenções do público fazendo perguntas, o programa será diferente, com atrações musicais intercaladas com reportagens de bastidores e números de "Quidam". As cantoras também não estavam por lá, e as músicas de abertura e encerramento dos blocos ficaram por conta da banda dos anfitriões.

    Na gravação, apenas Serginho pôde subir ao palco principal. Seguindo regras da companhia, Marcelo D2, Pitty, Maria Gadu e Nando Reis se apresentaram em um pequeno tablado, construído pela Globo. Além deles, outros brasileiros darão as caras no "Altas Horas" nos cinco números do Cirque du Soleil que estarão no programa.

    Foram escolhidos por Sean McKeown, diretor artístico do espetáculo, e por Serginho, que encerra o programa içado em uma poltrona até o alto da tenda, número que é um dos diferenciais de "Quidam".

    ALTAS HORAS
    Quando: 13 de março, na Globo
    Classificação: não informada

     

    Hebe Camargo deve gravar, hoje à tarde, na Oca, no parque Ibirapuera, um bate-papo com Roberto Carlos. A conversa será exibida em sua atração do SBT, na segunda.

    Cultura Sampa

    ÓtimoA Mulher que Matou os Peixes... e Outros Bichos
    O espetáculo infantil de dança, teatro e vídeo baseia-se em textos da escritora Clarice Lispector. (Teatro Infantil)

    Direção: Cristina Moura
    Com: Luciana Fróes, Mariana Lima e Renato Linhares
    Duração: 50 minutos
    Classificação: 4 anos
    Texto: Clarice Lispector

    Unidade Provisória Sesc Avenida Paulista Teatro auditório

    Av. Paulista, 119 - Bela Vista - Centro. Telefone: 3179-3700.
    Ingresso: R$ 3 a R$ 12.

    sábado e domingo: 16h.

    LIBÉLULA...


    Quantas vezes temos que cair,
    DOÍ-ME TUDO DA CABEÇA AOS PÉS,
    Quantas batalhas contra o Universo,
    Nas nossas memórias residem demônios perversos e criativos,
    E os anjos fronteiriços avançam devagar e sem pressa,
    A vida não pode ter nem vírgula nem ponto,
    Pois, seria como cerceá-la,
    Não devemos ser nosso próprio Júri e Juiz,
    Somos amantes dos nossos amores,
    A solidão é como uma fruta sempre doce e amarga pronta pra ser mordida,
    Intransigente entra dentro do corpo e cercear-nos,
    Escraviza tornando-nos cativos,dentro no abismo dos nossos corações,
    O silêncio conhece os silêncios,
    O amor não tem fronteiras nem infinitos é eterno,
    Somos coadjuvantes impiedosamente humanos para entender o que o tempo,

    MESMO NÃO ESTANDO AQUI A VIDA CONTINUA DANÇANDO SUA VALSA, SEU TANGO, VESTINDO SUAS FANTASIAS, ZOMBANDO DE TODOS NÓS COM SEUS MISTÉRIOS,
    A VIDA DEVIA SER UMA LIBÉLULA...

    Céu
    04/03/2010

    GIROSCÓPICOS



    E assim pensei um dia,
    Nuas vidraças transparentes,
    O mar sorrateiro roubando o azul esverdeado do céu,
    E nos entrelaçando-se,
    Em cada emoção uma alma nova,
    Mistura-se sol, vento, corpo e alma,
    Paixão e desejo,
    Olho pra o hoje em busca do amanha,
    Não sou santa pra deixar-me pregar na cruz dos hipócritas,
    E nem freira, há muito não conto nas contas de em um rosário,
    Nem freira, nem santa,
    Serei, eu, puta afinal,
    De onde vem a insurreição desta visão peçonha, dos opostos!
    Como são estranhos os caminhos da alma,
    Como é difícil acreditar no abstrato,
    Quem usaria essa terrível e equivoca fé,
    E deixamos tudo isso com por conta dos gestos,
    Insanos,
    Loucos,
    Lúcidos,
    Lúdicos,
    Nos cosmos tudo é luz e giroscospica,
    Somos a mais perfeita das imperfeições, o erro que deu certo!
    A gloria de sermos muitos e descobrimos que somos um...

    Céu
    03/03/2010

    ESCURIDÃO


    Não acredito em mentiras piedosas,
    Elas vivem nos portos,
    Nos cais encontramos almas de todas as espécies,
    E como é difícil,
    Tirar cristo da cruz e salvar-nos dos pecados,
    Como é difícil ser a Odalisca,
    A mais bela,
    A mais perversa,
    Como é difícil esmagar flores,
    Como é impiedoso nunca ter palavras,
    Bom seria ser diferente e ao mesmo tempo ser gente,
    Quem sabe!
    Caminho pelas ruas e finjo que tenho pressa,
    As pessoas olham-me e eu finjo que não as vejo,
    Perambulando pelas ruas,
    Não encontro nada, nem flores,
    Nem caminhos, estradas,
    Apenas rastros dos pedaços das almas perdidas,
    Jogadas pelas estrelas que as desprezaram por não ter brilho.
    Onde será que enterram as flores,
    Os jardins, os bosques, as crianças,
    Onde estão os seus risos,
    Só vejo os riscos nos céus,
    E não são das estrelas,
    Elas há muito estão apagadas,
    Como é difícil retirar os fantasmas de dentro de nós...

    Céu
    22/02/2010

    AMORES SAGRADOS


    Como ousarei eu, escrever outras poesias,
    Como ousarei trair os meus poetas amores tão secretos,
    Que moram dentro da minha cabeça,
    Como ousaria agora escrever um verso,
    Uma prosa,
    E quem faria os discursos inflamados sobre o amor lírico imortal dos amores concretos,
    Que habitam os corações apaixonados dos que amam o AMOR,
    Com que direito fariam as minhas afirmações segundo as leis reais, sagradas das paixões,
    As quais encontrariam injustas e infelizes,
    Fazendo-os acreditar que são justas,
    Ao amor que lhes dou agora,
    A nossa natureza de (semi) deuses disfarçados de humanos sobrevivemos!
    E eu sem saber coloquei-a num só sofista,
    Mesmo que com enorme desconfiança em relação à poesia e à arte mimética,
    Façam o mundo compreender que a musica do UNIVERSO é o eixo do tudo.
    E que o amor a única salvação,
    Mesmo que amando e ainda assim sangrando!

    Céu
    10/02/2010

     



    Escrito por Francisco às 09h42
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    Johnny Alf-Eu e a Brisa

     

    05/03/2010 - 07h48

    Velório de Johnny Alf acontece hoje no Teatro Sérgio Cardoso


     

    O velório do cantor, pianista e compositor Johnny Alf será realizado a partir das 11h desta sexta-feira (5), no Teatro Sérgio Cardoso, na Bela Vista.

    Alf morreu às 18h10 de ontem, aos 80 anos. Ele estava internado em estado grave no hospital Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo.

    O músico tratava um câncer de próstata há cerca de três anos na instituição. Um dos precursores da bossa nova, ele vivia em uma casa de repouso na cidade.

    Segundo o empresário do cantor, Nelson Valencia, a metástase tinha avançado e os médicos haviam avisado que não havia mais nada que pudesse ser feito.

    O músico e compositor, Johnny Alf, posa para foto no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, em 2009

    O músico e compositor, Johnny Alf, posa para foto no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, em 2009

    Alaíde Costa diz que Johnny Alf era a "fina flor" da MPB

    A cantora e compositora Alaíde Costa, 74, que era amiga de Johnny Alf, afirmou que o cantor era "a fina flor da música popular brasileira". Alf morreu ontem, aos 80 anos, em decorrência de um câncer de próstata.

    "É uma tristeza muito grande. Somos amigos desde os anos 50 e fizemos muita coisa juntos", disse a artista.

    Emocionada, pouco depois de saber da morte do colega, Alaíde disse que a notícia a pegou "desprevenida".

    "A gente fica triste. Eu sei que chega a hora de cada um, mas não fomos doutrinados para isso", afirmou.

    Um dos precursores da bossa nova, o cantor, pianista e compositor estava internado em estado grave no hospital Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo.

    Ele tratava o câncer há cerca de três anos na instituição e vivia em uma casa de repouso na cidade.

    Leia repercussão da morte do músico Johnny Alf

    Leia a seguir a repercussão da morte do cantor, pianista e compositor Johnny Alf. Ele morreu nesta quinta-feira (4), em decorrência de um câncer de próstata, aos 80 anos.

    Wanderléa, cantora

    "Era fã dele desde antes de existir jovem guarda. Foi precursor de um gênero. Fiz minha homenagem em meu último disco e gostaria de tê-lo comigo no palco para o DVD, mas ele ficou doente bem no período. Uma vez, Roberto [Carlos] me ligou e eu estava justamente num ensaio com Johnny. Eles conversaram muito naquele dia, eram amigos de longa data. Fiquei feliz de ter refeito essa ponte entre os dois."

    Claudette Soares, cantora

    "Johnny Alf não tem tamanho. Imagine que Tom Jobim o seguia em boates para vê-lo tocando piano, ficava enlouquecido com aquelas harmonias. Quando vai embora um compositor como ele, o que acontece às intérpretes que, como eu, não têm talento para compôr? Morrem junto, um pouco."

    Carlos Lyra, cantor, compositor e violonista

    "Ele foi um dos precursores da bossa nova, ao lado de Dick Farney e Lúcio Alves. Com 16, 17 anos, entrei muitas vezes escondido no bar do hotel Plaza [na zona sul do Rio] para vê-lo tocar. Quando a minha geração chegou, ele já tinha lançado as sementes: sambas-canções modernos, influências de jazz, letras coloquiais, superdiscretas, para se sussurrar no ouvido. Eram composições menos derramadas, exibidas, mais classe média, cool. Ele tocava por cifra. Achavam que era macumba, mas na verdade era uma maneira de escrever os acordes que vinha do jazz."

    Oscar Castro-Neves, cantor e instrumentista

    "Minha primeira sensação é de pesar pela perda de um grande músico. Não posso deixar de enfatizar o nome e a personalidade que era Johnny Alf. O que a gente herda dele é incalculável. Envie meus pêsames a todos os que estão envolvidos [com o cantor] e meus sentimentos de perda e de tristeza."

    Pery Ribeiro, cantor e compositor

    "Para nós que pertencemos a um momento importante da música brasileira, sem dúvida nenhuma, perdemos um ícone, uma pilastra. A gente só lamente e vai chorar por muito tempo. Tom Jobim dizia que antes mesmo de lançar a Bossa Nova, tinha respeito por Johnny Alf. O caminho para a Bossa Nova foi aberto por ele. Perder Johnny Alf é perder uma referência maravilhosa e uma pilastra da cultura popular, uma cultura de altíssima qualidade, que ele sempre impôs."

    Johnny Alf começou a estudar música aos 9 anos

    Pianista, cantor e compositor, Alfredo José da Silva, o Johnny Alf, nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de maio de 1929. Considerado por muitos como um dos "pais" da bossa nova, Alf era filho de uma empregada doméstica com um cabo do Exército, que morreu em 1932, no Vale da Paraíba, combatendo na Revolução Constitucionalista.

    Johnny morreu nesta quinta-feira (4), aos 80 anos, em decorrência de um câncer de próstata.

    Começou os estudos de piano aos 9 anos com a professora Geni Borges, amiga de uma das famílias para a qual a sua mãe trabalhava. Inicialmente se dedicou ao piano clássico, mas logo se interessou pelo som de pianistas de jazz dos Estados Unidos, como Nat King Cole, George Gershwin e Cole Porter.

    Foi quando tocava e estudava inglês no Instituto Brasil Estados Unidos (Ibeu) que ganhou o apelido de Johhny Alf, por sugestão de uma amiga norte-americana.

    O pianista, compositor e intérprete Johnny Alf, em foto do início de sua carreira, em 1955
    O pianista, compositor e intérprete Johnny Alf, em foto do início de sua carreira, em 1955

    Fundou, junto com amigos do Ibeu, um clube para promover intercâmbio cultural e musical entre Brasil e EUA, do qual fizeram parte também o músico João Donato e o diretor de televisão e cinema Carlos Manga.

    Após tocar no Sinatra-Farney Fan Club, Alf, por indicação de Dick Farney, começou a tocar, em 1952, na Cantina do César, que pertencia ao radialista César de Alencar. Nesta época realizou suas primeira gravação, um álbum instrumental com as músicas "Falsete" de sua autoria, e "De Cigarro em Cigarro", de Luiz Bonfá.

    Duas de suas músicas compostas em 1953, "Rapaz de Bem" e "Céu e Mar", são consideradas precursoras da dos arranjos e batidas característicos da bossa nova.

    Conciliava sua profissão de cabo do Exército com a de músico que toca na noite, e fez bastante sucesso na boate do hotel Plaza, em Copacabana, que tinha entre seu público nomes como João Gilberto, Tom Jobim, Carlos Lyra, e João Donato acompanhado de Dolores Duran, então sua namorada.

    Em 1955 mudou-se para São Paulo, para inaugurar a boate Baiúca e no bar Michel. Foi nessa época que Vinícius de Moraes, ao ouvir jovens paulistas criticando Alf, aconselhou o amigo a voltar ao Rio, cravando que "São Paulo é o túmulo do samba".


    Johnny Alf, com trio musical, em foto do início da década de 1960.
    Johnny Alf, com trio musical, em foto do início da década de 1960.

    Voltou ao Rio em 1962, e se apresenta no Bottle's Bar, junto com nomes como Tamba Trio, Sérgio Mendes, Sylvia Telles, dentre outros. Mas volta a São Paulo três anos depois, para excursionar pelo interior do estado, e dar aulas no Conservatório Meireles.

    Em 1967 participou do 3º Festival de Música Brasileira, da TV Record, defendendo "Eu e a Brisa", interpretada pela cantora Márcia. Mesmo desclassificada, a música tornou-se um dos maiores sucessos de sua carreira.

    Nos anos 70 e 80, já definitivamente radicado em São Paulo, participa de diversas gravações de discos e shows. Em 1990 lança o disco "Olhos Negros", que teve participações especiais de Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Roberto Menescal, Emílio Santiago, entre outros.

    O músico e compositor, Johnny Alf, posa para foto no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, em 2009
    O músico e compositor, Johnny Alf, posa para foto no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, em 2009

    Em 1998, depois de sete anos sem gravar, apresentou-se no Sesc Pompéia, na capital paulista, no show de lançamento do CD "Noel Rosa - Letra e Música", e participou, em 2000, do espetáculo "Da Fossa à Bossa", no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Em 2006 lançou "Mais Um Som", com 15 músicas inéditas.

    Nos últimos anos, devido à saúde debilitada, diminuiu o número de shows e aparições públicas.

    Veja a lista dos principais discos de Johnny Alf, que morreu nesta quinta-feira, aos 80 anos, em decorrência de um câncer de próstata.

    "Rapaz de Bem" (1961), gravadora RCA, em LP

    "Diagonal" (1964), gravadora RCA, em LP.

    "Johnny Alf" (1967), em LP e CD

    "Eu e a Brisa" (1968), gravadora Gold, em LP

    "Ele é Johnny Alf" (1971), gravadora EMI, em LP e CD

    "Nós" (1974), gravadora EMI, em LP e CD

    "MPB 100 - Ao Vivo" (1975), gravadora Tapecar, em LP

    "Desbunde Total" (1978), gravadora Phonodisc, em LP

    "Olhos Negros" (1990), gravadora RCA, em LP

    "Noel Rosa-Letra e Música. Johnny Alf e Leandro Braga" (1997), gravadora Lumiar, em CD

    "Cult Alf - 40 Anos de Bossa Nova" (1998), gravadora Natasha, em CD

    "Eu e a Bossa" (1999), gravadora Rob Digital, em CD

    "As Sete Palavras de Cristo na Cruz. Pedro Casaldáliga e Johnny Alf" (1999), gravadora Paulinas Comep, em CD

    "A Música Brasileira deste Século por seus Autores e Intérpretes-Johnny Alf" ( 2001), gravadora Sesc-SP, em CD

    "Mais Um Som" (2006), gravadora Sesc-SP, em CD



    Escrito por Francisco às 09h35
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    Cds que virão

    Outros Cantando

    Acre canta Marcelo Roverso

    1-Adilson Azevedo-Amanheceu
    2-Leia Lima-Bela Voz
    3-Kellen Mendes-Loreley
    4-Los Porongas-Brocolis Blues
    5-Heloy de Castro-Um trem para Perus
    6-Clenilson-Brigitte
    7-Todos-Os Velhos do Blues
    8-Mineia-Imaculados blues
    9-Angela martins e Antonio Geraldo-Iemanja
    10-Joca-O tocador do meu violão
    11-Lidson-Blues da Vitoria

    12-Dannah Costa-Coisa Boa
    13-Pia Vila-Juiz de Fora City Blues

    14-Mapim guari Blues-O Blues da Floresta

     

    .ExternalClass .ecxhmmessage P {padding:0px;} .ExternalClass body.ecxhmmessage {font-size:10pt;font-family:Verdana;} http://hardmusica.pt/Concertos/dianakrall.jpg
    http://bashmusic.net/jazz/0437-diana_krall_02.jpg
    http://www.elusivedisc.com/images/versxr018inset2.jpg
    http://www.enfrentearte.com/hotel-ronda/uploaded_images/Diana_Krall-704019.jpg
    http://www.vervemusicgroup.com/images/local/400/9a2f3b73-e3b9-484c-a720-e1daf548ceaf.jpg
    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7d/Diana_krall.jpg
    http://www.lucplanete.net/Coupsdecoeur/Diana_Krall.jpg
    http://www.jazzpages.com/Knaepen/Diana-Krall.jpghttp://4.bp.blogspot.com/_5wprmVtnQHg/RmYLxObvmWI/AAAAAAAAB4Y/lIv-G_rXm3I/s400/Diana%2520Krall%2520Christmas%2520Songs%2520CD.jpg
    http://andersonlibrary.files.wordpress.com/2009/04/diana-krall-quiet-nights.jpg
    1-bela voz
    2-sinos
    3-de novo
    4-imaculados blues
    5-loreley
    6-atriz
    7-tengo um blues para ti
    8-amanheceu
    9-juiz de fora city blues
    10-mar de azeite
    11-blues da vitoria
    12-eu tenho blues pra voce
    13-o tocador do meu violão
    14-os velhos do blues

    http://vinildigital.com/wp-content/uploads/2009/04/2.jpghttp://www.adorocinema.com/media/film/images/susie-e-os-baker-boys/1245105106_susieeosbakerboysposter01.jpg



    Escrito por Francisco às 17h28
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    Álbum inédito de Jimi Hendrix chega às lojas na próxima segunda-feira

    • Arquivo Folha

      O guitarrista norte-americano Jimi Hendrix

    • Londres - O álbum "Valleys Of Neptune", que chegará a algumas das principais lojas de todo o mundo na próxima segunda-feira (8), reúne 12 gravações do mítico cantor, guitarrista e compositor norte-americano Jimi Hendrix.

      As músicas foram gravadas em 1969, ano anterior à morte do artista. Além de conter gravações já conhecidas dos fãs, por terem vazado na internet, o álbum apresenta mais de seis minutos de material ainda inédito.

      Em "Valleys Of Neptune" podem ser escutados clássicos como "Bleeding Heart", "Sunshine Of Your Love", "Lullaby For The Summer" e "Ships Passing Through The Night", entre outros.

    • Garotinho e Rosinha são processados pelo Ministério Público por desvio de verba



      Os ex-governadores do Rio Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho foram denunciados pelo Ministério Público do Estado por ato de improbidade administrativa. Segundo o MP, o casal e outras 86 pessoas são acusados de operar um esquema de desvio de verbas públicas por meio de ONGs e empresas de fachada. Um nome chamou a atenção entre os denunciados: a atriz Deborah Secco. Ela é filha de Ricardo Secco, investigado pelas relações com a família Garotinho.
      A investigação durou dois anos. Concluído o trabalho, o Ministério Público estima em R$ 58 milhões os prejuízos causados aos cofres públicos. Na denúncia, os promotores identificam uma conexão entre o dinheiro usado na pré-campanha do ex-governador à Presidência, e verbas que saíram do governo do Estado.
      “Fica demonstrado, sem margem de dúvida, que a campanha à Presidência de Garotinho foi financiada com desvio de dinheiro público”, afirma o promotor Eduardo Carvalho, que pede o bloqueio de bens e a inelegibilidade do casal Garotinho e dos 86 réus.
      Segundo o MP, duas das empresas que contribuíram para a campanha, a Emprim e a Inconsul, receberam R$ 30 milhões dos cofres do Estado. Outra empresa, a Teldata, teria agido como intermediária do repasse de recursos das ONGs que prestam serviço ao Estado para a conta do PMDB.
      O esquema foi operado entre 2003 e 2006. Começa com a contratação da Fundação Escola de Serviço Público do Rio de Janeiro (Fesp) e outros órgãos públicos para a execução de projetos com a necessidade de mão de obra terceirizada. Estes órgãos subcontratavam organizações não-governamentais (ONGs) sem licitação.
      Garotinho
      Em seu blog, o ex-governador Garotinho classifica a iniciativa do Ministério Público de “jogada eleitoreira” e “espetáculo pirotécnico”. O governador escreveu: “Os mesmos promotores da Tutela Coletiva da Capital, que armaram uma ação de improbidade administrativa contra Rosinha, e contra os quais, eu entrei com representação no Conselho Nacional do Ministério Público, estão preparando mais uma jogada. (...) É tudo jogada política para repercutir amanhã, nos jornais”.
      Segundo Garotinho, duas ações semelhantes já foram propostas por esses mesmos promotores e foram extintas pela Justiça, “por falta de base que as sustentasse”. Para o ex-governador, “o espetáculo pirotécnico de hoje (...) não passa de mais um capítulo protagonizado por esses promotores, cabos eleitorais de Sérgio Cabral para tentar inviabilizar minha possível candidatura ao governo do Estado”. Garotinho promete dar detalhes no seu site na internet.
      Deborah Secco
      A atriz Deborah Secco se mostrou surpresa ao tomar conhecimento da denúncia: “Nem estava sabendo disso e não vou me pronunciar até receber algum papel ou intimação”, disse.
      Além dela e do pai, Ricardo Secco, outras cinco pessoas da família estariam envolvidos no esquema de desvio de dinheiro: Angelina Direnna Secco, Bárbara Fialho Secco, Ricardo Fialho Secco e Silvia Regina Fialho Secco. Segundo o procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes, Ricardo Secco teria recebido R$ 1 milhão no esquema e repassado parte do dinheiro para diversas pessoas de sua família.
      O Ministério Público também vê irregularidades na participação da atriz em propagandas oficiais do governo do Rio. Em 2005, ela ganhou o título de "Mulher do Ano", concedido pela Fundação Escola do Serviço Público (Fesp), que transferia dinheiro para ONGs a pretexto da execução de programas sociais.

      Lindsay Lohan vira hype sob as lentes de Terry Richardson

       


      Lindsay Lohan continua vivendo de escândalo em escândalo, mais preocupada com sua turbulenta vida pessoal do que com sua já moribunda carreira de atriz. Mas de vez em quando ela surpreende, especialmente se conta com a ajuda nada descartável de Terry Richardson.


      Reprodução

      Lindsay e suas poses para a Purple




      O fotógrafo é o responsável pelo ensaio de Lohan para a nova edição da revista francesa Purple. Lindsay surge provocante nas fotos, abusando de poses sexys e coberta - ou descoberta - por looks glamourosos, com um ar de vida noturna.

       

      Reprodução

      Glamour e decadência




      O resultado tem sido elogiado pela imprensa mundial, e pode virar o jogo para Lindsay. Ela já havia causado uma boa impressão ao posar de topless para a própria Purple, em novembro de 2009, e depois num ensaio sensual fazendo um estilo Kate Moss, para a revista Muse, em dezembro de 2009. Mas o ensaio clicado por Terry deve superar o impacto.

      Skatista sexy: Grazi Massafera posa para as lentes de J.R.Duran

      iG Rio de Janeiro

      De vestido tubinho preto e estilo envelope branco, bota até a altura da coxa e cabelos alvoroçados, Grazi Massafera posou acompanhada por um skate para um editorial de moda da revista Estilo.
       

       

      J.R.Duran
       
      Clicada pelo badaladíssimo fotógrafo J.R.Duran, que publicou algumas fotos em seu site oficial, Grazi protagonizou um ensaio sensual, elegante e ao mesmo tempo descontraído.
       

       

      J.R.Duran

      Aécio promove festa mineira e constrange Serra


      Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves foi inaugurada nesta quinta-feira em Belo Horizonte. No discurso de abertura, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), fez um pronunciamento à população sob gritos de "Aécio presidente!". Ele agradecia a presença de diversas autoridades, inclusive a do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), provável candidato tucano à presidência. Ainda no discurso, Aécio afirmou que a solenidade pode ser a última situação em que fala aos mineiros como governador.



      Presente no evento, o deputado federal Ciro Gomes comentou a situação embaraçosa criada entre os dois governadores do PSDB. "Eu achei natural gritarem Aécio presidente, mas um pouco indelicado. Se fosse governador, pediria que parassem".

      AE
      asd
      O governador José Serra, o vice-presidente José Alencar e Aécio Neves / AE
      "Não é uma guerra entre Minas e São Paulo. É uma guerra entre PSDB velho e novo, entre PSDB amplo e estreito", completou Ciro, que não tem poupado José Serra de críticas em suas declarações.
      A solenidade foi marcada por homenagens aos presidentes Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves, e a mineiros que fizeram parte da história do Estado. Ainda participaram da inauguração o vice-presidente da República, José Alencar, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, governadores de Estados, deputados federais e estaduais, além de diversas personalidades políticas e culturais de todo o País.
      Durante a solenidade, o governador foi homenageado pelos funcionários que construiram o complexo de prédios da Cidade Administrativa. Ele recebeu um capacete autografado por diversos trabalhadores.
       
      No evento, é grande o clima de animosidade em relação a São Paulo. Nesta quarta-feira, o jornal "Estado de Minas" publicou um editorial em defesa da candidatura de Aécio.
      O ex-presidente Itamar Franco também deu declarações no mesmo sentido. "Os paulistas estão paralisando o processo político eleitoral", disse.

      Divulgação
      Autoridades durante a inauguração da cidade administrativa
      "Hoje o PSDB está sem candidato. Eles não estão entendendo Minas Gerais. Aqui não vejo nem a Dilma nem Serra com muitos votos". Para ele, o PSDB deveria propor uma chapa com Aécio como candidato a presidente e Serra como vice. “Minas quer ser protagonista”.



    Escrito por Francisco às 17h27
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    Eu não sou Lixo

    Eu não sou lixo
    Para você querer me enrrolar
    Eu não sou lixo
    Pra você fora jogar meu bem
    Você fez coisas
    Que eu nunca hei de fazer
    Só peço a Deus, amor
    Que me faça te esquecer
    Tentei um dia
    Lhe dar todo o meu coração
    Mas eu não tive
    Nem sequer a sua compreensão
    Mas eu não ligo
    Pois seu desprezo não vai me acabar
    Eu já tenho a certeza
    Que um dia você vai pagar
    Nem tudo se joga fora
    Pois nem tudo é lixo, meu amor
    Eu lhe peço agora
    Vá em busca de outro amor
    Tudo que aconteceu
    Faça de conta que não houve nada
    De hoje em diante, querida
    Entre nós dois não existe mais nada.

    Evaldo Braga.

    Começa nesta quinta a corrida oficial para a vaga de José Mindlin na ABL

    04/03 - 10:14 - Rodrigo de Almeida, iG Rio de Janeiro

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    Oficialmente, só no fim da tarde desta quinta-feira o presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Marcus Vilaça, vai declarar vaga a cadeira 29, até o último domingo ocupada pelo bibliófilo e empresário José Mindlin. A partir daí se abrirão as portas para os eventuais candidatos começarem a correr atrás dos votos que lhes garantam um posto na imortalidade da casa. Apenas oficialmente também, porque nos últimos dias o clima de campanha rondou os corredores da ABL e atingiu os telefones dos imortais-eleitores. Pelo menos um candidato não esperou sequer 24 horas para começar a trabalhar na substituição de Mindlin. O iG ouviu acadêmicos e observadores externos acostumados à política da Academia. Sob condição do anonimato, eles contaram os bastidores do processo em busca de uma vaga na imortalidade.

     

     

     

     

    Divulgação
    José Mindlin e Guita Mindlin na recepção
    da posse  do bibliófilo, em 2006

    Os dias de luto pela morte do bibliófilo se encerrarão com a chamada “sessão da saudade”, que ocorre tradicionalmente no Salão Nobre do imponente Petit Trianon, no centro do Rio, na primeira-quinta-feira após a morte de um membro da ABL. A sessão serve para homenagear o falecido e declarar aberta a vaga que este ocupava.

    “Os últimos dias foram de articulações prévias e projeções, mas depois da sessão devem surgir muitos candidatos”, prevê um observador. Ele conta: “A morte de Mindlin foi anunciada às 15h de sábado e, às 9h da manhã de domingo, um candidato já ligava, em tom impertinente, para acadêmicos, dizendo contabilizar 11 votos”.

    Com articulações, sugestões e gestos típicos de uma verdadeira disputa eleitoral, a sucessão da vaga de Mindlin exibe uma eclética lista de pré-candidatos. Desde domingo, fala-se em nomes como o escritor Ziraldo, o cantor e compositor Martinho da Vila, o ministro do Supremo Tribunal Federal Eros Grau, o diplomata, ensaísta e tradutor Geraldo Holanda Cavalcanti e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Candidatos – e perdedores – em outras disputas como Antônio Torres e Fernando Morais também são lembrados.

    Também apareceram referências a acadêmicos em potencial, como o escritor e apresentador Jô Soares. O humorista chegou a ser cogitado algumas vezes. Em 2001, desistiu diante da unanimidade em que se transformou o nome de Zélia Gattai para ocupar a cadeira deixada pelo marido Jorge Amado. Em 2005, seu livro "Assassinatos na Academia Brasileira de Letras", onde pôs um serial killer no encalço de seletos membros da ABL, foi interpretado como uma pré-candidatura, fato que negou.

    Pré-campanha delicada

    Pelo menos até aqui, candidatos e acadêmicos evitam falar em público sobre o assunto. Por enquanto, porém, a pré-campanha incluiu telefonemas para acadêmicos ou o que, na cosmologia da casa, é chamado de “telegrama de intenções”. Esse gesto é visto com certa normalidade: trata-se da expressão de lamento pela morte do acadêmico (no caso, José Mindlin) e da manifestação do desejo de que o destinatário (e eleitor) possa examinar a candidatura futura.

    Entre telefonemas e telegramas, Marco Lucchesi, Muniz Sodré e Geraldo Holanda Cavalcanti se mexeram aqui e ali. Ziraldo, Eros Grau e Martinho da Vila têm se aproximado há algum tempo. Salvo pelo menos uma exceção, segundo apurou o iG, a estratégia se deu nem de maneira muito intensa para não parecer deselegante com a memória de Mindlin, nem discreta demais que sugerisse pouca disposição na candidatura. “Nenhum pleito pode ocorrer antes da sessão da saudade, sob pena de soar uma indelicadeza”, recomenda um acadêmico, que prefere não se identificar.

    Trata-se de um ritual delicado, pois envolve uma linha tênue que separa a vontade legítima do gesto ostensivo. “Este é o momento do pudor de cortesia”, resume outro acadêmico. Este, como outros integrantes da ABL e observadores externos com trânsito entre acadêmicos, lembram que qualquer contabilização de nomes e votos, neste momento, tem um quê de ilusório. Pode significar apenas o embarque na sedução de porta-estandartes de candidaturas – a disputa mesmo começará nesta quinta-feira, com prazo para durar cerca de dois meses. É o tempo de campanha para a sucessão de um imortal.

    Extravagâncias

    Com a campanha deflagrada a partir desta semana, gestos mais “extravagantes” – expressão de uma fonte – começarão a se tornar mais comuns na relação entre candidatos e eleitores na academia. Para sonhar em ser um imortal da ABL, basta ter escrito um livro e ser brasileiro nato – a regra fechou as portas da academia para a escritora (ucraniana) Clarice Lispector, por exemplo.

    Mas sair vitorioso de uma disputa assim pode significar bem mais do que simpatia, convencimento, prestígio intelectual e livros publicados. Um acadêmico conta que um empresário, com ramificação na publicidade, chegou a oferecer viagens a Paris para “convencer” possíveis eleitores – com direito a passagens e hospedagem em hotel cinco estrelas.

    Frequentar os eventos organizados na casa é outra estratégia comum para ganhar a simpatia dos imortais. Na sexta-feira, por exemplo, Ziraldo almoçou na ABL com o presidente Marcos Vilaça e outros acadêmicos, como Tarcísio Padilha e Domício Proença. O ministro do Supremo Eros Grau passou a não recusar nenhum convite a conferências e almoços da academia. Martinho da Vila, o compositor da Vila Isabel, se aproximou dos acadêmicos por causa do “Ano Noel Rosa”. E por aí vai.

    “É um rito de passagem natural. O candidato precisa se aproximar, ouvir e ser ouvido”, diz um acadêmico. “É preciso ter convívio na casa”, reforça outro. Organização de jantares, presentes e convites para noitadas na própria casa completam o arsenal de sedução de um candidato em potencial. “Um dos atuais candidatos frequenta até chá de bebê do porteiro da Academia”, ironiza um observador. Tudo isso é importante, mas pouco vale se o candidato não tiver cabos eleitorais com musculatura para carregar mais votos.

    “Milho bom”

    Pelo menos um caso mais ruidoso sobre os motivos mais heterodoxos de escolha de um candidato à ABL se tornou público no Brasil. Em O Mago, biografia de Paulo Coelho escrita pelo jornalista Fernando Morais, informa-se que alguns dos correligionários do escritor teriam começado a pedir votos, alegando que “o milho é bom”.

    O livro explica que, no jargão da ABL, “milho bom” é uma metáfora para candidatos que podem trazer benefícios materiais para a instituição: “O que amolecia até os mais empedernidos corações era o fato de o milionário Paulo Coelho não ter filhos, circunstância que alimentava esperanças de que, ao morrer, elegesse a Academia como um dos seus herdeiros”.

    Rihanna comemora aniversário com direito à dancinha sexy

     


    É pique, é pique para Rihanna. A cantora completou 20 anos em 20 de fevereiro e, para comemorar, ganhou festa surpresa armada pelos amigos - e em especial pelo seu suposto novo namorado, o jogador de baseball Matt Kemp. De acordo com o tablóide britânico "Daily Mail",  Kemp demorou cerca de um mês para organizar a celebração, que aconteceu na cidade de Phoenix, nos Estados Unidos, e teve direito a dançarina de striptease e bolo decorado com imagens semelhantes às tatuagens da cantora.

    As fotos da animada festinha foram divulgadas apenas na manhã desta quinta-feira (04). Veja só:

     

    Reprodução
    Rihanna ganha festa suspresa de aniversário de Matt Kemp, apontado como seu novo affair

     

     

     

    Reprodução
    Com direito à dancinhas sexy....

     

     

    Reprodução
    ...E bolo inspirado em nas tatuagens da cantora


    Escrito por Francisco às 12h58
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    megan fox..soninha

    Megan Fox afirma que só dormiu com dois homens até hoje

     

    A atriz Megan Fox, 23, considerada uma das mulheres mais sexy do mundo, afirmou que só dormiu com dois namorados e que é incapaz de fazer sexo com alguém com quem ela não esteja envolvida.

    "Só estive com dois homens na minha vida inteira", contou a atriz à revista "Harper's Bazaar".

    "Não consigo fazer sexo com alguém que não amo. A ideia me deixa doente. Nunca tive um caso de uma noite", afirmou.

    Divulgação
    A atriz Megan Fox, considerada uma das mais
    A atriz Megan Fox, considerada uma das mais 'sexies' do mundo, afirmou que só dormiu com dois homens na vida

    Megan diz que um dos homens com quem fez sexo é seu namorado atual, o ator Brian Austin Green --o David de "Barrados no Baile". O outro, conta, é seu primeiro namorado, cujo nome não revelou.

    A atriz, que já afirmou ser bissexual, diz que tem uma vida tranquila com o namorado e com seu filho dele, Kassius, de oito anos.

    "Por algum motivo, ninguém quer me enxergar dessa forma", comentou.

    Mônica Bergamo: Soninha aparece na "Playboy" só de calcinha e tapa-seio

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    da Folha Online

    Hoje na Folha Aos 42 anos, a subprefeita da Lapa, a ex-vereadora Soninha Francine (PPS), é uma das estrelas do ensaio fotográfico "Mulheres que Amamos", que sai na "Playboy" deste mês, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada nesta quinta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

    Usando uma calcinha minúscula, ela usou um tapa-seio durante o ensaio fotográfico. À coluna, ela disse que esperar que a revista não levante seu peito com Photoshop nas fotos.

    "Vão [usar Photoshop], para apagar o elástico do biquíni. Mas, no resto, sei lá. Teve maquiagem no rosto e fizeram o meu cabelo, uma megaprodução. No corpo, passaram só um pó para uniformizar. Espero que não levantem o meu peito", disse.

    Leia entrevista completa na Folha de hoje, que já está nas bancas.

    Luis Crispino/Divulgação


    Escrito por Francisco às 12h45
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    OCA

    O novo cacique da Oca

    Roberto Carlos é tema de grande mostra no Ibirapuera, com altos recursos interativos para atrair as novas gerações

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    PARA TOCAR O REI - O curador Marcello Dantas na frente de um dos telões: abrindo o baú da "despensa" real

    Roberto Carlos empacotou pessoalmente centenas de corações de pelúcia e enviou as caixas para a Oca do Ibirapuera. Abriu seus armários e encaixotou os discos de ouro, fotos, presentes de fãs. Escolheu peças de roupa íntimas, organizou versões de músicas em todos os países em que foram lançadas, apontou os amigos que dariam depoimentos. Abriu o baú da "despensa real" e só proibiu mesmo certas coisas às quais tem notória aversão, como a cor marrom e conformações "estranhas" de objetos (como as formas amebóides, por exemplo).

    O cantor foi um tipo de co-curador da mostra que será aberta amanhã, às 19 horas, festejando 50 anos de hegemonia na MPB - supervisionou pessoalmente cada etapa da montagem, e tem até um camarim lá dentro, montado especialmente para a visita-surpresa que fará ao local.

    "O que eu não queria era fazer uma exposição apenas para fãs, que fosse algo equivalente ao caderninho dos fanáticos. Porque, se fosse para fazer isso, era só pendurar as cuecas dele ali que encheria a Oca", disse o curador da exposição, Marcelo Dantas. "Eu quis que fosse uma exposição que pudesse demonstrar o impacto de sua obra em todo mundo, do garoto de 16 anos ao executivo da Avenida Paulista, até a dona de casa. Porque Roberto é o grande denominador comum do Brasil, é o artista que desconhece barreiras de classe. O pobre e o rico, o intelectual e o analfabeto: de uma certa maneira, todos passam por Roberto Carlos."

    Totalmente interativa, hi-tech, a mostra, contudo, não vai trazer grandes revelações do ponto de vista historiográfico sobre a carreira de Roberto e da Jovem Guarda. Não foram encontrados registros, por exemplo, da primeira temporada dele como cantor, aos 19 anos, numa boate do bairro de Copacabana. "Quem é que, aos 19 anos, teria como antever o futuro e enxergar aquilo que se tornaria?", pergunta Marcelo Dantas.

    Por outro lado, haverá diversão de monte. Roberto não queria (detesta excluir), mas se viu obrigado a escolher 10 pessoas com as quais teve uma parceria artística irreparável durante sua vida. Escolheu Tim Maia, Tom Jobim, Gal Costa, Pavarotti, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Wanderléa, Ivete Sangalo, Chitãozinho e Xororó e Hebe Camargo. Esta última, aliás, protagoniza um dos momentos divertidos - em depoimento, ela diz: "O que eu queria do Roberto era sexo. Sempre quis. E ainda quero."

    Roberto Carlos e Ivete Sangalo são os maiores nomes da música brasileira no Exterior, no momento (Roberto desde sempre). Não é por acaso que são os brasileiros que vão fazer shows este ano nas duas maiores casas de espetáculos de Nova York, Roberto no Radio City Music, no dia 16 de abril, e Ivete no Madison Square Garden, no dia 4 de setembro.

    Marcelo Dantas começou a desenvolver a mostra sobre o cantor há 8 anos, mas a coisa só pegou no ano passado, quando foi dada a largada durante uma coletiva do artista em São Paulo. Para o videoartista, boa parte das pessoas que admiram a obra do "Rei" têm dele uma imagem apaixonada e romântica, mas também rebelde, irreverente. Roberto inventou gírias e foi iconoclasta. Refazer esse mosaico é seu desafio.

    "O assombroso sobre Roberto é que ele nunca esteve por baixo, sempre esteve no topo. Numa carreira de 50 anos, isso é fantástico. Mudou de gênero, flertou com muitas coisas diferentes, mas sempre fiel a suas convicções", admira-se o curador. Essa versatilidade vai ter um novo lance no próximo dia 17, no Ginásio do Ibirapuera em São Paulo: a faceta sertaneja do cantor vai dar as caras, com uma reunião de seus súditos de chapéu e bota: Chitãozinho & Xororó, Sergio Reis, Zezé di Camargo & Luciano, Roberta Miranda, Rio Negro & Solimões, Gian & Giovani, Victor & Léo, Bruno & Marrone, Milionário & Zé Rico, Daniel, Leonardo, Cesar Menotti & Fabiano, Nalva Aguiar, Martinha, Dominguinhos e Almir Sater (o show terá a participação de Roberto e os ingressos já estão à venda no site www.ingressorapido.com.br).

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    Escrito por Francisco às 12h38
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    Louco por você

    http://images.quebarato.com.br/photos/big/8/5/38A785_2.jpg

    MARCELO ROVERSO
    marceloroverso@folha.com.br


    1958,bairro da Tijuca no Rio de Janeiro,alguns rapazes da localidade se reunem para juntos mostrar seu talento ao mundo,bailes,sons do novo som vindo do norte da América ,junto com o ritmo brasileiro,dizem que Luiz Gonzaga foi o primeiro roqueiro brasileiro,Raul Seixas provou isso,mas a womanblues eleita em 2005,com voto até de Eric Clapton na Revista Guitar Play foi é eternamente nossa saudosa violeira mato-grossense Helena Meirelles.
    Mas voltando a 1958,um ano de viradas, os Meninos da Zona Sul do Rio,nos apartamentos,no Beco das garrafas,nas boates, se reuniam para trocar informações e fazer o samba misturado com o jazz,com as lições já trazidas e mostradas por Johnny Alf,Dorival Caymmi,Dick Farney,Lucio Alves,Lupicinio Rodrigues,Pixinguinha,e criam canções e letras simples e maravilhosas,e regravam antigos conterraneos com uma nova batida,surgia a Bossa Nova,que levou e leva o Brasil pelo mundo.
    No futebol,depois do fracasso de 50,o silencio de 200 mil pessoas no Maracanã,quase a população de Rio Branco num Estadio,essa dor esta fincada no peito,mas surge dois atores e bailarinos com uma nova geração,dando uma aula.O grande ator tem 17 anos,vindo da pequena Tres Corações/MG,com passagem preparatório em Bauru/SP, para aportar em Santos parao mundo,Sr.Pelé,ex-Dico e o bailarino,Nijinsky da bola,Garrincha,que a vida e alcool o levou cedo demais.Todos Brasileiros que gostam do Futebol que não existe mais,deveriam ler Estrela Solitaria de Ruy Castro.

    Enquanto isso no Bairro da Tijuca,a Periferia fazia Rock e bailes com todos os ritmos,num conjunto chamado Os Sputinicks,com os seguintes componentes:membros do futuro Renato e seus Blue Caps,Erasmo Carlos,Wilson Simonal,Tim maia(o Sindico,que ensinou Erasmo a tocar violão e cantar em Ingles),Jorge Ben(O babulina)(vi num especial de final de Roberto Carlos a emoção ao recebe-lo imaginem onde a mente dele foi..e ele falou não sei porque demorei pra chamar esse cara..que também foi recebido no Programa Jovem Guarda nos anos 60,por Roberto Carlos,quando Benjor foi retirada do Programa Fino da Bossa,comandado por Elis e jair Rodrigues,por tocar guitarra..foi um Reencontro de irmãos,uma cena inesquecivel) e o próprio Roberto Carlos,que cantava em Boates,como a plaza,e teve apoios do Rei da pilantragem Carlos Imperial em seu inicio,gravou Bossa Nova,mas caiu no Rock e baladas.

    Essas pessoas fazem alegria do Povo Brasileiro a 52 anos..em bailes,shows,canções inesqueciveis,e falam do amor,gerações e gerações estão atras deles
    ,Erasmo Carlos em 2009 foi um artistas mais premiados do ano,com um disco maravilhoso e Roberto Carlos homenageado o ano todo pelos 50 anos de carreira,merecidamente.De todos os discos de Roberto,ele não permitido a reedição de seu primeiro disco "Louco Por você",Boa parte das canções do álbum tem composição de Carlos Imperial. Sem sucesso comercial (vendeu 512 cópias), "Louco por Você" acabou renegado por Roberto e se tornou o segundo LP mais caro no Brasil (tem o preço comercial de R$ 3.000,00, perdendo apenas para o raríssimo Paêbirú, de Lula Côrtes & Zé Ramalho).No disco tem uam versão de Chore Por Mim (Cry Me A River).http://4.bp.blogspot.com/_fMuTrhspErI/Set0_hjsOCI/AAAAAAAAA-Y/GYigwsjwthw/s320/louco+por+voc%C3%AA.JPG
     O jornalista Pedro Alexandre Sanches,fez uma definição da importancia de Roberto Carlos na MPB e que abriu caminho pra muita gente que saiu da Jovem Guarda e outros como Antonio Marcos,Paulo Sergio,Marcio Greyck(não se houve mais estes artistas,foram eliminadas da memoria cultural,tive o prazer de reouvir alguns num dias que passei an Colonia,atraves de um jovem que 22 anos,que adora,ai perguntamos porque?porque estas canções ,como o verdadeiro Futebol que sai dos terrenos baldios,das areias,das quadras de chão duro,uma pedra,um pedaço de madeira vira a bola,sai com sentimento,para se ouvir não é preciso Rebolar,insinuações,erotizações,a canção não precisa nada disso,só deixar a alma sentir.Então diz Pedro Alexandre Sanchez:


    "Boiando sempre sobre o fundo azul,ele aprofunda o culto ao azul,ao blues,à tristeza.Esta é a cor de sua gigantesca história de amor com o Brasil,o mote que encontra para apaixonar e ferir os corações de todos nós..artista mais importante da história musical Nacional,enclausura-se na fogueira amorosa de martirio e auto-confiança partida.Ele é o espelho de seu povo,de nós brasileiros românticos culpados.Derrama,..gêmeas palidas de alma azul,de sopul,de blues,Brasileiras.Gira cego em torno do amor,ou melhor,de uma ideia de amor.Que já morreu ou está morrendo.Viva Roberto Carlos!"






    Circuito Cultural:
    -Não percam Zeca Baleiro dia 13 de março na arena da floresta Neco Produções.
    -Rainha(s) o espetaculo mais premiado de 2008/9 com minhas amigas Georgette fabel e isabel Teixeira (filha de Renato Teixeira) em maio em Rio Branco.
    -O cara do teatro em Rio Branco,chama-se Flavio,coordenador de Artes Cenicas da Ufac
    -O cineasta Acreano Ney Ricardo preparando novas produções cinematograficas para este ano
    -Parabéna a Premiada e otima fotografa Acreana Talita Oliveira,sucesso na Velha Bota,Italia
    -Grande Marco Brozzo sacudindo o povo aos Sabados no Aldeia Mix,na Aldeia Fm
    -Dia Internacional de Mulher:uma homenagem a uma mulher de sucesso,de ação,que faz acontecer:MIRLA MIRANDA.
    -Saudações a Marcos Vinicius pelo grande trabalho a frente da Fundação Cultural Garibaldi Brasil e também sua ação com as Camara Tematicas de Politicas Culturais e o Sistema Municipal de Cultura,um fundação e Presidente que fazem acontecer.



    Escrito por Francisco às 12h05
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    Lançamento P&IÁ Coletivo de Cultura

    Lançamento P&IÁ Coletivo de Cultura projeto_mais_massa_2_cpia.jpgNeste sábado jornalistas, radialistas, artistas, produtores, e demais fazedores de cultura do Acre lançam em Rio Branco o Projeto Banzeiro Mais Massa, iniciativa que nasceu em São Paulo, com o nome Mais Massa (leia mais aqui). Na festa será feito o lançamento da Agenda 2010, com Kelen Mendes e DJ Malú, participação de Aarão Prado, Danah Costa, Clenilson Batista e Dito Melo.

    Quando: 06 de março (sábado), a partir das 21 horas
    Quanto: Ingressos R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
    Onde: Tentamen (Rua 24 de janeiro, Segundo Distrito, s/nº, Rio Branco)

     

    quarta-feira, 3 de março de 2010

    I Fórum Setorial de 2010 aprova Regimento Interno do Conselho Municipal de Políticas Culturais

    Temas como o edital da Lei Municipal de Incentivo a Cultura e o calendário de reuniões do Conselho para 2010 foram discutidos pelos conselheiros.


    A pauta de discussões era extensa e intensa. Fazedores das áreas de Esporte, Arte e Patrimônio Cultural reuniram-se ontem, 02, na Escola Campos Pereira, para deliberar sobre o Regimento Interno de Conselho Municipal de Políticas Culturais, os editais da Lei Municipal de Incentivo a Cultura, o calendário de reuniões do CMPC para 2010, além das pautas específicas de Arte, Patrimônio Cultural e Esporte.


    A aprovação do Regimento Interno foi um marco para o Conselho Municipal, após dois anos de discussões, reescritas, leituras e alterações. Agora o CMPC já tem o seu funcionamento regulado e orientado por seu Regimento Interno, que foi redigido pelos próprios conselheiros, ao longo de muitas reuniões das Câmaras Temáticas, dos Colegiados e da Comissão Executiva.

    O Fórum Preparatório (no decorrer do qual se discutirá a Pré-proposta de Sistema Municipal de Esporte e Lazer de Rio Branco) e a I Conferência de Esporte e Lazer de Rio Branco, também foram tema de destaque. As reuniões do Fórum Preparatório serão realizadas durante todas as terças e quintas-feiras de março, a partir do próximo dia 09. A I Conferência acontecerá nos dias 8, 9 e 10 de abril e deliberará sobre a Proposta de Sistema discutida e alterada ao longo do Fórum, discutirá o Temário da Conferência Nacional e a Proposta de Sistema Estadual de Esporte, além de eleger delegados e encaminhar propostas para a Conferência Estadual.

    Os conselheiros também decidiram que as reuniões ordinárias das quatro instâncias que compõem o CMPC só terão início em abril. Acordaram também que as Câmaras Temáticas que precisarem realizar reunião extraordinária, terão todo o suporte necessário da FGB para tal, a exemplo das Câmaras Temáticas: Culturas Ayahuasqueiras, que reunirá às 19h do dia 04/03; Humanidades e Historiografia Acreana (às 15h30min do dia 05/03); Culturas Afro-brasileiras (às 17h do dia 05/03), e Audiovisual (às 9h do dia 06/03).

    A maior parte da discussão deu-se em torno dos Mecanismos de Financiamento. Os conselheiros discutiram e definiram os Editais 2010 da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e ao Desporto e do Fundo Municipal de Cultua – FMC. A data de lançamento do Edital da Lei de Incentivo será 09 de março e o Edital do Fundo será lançado no mês de junho.

    Este ano, o recurso que está sendo disponibilizado para financiar projetos culturais e esportivos, através dos dois mecanismos de financiamento municipais, representa o valor de R$1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais). No Fórum, os conselheiros também definiram o número e o prazo dos editais, o limite de recursos por projeto, a natureza dos projetos a serem contemplados, além de critérios de participação nos editais.



    Pautas Específicas

    Após a conversa integrada entre as áreas, para a deliberação das pautas de interesse comum, os conselheiros se encaminharam para salas diferentes a fim de realizarem a discussão da pauta específica de sua área de atuação: Arte, Patrimônio Cultural ou Esporte.

    Na área de Arte foi eleito um conselheiro para a Comissão Executiva, em substituição à conselheira Aurélia Hubner, que teve que ausentar-se por problema de saúde. Os conselheiros de Patrimônio Cultural discutiram sobre a realização do Seminário de Culturas Ayahuasqueiras, e a área de Esporte, além de eleger um conselheiro para a Comissão Executiva, foi informada sobre os temas que serão discutidos no Fórum Preparatório e na I Conferência de Esporte e Lazer de Rio Branco.



    Escrito por Francisco às 10h31
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    Marcelo no Acre

    http://www.agazeta.net/index.php?option=com_content&view=article&id=12011:guia-gazeta-0402&catid=80:guia-gazeta&Itemid=323
     
    http://www.agazeta.net/index.php?option=com_content&view=article&id=12153:guia-gazeta-1102&catid=80:guia-gazeta&Itemid=323
     
    http://www.agazeta.net/index.php?option=com_content&view=article&id=12247:guia-gazeta-1902&catid=80:guia-gazeta&Itemid=323



    Escrito por Francisco às 10h25
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    O buraco da democracia cultural..Contra Cotas Raciais

    O buraco da democracia cultural

    Leonardo Brant 30 outubro 2009 13 Comentários

    Foto: Fersmafra
    As Conferências de Cultura expõem de maneira impiedosa a fragilidade das metodologias de participação cultural, denunciando nossa precária democracia. Por outro lado, exercita nossa capacidade de organizar, participar, mobilizar, articular e definir os rumos da política cultural nacional. Novos métodos e tecnologias de diálogo precisam ser criados, pois os que existem são de tempos (ultra)passados.
    Participar democraticamente da construção da agenda política nacional é algo tão distante da vida dos brasileiros, que se formaram e se desenvolveram como seres humanos, políticos, culturais, à sombra da ditadura, das elites, oligarquias e do Jardim Botânico, que simplesmente ficamos perplexos diante das novas possibilidades criadas a partir da presença indelével de um líder como Lula no poder.
    Algumas reflexões sobre esse processo precisam ser feitas. A primeira delas é a construção da pauta. Esse processo precisa ser construído a partir de fóruns, redes, articulações e precisa ser descentralizado. Não dá para trabalharmos com pautas, por melhores que sejam (e o conteúdo da proposta do MinC é realmente bom), para não corrermos o risco constante do dirigismo.
    As metodologias de eleição e validação de delegados e participantes dos processos decisórios é outro assunto de extrema importância. Ainda guardamos vícios do sindicalismo, necessário e importante, mas que não pode ser aplicado às lutas culturais, sobretudo por não termos um tipo de organização que legitime uma representação por grupos de poder, ou mesmo de resistência. Não quero minimizar a importância desses grupos, mas também não posso deixar de alertar para o risco que corremos de sobrepor o interesse de minorias organizadas, que se ocupam de brechas do nosso frágil sistema representativo.
    Por último, quero apontar o risco da subordinação à agenda eleitoral. Sinto falta de uma contrução e um diálogo permanente entre as instâncias de construção das políticas culturais. O Conselho Nacional de Política Cultural deve manter contato permanente com os delegados, por meio de instrumentos de conversação e rede. Há uma inversão completa nesse processo. O CNPC está subordinado ao gabinete do MinC quando deveria ser um conselho superior, escolhido e atuante a partir das demandas dos delegados, que por sua vez, deveriam surgir dos conselhos municipais e estaduais de cultura.
    Este abandono e descaso com o alinhavar das instâncias de participação e construção democrática formam buracos  enormes, que se tornam intransponíveis à medida que o poder executivo trabalha para criá-los e ocupá-los. E todo o processo de construção das conferências corre o risco de tornar-se mero instrumento de manobra político-eleitoral.

    "Negro rico no Brasil vira branco", afirma advogada que contesta cotas raciais


    “Negro rico no Brasil vira branco. E branco pobre vira negro”. A frase é da advogada voluntária do DEM Roberta Fragoso Kaufmann, autora da ação que provocou a série de audiências públicas que o Supremo Tribunal Federal promove a partir desta quarta-feira para discutir a adoção de cotas raciais em universidades. Roberta não poupa adjetivos para atacar a reserva de vagas para negros, especialmente na Universidade de Brasília (UnB).

     
    “A UnB criou um tribunal racial para definir quem é branco ou negro, com base em critérios secretos”, afirma. A direção da UnB rebate a afirmação dizendo que se trata de um evidente “excesso de linguagem” da advogada.
    Loira de olhos claros, Roberta se tornou alvo de constantes protestos do movimento negro em Brasília. Não é por menos. Ela é uma das vozes mais agudas contra as cotas raciais. A advogada decidiu enfrentar o que chama de tentativa de segregação racial há quase dez anos, quando escolheu o tema de sua dissertação de mestrado, que foi aprovada em 2003 pela própria UnB.

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    Roberta Fragoso Kaufmann - Foto Marcos Brandão/ OBritonews

     
    O trabalho se transformou no livro “Ações afirmativas à brasileira: necessidade ou mito?”, no qual ela traça as diferenças entre a necessidade de inclusão racial nos Estados Unidos e no Brasil. Ao final da defesa da dissertação, durante a qual foi insistentemente vaiada, seu carro estava pichado: “O mérito é burrice. E você é a maior prova disso”. O “mérito” se referia ao fato de que Roberta foi aprovada no concurso para fazer mestrado na UnB em primeiro lugar.
    Flor da pele
    A animosidade em relação a Roberta foi o estopim para que ela entrasse com a ação no Supremo pedindo a suspensão do vestibular da UnB, em julho passado. Segundo a advogada, pouco mais de um mês antes, ela foi convidada para discutir cotas raciais na universidade ao lado do sociólogo Demétrio Magnoli. Os dois discursariam contra o sistema de cotas, depois de outros dois convidados a falar a favor.
    “Não conseguimos falar. Os que defenderam as cotas expuseram com tranqüilidade, mas quando chegou nossa vez, vaias e cornetas não nos permitiram expor nada. Uma lástima. Saí de lá decidida a não aguentar mais esse maniqueísmo”, conta Roberta. O primeiro obstáculo para entrar com a ação foi encontrar alguma entidade ou partido, que podem peticionar nestes casos ao STF, que a assinasse.
    A advogada conta que foi até o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que também é contra as cotas raciais. O senador endossou a ideia da ação. Roberta tirou férias da procuradoria do Distrito Federal, onde trabalha, para estudar a ação. No dia 18 de julho, recebeu a procuração do Democratas. Dois dias depois, entrou com o pedido no Supremo para suspender as inscrições no vestibular da UnB.
    O pedido parou nas mãos do presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, a quem cabe decidir as ações distribuídas em julho, quando o tribunal está em recesso. Isso foi visto como um direcionamento da ação, já que Mendes foi o orientador da tese de Roberta Kaufmann na UnB. O ministro, contudo, não suspendeu o vestibular e determinou a redistribuição da ação. O relator da causa, hoje, é o ministro Ricardo Lewandowski.
    “Não houve direcionamento, tanto que o ministro Gilmar não julgou a meu favor. Houve uma coincidência de datas. A matrícula dos aprovados no vestibular aconteceria dia 23. Por isso, e porque recebi a procuração do DEM no dia 18 de julho, tive de entrar com a ação naquele período”, justifica a advogada.
    Inclusão X segregação
    Na ação e em seu livro Roberta Kaufmann afirma que o Brasil não pode importar um modelo pronto dos Estados Unidos e aplicá-lo sem considerar o contexto brasileiro e a realidade do País. “O modelo de ação afirmativa segue o dos EUA. Mas lá houve segregação racial promovida pelo Estado. Aqui, não. Somos orgulhosos da nossa miscigenação”, alega.
    Para a advogada, o modelo brasileiro deveria incluir cotas sociais, com cortes por faixa de renda familiar e com reserva de vagas para alunos egressos de escolas públicas. Dessa forma, sustenta, as ações atenderiam à maioria da população negra, que é pobre, mas não excluiria os pobres de pele clara.
    Roberta Kaufmann advoga que os brasileiros negros não chegam à universidade porque não puderam pagar boas escolas. Logo, não conseguem se qualificar para ser aprovados. E isso mostraria que, no Brasil, a desigualdade decorre por questões financeiras e sociais, não por conta da cor da pele, sustenta.
    “Nos Estados Unidos as cotas raciais foram necessárias para restabelecer o equilíbrio social. Aqui, fará com que uma sociedade miscigenada comece a se segregar. Todos sabem que existe, sim, preconceito racial no Brasil. Mas as cotas podem agravar esse problema, em vez de minimizá-lo”, conclui a advogada.



    Escrito por Francisco às 10h24
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    Cuidado ..onde acaba o BBB-fotos "artisticas e familiares"‏

     

    http://www.belladasemana.com.br/

    Manuela Saadeh












    Escrito por Francisco às 09h54
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    Labios,Bocas e Batom..e muito desejo




    Escrito por Francisco às 17h00
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    A anarquia militar é praga do século passado

    14 Fevereiro 2010

    A anarquia militar é praga do século passado

    ELIO GASPARI:
    Indisciplinas como a do general Maynard começam com palavras, mas acabam em golpes, tortura e morte
    A EXONERAÇÃO do general Maynard Santa Rosa do Departamento-Geral de Pessoal do Exército veio bem e veio tarde. Ele deveria ter sido disciplinado quando criticou a conduta do governo na demarcação da reserva indígena de Roraima. Um cidadão tem todo o direito de achar que a Comissão da Verdade será uma "Comissão da Calúnia", mas militar, de cabo a general, não pode expressar publicamente suas opiniões políticas. Muito menos atacar um decreto presidencial.
    Foram muitas as pragas da vida brasileira no século passado. Uma das piores foi a anarquia militar. Entre os 18 do Forte de 1922 e a bomba do Riocentro de 1981, ocorreram pelo menos 20 episódios relevantes de insubordinação militar, um a cada três anos. Alguns fracassaram, outros prevaleceram. Uns tiveram apoio popular, outros foram produto da pura vontade dos quartéis. Uns agradaram à esquerda, outros, à direita.
    Em mais de meio século de anarquia, a pior bagunça ocorreu precisamente durante os 21 anos de ditadura militar. Em 1969, o país virou uma casa da mãe joana. O presidente Costa e Silva teve uma isquemia cerebral, seu sucessor legal, o vice Pedro Aleixo, foi impedido de assumir o cargo e a cúpula militar resolveu escolher seu sucessor.
    Os generais entendiam que o povo não tinha a educação necessária para escolher um presidente. E aí? Quem escolhe? Os comandantes militares? Nem pensar, assim como voto do enfermeiro não podia valer o mesmo que o de um médico, o de um general que comandava uma mesa não valia a mesma coisa que o de um comandante de tropa. Fez-se a eleição mais manipulada da história nacional. Tão manipulada que não se conhecem nem sequer as regras do processo que escolheu o general Emilio Medici. Sobrevivem apenas duas tabelas que não fazem nexo.
    Durante a ditadura, a anarquia produziu e institucionalizou um aparelho repressivo que se deu à delinquência da tortura, do assassinato de cidadãos e do extermínio de militantes de organizações esquerdistas. Começaram combatendo os grupos que, entre 1966 e 1973, se lançaram num surto terrorista. Terminaram com um pedaço dessa máquina fazendo seu próprio terrorismo, botando bombas em instituições acadêmicas, bancas de jornais e entidades como a OAB e a ABI.
    Quem namora pronunciamentos militares deve contemplar duas fotografias: a dos 18 do Forte, heroica, com os oficiais caminhando desafiadoramente pela avenida Atlântica, alguns deles para a morte, e a do Puma do Riocentro com o corpo dilacerado do sargento do DOI. São cenas diferentes, mas têm a mesma nascente.

    Passeata fúnebre

    Neonazistas fazem ato em memória às vítimas de Dresden

    Cerca de 25 mil pessoas foram mortas há 65 anos num ataque árereo aliado que devastou a cidade barroca


    Cerca de 5 mil neonazistas se reuniram na cidade de Dresden, na Alemanha, neste sábado (13) para participarem de passeata fúnebre às vítimas alemãs do ataque aéreo aliado que devastou a cidade barroca 65 anos atrás.
    Nos últimos anos, o aniversário da destruição de Dresden, no qual 25 mil pessoas foram mortas, tem se tornado foco da atenção de neonazistas que descrevem o cobertor de bombas despejado sobre a cidade como "holocausto do bombardeio".
    Cerca de 7 mil pessoas devem participar da passeata este ano, que deve se tornar a maior marcha de ultradireita da Alemanha desde 1945.
    A polícia teme que choques com os milhares de manifestantes antinazismo, 10 mil dos quais que formaram uma corrente humana no centro da cidade para lembrar as vítimas da guerra iniciada pela Alemanha e para mostrar a oposição aos grupos de extrema direita.
    Cerca de 5 mil policiais foram trazidos de toda a Alemanha para ajudar a manter a ordem.
    "O clima está muito quente entre os dois grupos e nós enfrentamos uma tarefa muito difícil hoje", afirmou um porta-voz da polícia.
    Na estação ferroviária de Neustadt, em Dresden, onde trens cheios de judeus foram enviados ao campo de concentração de Auschwitz, várias centenas de neonazistas, vestidos de preto, se reuniram.
    Alguns seguravam bandeiras alemãs de antes da guerra e uma voz gritando "Força e Honra" ecoava de alto-falantes.
    "Estamos reunidos para lembrar um dos maiores crimes de guerra da Segunda Guerra Mundial", afirmou Kai Pfuerstinger, vice-diretor do grupo de ultradireita JLO Youth Corps East Germany, à multidão.
    Os bombardeios em Dresden aplainaram a cidade em 13 de fevereiro de 1945, quando a derrota dos nazistas de Hitler era iminente.
    Os ataques, promovidos por bombardeios dos Estados Unidos e da Inglaterra, usaram bombas incendiárias que criaram um inferno que varreu as ruas da cidade, queimando e derretendo prédios e pessoas.
    "A data de 13 de fevereiro é abusada pela direita que faz alusão a ela como um mito de sacrifício", disse Wolfhart Goll, da Nazi Free Alliance, em Dresden. "É importante que nos posicionemos contra os nazistas. Queremos interromper a passeata e tirar a diversão deles para que não voltem."
    Somente na última década é que Dresden recuperou sua antiga glória, com sua série de tesouros culturais.

    Haiti

    Tropa brasileira promove Operação Abafa, primeira ação de segurança em Porto Príncipe desde o terremoto

    Tropas brasileiras da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) identificaram indícios da ação de gangues armadas na favela de Cité Soleil e planejam ações para prender criminosos.

    Na semana passada, o Brabatt (Batalhão Brasileiro) realizou na capital a Operação Abafa, para mostrar à população que as tropas de paz estão no país para fazer segurança, e não só dar ajuda humanitária.

    Pouco após as 6h da última terça, colunas de seis blindados armados com metralhadoras pesadas seguidos por mais de 300 soldados a pé ou em Land Rovers ocuparam em minutos as ruas repletas de escombros da região portuária. Foi a primeira operação de segurança de larga escala desde o sismo.
    Por cerca de cinco horas, os militares fizeram patrulhas, impedindo roubos e saques. Eles não podiam abordar suspeitos nem revistar casas, pois a Polícia Nacional do Haiti ainda está desfalcada por causa das mortes ocorridas no terremoto do dia 12 de janeiro e não cedeu homens suficientes para participar da operação.

    Funções de polícia judiciária só podem ser feitas em conjunto com a polícia haitiana.

    No fim da operação, um grupo de 60 militares permaneceu no local fazendo patrulhamento ostensivo permanente.

    A ação se repetiu na quarta em Cité Soleil, na quinta em Cité Militaire e anteontem em Bel Air. "O objetivo é mostrar força e dissuadir os criminosos de se organizarem", disse o coronel Ajax Porto Pinheiro, comandante do Brabatt.

    Na maior parte da cidade não há registro de ações de criminosos. As Nações Unidas se preocupam, porém, com a ação de 5.500 detentos que escaparam de prisões no dia do terremoto. Segundo a ONU, 200 foram recapturados até agora.

    O único bairro que causa certa apreensão na tropa brasileira é Boston, antigo território de gangues situado em uma região alta de Cité Soleil. Segundo o coronel Alberto Barbosa Frazão, há cerca de 15 dias uma patrulha brasileira ouviu tiros de fuzil no local. Denúncias reforçaram a suspeita de que membros de gangues se movimentem naquela área.

    Desde então, um blindado e um grupo de soldados passa o dia vigiando a "base Jamaica", território em Boston que em 2007 era usado como trincheira por facções criminosas. À noite, porém, esses militares se retiram, e a segurança no local é feita por patrulhas a pé. Até agora a tropa não foi atacada.
    Segundo o coronel Pinheiro, apesar de haver movimentação de criminosos em Boston, eles ainda não têm munição nem capacidade para reorganizar suas gangues.

    Para impedir isso, o batalhão está identificando suspeitos para, a partir desta semana, fazer operações específicas para prender criminosos.
    E terão ajuda recém-chegada do Brasil. Na semana passada, começaram a desembarcar parte dos 900 militares que formarão o Brabatt 2. O efetivo estará completo em 3 de março.

    Do lado americano, a France Presse informou que o general Douglas Fraser, do Comando Sul, anunciou que as tropas dos EUA no Haiti foram reduzidas de 20 mil para 13 mil.

    Caos pós-terremoto beneficia narcotráfico no Haiti


    Enquanto ainda tenta se reerguer do terremoto que o devastou no último dia 12 de janeiro e deixou ao menos 170 mil pessoas mortas, o Haiti lida com outro flagelo mais permanente e contra o qual também precisa de auxílio da comunidade internacional.
    As principais rotas de tráfico de cocaína de Colômbia, Bolívia e Peru para os EUA e para a Europa passam pelo país e ajudam a financiar gangues e policiais corruptos. De acordo com Aramic Louis, secretário de Estado da Segurança Pública do Haiti, o país não tem condições de combater os traficantes sem ajuda estrangeira.
    "Infelizmente o Haiti não recebe ajuda suficiente para enfrentar a criminalidade transnacional. Os traficantes estão se aproveitando de nossas dificuldades por causa do terremoto", disse Louis. Segundo o secretário de Estado, 471 policiais haitianos morreram no desastre, e mais de 200 estão feridos ou desaparecidos. Dedicados a proteger desabrigados, os policiais remanescentes não podem combater o crime organizado por causa da catástrofe.
    Estimativas da Unpol, a polícia das Nações Unidas que auxilia a Polícia Nacional do Haiti, dão conta de que pelo menos entre 8 e 10 toneladas de cocaína passem pelo Haiti por mês. A droga vai para a Venezuela e de lá segue para o Haiti em pequenos aviões venezuelanos. A polícia da ONU já identificou 22 pistas de pouso clandestinas no país caribenho.
    Os carregamentos chegam a cidades e ilhas no sul do Haiti, que funcionam como pontos de apoio. Seguem então para o norte do país em lanchas de alta velocidade, passando por um entreposto na ilha La Gonave -para onde o Brasil está enviando tropas que integram a Minustah, missão de paz da ONU-, e também por uma rota terrestre, em carros dirigidos por policiais haitianos corruptos, segundo investigação da Unpol.
    Os destinos finais são bases de traficantes na ilha de La Tortuga e na cidade de Port de Paix, área cuja segurança é responsabilidade da Argentina. A principal base dos criminosos fica em La Tortuga, um antigo reduto de piratas na época colonial, onde praticamente não há presença do Estado nem da ONU. Policiais da ONU sobrevoaram essa ilha no fim de 2009 e identificaram mansões supostamente usadas pelos traficantes.
    De lá, as drogas seguem em lanchas de alta velocidade para as ilhas Turks e Caicos, de onde vão para a Europa em embarcações e aviões, e para as Bahamas --a porta de entrada para os EUA. Para despistar as autoridades americanas, os traficantes usam barcos de pesca e aviões que voam a baixa altitude para não serem detectados por radares.
    Corrupção
    "O Haiti é usado para trazer toda a droga da América do Sul que vai para os Estados Unidos e para a Europa. O país é vítima da sua localização e além disso não tem guarda costeira nem força aérea", disse Fred Blaise, porta-voz da Unpol no Haiti.
    Não há venda de cocaína no Haiti, pois a maioria da população não tem recursos financeiros para comprar drogas. Contudo, a passagem da droga pelo país contribui para a corrupção de policiais haitianos, segundo Blaise. Entre 2004 e 2009 cerca de 2.000 policiais foram afastados da Polícia Nacional do Haiti. Louis admite a existência de corrupção na polícia haitiana.
    O dinheiro do tráfico também ajuda a financiar gangues que atuam em Porto Príncipe. Contudo, grande parte desses grupos foi presa ou morta por policiais da ONU, do Haiti e por tropas da Minustah. Os criminosos remanescentes ainda possuem armas escondidas, mas não enfrentam os capacetes azuis desde 2007.
    Com o terremoto, cerca de 5.500 membros dessas gangues voltaram às ruas, e o governo haitiano não divulga quantos foram recapturados. Pelo menos sete deles foram assassinados desde o dia 12 em Porto Príncipe por brigadas de autodefesa organizadas em comunidades pobres. Investigações da Unpol que foram interrompidas pelo terremoto também começavam a reunir indícios de uma suposta ligação de políticos haitianos com os traficantes internacionais que atuam no país.

     



    Escrito por Francisco às 13h37
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    MANIPULAÇÃO STALINISTA

    A VERDADE DO COMISSÁRIO TARSO GENRO
    Na briga em torno do Programa Nacional de Direitos Humanos estabeleceu-se um conflito entre os canibais e os antropófagos (parece que essa imagem é de Jorge Luis Borges). De um lado alinharam-se as vivandeiras de uma ditadura falecida. De outro, hierarcas do governo que se dedicam a organizar eventos, aspergir a Bolsas-Ditadura, e simular investigações.
    O governo de Nosso Guia não quer buscar verdade alguma. Um episódio relacionado com aquilo que se denomina Guerrilha do Araguaia expõe a falsidade.
    (No Araguaia teria havido uma guerrilha que começou com a fuga do chefe político -João Amazonas, em 1972- e terminou com a fuga do chefe militar -Angelo Arroyo, em 1974. Nela desapareceram pelo menos 70 pessoas, na maioria jovens militantes do PC do B. Havia engenheiros, médico, geólogo, enfermeira, três ex-estudantes de física, um de astronomia, outra de alemão.)
    Há duas semanas, numa entrevista ao repórter Valdo Cruz, o comissário Tarso Genro tratou do caso e, referindo-se à ação da tropa, disse o seguinte:
    "Participaram dos combates no Araguaia, mas aquilo é combate militar, não é repressão política no porões".
    Caso típico de manipulação stalinista da história. O comissário mente. Em dois anos, deram-se no Araguaia, no máximo, dez enfrentamentos. Depois de dezembro de 1974 não se sabe de um só. Nessa época, desorganizados, escondiam-se na mata pelo menos 35 sobreviventes. Uns foram capturados, outros renderam-se.
    No dia 18 de janeiro de 1974, dois meses antes de tomar posse na Presidência da República, o general Ernesto Geisel teve o seguinte diálogo com o tenente-coronel Germano Arnoldi Pedroso, quadro do Centro de Informações do Exército e chefe de sua segurança:
    "-Vem cá, E como é que está aquela operação lá em Altamira?
    -Lá em Xambioá? Tenho a impressão de que se prosseguir como tem sido executada, mais uns dois ou três meses liquida-se aquilo lá.
    -Mas eles conseguiram alguma coisa?
    -Atualmente já pegaram quase 30.
    -Trinta?
    -Trinta. (....)
    -E esses 30, o que eles fizeram? Liquidaram? Também?
    -Também.
    -Hein?
    -Alguns na própria ação. E outros presos, depois. Não tem jeito não."
    Combate, comissário?



    Escrito por Francisco às 13h35
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    TAM TAM SANTOS/SP

    Associação projeto Tam Tam



    Num tempo em que a discussão da qualidade de vida, do novo homem e de um novo mundo se faz presente em todas as esferas, a ONG Tam Tam celebra “a grande saúde da nossa eterna loucura”. Desde 1989 trabalhando com arte, inclusão e diversidade em suas ações. Cultura faz bem!

    Em Santos, litoral paulista, a ONG ainda não tem sede fixa, mas desenvolve suas ações num espaço criado por seu idealizador, o Arte Educador Renato Di Renzo: “O CAFÉ TEATRO ROLIDEI”. O espaço é um cenário gigante, todo feito artesanalmente pelos atores-voluntários, com reciclagem de materiais e muita criatividade e localiza-se no terceiro piso do Teatro Municipal de Santos. As ações, sócioculturais, desenvolvidas por meio do teatro, da dança, da música, das artes plásticas e da comunicação, visam propiciar qualidade de vida, fomentando a discussão do mundo que se quer viver, num tempo de violência gratuita e da banalização da vida e das relações.

    A ONG foi criada como forma de dar continuidade à filosofia de trabalho realizada por Di Renzo, na Casa de Saúde Anchieta, hospital psiquiátrico (batizado pela sociedade santista como ‘A Casa dos Horrores’) que, em 1989, sofreu intervenção municipal por denúncias de maus tratos aos internos. “Logo que cheguei, minha opção foi começar com o corpo, o toque, o cuidado, o olhar... Rapidamente aquelas pessoas começaram a responder, a verbalizar suas histórias e criar outras! Fomos organizando um novo momento de vida, o trabalho em si não foi de ocupação do tempo, mas de produção desse tempo!” diz Di Renzo. Pauta do Jô soares Onze e Meia, Dóris para Maiores, Fantástico, Goulart de Andrade, 25ª Hora, Vitrine, Whashington Poost, New York Times, Folha de S. Paulo, Estadão, Veja, Época, Fanzine, Claudia, Caderno Zap, rádio BBC de Londres, o Projeto e Rádio Tam Tam revolucionou a Saúde Mental em Santos, tornando a Cidade referência em todo o país e no exterior.

    O trabalho, pela sua característica includente e diversa, foi ampliando sem parar, assim, na TAMTAM, mesmo sem sede, todos são, ao mesmo tempo, aprendizes e voluntários, multiplicando o espaço educador do Café Teatro Rolidei em muitas faces, que abrigam:
    * Noites no Rolidei: única forma de arrecadação da ONG, ás sextas e sábados, abre para o público de zero a cem anos, apresentando teatro interativo, musica ao vivo, poesias, circo e muita co-participação. Todos são tão pertencentes ao espaço, que no final da noite, são convidados também, a fazer a faxina! E fazem!
    * Orgone Grupo de Arte (atores em formação que atuam no espaço)
    * Cortejo Rolidei / Trilha de Noel / A Cidade Essencial (eventos anuais)
    * Projeto Encontros / Projeto Seis e Meia / Projeto Teatro Livre / Projeto CET (aulas de teatro e expressão, que atendem semanalmente à crianças, jovens e adultos, de 11 à 70 anos, portadores de Síndrome de Down, hiperativos, gordinhos, magrinhos, mimados, sarados, pretos, amarelos, cabelos curtos ou compridos,etc.) São todos bolsistas integrais. Até dez/2007 = 157 atendidos.
    * Palestras/ Consultorias/ Workshops
    * O Gozo Celestial (Fanzine Cultural bimensal)

     



    Escrito por Francisco às 13h34
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    BISPO DO ROSARIO..

    Colônia psiquiátrica onde Bispo do Rosário viveu será restaurada 
    Fundada em 1924, no Rio, instituição sobreviveu à reforma manicomial dos anos 80; após obras, local vai abrigar museu Diagnosticado como esquizofrênico paranoico, artista plástico ficou internado por meio século CAIO BARRETTO BRISO DA SUCURSAL DO RIO Isolado por uma grade, o pavilhão onde os internos viviam como prisioneiros e levavam eletrochoque está desativado há 30 anos, mas continua de pé. Até os anos 80, era comum ouvir gritos do antigo prédio, hoje entregue a teias de aranha, ninhos de camundongo e mofo. "Eles trancavam a gente na cela e as ratazanas ficavam soltas entre nós. E aí vinha o eletrochoque", lembra Tereza Aparecida Santana, 73, internada "ainda menina" por alcoolismo. Ela passou quase 40 anos na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio. Para os 490 internos que ainda vivem lá, o passado é uma evocação constante . As obras que a prefeitura e o governo federal iniciaram no entorno da instituição psiquiátrica, no entanto, podem apagar as últimas marcas de violência e abandono que fizeram daquela área de 7,8 milhões de metros quadrados, fundada em 1924, o fim da linha para incontáveis homens e mulheres rejeitados por suas famílias, pela medicina e pelo poder público. No total, estão previstos investimentos de R$ 142 milhões até 2012. Lá, o presidente Lula já inaugurou em 25 de janeiro o Espaço de Desenvolvimento Infantil Dra. Zilda Arns, uma creche para 150 crianças, além de obras de infraestrutura. A reforma geral também vai beneficiar os mais de 20 mil moradores das nove comunidades formadas irregularmente no terreno da Colônia. O núcleo histórico da instituição, abandonado, será restaurado. "Vamos criar o Museu Bispo do Rosário no antigo Pavilhão 1, que será um museu de arte contemporânea no Rio de Janeiro", diz o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar. A homenagem a Arthur Bispo do Rosário não é casual. Diagnosticado como esquizofrênico paranoico, ele passou poucos meses no Hospício Pedro 2º, a primeira instituição psiquiátrica do Brasil, fundada no Rio no século 19, e em seguida foi transferido para a Colônia, onde morreu, em 1989. Obra preservada Com tudo o que obtinha na instituição -sucata, vassouras, chinelos, canecas e fios de algodão de lençóis e uniformes-, ele criou mais de 800 obras, foi comparado a Marcel Duchamp e é considerado expoente da arte contemporânea brasileira. "Tenho a impressão de que ele exercia certa influência sobre os funcionários e internos da Colônia. Do contrário, não poderia se recusar a tomar remédios", diz Marcos Martins, diretor da Colônia. As obras do artista estão guardadas na reserva técnica da instituição. A maioria dos atuais 490 internos esteve ao lado de Bispo. Eles têm, em média, 70 anos de idade e estão lá há mais de 40. Quase todos vieram do Hospício Pedro 2º -que ficou conhecido como "Palácio dos Loucos"-, onde também foi internado o escritor Lima Barreto. 


    A Colônia Juliano Moreira é uma instituição criada na cidade do Rio de Janeiro na primeira metade do século XX, destinada a abrigar aqueles classificados como anormais ou indesejáveis (doentes psiquiátricos, alcóolatras e desviantes das mais diversas espécies), mas que hoje serve como residência para centenas de pessoas. Leva o Nome do Dr. Juliano Moreira.
    A Colônia Juliano Moreira fica no bairro da Taquara, Região Administrativa de Jacarepaguá, na capital fluminense.
    Hoje sua estrutura sofre com a erosão e, apesar de ser tombada, necessita de restauração, a qual é prometida e não concretizada há vários anos.
    Os habitantes sofrem preconceito por morar em um lugar cujo nome rememora um ambiente para anormais ou indesejáveis noutros tempos.



    Colônia Juliano Moreira ganha Espaço de Desenvolvimento Infantil


    O Espaço de Desenvolvimento Infantil Dra. Zilda Arns será inaugurado na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira. O nome do local foi escolhido para homenagear a médica que morreu no terremoto do Haiti. O presidente  Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Sérgio Cabral participam da cerimônia ao lado do prefeito Eduardo Paes. O espaço tem capacidade para atender 120 crianças.

    Além disso,  as vias públicas receberam pavimentação, uma praça com brinquedos e equipamentos ginástica, uma quadra poliesportiva e um campo de futebol foram construídas. As intervenções  fazem parte do conjunto de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) executadas pela Secretaria Municipal de Habitação (SMH) e devem beneficiar cerca de 22 mil pessoas.

    A Colônia Juliano Moreira tem 7,8 milhões de metros quadrados, área equivalente ao bairro de Copacabana. A iniciativa tem a finalidade de transformar o local em um novo bairro, preservando a sua área verde e a qualidade ambiental.

    Exposição Colônia Juliano Moreira - História, Saúde e Cidade

    dsc02337.JPG Esta exposição tem por objetivo contar a história da antiga Colônia de Psicopatas no contexto da história da cidade do Rio de Janeiro e das políticas de saúde pública do século XX. Buscamos acentuar o diálogo da temática da saúde com a história da cidade e em especial com a do bairro de Jacarepaguá como espaço de instalação de hospitais e sanatórios para tratamento de doentes que necessitavam de isolamento, como os tuberculosos, os hansenianos e os doentes mentais, sendo a Colônia Juliano Moreira representativa deste último modelo.
    o Centro de Arquitetura e Urbanismo, em sua re-inauguração como espaço dedicado à reflexão e discussão dos aspectos e dinâmicas da cidade do Rio de Janeiro, oferece seu principal espaço a este evento.
    Em 2000, o vasto terreno da colônia, localizada em Jacarepaguá, uma das vertentes da cidade de maior desenvolvimento e atenção pública e privada hoje, teve seu uso compartilhado entre diferentes instituições, em destaque, a Fundação Oswaldo Cruz e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Esta exposição visa contar as ações que ambas vêm desenvolvendo no momento para a área, como planejamento territorial, ações sociais e atenção ao patrimônio edificado e ambiental.
    A Colônia Juliano Moreira reúne um rico e diversificado legado em um território que apresenta perspectivas com possibilidades, interesses e aspirações diversas, presentes como pano de fundo nesta exposição em temas relativos a aspectos sociais, ambientais, culturais e de saúde, além de todo o simbolismo do imaginário popular sobre este local. São estas as histórias que a exposição pretende contar, tendo como fio condutor a relação entre o homem, o espaço da cidade e a saúde, buscando apresentar como esta relação se deu por diferentes atores e contextos históricos, sociais e políticos.

    Lobotomia

    A lobotomia, mais apropriadamente chamada leucotomia (já que lobotomia refere-se a cortar as ligações de qualquer lobo cerebral) é uma intervenção cirúrgica no cérebro, onde são seccionadas as vias que ligam os lobos frontais ao tálamo e outras vias frontais associadas. Foi utilizada no passado em casos graves de esquizofrenia. A lobotomia foi a técnica pioneira e com maior sucesso da psicocirurgia

    Efeitos e Utilidade Terapêutica

    O procedimento leva a um estado algo sedado de baixa reatividade emocional nos pacientes. Existem controvérsias sobre os resultados do procedimento.

     História

    Foi desenvolvida em 1935 pelo médico neurologista português António Egas Moniz (1874-1955), em equipe com o cirurgião Almeida Lima, na Universidade de Lisboa. Egas Moniz veio a receber com este trabalho o prêmio Nobel da Medicina e Fisiologia em 1949.
    A Leucotomia foi a primeira técnica de Psicocirurgia ou seja, a utilização de manipulações orgânicas do cérebro para curar ou melhorar sintomas de uma patologia psiquiátrica (em contrapartida à neurocirurgia que se ocupa de doentes com patologia orgânica directa ou neurológica).
    Inicialmente foi usada para tratar depressão severa. Egas Moniz sempre defendeu o seu uso apenas em casos graves em que houvesse risco de violência ou suicídio. No entanto apesar de cerca de 6% dos pacientes não sobreviverem à operação, e de vários outros ficarem com alterações da personalidade muito severos, foi praticada com entusiasmo excessivo em muitos países, nomeadamente o Japão e os Estados Unidos. Neste último país foi popularizada pelo cirurgião Walter Freeman, que divulgou a técnica por todo o seu país, percorrendo-o no seu Lobotomobile, e criando inclusivamente uma variante em que espetava um picador de gelo directamente no crânio do doente, desde um ponto logo acima do canal lacrimal com a ajuda de um martelo, rodando-se depois o mesmo para destruir as vias aí localizadas. Supostamente a atractividade deste procedimento seria o seu baixo custo e o desejo social de silenciar doentes psiquiátricos incómodos. A leucotomia ganhou tal popularidade que foi inclusivamente praticada em crianças com mau comportamento. Cerca de 50.000 doentes foram tratados só nos Estados Unidos. Graças a estes abusos, bem como a irreversebilidade dos seus resultados, a leucotomia foi abandonada quando surgiram os primeiros fármacos antipsicóticos. A leucotomia foi banida da maior parte dos países onde era praticada, a partir dos anos 50. A sua aplicação em grande escala é hoje considerada como um dos episódios mais bárbaros da história da Psiquiatria, sendo comum a sua comparação com a técnica da flebotomia (ou sangria) na história da medicina interna. Hoje em dia, um pequeno número de países ainda realiza procedimentos cirúrgicos semelhantes, porém dentro de indicações muito estritas.

     A Leucotomia Hoje

    Hoje em dia a leucotomia tal como exemplificada por Egas Moniz já não é praticada devido aos efeitos secundários severos. No entanto ainda hoje se praticam raramente técnicas diretamente descendentes da leucotomia original, mas com inflicção de lesões selectivas em regiões bem delimitadas. Os efeitos secundários destas técnicas são bem mais incomuns, mas devido à irreversibilidade do tratamento e às mudanças na personalidade do doente inevitáveis, elas são utilizadas apenas em última instância caso todos os outros tratamentos possíveis tenham-se revelado ineficazes. É assim praticada em alguns casos de dor crónica intratável (tratamento paliativo), neurose obsessiva, ansiedade crónica ou depressão profunda prolongada




    Escrito por Francisco às 13h34
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    PARIS DEBAIXO D’ÁGUA

    paris12
    Paris, acreditem, já teve seu momento São Paulo. Há exatamente 100 anos, a capital francesa sofreu uma das suas piores catástrofes naturais. O rio Sena inundou toda a cidade provocando danos materiais e cinco mortes.
    A catástrofe é tema de uma exposição na Biblioteca Naciona, em Paris até o dia 28 de março. E de um livro “Paris Under Water”, do historiador americano Jeffrey Jackson. A “Folha de S. Paulo entrevistou o autor recentemente. Confiram trechos:
    Ela já era a cidade-luz, desfrutava do status de capital artística e literária e, fazia algumas décadas, se tornara a metrópole mais moderna do mundo.
    Mas, em janeiro de 1910, a glamourosa Paris sucumbiu à força da natureza e viu quase metade de sua área -bairros como Marais e Quartier Latin- ser tomada pelas águas, pela lama e a miséria.
    A rara combinação de altos índices de chuva, condições climáticas atípicas e localização geográfica foram os fatores que precipitaram a inundação.
    Contudo a excessiva impermeabilização das ruas, largamente pavimentadas em 1860 pela reforma urbana que remodelara a cidade, potencializou esse efeito devastador.
    A enchente, que completa cem anos, é tema de exposição na França e do livro “Paris Under Water” (Paris Debaixo d’Água), de Jeffrey Jackson.
    O historiador americano diz que a cidade foi refém de sua crença quase ingênua no progresso, embalada pela filosofia positivista então na moda. Mas, “quando a tecnologia falhou, a população se sentiu traída”, afirma Jackson.
    Vincada por forte polarização social e econômica, Paris acabou sendo salva das águas pela inesperada solidariedade que desabrochou entre seus habitantes, partilhando a mesma desgraça.
    Jackson, que leciona no departamento de história do Rhodes College, em Memphis (EUA), destaca outro aspecto fundamental: graças ao desenvolvimento de novas máquinas fotográficas, mais leves e fáceis de carregar, a capital submersa se tornou objeto de enquadramentos sem fim, que fizeram de sua agonia um evento midiático de alcance mundial.
     FOLHA – Por que Paris ficou inundada em janeiro de 1910?
    JEFFREY JACKSON
    – A enchente foi o resultado da combinação de condições climáticas extremas e decisões humanas relativas à engenharia. O verão de 1909 havia sido extremamente chuvoso, e os níveis de água no solo permaneceram altos até 1910.
    Quando, em dezembro de 1909 e janeiro de 1910, houve ainda mais precipitação, o solo não suportou mais e deixou de absorver a água da chuva.
    As altas temperaturas para a época [era o meio do inverno europeu], especialmente nas montanhas da França central, ajudaram a derreter a neve, carregando grande quantidade de água para rios e riachos.

    mulheres que desejamos ter e ser
    http://images.askmen.com/galleries/singer/nicole-scherzinger/pictures/nicole-scherzinger-picture-6.jpghttp://www.aceshowbiz.com/images/events/ALO-039026.jpghttp://www.comicbookmovie.com/images/users/uploads/9186/nicole-scherzinger.jpghttp://calpandolfe.files.wordpress.com/2008/11/tto-001681.jpgNicole Scherzinger, photo 1

    Nicole Scherzinger Picture 8
    http://img3.ak.crunchyroll.com/i/spire2/06302008/a/a/0/6/aa0678dfa79670_full.gif
    http://i44.tinypic.com/hvavb9.jpg
    http://www.lads-stash.com/image-library/port/376/n/nicole-scherzinger-1-awi.jpg
    http://cm1.theinsider.com/media/0/100/50/nicole_scherzinger_2008_vodafine_live_awards_5.0.0.0x0.400x703.jpeghttp://www.gaiafm.com/files/96/4200.jpghttp://mixtapemaestro.net/wp-content/uploads/2009/09/nicole-scherzinger.jpghttp://www.shallownation.com/images/nicole_scherzinger_maxim_magazine_2009_january_photo_1.jpghttp://img.thesun.co.uk/multimedia/archive/00760/SNN2103CC-380_760506a.jpghttp://www.weblo.com/asset_images/large/Nicole_Scherzinger_Decemb_4910698f39446.jpghttp://image3.examiner.com/images/blog/EXID34432/images/resized_nicole_scherzinger_wcommons_TBG5LOVER13.jpg

    Sociedade Recreativa Beneficente Escola de Samba Lavapés é uma das mais antigas escolas de samba paulistanas, sendo a mais aintiga ainda em atividade, tendo sido fundada em 9 de fevereiro de 1937. Sua atual presidente é Rosemeire Marcondes, e suas cores, o vermelho e o branco. Em 2007, ficou em quarto lugar do Grupo 3 da UESP (o que equivale à quinta divisão do Carnaval Paulistano), sendo promovida para o Grupo 2. Já foi 7 vezes campeã do Grupo Especial, porém com o passar do tempo a escola não acompanhou a evolução das concorrentes e acabou rebaixada.

    História

    A Escola de Samba Lavapés foi fundadade em 9 de Janeiro de 1937, no centro da cidade de São, no bairro da Liberdade. A escola tem como matriarca Deolinda Madre, mais conhecida como Madrinha Eunice.
    Fundação
    Nos anos 30, Madrinha Eunice ia sempre ao Rio de Janeiro acompanhada do marido Francisco Papa para assistir aos desfiles das escolas cariocas na Praça Onze. Em 1936, ela retornou decidida a montar a primeira agremiação de São Paulo. Os dois apaixonados por carnaval levam a vontade para frente e fundam a Sociedade Recreativa Beneficiente Escola de Samba Lavapés. A escola foi fundada numa região tradicionalmente negra na época, o bairro da Liberdade (hoje reduto de imigrantes e descendentes japoneses).
    Ascensão
    O carnaval na década de 30 na cidade de São Paulo era dominado pelos grupos carnavalescos e cordões, mas a Lavapés veio e se tornou uma grande escola de samba na cidade. Com as cores vermelho e branco e o símbolo da baiana a Lavapés conquistava toda a população da cidade durante a década de 40, em que ganhou todos os títulos das disputas de escola de samba que participou, antes da unificação das disputas.
    Década de 50
    No início da década de 50 a disputa das escolas de samba da cidade foi unificada, esta acontecia na Praça da Sé, centro de São Paulo. A Lavapés como grande escola da época conquistou um tetra-campeonato após a unificação, nos anos de 1950, 1951, 1952, 1953.
    No carnaval do IV Centenário da cidade a escola de samba Brasil de Santos, grande escola da baixada foi convidada para a disputa, para que a rivalidade entre os dois maiores carnavais do estado acabasse. A Lavapés, grande esperança dos paulistanos de vencer a escola santista acabou perdendo a disputa, e o carnaval de 54.
    Em 1955 a Lavapés perdeu a disputa para uma escola do extremo leste de São Paulo, a Garotos do Itaim Paulista, hoje extinta. No carnaval de 56 o carnaval da cidade começou a ficar mais disputado. A Lavapés venceu, e levou o seu quinto título. Nesse ano surgiu aquela que seria a maior escola de samba da cidade pelos próximos 20 anos, a Nenê de Vila Matilde. A escola que apresentou o primeiro samba-enredo da cidade, veio da Zona Leste e também foi campeã. O título deste ano foi dividido por três escolas, além de Lavapés e Nenê a terceira seria a Garotos do Itaim, que conquistava o bi-campeonato. Um título da Unidos do Peruche em 57, e o tri-campeonato da Nenê entre 58 e 60 ofuscaram a Lavapés.
    Entre 1961 e 1967
    No ano de 1961 a Lavapés voltava a ser campeã e mostrar sua força, conquistando seu sexto título de melhor da cidade. Em 62 e 63 Peruche e Nenê são campeãs, respectivamente. Já em 64 a Lavapés ganha seu sétimo, e até hoje, último título da elite do carnaval paulistano, voltando ao topo da cidade. Entre 65 e 68 a Lavapés assiste a mais um título da Nenê e um tri-campeonato da Unidos do Peruche.
    Oficialização do Carnaval de São Paulo
    Após a luta de grandes sambistas paulistanos como Madrinha Eunice e Seu Nenê de Vila Matilde, pro carnaval de 1968 foram tomadas uma série de medidas pelo prefeito da cidade, e a disputa do carnaval foi oficializada. A Lavapés ficou em 3º lugar nesse ano (numa disputa de 3 escolas), atrás de Nenê e Peruche. O que se repetiu em 69.
    Entre 1970 e 1975
    Em 1970 a Lavapés ficou em 4º lugar com 6 escolas. E em 1971 veio o primeiro rebaixamento da Lavapés, com um 7º e último lugar. Durante 3 anos a Lavapés ficou no segundo grupo das escolas paulistanas, e só conseguiu o acesso em 1974, quando ficou com a 3ª colocação. No carnaval de 1975 a escola disputou pela última vez com as grandes do carnaval de São Paulo, e com um 10º lugar a escola foi rebaixada.
    A decadência
    A decadência da Lavapés começa antes do rebaixamento da escola. O primeiro fator que influencia para a queda de rendimento da maior escola da cidade é a mudança da população do seu bairro de origem. Na Liberdade, que na época do auge da Lavapés era um bairro predominantemente negro, começa a ser ultilizado pelos governantes para abrigar os imigrantes japoneses na cidade. Muitos negros são expulsos de suas casas no bairro, e alguns mortos, mas a escola permanece no local de origem. Com o passar dos anos os frequentadores começaram a sumir, a comunidade que costumava frequentar a escola passou a migrar para outras escolas e cordões da época, e ai vem o fato determinante para a queda da Lavapés, que foi o crescimento de uma outra escola na região, a Vai-Vai. A Vai-Vai, que era um cordão, se tornou escola de samba em 1972, e teve uma ascensão muito rápida. Os poucos componentes que ainda restavam na Lavapés foram para a escola que crescia no bairro ao lado, o bairro do Bixiga. Com a diminuição no número de componentes, a popularização do carnaval em outras regiões da cidade e o crecimento de outras escolas a Lavapés definhou, e nunca mais voltou a ser grande como antes.
    Com um declínio meteórico a Lavapés ficou entre 76 e 78 no grupo de acesso até que sofreu uma queda. Passou o ano de 79 no Grupo 1 até que sofreu mais uma queda, que a obrigou a passar os anos de 80 e 81 no grupo 2. Com mais uma queda em 81, foram difíceis, foram três anos brigando na Vaga Aberta, o último grupo do carnaval paulistano na época, e com um 11º lugar em 84, a Lavapés é retirada da disputa dos próximos carnavais.



    Escrito por Francisco às 13h32
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    Minha Amiga Nora Toledo saiu da Pça.Roosevelt


    SÃO PAULO Peça Adorei O Que Você Fez no Teatro Gazeta

    Peça Adorei O Que Você Fez está em cartaz no Teatro Gazeta em São Paulo | Divulgação

    Com direção de Alexandre Reinecke, o Teatro Gazeta
    (Avenida Paulista, 900, Térreo), em São Paulo, reestreia a peça
    “Adorei O Que Você Fez”. O espetáculo fica em cartaz até 28 de março,
    com ingressos entre R$ 60 e R$ 80. A montagem é inspirada
    em espetáculo da dramaturga francesa Carole Greep e narra
    as inusitadas histórias de dois casais de amigos que se reencontram
    para um final de semana no campo.

    Pedro (Tato Gabus Mendes) e Marie (Marcia Cabrita) são casados,
    jovens, bem sucedidos, afetados, moram na capital paulista e gostam
    de bronzeamento artificial, moda e carros do ano.
    Carlos (José Rubens Chachá) e Carol (Nora Toledo)
    também são casados e jovens, porém não tão bem sucedidos,
    descolados e optaram pela paz e sossego do interior para viver.http://www.hoteliernews.com.br/HotelierNews/Hn.Admin/UpLoads4/Imagens/2009/1118/c0d9856a-993d-43b7-b7bb-ce09ea1c2689/adorei_ooque_voc_fez_nov.jpg

    Sociedade Recreativa Beneficente Escola de Samba Lavapés é uma das mais antigas escolas de samba paulistanas, sendo a mais aintiga ainda em atividade, tendo sido fundada em 9 de fevereiro de 1937. Sua atual presidente é Rosemeire Marcondes, e suas cores, o vermelho e o branco. Em 2007, ficou em quarto lugar do Grupo 3 da UESP (o que equivale à quinta divisão do Carnaval Paulistano), sendo promovida para o Grupo 2. Já foi 7 vezes campeã do Grupo Especial, porém com o passar do tempo a escola não acompanhou a evolução das concorrentes e acabou rebaixada.

    História

    A Escola de Samba Lavapés foi fundadade em 9 de Janeiro de 1937, no centro da cidade de São, no bairro da Liberdade. A escola tem como matriarca Deolinda Madre, mais conhecida como Madrinha Eunice.
    Fundação
    Nos anos 30, Madrinha Eunice ia sempre ao Rio de Janeiro acompanhada do marido Francisco Papa para assistir aos desfiles das escolas cariocas na Praça Onze. Em 1936, ela retornou decidida a montar a primeira agremiação de São Paulo. Os dois apaixonados por carnaval levam a vontade para frente e fundam a Sociedade Recreativa Beneficiente Escola de Samba Lavapés. A escola foi fundada numa região tradicionalmente negra na época, o bairro da Liberdade (hoje reduto de imigrantes e descendentes japoneses).
    Ascensão
    O carnaval na década de 30 na cidade de São Paulo era dominado pelos grupos carnavalescos e cordões, mas a Lavapés veio e se tornou uma grande escola de samba na cidade. Com as cores vermelho e branco e o símbolo da baiana a Lavapés conquistava toda a população da cidade durante a década de 40, em que ganhou todos os títulos das disputas de escola de samba que participou, antes da unificação das disputas.
    Década de 50
    No início da década de 50 a disputa das escolas de samba da cidade foi unificada, esta acontecia na Praça da Sé, centro de São Paulo. A Lavapés como grande escola da época conquistou um tetra-campeonato após a unificação, nos anos de 1950, 1951, 1952, 1953.
    No carnaval do IV Centenário da cidade a escola de samba Brasil de Santos, grande escola da baixada foi convidada para a disputa, para que a rivalidade entre os dois maiores carnavais do estado acabasse. A Lavapés, grande esperança dos paulistanos de vencer a escola santista acabou perdendo a disputa, e o carnaval de 54.
    Em 1955 a Lavapés perdeu a disputa para uma escola do extremo leste de São Paulo, a Garotos do Itaim Paulista, hoje extinta. No carnaval de 56 o carnaval da cidade começou a ficar mais disputado. A Lavapés venceu, e levou o seu quinto título. Nesse ano surgiu aquela que seria a maior escola de samba da cidade pelos próximos 20 anos, a Nenê de Vila Matilde. A escola que apresentou o primeiro samba-enredo da cidade, veio da Zona Leste e também foi campeã. O título deste ano foi dividido por três escolas, além de Lavapés e Nenê a terceira seria a Garotos do Itaim, que conquistava o bi-campeonato. Um título da Unidos do Peruche em 57, e o tri-campeonato da Nenê entre 58 e 60 ofuscaram a Lavapés.
    Entre 1961 e 1967
    No ano de 1961 a Lavapés voltava a ser campeã e mostrar sua força, conquistando seu sexto título de melhor da cidade. Em 62 e 63 Peruche e Nenê são campeãs, respectivamente. Já em 64 a Lavapés ganha seu sétimo, e até hoje, último título da elite do carnaval paulistano, voltando ao topo da cidade. Entre 65 e 68 a Lavapés assiste a mais um título da Nenê e um tri-campeonato da Unidos do Peruche.
    Oficialização do Carnaval de São Paulo
    Após a luta de grandes sambistas paulistanos como Madrinha Eunice e Seu Nenê de Vila Matilde, pro carnaval de 1968 foram tomadas uma série de medidas pelo prefeito da cidade, e a disputa do carnaval foi oficializada. A Lavapés ficou em 3º lugar nesse ano (numa disputa de 3 escolas), atrás de Nenê e Peruche. O que se repetiu em 69.
    Entre 1970 e 1975
    Em 1970 a Lavapés ficou em 4º lugar com 6 escolas. E em 1971 veio o primeiro rebaixamento da Lavapés, com um 7º e último lugar. Durante 3 anos a Lavapés ficou no segundo grupo das escolas paulistanas, e só conseguiu o acesso em 1974, quando ficou com a 3ª colocação. No carnaval de 1975 a escola disputou pela última vez com as grandes do carnaval de São Paulo, e com um 10º lugar a escola foi rebaixada.
    A decadência
    A decadência da Lavapés começa antes do rebaixamento da escola. O primeiro fator que influencia para a queda de rendimento da maior escola da cidade é a mudança da população do seu bairro de origem. Na Liberdade, que na época do auge da Lavapés era um bairro predominantemente negro, começa a ser ultilizado pelos governantes para abrigar os imigrantes japoneses na cidade. Muitos negros são expulsos de suas casas no bairro, e alguns mortos, mas a escola permanece no local de origem. Com o passar dos anos os frequentadores começaram a sumir, a comunidade que costumava frequentar a escola passou a migrar para outras escolas e cordões da época, e ai vem o fato determinante para a queda da Lavapés, que foi o crescimento de uma outra escola na região, a Vai-Vai. A Vai-Vai, que era um cordão, se tornou escola de samba em 1972, e teve uma ascensão muito rápida. Os poucos componentes que ainda restavam na Lavapés foram para a escola que crescia no bairro ao lado, o bairro do Bixiga. Com a diminuição no número de componentes, a popularização do carnaval em outras regiões da cidade e o crecimento de outras escolas a Lavapés definhou, e nunca mais voltou a ser grande como antes.
    Com um declínio meteórico a Lavapés ficou entre 76 e 78 no grupo de acesso até que sofreu uma queda. Passou o ano de 79 no Grupo 1 até que sofreu mais uma queda, que a obrigou a passar os anos de 80 e 81 no grupo 2. Com mais uma queda em 81, foram difíceis, foram três anos brigando na Vaga Aberta, o último grupo do carnaval paulistano na época, e com um 11º lugar em 84, a Lavapés é retirada da disputa dos próximos carnavais.



    Escrito por Francisco às 13h27
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    Imagens de um passado recente

    enquanto eu enchia a cara num reveillon numa cidade do Interior

    Hoje de madrugada, em Bagdad

    Saddam Hussein foi enforcado

    30.12.2006 - 07:43 Por Agências

    O ex-ditador iraquiano, Saddam Hussein, foi hoje enforcado em Bagdad, às 06h00 locais (03h00 em Lisboa). O Presidente norte-americano, George W. Bush, já fez saber que a execução do ex-Presidente iraquiano é um "marco importante" para a democracia no país.
    Saddam Hussein foi enforcado antes do nascer do sol Saddam Hussein foi enforcado antes do nascer do sol (AP/Iraqi TV)

    Saddam Hussein foi condenado à morte pelo Alto Tribunal Penal iraquiano, pela execução de 148 xiitas de Dujail, nos anos 80. De acordo com a televisão estatal iraquiana, o meio-irmão do ex-ditador, Barzan al Tikriti, e o antigo presidente do tribunal revolucionário, Awad al-Bandar, foram igualmente executados pelos mesmos crimes.

    O vice-presidente do Supremo Tribunal de Apelação, o juiz Munir Hadad, confirmou a execução de Saddam Hussein num lugar "fora da Zona Verde", onde ficam as instalações do Governo iraquiano e as sedes das embaixadas dos Estados Unidos e do Reino Unido.

    O juiz, que assistiu à execução, disse que Saddam "recusou que lhe cobrissem a cabeça antes de lhe colocarem a corda no pescoço, tendo sido executado dessa forma. Tinha na mão o Corão e leu as frases da profissão de fé muçulmana (não há outro Deus para além de Alá e Maomé é o seu profeta)", não se tendo dirigido ao povo iraquiano.

    A televisão estatal iraquiana, Iraqiya, avançou a notícia hoje cedo: "O criminoso Saddam foi enforcado", anunciou, passando de seguida algumas imagens de monumentos nacionais, ao som de música patriótica.

    O enforcamento de Saddam vem pôr fim às especulações sobre a iminente morte do ex-ditador, que circulavam desde ontem.

    As tropas estão em estado de alerta máximo, uma vez que se receie que a execução do ex-Presidente origine uma onda de violência no país.

    O Presidente norte-americano, George W. Bush, afirmou que a execução de Saddam Hussein é "um marco importante no rumo seguido pelo Iraque no seu caminho em direcção à democracia".

    Por seu lado, a ministra britânica dos Negócios Estrangeiros, Margaret Beckett, afirmou: "O Governo britânico não apoia a pena de morte, no Iraque ou em qualquer outro lado. Defendemos o fim da pena de morte, independentemente do indivíduo ou do crime". "Explicámos a nossa posição às autoridades iraquianas, mas respeitamos a sua decisão enquanto oriunda de uma nação soberana".

    Saddam foi capturado em Dezembro de 2003, nove meses depois da coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, ter invadido o Iraque.



    Escrito por Francisco às 13h24
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    Camisa 14

     

    no time de Futebol de Praia

    Boqueirão Canal 3 Santos

    RUA PINDORAMA

    "menina Pindorama se enfeitou

    isso não é milagre

    é o Segura no bagre.."

    Eu tive melhores momentos e sonhei até em ser um jogador

    gols olimpicos,patada atomica,dribles..jogos históricos..brigas principalmente com a Rua da paz , a vizinha

    minha camisa era catorze com Cruiff

    https://www.rumo.com.br/lojas/00001001/prod/walcott3.jpg

    Camisa Oficial Preparada Jogo Brasil Exclusivo Jogador 14 - Camisa de Futebol Internacional

    http://blogol.zip.net/images/johan-cruyff2.jpg

    http://www.cluberetro.com.br/images/wdiplomats1980cluberetro.jpg

    http://1.bp.blogspot.com/_VmD2aqPqJdo/S2jFO8rH2RI/AAAAAAAADL8/t6tqVcpNE4A/s320/CRUYFF+7.jpg

     



    Escrito por Francisco às 10h00
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    Operação Condor: O seqüestro dos uruguaios é destacado no jornal O Estado de São Paulo

    Por L&PM Editores em 2/11/2008

     

    Operação Condor: O seqüestro dos uruguaios, livro do jornalista Luiz Cláudio Cunha, ganhou destaque na edição de domingo, dia 2 de novembro, do jornal O Estado de São Paulo. A matéria comenta as principais passagens da obra, que conta detalhes inéditos da arriscada e impressionante aventura jornalística que testemunhou um dos episódios mais emblemáticos da ditadura militar: o seqüestro dos uruguaios Lílian Celiberti e Universindo Díaz, há 30 anos em Porto Alegre. 

    Leia um trecho da matéria:

    É uma pergunta de um tempo de horrores, 30 anos atrás. Ao revivê-la agora, num livro de 472 páginas, o jornalista que viveu a história produziu um texto que já chega às livrarias como referência de um tempo. Operação Condor: O Seqüestro dos Uruguaios, que a L&PM lança na sexta-feira na Feira do Livro de Porto Alegre, é um relato corajoso, uma crônica precisa, às vezes pesada, do medo vivido nas ruas e da infâmia dos porões dos anos 70.

     



     

    Este livro trata de um tempo em que adversários eram punidos com a tortura, o desaparecimento e a morte.

    O seqüestro dos uruguaios Lílian Celiberti e Universindo Díaz em 1978, numa ação dos órgãos de repressão do Uruguai e do Brasil, expôs as vísceras da sinistra Operação Condor à opinião pública brasileira e internacional. Fundada em 1975 no Chile de Pinochet, a Condor era uma vasta ação terrorista de Estado que atropelava fronteiras nacionais e afrontava direitos humanos, forçando o desaparecimento de quem ousasse contestar os regimes de força dos generais. Dissidentes políticos eram caçados por comandos clandestinos militares e policiais.

    Porto Alegre viveu este inferno numa tarde cinzenta de primavera de 1978. Alertados por um telefonema anônimo, o repórter Luiz Cláudio Cunha e o fotógrafo J.B. Scalco foram conduzidos até um apartamento do bairro Menino Deus, onde surpreenderam militares uruguaios e policiais brasileiros na fase final do seqüestro de Lílian e Universindo. Pela primeira vez no continente, jornalistas testemunhavam a Condor em pleno vôo.

    A denúncia dos repórteres frustrou o seqüestro. A pressão da imprensa e a repercussão na opinião pública constrangeram Montevidéu e Brasília. Os seqüestrados de Porto Alegre, contrariando a regra de sangue da Condor, escaparam vivos para contar a história de uma multinacional do terror que não costumava deixar sobreviventes.

    Trinta anos depois, o repórter Luiz Cláudio Cunha, outro sobrevivente daquela tarde cinzenta de novembro, conta detalhes inéditos desta arriscada e impressionante aventura jornalística. Leia aqui como ele e todos nós sobrevivemos. àqueles duros tempos.

  •  

     

    Mulheres que desejamos ter e ser..

    http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/07275163.jpg

    http://www.diegonegrellos.com/site/images/stories/setembro2_09/lado_d/helen%20ganzarolli.jpg

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    http://ofuxico.terra.com.br/admin/smarty/templates/img_upload/2009/01/HellenGanzarolli-600x400-260109.jpg

    http://contigo.abril.com.br/imagem/foto/elas-amam/babados/ampliada/babados-11.jpg

    http://ofuxico.terra.com.br/admin/smarty/templates/img_upload/2008/09/IMG_7967%20helen%20ganzarolli%20g.jpg

    http://4.bp.blogspot.com/_JwZKUG6CXvA/SInsmAWUVxI/AAAAAAAAAI4/xtbbvV5VZPc/s400/z804.jpg

    http://ego.globo.com/Gente/foto/0,,14360047-EXH,00.jpg

    http://www.stylofm.com.br/f/mais-quentes/3297478-8775-G.jpg

    http://ofuxico.terra.com.br/admin/smarty/templates/img_upload/2008/09/IMG_7970%20Patricia%20Salvador%20g.jpg

    http://ofuxico.terra.com.br/admin/smarty/templates/img_upload/2009/09/Helen%20Ganzarolli-7G.jpg

    http://ofuxico.terra.com.br/admin/smarty/templates/img_upload/2009/09/Helen%20GanzarolliG.jpg

     



    Escrito por Francisco às 09h18
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    CULTURA RB..Festival de Curitiba

    http://culturarb.blogspot.com/

    terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

    OFICINA DE PRODUÇÃO CULTURAL

    O SESC estará realizado no período de 27 de Fevereiro a 29 de Maio aos sábados a oficina de produção cultural com o instrutor Marcelo Roverso.

    Na oficina serão desenvolvidos conceitos sobre o sistema de produção cultural e um estudo sobre as leis de incentivo existentes, que possibilitam o financiamento de projetos artísticos e culturais. No período da manhã produção cultural para teatro e circo e a tarde musica popular e erudita.

    O Produtor Cultural

    O produtor cultural é designado para a criação e organização de projetos e produtos artísticos e culturais, tais como espetáculos de teatro, música e dança. Ele também atua em produções cinematográficas e televisivas, festivais, mostras e eventos. O trabalho vai desde o desenvolvimento, planejamento e a execução, cuidando de todas as etapas do processo, da captação de recursos à realização final. Pode trabalhar tanto com artistas quanto em organizações e empresas voltadas para a área cultural. O produtor executivo faz o orçamento do projeto, define cronogramas e busca recursos para a montagem da obra. Em instituições e empresas, traça a política de investimentos no setor, analisa as propostas de patrocínio cultural que lhe são encaminhadas e verifica se são adequadas ao perfil da empresa. Atua ainda no gerenciamento de instituições e órgãos públicos culturais, elaborando políticas públicas para a arte e a cultura.

    Publico Alvo

    Profissionais das áreas de cultura, comunicação, marketing, estudantes universitários, gestores culturais, produtores e administradores culturais, agentes culturais e comerciários a partir dos 18 anos.

    Data: 27/2/2010 a 29/5/2010
    Local: SESC Centro
    Sábados: 8h ás 12 h Oficina de Produção Cultural Para Teatro e Circo
    13h as 17 h Música Popular e Erudita.
    http://www.agazeta.net/index.php?option=com_content&view=article&id=12011:guia-gazeta-0402&catid=80:guia-gazeta&Itemid=323
     
    http://www.agazeta.net/index.php?option=com_content&view=article&id=12153:guia-gazeta-1102&catid=80:guia-gazeta&Itemid=323
     
    http://www.agazeta.net/index.php?option=com_content&view=article&id=12247:guia-gazeta-1902&catid=80:guia-gazeta&Itemid=323
     
    A Vida Mudada de Um Bicho Mutante
     
       
       

    Apresenta o dia a dia dos moradores de um jardim em cima de um barranco. Ao som de um violino surgem flores, borboletas, beija-flor e uma abelha. Esse clima é interrompido com o surgimento de um grande ovo, que em seguida quebra e de lá nasce uma lagarta. Ela dança, come folhas, engorda em ritmo de jazz e rock and roll. Os meninos Juca e Tatu Bola se unirão e tentarão salvar a lagarta de um perigo.

    Ficha Técnica

    SAO PAULO - São Paulo

    Autor João Bresser Diretor: João Bresser Elenco: Maria Stela Tobar, Cristina Rasec.

    A Vida Mudada de Um Bicho Mutante
    Infantil - dias 17/03 - 18:00 - Auditório Brasílio Itibere - R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia)
     
    O Fantástico Laboratório do Professor Percival
    Fringe - dias 23/03 - 18:00 - Teatro Uninter - R$ 12,00 (inteira) / R$ 6,00 (meia)

    12O Fantástico Laboratório do Professor Percival estabelece um jogo constante com a plateia. O engraçado Professor Percival, em seu laboratório, dá vida aos elementos químicos, ferramentas e utensílios com a técnica do teatro de objetos. As histórias dos elementos químicos começam com a grande aventura do menino Vinagre e da menina Água que passeiam no Clube do Senhor Bicarbonato de Sódio.

    Ficha Técnica

    SAO PAULO - São Paulo

    Autor: João Bresser Diretor: Maria Stela Tobar Elenco:João Bresser.

     

    • Música para Ninar Dinossauros

    É o check-up de uma geração que está no contrapé de uma vida aparentemente libertária, tema recorrente na obra de Mário Bortolotto. A história de três amigos, já aos quarenta anos, que são incapazes de ter relações convencionais com mulheres e recorrem a garotas de programa. A peça alterna a cena atual com os três personagens 15 anos antes. Eles são sujeitos que nasceram nos anos 60 com todas as explosões de rebeldia e busca de liberdade e que agora, mais de 40 anos depois, encontramse numa encruzilhada entre o que é possível fazer a partir de conquistas e o que se consegue realizar concretamente.

    Ficha Técnica

    SAO PAULO - São Paulo

    Grupo: Cemitério de Automóveis | Texto e Direção: Mário Bortolotto | Produção e Execução: Helena Cerello e Daniela Dezan | Elenco: Lourenço Mutarelli, Paulo de Tharso, Mário Bortolotto, Sergio Guizé, Carlos Carah, Helena Cerello, Paula Flaiban, Daniela Dezan, Wanessa Rudmer, Fernanda Sanches, Carolina Manica, Francisco Eldo Mendes e Marcelo Selingardi | Sonoplastia: Mário Bortolotto | Iluminação: Rodrigo Cordeiro | Figurino: Isabela Bortolotto, Daniela Dezan e Helena Cerello | Cenário: Gabriel Pinheiro | Fotos: Luiz Filipe Amaro | Duração: 80 minutos | Classificação: 14 anos

    Que espécie de força a impeliu a ditar seus primeiros poemas aos quatro anos de idade e a lançar-se no abismo aos 31? O que é ser poeta? Em torno da vida e da obra da mítica poetisa carioca, a peça não pretende responder indagações, mas ampliá-las. Com cerca de 90% do texto extraído de poemas, prosa, cartas e diários de Ana Cristina César, o espetáculo traz à tona sua busca, suas angústias, suas inquietações e seus enigmas. Espelhos suspensos multiplicam e distorcem as imagens projetadas, sugerindo um quebra-cabeças. O palco se projeta como extensão do tampo de uma mesa: uma estação de trabalho com livros, mídias dos anos 70, laptop e caderno de anotações. O videografismo e a animação simulam a produção em tempo real de desenhos, manuscritos e originais feitos na máquina de escrever, o processo febril de criação da poetisa.

    Ficha Técnica

    SAO PAULO - São Paulo

    Texto: Maria Helena Kühner | Direção: Paulo José | Produção Executiva: Lucia Regina Souza | Direção de Produção: Maria Helena Alvarez. | Produção: Caravana Produções, Malagueta Produções e Ana Kutner | Elenco: Ana Kutner e Paulo José | Dramaturgia: Walter Daguerre | Cenário: Fernando Mello da Costa | Figurinos: Kika Lopes | Iluminação: Paulo César Medeiros | Trilha Sonora: Alexandre Elias | Videografismo e animação: Rico Vilarouca e Renato Vilarouca | Classificação: 14 anos | Duração: 75 minutos

    É a versão feminina da consagrada peça O Lobo de Ray-Ban. Traz a história de um triângulo amoroso que vive situações convencionais e de bissexualidade. Os personagens envolvidos são atores, fazem do teatro sua profissão e seu sacerdócio. São seres apaixonados e apaixonantes, são capazes de assumir a personalidade de verdadeiros monstros sagrados e resvalar o mais baixo do melodrama humano. São objeto de curiosidade de todo tipo de voyerismo. Portanto, irresistíveis. Durante uma apresentação, a personagem principal tem uma crise existencial e afetiva diante do público. Revela-se, então, um triângulo amoroso entre ela, o ex-marido e sua atual amante, todos atores da mesma companhia teatral.

    Ficha Técnica

    -

    Texto: Renato Borghi | Direção: José Possi Neto | Direção de Produção: José Luiz Coutinho e Elza Costa | Elenco: Christiane Torloni, Leonardo Franco, Maria Maya, Renato Dobal e Ana Lopes Dias | Cenário: Jean-Pierre Tortil | Figurino e visagismo: Fabio Namatame | Iluminação: José Possi Neto | Trilha Sonora: Tunica e Aline Meyer | Fotos: Luiz Tripolli | Produção executiva: Wagner Pacheco | Realização: Christiane Torloni e Leonardo Franco | Duração: 90 minutos | Classificação: 14 anos

    O espetáculo mostra a trajetória desta mulher, Clarice Lispector, em direção ao entendimento do amor, de seu universo, suas dúvidas e contradições. Uma autora e seus personagens dialogando sobre a vida e morte, criação, Deus, cotidiano, palavra, silêncio, solidão, entrega, inspiração, aceitação e entendimento. O espetáculo é adaptado, dirigido e interpretado por Beth Goulart, que optou por uma linha de sutilezas e sugestões na direção do espetáculo. O texto é extraído de depoimentos, entrevistas, correspondências de Clarice e trechos dos livros: "Perto do Coração Selvagem", "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres" e os contos "Amor" e "Perdoando Deus". Estes textos foram escolhidos para apresentar ao público a obra de um dos maiores nomes da literatura brasileira.

    Ficha Técnica

    RIO DE JANEIRO - Rio de Janeiro

    Texto: Clarice Lispector | Adaptação, Interpretação e Direção: Beth Goulart | Supervisão: Amir Hadad | Direção de Produção: Pierina Morais | Produção: Self Produções | Iluminação: Maneco Quinderé | Cenografia: Ronald Texeira e Leobruno Gama | Figurino: Beth Filipecki | Trilha Sonora: Alfredo Sertã | Diretor de Cena: Andre Boneco | Duração: 60 minutos | Classificação: 12 anos



    Escrito por Francisco às 10h09
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    A Ilha do Medo..Vetada Paris Hilton..Uruguai..trans e travestis em Alagoas..

    "Ilha do Medo", de Scorsese, lidera bilheteria nos EUA pela segunda semana

     

    LOS ANGELES – O suspense de Martin Scorsese "Ilha do Medo" liderou as bilheterias na América do Norte pelo segundo final de semana consecutivo neste domingo, ultrapassando a comédia "Tiras em Apuros" e a refilmagem de terror "The Crazies".

    Divulgação

    Leonardo DiCaprio em cena do suspense "Ilha do Medo", de Martin Scorsese

    "Ilha do Medo" lucrou mais 22,2 milhões de dólares desde sexta-feira, totalizando 75,1 milhões de dólares em 10 dias de lançamento, informou a distribuidora Paramount Pictures.

    Leonardo DiCaprio, que já coloborou com Scorsese antes, estrela o longa no papel de um detetive federal em uma operação em um hospital psiquiátrico para criminosos perigosos na região costeira de Massachusetts em 1954.

    "Tiras em Apuros" ("Cop Out"), estrelado por Bruce Willis e Tracy Morgan que vivem uma dupla de policias de Nova York, estreou com 18,6 milhões de dólares em venda de ingressos, informou sua distribuidora Warner Bros. Pictures. É o primeiro longa que Kevin Smith dirige sem ter um roteiro seu.

    O filme de terror da distribuidora Overtrue Films, "The Crazies", uma remontagem da versão original de George Romero em 1973, ficou em terceiro lugar com 16,5 milhões de dólares.

    Conar veta propaganda de cerveja com Paris Hilton

    EFE).- O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) vetou hoje a veiculação de um comercial de cerveja com a atriz e milionária americana Paris Hilton por considerá-lo "sensual demais".

    Os 60 segundos protagonizados por Hilton na propaganda da marca Devassa, do Grupo Schincariol, foram retirados do ar, da mesma forma que algumas fotos do site da cerveja, comunicou o organismo regulador.

    A decisão foi tomada em resposta às múltiplas denúncias levadas ao organismo por consumidores e a pedido da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, que qualificou a campanha de "sexista e desrespeitosa".

    O Grupo Schincariol divulgou um comunicado no qual indicou que recebeu as três notificações do órgão, mas reiterou que o comercial "não ofende, em nenhum aspecto, qualquer norma ou orientação emitida pelo Conar".

    No entanto, a companhia "acata a decisão e já trabalha na defesa do caso".

    As imagens provocativas e em roupas insinuantes de Hilton já foram vistas por 400 mil internautas em sites de vídeos como o "YouTube", segundo números divulgados pela empresa. EFE wgm/sa

    Comercial com Paris Hilton é proibido no Brasil

    Conselho que regula publicidade no país atendeu decisão de liminar conseguida por consumidores.

     

     

    A campanha de uma cervejaria estrelada por Paris Hilton foi suspensa pelo Conar, conselho que regula a publicidade no país. A decisão atende a uma liminar conquistada por um grupo de consumidores que sentiu-se ofendido pela propaganda.

     

    Na última semana, o jornal "Folha de São Paulo" publicou que foram movidos três processos contra a campanha: um pela secretaria especial de políticas para as mulheres - que é ligada à presidência do país -, que considerou a campanha discriminatória e sexista, gerando um processo no Conar. Outro processo, aberto por denúncias de consumidores, avalia se a campanha faz apelo exagerado à sensualidade, o que é contra o código de ética do Conar - este grupo que conquistou a liminar que tirou a propaganda do ar. A terceiro protesto saiu do próprio órgão regulamentador e diz respeito a uma promoção feita pela empresa.

     

     

     

    Campanha de cerveja estrelada por Paris Hilton é retirada do ar

    Por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA

    A campanha da cerveja Devasa Bem Loura, da Schincariol, foi suspensa nesta segunda-feira (1) após a cervejaria ter recebido três notificações do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) a respeito do apelo sexual excessivo das peças publicitárias do produto.

     

    O Conar suspendeu diretamente as peças veiculadas na TV, rádio, em mídia impressa e partes do site Devassa.com.br.Segundo a assessoria de imprensa do Conar, a entidade não pediu à empresa que a campanha fosse suspensa em sua totalidade; mas que alguns de seus aspectos fossem retirados. No entanto, a Schin decidiu pela remoção total das peças da campanha por tempo indeterminado.

    José Mujica toma posse como presidente do Uruguai

     

     

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    MONTEVIDÉU - O ex-guerrilheiro tupamaro José Mujica assumiu hoje a presidência do Uruguai, no segundo governo consecutivo da coalizão de centro-esquerda Frente Ampla. A cerimônia ocorreu no Palácio Legislativo e, em um fato inédito, a presidente do Senado, a mulher de Mujica, Lucía Topolansky, tomou o juramento do novo líder.



    "Eu, José Mujica Cordano, me comprometo por minha honra a desempenhar lealmente o cargo que me foi confiado e a defender a Constituição da República", afirmou o presidente eleito. Com 74 anos, Mujica assume o posto no lugar de seu correligionário Tabaré Vázquez. Lucía também tomou o juramento do vice-presidente Danilo Astori.



    Ontem, Mujica disse que a luta contra a pobreza e a difusão de conhecimento "para todos os cantos do país" serão dois dos pilares de seu governo. Mujica também afirmou que a austeridade será a marca de sua administração. "Temos o compromisso de acabar com a miséria e diminuir os índices de pobreza à metade", afirmou. "Vamos fazer o máximo esforço para ampliar o conhecimento, especialmente no interior do país."

     

    Reprodução
     
    Campanha de Paris Hilton

     

    Direito assegurado

    Travestis e Transexuais terão nome social nos documentos escolares

    Conselho Estadual de Educação aprova medida que garante cidadania e respeito à diversidade sexual

    Lívia Santana — Estagiária

    Reunido na última terça-feira (23), no Palácio República dos Palmares, o Conselho Estadual de Educação aprovou a utilização do nome social dos travestis e transexuais nos documentos escolares.

    A relatora do processo, Bárbara Deodora, leu o parecer favorável afirmando que é preciso que haja promoção da cidadania e inclusão de todos nas escolas, respeitando a diversidade sexual, de identidade e de gênero. “A homofobia priva os travestis do direito básico à educação e provoca isolamento e evacuação nas escolas. Ser reconhecido pelo nome social devolve o direito à cidadania e promove a inclusão”, afirmou a relatora.

    Participaram das discussões representantes do movimento Metamorfose, de Santa Luzia do Norte, do GGAL e do Pró-Vida LGBT — responsável pela entrada do processo em janeiro de 2009.

    “Para nós a decisão de aceitar os travestis pelo nome social é importantíssima, pois firma o respeito e a cidadania”, ressaltou Otávio Oliveira, gerente de Diversidade Sexual, da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos.

    O Conselho aprovou que o nome social dos travestis e transexuais seja inserido nos documentos internos da instituição de ensino, ficando de fora o histórico e o diploma. O interessado (a) precisa escrever uma autorização por escrito e, no caso de ser menor de 18 anos, o responsável precisa autorizar. A decisão poderá ser aplicada a partir de março deste ano.

    Para Otávio Oliveira, a escola, como centro formador, não poderia deixar de acatar esta decisão. O nome é um direito do cidadão e escolher esse nome significa mais ainda. “Mais uma vez Alagoas dá exemplo de cidadania e respeito à diversidade, garantindo o acesso e permanência dos travestis e transexuais nas salas de aula, pois poucos deles conseguem concluir o ensino básico devido ao preconceito”, explicou.



    Escrito por Francisco às 10h08
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    Ana Hickman..Otto..

    "Eu sou insaciável", declara Ana Hickmann em entrevista à VIP

     

    Ana Hickmann é capa e recheio da 300ª edição da revista VIP, que chega às bancas em março. Além das fotos picantes da apresentadora do "Tudo é Possível", a entrevista não deixa a desejar:

     

     

    Divulgação

    Ana Hickmann está nas páginas da 300ª edição da revista VIP

     

     

    "Há seis anos não fazia nada tão sensual. Ficou bem abusado", confessa a contratada da Record. "Quando entrei na televisão, passei por uma fase em que queria me preservar, até pela questão de me desfazer da imagem da modelo e me tornar uma apresentadora. Agora acho que não tenho mais nada a provar para mim... Por isso pude dar uma enlouquecida neste ensaio", complementa.

     

    E mesmo com um programa no dia mais nobre da TV e a caminho de explodir em um sucesso que lhe é merecedor, Ana Hickmann não deixa de batalhar:

     

    "Eu sou insaciável", diz ela.

     babado ana hickmann

    Ana Hickmann deu uma enlouquecida no ensaio fotográfico realizado para a VIP de março

     

    Em conversa franca, Otto expõe dores e fraquezas

    Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro

    Otto concedeu ao iG uma entrevista franca e um tanto perturbadora. Em quase duas horas de bate-papo, em um bar na Lapa, zona boêmia do Rio, o cantor recifense expõe suas fraquezas, suas dores, seus percalços.

    Lançando o quarto CD de sua carreira, Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos (ouça a faixa "Crua" no player no final da entrevista), título inspirado no livro “A Metamorfose”, de Franz Kafka, Otto Maximiliano, 41 anos, fala de tudo abertamente. Inclusive de sua relação intempestiva com a cerveja.

    “Bebo uma média de doze chopes por dia. Sou alcoólatra, porque a bebida me faz ter agressividade. Quando bebo, fico mais propício a me envolver com briga, discussão, essas coisas... Não chega à agressão física. Mas é um incômodo o que ela faz com a gente”, afirma, para em seguida criticar a propaganda de cerveja em eventos esportivos e culturais. “Tenho medo da seleção de futebol que junta atleta com cerveja. Futebol tem um público incrível de crianças. O pior exemplo é o Dunga vendendo álcool na TV”, diz.

    Durante o papo, Otto lista vários outros de seus “sonhos intranquilos”. Fala o que pensa e chuta longe as fofocas sobre traição, principalmente as de quando esteve casado com a atriz Alessandra Negrini. Para completar, o cantor, fruto de uma boa geração musical do Nordeste, avisa que quer conquistar seu espaço. “Sei que tem Gil, Caetano, Chico e vai ter Otto também. Dessas dez cadeirinhas da MPB, uma eu vou querer, uma é minha”, afirma.

     

    Dario Zalis

     

    "Minha meta é escrever como Chico (Buarque) e ter aceitação de Roberto Carlos"


    iG: Como foi acordar desses “sonhos intranquilos”?
    Otto: Passei por uma fase difícil. Parecia que estavam me requentando, fiquei desacreditado. Me separei da minha gravadora (Trama), da Alessandra... Foi um processo denso para chegar até este disco. Não sabia mais se era marido de atriz, se estavam tirando onda com a minha cara, levei lapada de vários lados. Me chamaram de cantor abaixo da média. Minha mãe morreu em novembro. Ela viu que eu estava sem casa, sem dinheiro, dormindo em hotel, vendi meu carro...

    iG: Usando sua inspiração em Kafka para dar nome ao CD, você passou por uma metamorfose?
    Otto: Eu sabia que estava evoluindo. Faço show para sobreviver. As únicas coisas que não perdi nesta fase foram a banda e o meu público. Fiz tudo para me manter e chegar aqui, no show que vou lançar no Circo Voador, para conseguir 1500 reais, que é quanto vou ganhar se aquilo lotar. Não aceitei o processo velado de descaracterização. Só quem passa por isso sabe do que estou falando. Era como se não pudesse mais ser eu mesmo. Até que Larry Rohter, do New York Times, fez um perfil sobre mim para o caderno de cultura. O meu disco é o melhor de música brasileira dos últimos tempos. Vai demorar até que outro artista brasileiro tenha o destaque que eu tive no New York Times. Tenho até medo de falar isso, parece arrogante. Mas não posso falar que meu disco é o melhor do Brasil e um dos melhores do mundo?

    iG: Tem medo de parecer soberbo?
    Otto: Tenho soberba mesmo. Eu sou foda. Perdi mãe, família, dinheiro, escritório... tudo ia para este caminho. Voltei a ser independente numa hora difícil. Tive que enfrentar tudo de novo. Até o lance do casamento com Alessandra. Mas recomecei. Sei que tem Gil, Caetano, Chico e vai ter Otto também. Dessas dez cadeirinhas da MPB, uma eu vou querer, uma é minha. Minha meta é escrever como Chico, cantar como Luis Melodia, arranjar como Gil e ter a aceitação do Roberto Carlos.

     

    Dario Zalis

     

    "Não passo de um ser humano que tem dores normais"

    iG: Você compõe melhor quando está sofrendo?
    Otto: Sinto mais necessidade de compor quando estou sofrendo, sim. Mas no disco não tem só dor. Este disco reflete muita coisa, porque tem o sabor da minha maturidade e da minha compreensão sobre a vida. Alessandra é que falava: “A gente briga, sofre e você já pega um papel e compõe”. Mas é isso, é uma terapia.

    iG: De que forma ela está presente no CD?
    Otto: Tudo é um pouco para ela. Ela não me repreendeu em nenhum momento. Eu sou poeta, não tem que me repreender. Não passo de um ser humano que tem dores normais, como qualquer um. Não devo ser um cara tão difícil. Respeito velho, criança, não bato em ninguém, sou obediente. Não quero ir preso. Eu sou um anjo, sou um cara bom. Só tenho cara de mau. Nunca fiz maldade com os outros, só comigo mesmo.

    iG: Que maldade, por exemplo?
    Otto: Como não escovar os dentes e hoje ter que fazer um canal, com 41 anos na cara. É uma maldade da porra não cuidar dos dentes (risos).

     

    Dario Zalis

     

    "Tudo no Brasil cheira a mijo de cerveja"

    iG: Você bebe muito?
    Otto: Bebo. A média é de doze chopes por dia. Mas não tenho carro! Aliás, vou até beber um chope agora (ele pede ao garçom). E mijo na rua, se não tiver banheiro. É uma hipocrisia o que fizeram no carnaval do Rio. Todo mundo incentivou que fosse para a rua aquele um milhão de pessoas. Tudo bancado pela cerveja, que espalha sua marca para tudo que é canto. E depois vem uma faixa dizendo “ô, mijão, não mije aqui”. É de uma incoerência absurda. É a maior cara de pau.

    iG: A rua não é o local adequado para se fazer isso, concorda?
    Otto: Mas alguém incentivou o cara ir para a rua beber. Então quem incentivou que limpe. Tudo no Brasil cheira a mijo de cerveja. Quer ver o perigo? A Brahma com patrocínio na Copa do Mundo. Alguém vai pagar por isso alguma hora.

    iG: Como assim?
    Otto: Tenho medo da seleção que junta atleta com cerveja. Futebol tem um público incrível de crianças. Posso me f* por falar isso, mas o pior exemplo é o Dunga vendendo álcool na TV. Ele está falando para crianças, cara. Não dá para agüentar uma coisa dessas. Eu sei que depois dessa entrevista, não faço mais show durante a Copa, mas não tem problema (risos).

     

    Dario Zalis

     

    "Quando bebo, fico mais propício a me envolver com briga"

    iG: Mesmo sendo contra a propaganda de cerveja, você disse que bebe muito. É alcoólatra?
    Otto: Eu bebo, posso ser chamado sim de alcoólatra. Toda família tem um alcoólatra. E a minha não é diferente. É algo que afeta o mundo todo. Sou alcoólatra, porque a bebida me faz ter uma agressividade, no relacionamento inclusive. Quando bebo, fico mais propício a me envolver com briga, discussão, essas coisas... Não chega à agressão física. Mas é um incômodo o que ela faz com a gente.

    iG: Quando começou a beber?
    Otto: Ah, não sou crente, não estou numa de Igreja Universal. Não passei no vestibular, porque ia para a universidade beber com as meninas. E veja só. Isso já é de se indignar. Tem bares para tudo quanto é lado. Entramos numa de que tudo que dá dinheiro é o correto. Cerveja dá dinheiro, então pode tudo.

     

    Dario Zalis

     

    "Virei músico porque fumava maconha e não queria mais estudar"

    iG: O Governo estuda abrandar as leis antidrogas para usuários de maconha. O que acha disso?
    Otto: Virei músico porque fumava maconha e não queria mais estudar. Sou a favor da liberação, mas é uma discussão tardia. É importante que vejam a questão do crack. O crack está acabando com Recife, está um horror. A quantidade de crianças de 12 anos viciadas, andando pelos bairros de classe média, só aumenta a cada dia... Há uma onda de conivência com um problema que vem matando uma geração. A sociedade ainda discute a maconha, enquanto que o problema já avançou.

    iG: Como é sua relação com as drogas?
    Otto: Maconha é verde, é natural. Se tem uma coisa da qual eu não vou ter medo, é o dia que um filho vier me dizer: “Papai, eu fumo maconha”. Não tem problema, é planta. E olha que eu fumei, cheirei, já fiz de tudo nesta vida, experimentei essas porras todas.

    iG: Qual foi a pior experiência com drogas que você já teve?
    Otto: A cocaína, com certeza. Prejudica muito. Assim como a heroína, é a pior coisa do mundo. Cheirei uma vez só, para nunca mais. Fui numa favela lá em Recife e usei, e só também. O gosto é pobre, é miserável, tem gosto de plástico. Me deu ânsia de vômito...

    iG: Não teme ser repreendido por isso?
    Otto: Já fui repreendido. Morando no Rio, tenho muito medo da polícia em relação ao usuário. É uma trama louca na qual estamos todos metidos. Dia desses, estava chegando em casa, no Jardim Botânico, quando um policial me parou porque eu estava com um baseadinho. Eu disse: “Me leva pro delegado”. Mas ele não queria fazer isso. Ele queria dinheiro. Tanto que pegou da minha mão e foi embora. Sem conseguir conversar direito. Queria muito saber como está este policial que dá bote em mil pessoas numa noite, como ele cria a filha dele, que relação maluca ele tem com sua família.

     

    Dario Zalis

     

    "Alessandra (Negrini) trabalhou tanto, que nem pensou nisso (traição)"

    iG: Mudando de assunto, muito se falou sobre o fim de seu casamento com Alessandra Negrini. Um dos motivos apontados pelas revistas de fofoca é que ela te traiu. Como foi lidar com isso?
    Otto: Me separei no meio da novela (Paraíso Tropical, de 2007). A única traição que houve foi que Alessandra interpretava gêmeas. Quando ela beijou Wagner Moura, todo mundo comentou que ele comeu ela. A mesma coisa quando ela beijou Fabio Assunção. Alessandra trabalhou tanto, se sacrificou tanto em arrumar tempo para a família, que nem teve tempo de pensar nisso. Ela é tão bonita, uma mulher tão honesta, que coloco minha mão no fogo por ela. Se tivesse que ter algum culpado pelo fim de nossa relação, seria eu, por não ter tido cuidado de estar ao lado dela. Me culpo pela minha falta de atenção. Se tem uma pessoa que tenho certeza que tem caráter, é a mãe da minha filha.

    iG: Pedro Bial disse à revista Playboy deste mês que o homem fica com mais tesão depois que é traído. Concorda?
    Otto: Acho que Bial está chegando naquela fase crítica do homem, lá pelos 60 anos, quando precisa arrumar motivos para ter tesão (risos). Talvez eu saiba responder melhor isso quando chegar na idade dele. Numa relação, quando você vive muito tempo casado com alguém, é natural o casal colocar mais uma pessoa, mesmo que fictícia, no meio da relação. O tesão é a fantasia da traição. É natural apimentar, seja com homem ou mulher, a fantasia dos dois na cama. Vendo por este lado, é, até que o Bial tem um pouco de razão (risos).

     Otto faz show de lançamento do CD:
    Sexta-feira (6), às 23h
    Rua dos Arcos, S/N - Lapa - Rio de Janeiro
    Tel.: (21) 2533-0354
    Ingressos: R$ 50,00



    Escrito por Francisco às 09h35
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    DIA DO SERINGUEIRO




    Escrito por Francisco às 09h22
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    ACRE S/A..ACRE CULTURA

    ESTE É MEU FILHO

    "um menino que é feliz, então escute o que ele diz. o amor não existe mais, onde esconderão a paz ? só pensam no dia de hoje e nunca no de amanhã,
    não sabem o que é guerra e não conheçem o taliban. é complicado mais é assim a vida que eu vou levando, se voce não ta curtindo então vai se jogando. o amor como eu ja disse eu acho que sumiu, não tem no mundo inteiro muito menos no Brasil. só pensam no momento em vaidade e em dinheiro, mais eu não baixo a cabeça por que eu sou mais um guerreiro. que tem um destino e uma meta pra alcançar, que no peito guarda uma mina que pra sempre vai amar. tenho parceiros bem marvados e causam mais que o brad pitt, todos sabem que agora nos somos a elite. mais por aqui eu termino e ja esta encerrado, prazer eu sou o Giba do bonde dos MARVADO'S ! "

    QUEM ACONTECE
    Ela sempre sonhou em ser cantora, mas de uma forma diferente. Queria com a música ajudar pessoas. Taynan Menezes desponta como sendo a nova revelação da música gospel. Nossa acreana de Rio Branco tem uma linda história de vida e grava patrocinada pelo grupo Trazendo a Arca que ela conheceu em um show da banda aqui na cidade. Estamos intercedendo pela gravação do cd de Taynan que tem como título ‘Fração de Poder’, letra de Anderson Freire , compositor renomado que escreve para cantores como Aline Barros e outros. Vale a pena esperar…
    QUEM INVESTE

    A MARCATO – cursos jurídicos, já iniciou suas aulas e quem se matriculou já entendeu porque lá estão os melhores. MARCATO em Rio Branco oferece cursos preparatórios direcionados às principais carreiras: magistratura, ministério público, delegado de polícia, procuradorias, etc; além de preparatórios para exames da ordem dos advogados do Brasil, curso de extensão universitária e aperfeiçoamento profissional. Marcato – 68 3227.5872 .
    Na foto a auxiliar administrativa Marcato, Débora Cristina.
    QUEM EMPREENDE
                                   Todo mundo sabe da história de três décadas da empresária Iris Tavares . Ela que vende desde os 17 anos sabe bem como liquidar e renovar mercadorias para cada estação. Em uma super entrevista, Iris nos conta como é esse momento do desapego do empresário com a mercadoria que chega às vezes a metade do valor que foi comprada. Fala quem entende…
                                   Alderico Neto, uma personalidade da loja que está sempre ligado no que é atual, chic e despojado, foi o aniversariante do último dia 12. Parabéns!
    PARABÉN S S/A

    A turma do Curso de Inglês CNA, que participou de intercâmbio no CANADÁ, voltou entusiasmadíssima. É que além do curso que fizeram lá para potencializar ainda mais a nova língua aprendida, ainda visitam cidades como Quebec, Montreal, Ottawa. Conheceram lugares maravilhosos como Niagara Fall, Casa Loma, CN Tower, Chinatown, MTV Live e tantos outros… Convidados para bater o maior papo com a turma, o Acre S/A – Amazônia S/A esteve na escola e ficou claro: experiências como essa mudam a forma de ver e se relacionar com a vida! Parabéns!
     GENTE 10

    Marcelo Roverso , produtor cultural, músico, ator e escritor veio de “mala e cuia’ contribuir com a produção da agenda cultural de nosso estado. Idealizador da OFICINA DE PRODUÇÃO CULTURAL em parceria com SESC ACRE, já abriram as inscrições do curso que inicia dia 27 de fevereiro e vai até 29 de maio. Teatro, música popular e erudita, cinema e vídeo, literatura e dança. Maiores informações no www.sescacre.com.br.
    MAIS SUCESSO…
    samir-e-sued
    …para os irmãos Sued e Samir Jarud que completaram mais um ano de vida. Sued, odontólogo superespecializado e Samir, advogado mais que preparado merecem o carinho da Coluna pela amizade e parceria. Sucesso e bênçãos sempre…
     ROMMANEL
                                   Um show roon de enlouquecer…A Rommanel em Rio Branco sabe como fazer brilhar os olhos de qualquer mulher… Confira nas duas lojas os preços imperdíveis e as condições inacreditáveis… Na foto, Ruth Araújo (Gerente Rommanel Centro) e esta amiga que vos escreve brincando com a borboleta símbolo da marca.

    Binho fala sobre investimentos em cultura no Dois Dedos de ProsaImprimirE-mail
    Escrito por Viviane Teixeira   
    01-Mar-2010
    Governador destaca a importância dos investimentos para garantir a difusão do talento dos artistas acreanos

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    Investimentos em formação cultural valorizam novos talentos do Acre (Foto: Arquivo/Secom)
    O fortalecimento da produção cultural e os investimentos neste setor são tema do Programa Dois Dedos de Prosa desta segunda-feira, 01, com o governador Binho Marques. Na edição desta semana Binho destaca que desde 1999 o Governo tem firmado parcerias com os responsáveis pela produção artística no Estado como forma de valorizar o patrimônio cultural. O governador anunciou ainda o lançamento de mais um edital de Cultura. Serão investidos R$ 1 milhão em projetos que tenham como proposta o incentivo a manifestações culturais, realização de festivais, formação de bandas, e também o fortalecimento da identidade do povo acreano. O edital é aberto para projetos de todos os municípios do Acre.
    “A gente encontra num município como Jordão, Porto Walter, grupos de teatro que se formam a partir da Lei de Cultura. Isso não só mobiliza nossa juventude, mas também fortalece a cultura, fortalece a nossa identidade e claro é uma possibilidade também de propiciar lazer pra toda a população”.

    Todo investimento que se faz nessa área tem excelentes resultados

    Binho Marques, Governador
    Outro investimento detalhado durante o Programa foi a melhoria de espaços culturais, como por exemplo, a construção da Escola de Música, no antigo Centro Cultural do Tucumã. Os candidatos já participaram do processo seletivo, e o resultado será divulgado nesta segunda-feira no mural da Usina de Arte João Donato. Também da Usina estão abertas as inscrições para os cursos de Artes Plásticas, Teatro e Música.
    Além do edital da Lei de Cultura, existem outras formas de fomento, como o Acústico em Som Maior. As apresentações culturais acontecem em Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Tarauacá. “Uma preocupação nossa é não ficar só em Rio Branco, é a gente também investe no interior, da mesma maneira a gente criou Cultura em Movimento”.
    Através do Cultura em Movimento os grupos artísticos, de teatro, de música recebem financiamento para circular todo o Estado, garantindo uma movimentação, uma agitação cult
     

     



    Escrito por Francisco às 09h20
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    Usina João Donato

    Usina de Arte inicia novas turmas em 2010ImprimirE-mail
    Escrito por Samuel Bryan, com informações da Usina de Arte   
    25-Fev-2010

    Instituição abre vagas para os cursos de Artes Plásticas, Teatro e Música

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    Comunidade pode se inscrever para participar dos cursos gratuitos na Usina de Arte (Foto: Arquivo/Secom)
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    Oficina de Desenho foi uma das ministradas durante o curso de artes plásticas encerrado em 2009 (Foto: Sérgio Vale/Secom)
    Em maio de 2007, a Usina de Arte realizou seleção para os cursos de Teatro, Música, Artes Plásticas e Cinema e Vídeo. Por mais de dois anos, os cursos promovidos pelo Governo do Estado aprofundaram o conhecimento prático e teórico-reflexivo dessas linguagens, possibilitando aos alunos o desenvolvimento de habilidades na análise, compreensão, manipulação e criação de objetos artísticos. Agora, a Usina mais uma vez reabre processo de seleção para formar novas turmas para os cursos de Artes Plásticas, Teatro e Música.
    Em Rio Branco, os interessados devem preencher a fica de inscrição e levar pessoalmente à Usina de segunda a sexta-feira, no horário de 8 às 11h30 e 14 às 17h30. Já quem mora no interior do Acre pode preencher a ficha de inscrição e enviar pelos Correios para o endereço da Usina, conforme explicado na carta de apresentação.

    Acesse aqui a ficha de inscrições

    Acesse aqui a carta de divulgação dos cursos com detalhes sobre o processo de inscrições

    A seleção para os cursos da Usina de Arte serão compostas de três etapas: 1) inscrição; 2) pré-seleção com prova escrita/discursiva e prova de habilidade específica, Artes Plásticas: desenho de observação/individual, Teatro: entrevista e exercício em grupo, Música: audição musical individual; e oficina seletiva de 60 horas. O período de inscrições vai de 24 de fevereiro a 19 de março.
    A duração dos cursos é de dois anos, com uma carga horária mínima de 1.400 horas. Para fazer a inscrição, o único pré-requisito é ter idade mínima de 18 anos, ou completar 18 anos até dezembro de 2010. O numero de vagas por curso é de 35 e todas as aulas serão realizadas na própria Usina de Artes, com horário das 18h30 às 22 horas, de segunda a sexta-feira.
    A leitura, a pesquisa, a reflexão e a prática sistemática da criação são exercícios fundamentais para a formação dos alunos. O currículo dos Cursos é interdisciplinar, as oficinas/disciplinas e produções promovem o intercâmbio das diferentes áreas e priorizam o trabalho com artistas brasileiros e estrangeiros que se destacam por suas pesquisas e trabalhos em processos de aprendizados diversificados e únicos.

    Os cursos

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    Em todos os cursos, convidados especiais são chamados para ministrar oficinas aos alunos (Foto: Angela Peres/Secom)
    O Curso de Teatro estuda o fenômeno dramático e suas manifestações, enfoca a formação de atores, mas volta-se também para a preparação de diretores, autores ou outros profissionais que venham a promover a prática desta arte. A montagem de espetáculos e outras ações criadoras são atividades que integram o seu currículo. O Curso de Música objetiva o desenvolvimento das capacidades dos alunos em diversos setores da música a partir da experiência criativa. Destina-se a compositores, arranjadores, instrumentistas, cantores e professores. Concertos, shows, espetáculos cênico-musicais, trilhas sonoras, gravações e experimentos pedagógicos são desenvolvidos pelos alunos, com a orientação e a participação de artistas professores.
    O Curso de Artes Plásticas volta-se para a pesquisa, a produção e a prática do desenho, da ilustração digital, das novas tecnologias, da fotografia, da gravura e da pintura. Desenvolve as habilidades técnicas e expressivas dos alunos e destina-se a artistas plásticos, desenhistas, ilustradores e designers.

    Programação artística

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    Peça Levantado do Chão foi produzida pelos próprios alunos da Usina (Foto: Angela Peres/Secom)
    Além dos cursos regulares e livres, anualmente a Usina de Arte realiza, junto ao Teatro Plácido de Castro, uma extensa programação artística de teatro, shows, palestras, encontros, exibição de filmes e exposições como parte da formação dos alunos e de público. Os cursos já receberam os espetáculos e oficinas do Teatro de Bonecos Giramundo, Grupo de Teatro Ventoforte, grupo de percussão corporal Barbatuques, o grupo de música instrumental Uakti, entre outros. Nos anos de 2007, 2008 e 2009 foram mais de 112 apresentações, com a presença de  aproximadamente 30.000 pessoas. Dentro dessa programação, os alunos da Usina produziram e apresentaram espetáculos como a mini-ópera A Lenda da Mulher do Jacaré e Levantado do Chão.

     

     



    Escrito por Francisco às 09h18
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    ECOS,QUEM MATOU TONINHO?..José Midlin

    Documentário 'Ecos' investiga morte de Toninho do PT

    Após ser exibido no 14º Festival Internacional de Documentários "É Tudo Verdade", em São Paulo e no Rio de Janeiro, o documentário Ecos, dos jornalistas Pedro Henrique França (O Estado de S. Paulo) e Guilherme Manechini, será exibido hoje, às 19 horas, no Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas.

    Ecos conta a trajetória do prefeito de Campinas, Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT (foto), assassinado em 10 de setembro de 2001. O documentário, produzido para a conclusão do curso de Jornalismo da PUC em 2007 e exibido durante o festival, tem o cerne da questão - crime comum ou político? - como a linha-guia do trabalho que inclui entrevistas da viúva de Toninho, a psicóloga Roseana Garcia, da filha do casal, Marina Santos, de amigos, companheiros de militância, autoridades e suspeitos.

    O MIS em Campinas fica na Regente Feijó, 859, Centro.
     
    8 ANOS SEM TONINHO
    O dia dez de setembro de 2001 jamais sairá da memória do povo de Campinas, nesta data o prefeito Antônio da Costa Santos, com apenas oito meses e dez dias de governo, foi brutalmente assassinado sem que se saiba quem matou e principalmente quem mandou matar. Toninho, antes de ser eleito prefeito, dedicou sua vida política e acadêmica durante as décadas de 80 e 90 à militância contra a especulação imobiliária, que possui seu braço junto ao narcotráfico, a economia e a política. Quem não se lembra de suas ações em defesa do patrimônio histórico e ambiental da cidade, ou então em defesa do zelo e ética na coisa pública? Quando eleito, Toninho sob o lema “Coragem de Mudar”, com a caneta na mão e sem rabo preso com ninguém, deu início ao programa de governo democrático e popular efetuando mudanças estruturais na administração pública, contrariando os interesses dos históricos saqueadores do cofre público de nossa cidade. O inquérito policial, sobre o seu assassinato, conduzido pela polícia civil do Estado de São Paulo possui vícios e inúmeras contradições.
    Por sua vez, o Ministério Público de São Paulo não levou em consideração as ações do prefeito em defesa da coisa pública, e simplesmente ignorou indícios concretos e a opinião da população, não investigando a tese de crime de mando, defendendo de forma inexplicável a frágil tese de que o Andinho foi o responsável pelo assassinato do prefeito, por motivo comum. Tal tese insustentável foi reprovada pelo Poder Judiciário de São Paulo, em primeira e segunda instância, na segunda por unanimidade. Sendo que a decisão judicial determina o imediato retorno das investigações. Será que a mesma polícia civil de São Paulo possui credibilidade para tal empreitada? Por que não federalizar as investigações?
    Desde o assassinato, a família do prefeito e a população de Campinas vêm pedindo a intervenção federal no caso, com o ingresso da Polícia Federal nas investigações, e a decisão do Poder Judiciário de São Paulo só reforça tal necessidade.
    A existência de indícios concretos de crime de mando atende perfeitamente os requisitos legais para a federalização das investigações. O pedido de intervenção federal encontra-se na mesa do procurador-geral da república desde 07 de julho de 2008, aguardando o seu parecer quanto à federalização.
    A omissão do Estado, nos âmbitos federal e estadual, somente colabora para que a impunidade e a corrupção mais uma vez saiam vencedoras em detrimento daqueles que constroem a democracia.
    Campinas, 10 de setembro de 2009.
    QUEM MATOU TONINHO?
    Que Mulher..
    Novas regras para insumos farmacêuticos

    Cinco Consultas Públicas estão abertas visando ao aperfeiçoamento do controle sanitário dos insumos farmacêuticos ativos (IFAs), matérias-primas usadas na manipulação e fabricação de medicamentos. As consultas foram publicadas no Diário Oficial de 27/12/05 e fazem parte do Programa de Insumos Farmacêuticos Ativos (RDC 250/05), lançado pela Anvisa no último mês de setembro.

    A Consulta nº 97 propõe uma regulamentação geral para o controle sanitário de IFAs, apresentando normas mais detalhadas para as empresas que trabalham com fabricação, importação, distribuição e fracionamento dessas matérias-primas.
    Com relação à regulamentação das Boas Práticas, foram publicadas as Consultas Públicas 94 e 98, que trazem, respectivamente: atualização para o regulamento técnico das Boas Práticas de Distribuição e Fracionamento de Insumos Farmacêuticos (atual RDC 35/2003) e o regulamento técnico das Boas Práticas de Fabricação Específicas de Insumos Farmacêuticos Derivados de Droga Vegetal (anexo II da RDC 249/05).
    As Consultas Públicas 95 e 96 propõem regras para a inspeção e a certificação dos fabricantes de insumos localizados no Brasil e fora do país. Essa fiscalização é fundamental, pois proporcionará um monitoramento equivalente tanto para os insumos nacionais como para os importados. Cerca de 80% do volume de matéria-prima utilizado pelas empresas farmacêuticas instaladas no Brasil vêm de produtores internacionais.
    “Os insumos farmacêuticos sofrem diferentes fracionamentos decorrentes da rede de distribuição internacional e nacional, o que exige um controle sanitário rigoroso. Com a abertura dessas consultas, a Anvisa busca subsídios para minimizar riscos e melhorar a qualidade dessas matérias-primas”, ressalta a técnica do Núcleo de Coordenação de Insumos da Anvisa Lais Santana Dantas.
    Todas as Consultas Públicas ficarão disponíveis durante 90 dias no endereço eletrônico http://www.anvisa.gov.br/divulga/consulta/index.htm. Críticas ou sugestões podem ser encaminhadas por escrito para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - SEPN 515, Bloco “B” Edifício Ômega, Sala 23, Térreo, Asa Norte, Brasília-DF, CEP 70770-502. Também podem ser enviadas pelo fax (61) 3448-3118 ou pelo e-mail insumos@anvisa.gov.br.
    Informação: Assessoria de Imprensa da Anvisa
     

    GT/SAN - Grupo Técnico de Saneantes Domissanitários

    Saneantes domissanitários são substâncias ou preparações destinadas à desinfecção, higienização ou desinfestação domicilares, de ambiente coletivos e/ou públicos, de uso comum, e no tratamento de água. Compreendem os produtos para limpeza e afins (detergentes, alvejantes, limpadores, ceras, entre outros), aqueles com ação antimicrobiana (desodorizantes, desinfetantes, esterilizantes químicos), os desinfetantes (inseticidas, raticidas, repelentes, etc.) e os produtos biológicos de uso domissanitário (para o tratamento de sistemas sépticos, tubulações sanitárias e para outros locais similares).
    É importante ressaltar que a maioria desses produtos é de uso contínuo pela população, sendo utililizados no tratamento de água de consumo humano e de águas de recreação e na desinfecção de horti-frutícolas. Destacam-se, também, aqueles de emprego hospitalar, tanto para superfície quanto para instrumentos e artigos médico-odontológicos, cada vez mais usados em função das novas técnicas diagnósticas e terapêuticas.
    A relevância do trabalho na área de saneantes está voltada, principalmente, para a necessidade da atenção dos órgãos do Sistema de Vigilância Sanitária para inspeção às empresas fabricantes; implementação da avaliação dos pedidos de registros; monitoramento da qualidade dos produtos; desenvolvimento tecnológico na área analítica e a pesquisa aplicada a essa categoria de produtos.

    Empresário José Mindlin morre em SP

    Bibliófilo de 95 anos estava internado no Hospital Albert Einstein.
    Velório será realizado a partir das 13h deste domingo no hospital.
     
    O bibliófilo e empresário José Mindlin morreu na manhã deste domingo (28), com falência múltipla de órgãos, no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo.

    Mindlin, que tinha 95 anos e era membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), estava internado havia um mês. O velório será realizado a partir das 13h no próprio hospital. O enterro está marcado para as 15h no Cemitério Israelita, na Vila Mariana, também na Zona Sul.
     
    O bibliófilo era formado em direito pela Universidade de São Paulo e um apaixonado por livros. Em junho de 2009, ele doou sua biblioteca, a maior coleção particular de livros do Brasil, para a USP, transformando-a na a biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Viúvo, o empresário deixa quatro filhos, 12 netos e 12 bisnetos.
     

     



    Escrito por Francisco às 09h15
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    1 de Março-São Sebastião do Rio de Janeiro

    História do Rio de Janeiro

    A fundação da cidade do Rio de Janeiro e primeiros governos

    Estácio de Sá foi o fundador da Cidade do Rio de Janeiro, em 1º de março de 1565. O objetivo da fundação foi dar início à expulsão dos franceses que já estavam na área há 10 anos. Morreu em 20 de fevereiro de 1567, um mês depois de expulsar os franceses, em conseqüência de uma infecção no rosto causada por uma flecha envenenada, que o feriu durante os combates.

    Mem de Sá, terceiro governador-geral do Brasil e tio do fundador da cidade transferiu, após a morte de Estácio de Sá, a cidade da área da Urca para o Morro do Castelo com o objetivo de melhor defender a cidade de ataques. Passou, em seguida, o governo do Rio de Janeiro para outro sobrinho, Salvador Correia de Sá.

    Com o primeiro governo de Salvador Correia de Sá em 1568, inicia-se o que poderíamos chamar de dinastia carioca dos Correia de Sá. Com grande e enorme prestígio no Rio de Janeiro, por quase um século três gerações dos Correia de Sá governariam o Rio de Janeiro repetidas vezes. A Ilha do Governador possui esse nome por ter sido um engenho de açúcar de Salvador

    Por dentro da História do Rio de Janeiro

    O litoral fluminense atraiu colonizadores portugueses e corsários franceses em razão do rendoso comércio de pau-brasil.

    Combatendo os franceses instalados na Baía de Guanabara, Estácio de Sá, sobrinho do governador geral Mem de Sá, funda a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1º de março de 1565

    Ocupando posição estratégica no litoral sul da colônia, na Baía de Guanabara, a povoação cresce como região portuária e comercial. No século XVIII, com o desenvolvimento da mineração, o Porto do Rio de Janeiro torna-se o principal centro exportador e importador para as vilas de Minas Gerais, por onde saem ouro e diamantes e entram escravos e manufaturados, entre outros produtos. Em 1763 a cidade transforma-se na sede do Governo Geral, em substituição a Salvador.

    Em 1808, com a chegada da família real, o Rio torna-se a sede do governo português. Após a independência, a cidade continua como capital, enquanto a província enriquece com a agricultura canavieira da região de Campos e, principalmente, com o novo cultivo do café no Vale do Paraíba. Para separar a província e a capital do Império, a cidade converte-se, em 1834, em município neutro e a província do Rio de Janeiro passa a ter como capital Niterói.

    Como centro político do país, o Rio concentra a vida político-partidária do Império e os movimentos abolicionista e republicano. Durante a República Velha, com a decadência de suas áreas cafeeiras, o estado perde a força política para São Paulo e Minas Gerais.

    O processo de enfraquecimento econômico e político do Rio continua após a Revolução de 1930. A economia fluminense não se beneficia da industrialização,apesar de o estado ser escolhido para sediar a Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, ponto de partida para a implantação da indústria de base no país.

    A cidade do Rio de Janeiro mantém-se como importante zona comercial, industrial e financeira, mas com a mudança da capital federal para Brasília, em 1960, o declínio do novo estado da Guanabara é inevitável. Em 1974 os estados do Rio de Janeiro e Guanabara fundem-se por determinação do Regime Militar, constituindo o atual estado do Rio de Janeiro. Com o objetivo de recuperar a sua importância política e econômica os governos militares fazem grandes investimentos no estado, como a construção de Angra I e Angra II, no município de Angra dos Reis, e a implantação do pólo petrolífero na bacia de Campos, a mais produtiva do país.

    Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa

    O maranhense Coelho Neto, o "Príncipe dos Prosadores Brasileiros", escritor, jornalista, professor e membro fundador da Academia Brasileira de Letras, criou este sinônimo para o Rio de Janeiro em 1908, nas páginas do jornal "A Notícia".

    O Rio de Janeiro é uma cidade para ser ouvida, admirada, percorrida, descoberta. Esta é a única maneira de entender porque o Rio é incomparável!

     

    Rua Nascimento Silva, cento e sete
    Você ensinando prá Elizete as canções de canção do amor demais
    Lembra que tempo feliz, ai que saudade, Ipanema era só felicidade
    Era como se o amor doesse em paz
    Nossa famosa garota nem sabia
    A que ponto a cidade turvaria este Rio de amor que se perdeu
    Mesmo a tristeza da gente era mais bela e além disso se via da janela
    Um cantinho de céu e o Redentor
    É, meu amigo, só resta uma certeza, é preciso acabar com essa tristeza
    É preciso inventar de novo o amor

    Rua Nascimento Silva, cento e sete
    Eu saio correndo do pivete
    Tentando alcançar o elevador
    Minha janela não passa de um quadrado
    A gente só vê cimento armado
    Onde antes se via o Redentor
    É meu amigo só resta uma certeza
    É preciso acabar com a natureza
    É melhor lotear o nosso amor
    Minha alma canta,
    Vejo o Rio de Janeiro,
    Estou morrendo de saudade.
    Rio, teu mar, praias sem fim,
    Rio, você foi feito pra mim.
    Cristo Redentor, Braços abertos sobre a Guanabara.
    Este samba é só porque, Rio, eu gosto de você,
    A morena vai sambar, Seu corpo todo balançar.
    Rio de sol, de céu, de mar,
    Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão
    Este samba é só porque,
    Rio, eu gosto de você,
    A morena vai sambar,
    Seu corpo todo balançar.
    Aperte o cinto, vamos chegar,
    Água brilhando, olha a pista chegando,
    E vamos nós.
    aterrar
    Um menino da mangueira
    Recebeu pelo natal
    Um pandeiro e uma cuíca
    Que lhe deu papai noel
    Um mulato sarará
    Primo-irmão de dona zica
    E o menino da mangueira
    Foi correndo organizar
    Uma linda bateria
    Carnaval já vem chegando
    E tem gente batucando
    São meninos da mangueira
    Carlos cachaça, o menestrel
    Mestre cartola, o bacharel
    Seu delegado, um dançarino,
    Faz coisas que aprendeu
    Com marcelino
    Um menino da mangueira
    Recebeu pelo natal
    Um pandeiro e uma cuíca
    Que lhe deu papai noel
    Um mulato sarará
    Primo-irmão de dona zica
    E a velha guarda se une
    Aos meninos lá na passarela
    Abram alas que vem ela
    A mangueira toda bela
    Um menino da mangueira
    Recebeu pelo natal
    Um pandeiro e uma cuíca
    Que lhe deu papai noel
    Um mulato sarará
    Primo-irmão de dona zica
    Ô pandeirinho, cadê xangô
    Ô preto rico, chama o sinhô
    E dona neuma maravilhosa
    É a primeira mulher da verde-rosa
    E onde é que se juntam
    O passado, o futuro e o presente
    Onde o samba é permanente
    Na mangueira minha gente
    Portela
    Já disseram que o teu manto
    Pintadinho de azul e branco
    Lembra as cores do céu

    Se passas na avenida decidida
    Trocas de sambar com a vida
    És de tirar o chapéu

    As cores que escolheste com vaidade
    E exibes na cidade
    Sempre chamando atenção

    São cores que carregas na bandeira
    Que ilumina a cachoeira
    Da Virgem da Conceição

    São cores que carregas na bandeira
    Que ilumina a cachoeira
    Da Virgem da Conceição

    Cai véu de água pelo ar
    Ai, Portela, o teu cantar
    Faz brilhar a tua luz
    Por isso vou levando
    Com respeito
    Duas cores no meu peito
    Por amor a Oswaldo Cruz
    Portela eu nunca vi coisa mais bela
    Quando ela pisa a passarela
    E vai entrando na avenida

    Parece a maravilha de aquarela que surgiu
    O manto azul da padroeira do Brasil
    Nossa senhora Aparecida que vai se arrastando
    E o povo na rua cantando
    É feito uma reza, um ritual
    É a procissão do samba abençoando
    A festa do divino carnaval
    Portela é a deusa do samba, o passado revela
    E tem a velha guarda como sentinela
    E é por isso que eu ouço essa voz que me chama
    Portela sobre a tua bandeira, esse divino manto
    Tua águia altaneira é o espírito santo
    No templo do samba

    As pastoras e o pastores
    Vêm chegando da cidade, da favela
    Para defender as suas cores
    Como fiéis na santa missa da capela

    Salve o samba, salve a santa, salve ela
    Salve o manto azul e branco da portela
    Desfilando triunfal sobre o altar do carnaval
    Quero comer
    Quero mamar
    Quero preguiça
    Quero querer
    Quero sonhar
    Felicidade

    É o amor
    É o calor
    A cor da vida
    É o verão
    Meu coração
    É a cidade

    Rio, eu quero
    Suas meninas
    Rio, eu quero
    Suas meninas

    O Rio está
    Cheio de sol
    Solanges e Leilas
    Flávias e Patrícias e Sonias e Malenas
    Anas e Marinas e Lucias e Terezas
    Casa Povos da Floresta
    casa_povos_da_floresta.jpgA Casa teve sua construção inspirada nas malocas indígenas e constitui-se num espaço de valorização cultural dos povos indígenas, seringueiros e ribeirinhos. Possui um acervo de livros, revistas, publicações e documentos, sala de vídeo e peças artesanais indígenas.
    Onde: Parque da Maternidade, Setor B., s/nº, Rio Branco
    Horário de Funcionamento: De segunda a sexta das 8 às 18 horas e sábados e domingos de 16 às 21 horas
     
    Parque da Maternidade
    parque_da_maternidade.jpgInaugurado em 28 de setembro de 2002, é a obra de maior expressão na cidade de Rio Branco com uma extensão de 6.000m, corta grande parte da cidade. Possui pista de rolamento para carros, ciclovias e calçamento para pedestres, playground, pista de skate, quadras de esportes, anfiteatro, praças, restaurantes e lanchonetes. É um lugar de descontração para um bom papo, lazer e estruturado para a prática de esportes.
    Onde: Rio Branco


    Escrito por Francisco às 09h25
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    Giba dos Marvados...Viva o Patriarca São José!

    ESTE É MEU FILHO

    "um menino que é feliz, então escute o que ele diz. o amor não existe mais, onde esconderão a paz ? só pensam no dia de hoje e nunca no de amanhã,
    não sabem o que é guerra e não conheçem o taliban. é complicado mais é assim a vida que eu vou levando, se voce não ta curtindo então vai se jogando. o amor como eu ja disse eu acho que sumiu, não tem no mundo inteiro muito menos no Brasil. só pensam no momento em vaidade e em dinheiro, mais eu não baixo a cabeça por que eu sou mais um guerreiro. que tem um destino e uma meta pra alcançar, que no peito guarda uma mina que pra sempre vai amar. tenho parceiros bem marvados e causam mais que o brad pitt, todos sabem que agora nos somos a elite. mais por aqui eu termino e ja esta encerrado, prazer eu sou o Giba do bonde dos MARVADO'S !"

     Paisagens Cósmicas na Biblioteca da Floresta

    exposio_csmica_destaque.jpgA exposição Paisagens Cósmicas acontece em comemoração ao Ano Internacional da Astronomia e os 40 anos da conquista da Lua. A mostra é uma adaptação da exposição organizada pelo astrônomo Augusto Danielli, da Universidade de São Paulo (USP) e é composta de 20 paineis fotográficos de objetos celestiais, móbile do Sistema Solar, maquetes e cenários que remontam à exploração espacial. Saiba mais.
    Quando: Segunda a sexta-feira, de 8 às 21 horas; Sábado, de 14 às 20 horas; Domingos e feriados, de 16 às 20 horas
    Quanto: Entrada Franca
    Onde: Biblioteca da Floresta Marina Silva (Via Parque da Maternidade, s/nº - Centro), Rio Branco
     
    Exposição sobre Chico Mendes
    chico_foto_gleilson-miranda_07.jpg

    A exposição Chico Mendes: O Homem da Floresta, continua na Biblioteca da Floresta Marina Silva. Os três andares do prédio foram  preparados para abrigar painéis, instalações e caracterização de lugares e do cotidiano dos povos da floresta.

    Quando: Segunda a sexta-feira, de 8 às 21 horas; Sábado, de 14 às 20 horas; Domingos e feriados, de 16 às 20 horas
    Quanto: Entrada franca
    Onde: Biblioteca da Floresta Marina Silva (Via Parque da Maternidade, s/nº - Centro), Rio Branco

     

    Parque da Maternidade
    parque_da_maternidade.jpgInaugurado em 28 de setembro de 2002, é a obra de maior expressão na cidade de Rio Branco com uma extensão de 6.000m, corta grande parte da cidade. Possui pista de rolamento para carros, ciclovias e calçamento para pedestres, playground, pista de skate, quadras de esportes, anfiteatro, praças, restaurantes e lanchonetes. É um lugar de descontração para um bom papo, lazer e estruturado para a prática de esportes.
    Onde: Rio Branco

    São José

    José é um personagem célebre do Novo Testamento bíblico, marido da mãe de Jesus Cristo. Segundo a tradição cristã, nasceu em Belém da Judéia, no século I a.C., era pertencente à tribo de Judá e descendente do rei Davi de Israel. No catolicismo, ele é considerado um santo e chamado de São José.

    Segundo a tradição, José foi designado por Deus para se casar com a jovem Maria, mãe de Jesus, que era uma das consagradas do Templo de Jerusalém, e passou a morar com ela e sua família em Nazaré, uma localidade da Galiléia. Segundo a Bíblia, era carpinteiro de profissão, ofício que teria ensinado seu filho.

    O Evangelho de Lucas atesta que o imperador Augusto ordenou um recenseamento em todo o Império Romano, que na época incluía toda a região, e a jovem Maria e seu esposo José se dirigiram a Belém, por ambos serem da Tribo de Judá e descendentes de Davi. Nessa época, reinava na Judéia Herodes, o Grande, monarca manipulado pelos romanos, célebre pela crueldade.

    O texto do Evangelho deixa claro que José era o pai legal e certo de Jesus, pelo que (Mateus 1) é através de José que é referida a ascendência de Jesus até Davi e Abraão, embora o texto deixe inequívoco que ele não foi o pai biológico de Jesus. José quando encontrou Maria grávida "sem antes terem coabitado", "sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente", quando na época a lei bíblica vigente (Deuteronômio 22) prescrevia a lapidação (morte por pedradas) das adúlteras. Eis que, então, enquanto José dormia, apareceu-lhe, em sonho, um anjo que pede-lhe que não tema em receber Maria como sua esposa, "pois o que nela foi gerado é do Espírito Santo", passagem normalmente interpretada pelos cristãos como uma concepção sem necessidade de uma participação masculina e, desde que se a suponha também virgem, de uma concepção virginal (já por tradições judaicas, Jesus é referido como "mamzer", algo como bastardo). De qualquer forma, portanto, o Evangelho não deixa dúvidas de que não é "pela carne" que Jesus herda os títulos messiânicos de "filho de Davi" e "filho de Abraão" com o que Mateus abre o Novo Testamento.

    "O sonho de José", (1765-70) José Luzán. Óleo em madeira, 134 x 53 cm. Museu de Belas Artes de Zaragoza, Espanha.

    O texto evangélico também é insistente —ao apresentar a genealogia de José e citar uma linha patrilinear que inclui os reis de Judá e vai até Davi e Abraão— em ressaltar terríveis impurezas morais na ancestralidade de José, o marido de Maria a mãe de Jesus. Entre tantos homens, somente quatro mulheres, além de Maria, são citadas por Mateus nessa lista genealógica: Tamar, Raabe, Rute e a mulher de Urias (Betsabé), respectivamente: uma incestuosa, uma prostituta, uma estrangeira (era proibido aos israelitas casarem-se com estrangeiras) e a que foi tomada como esposa pelo rei Davi, que para obter isso encomendou a morte de seu marido, Urias, significando aqui o assassinato e o adultério.

    Nessa época, Maria, sua esposa deu à luz Jesus numa manjedoura, pois não encontraram outro local para se hospedarem em Belém. Devido a tirania do rei Herodes e de sua fúria em querer matar o menino Jesus por ter ouvido que havia em Belém nascido o Cristo (o Messias), a Biblia, no Evangelho de Mateus, refere que Deus, igualmente em sonho, orientou seu esposo José para que fugissem para o Egito. Assim, apenas nascido, Jesus já era um exilado, juntamente com José e Maria seus pais.

    Imagem de São José no jardim do Colégio Sévigné.

    Posteriormente, tendo Herodes morrido, um anjo de Deus, igualmente em sonho, aparece a José e orienta-o para que regressem à terra de Israel "porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino". Ao regressar, tendo ouvido que Arquelau (Herodes Arquelau) reinava na Judéia no lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá e, por mais uma vez, em sonho, tendo sido prevenido por divina advertência, retirou-se para a região da Galiléia, voltando a família a residir em Nazaré.

    O lugar que José ocupa no Novo Testamento é discreto: está totalmente em função de Cristo e não por si mesmo. José é um homem silencioso, e pouco aparece na Bíblia. Não se sabe a data aproximada de sua morte, mas ela é presumida como anterior ao início da vida pública de Jesus. Quando este tinha doze anos, de acordo com o Evangelho de Lucas (cap. 2), José ainda era vivo, sendo que em todos os anos a família ia anualmente a Jerusalém para a festa da Páscoa. Na Páscoa desse ano, "o menino Jesus permaneceu em Jerusalém sem que seus pais soubessem", os quais "passaram a procurá-lo entre os parentes e os conhecidos" e, por fim, o reencontraram no Templo da Cidade Santa "assentado entre os mestres, ouvindo-os e interrogando-os, os quais se admiravam de sua inteligência e de suas respostas". "Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados" e Maria, sua mãe, diz-lhe: "Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura", sendo essa sua última referência a José estando vivo.

    São José é um dos santos mais populares da Igreja Católica, tendo sido proclamado "protetor da Igreja católica romana"; por seu ofício, "padroeiro dos trabalhadores" e, pela fidelidade a sua esposa, como "padroeiro das famílias", sendo também padroeiro de muitas igrejas e lugares do mundo.

     



    Escrito por Francisco às 08h55
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      OFICINAS CULTURAIS DO ESTADO DE SP
      Katya Teixeira
      Mona Gadelha
      SESC-RJ
      ERASMO CARLOS-O TREMENDÃO
      Portal Aol Music
      GILBERTO GIL
      PORTA DO SOL
      MARCELO ROVERSO-TRAMA VIRTUAL
      BOCA A BOCA
      Cultura-SP
      DASPU
      DORMI DE RIMEL
      RANI BABY
      MODELS
      GRAMMY
      VANITY FAIR
      GLOBOSAT/GNT
      BEYONCÉ KNOWLES
      TEATRO DA VERTIGEM
      REVISTA V
      SESC SP
      FNAC
      JANET JACKSON
      JANET
      VAVA MAIA
      Revista Boa Forma
      Repatriamento Taiguara
      Hair Brasil
      Vagalume
      MARINA LIMA 1
      MARINA LIMA 2
      FORUM
      CULTURA FM
      Radio Cultura AM
      RADIO USP
      LETRAS EM CENA
      TATUI
      TEIA CULTURAL
      BEN HARPER
      Vanessa Morelli
      TOM JAZZ
      Italiano di Cultura San Paolo
      O CAMINHO DO CORAÇÃO
      AMIGO DO CORAÇÂO
      Nishok
      ALL TV
      CAMINHO DO SOL
      Cultura-Votorantim
      Sorocaba
      Festival de Curitiba
      Musica-Festivais
      Rio Preto-Teatro
      Caros Amigos de Santos
      Cultura-MG
      Inverno-Ouro Preto-MG
      Inverno-Del Rey-MG
      Estrada real-MG
      ANA MIRANDA
      CAROS AMIGOS
      ZIZI POSSI
      BRAVO
      BAIXO AUGUSTA/CIA SATELITE
      Viola Tropeira
      Viola caipira
      Paulo Freire-viola
      Delta Blues-Campinas
      Barril da Mafia
      Mundo Pequeno
      Cinemark
      Youtube
      KID ABELHA
      LUIZA POSSI
      Suzana Alves
      Roberto Carlos
      MERCADO CULTURAL
      cultura judaica
      Grande Sertão
      BIBLIOTECA NACIONAL
      TAI CHI
      PROTESTO NU
      NOVA ESCOLA
      CHICO BUARQUE
      VINICIUS DE MORAES
      REVISTA BIZZ
      NOVA DANÇA
      O DISCO SOLAR-ANA VITÓRIA
      MUTANTES
      GUIA SP
      CIB(COMUN.ITALIANA DO BRASIL)
      ALEXANDRE HERCHCOVITCH
      DOUTORES DA ALEGRIA
      FSFS
      SPFW-FASHION
      Lance
      O GLOBO
      JORNAL DO BRASIL
      TEATRO DO OPRIMIDO
      SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA-RIO
      SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA-RJ
      GUIA CULTURAL-RJ
      TREM FANTASMA
      HISTÓRIA VIVA
      JAZZ SINFÔNICA
      RITA RIBEIRO
      AUDITÓRIO IBIRAPUERA
      VILLAGIO CAFÉ
      ROPAHRARA
      MEMORIAL CORINTHIANS
      VIVARA
      VEJA SP
      VEJA
      RONNIE VON
      CULTURA-GRUPO VOTORANTIM
      QUARTEIRÂO PAULISTA
      REVISTA CULT
      ZÉ RODRIX
      Yoga
      JOVEM GUARDA
      ENTRELINHAS
      ARNALDO ANTUNES
      CASA DO SABER
      REVISTA NOVA
      CASA DE CINEMA DE PORTO ALEGRE
      CHICO BUARQUE
      LUIZA PANNUNZIO
      TV CRONOPIOS
      GUIA DA SEMANA
      OBA OBA
      M ROVERSO
      RIO VERDE FM
      ALEM DO APLAUSO
      SOLAR DE BOTOFOGO
      CIENCIA E SAUDE
      ZIRIGIDUM
      REVISTA GALERIA VIP
      ROLLING STONE BRASIL
      REVISTA PIAUÍ
      CINEMA MUNDO-ITU/SP
      UM REFRÃO...
      NOVA BRASIL FM
      SUPER NOTICIA(MG)
      CAMPEÕES DE FUTEBOL
      PRAVDA
      OS PARALAMAS DO SUCESSO
      Diana Krall
      RADAR CULTURAL-TV CULTURA
      VITRINE
      METRÓPOLIS
      Mario Bortolotto
      Fernanda D"umbra
      Cemiterio de Automoveis
      FABRICA DE ANIMAIS
      ORGONE-SANTOS(SP)
      SONINHA FRANCINE
      BLOG-Tulaunia
      OS ARMENIOS
      PAGINA DOIS
      BLOG-O CADERNO DO CLURACÃO
      BLOG-DESABAFO DE MULHER
      BLOG-MÚSICA DA BOA
      BLOG-SIMULADOR
      BLOG-TENERIFE NA INTERNET
      JOSÉ WILKER
      BLOG-AO RELENTO
      Tania Bicalho-JF/MG
      Joyce
      BLOG DA ANNA CECILIA
      CENTRO CULTURAL QUILOMBINHO-SOROCABA-SP
      TUKA VILLA LOBOS
      TUKA VILLA LOBOS-YOUTUBE
      CENTRO VIRTUAL DE PERCUSSÃO
      MUSIC PASSPORT
      ANGELINA JOLIE
      ANGELINA JOLIE-DIÁRIO
      SEDES
      LAURA PAUSINI
      FOTO DANÇA
      IG MODA
      TIMÃO WEB
      CORINTIMÃO
      SOS CULTURA
      BLOG DA ZIZI POSSI
      TORERO
      JUCA KFOURI
      LPM Editores
      OBSERVATÓRIO-DIREITO A COMUNICAÇÃO
      ARTEIRAS SOROCABANAS
      LETICIA BARRETO-ARTISTA PLASTICA
      VESTIDO FLORIDO
      BLUES
      CULTURA EM MOVIMENTO
      Jarbas
      Fernanda Sophia
      PORTA DO SOL
      ANA PAULA DE OLIVEIRA
      XÊNIA
      GUIA DA FOLHA ONLINE
      Jorge Amado
      Fundação Casa de Rui barbosa
      Machado de Assis
      DANI
      HELENA JORGE
      JORNAL PERISCÒPIO-ITU/SP
      Cuminique-se-Zaparolli
      Viver Melhor-Zaparolli
      Gestores do Futuro-A/C-Zaparolli
      PORTA CURTAS-CURTAS METRAGEM
      ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS
      Editora Brasiliense
      Sebo do Messias
      CPFL CULTURA
      DOMINIO PUBLICO
      Marina Elali
      Zé Renato
      São Paulo Companhia de Dança
      Cultura Ilha Bela
      JJ Jackson
      Blues For Fun
      Bee Scott
      BEE SCOTT SINGER
      Ass,Produtores Teatrais Independentes
      Cooperativa de Musica
      Jornal do Cambuci e Aclimação
      Ano da França no Brasil
      Dança Brasil
      CCPC
      Cia.artes e Oficios
      Museu da Cidade
      Projeto Vitrine Cultural
      Instituto Cervantes
      TEATRO PARA ALGUÉM
      Cidade Democratica
      2001 video
      Festival da Cantareira
      Ana Puk
      Cultura em Toda Parte
      Festival de artes de Itu
      Poesia Alternativa
      PUBLI FOLHA
      Espaço Cultural Pés no Chaõ-Ilha Bela/SP
      Authos Pagano
      Casarão do Belvedore
      Reforma Ortografica-FMU
      Jazz nos Fundos
      Claudia Leite
      Sundance Channel
      Retiro dos Artistas
      Praça Victor Civita
      Grazie a Dio
      Studio Sp
      Museu da Pessoa
      Estudio Nave
      Casa de MaiTê
      Rede Amigos da Cultura
      Festival latino de Cinema
      Isis Cabelos
      Território Eldorado
      GPACI
      Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento
      Esporte e Educação
      Instituto Criar
      CAL-RJ
      Iluminattis-Sorocaba-SP
      Palas Athena
      World Naked Bike
      Museu da Pessoa
      Nasi
      Livraria da Folha
      Tempo de Brincar
      Paul-Aulas de Baixo e Violão
      Sim Poesia
      Cora Coralina
      Sattva
      Ze Renato
      Luiz Tait
      Good Time Blues
      Radio Fenix-Argentina
      Eu Faço Cultura
      Cultura Rio Branco/AC
      ACRE SA -MIRLA MIRANDA
      Festival Varadouro-AC
      Fora do Eixo
      Coletivo Catraia
      Abrafin
      Berlim
      Oscar
      Miami Film Festival
      Tudo Verdade
      Academis Br.Cinema
      Cannes
      Jangada Festival
      Cinesul
      Jazz e Blues
      Sebo do Messias
      Sebo-traça
      Sebo do Bau
      Sebo 264
      Estante Virtual
      Bazar das palavras
      Nerve
      Leoni
      Dra Oyama
      Revista Blues jazz
      Ropahara
      Cine Clube Aquiry-Rio Branco/AC
      Luiz Algarra
      Rio Branco FC- Acre
      Midias Digitais
      Mostra Direitos Humanos de Cinema
      Biblioteca da Floresta
      Agencia de Noticias do Acre
      Jornal Diario da Amazonia
      Jocely Abreu-AC
      Familia Juramidam
      Centro Arte Quilombinho
      Talita Oliveira -Fotografa
      SESC ACRE
      Aborda Brasil
      Vivarte ACRE-AC
      Diversidade Cultural
      Jonalista Altino Acre
      Luiz Gonzaga
      Natura About us
      Poeta Armando Acre
      ANCINE
      Roberta Sá
      B_arco
      Pagina do Cinema
      Barquinha DONA CHICA
      Oficina de Modelos Rio Branco AC
      Heloisa Buarque de Hollanda
      Espaço Cultural Paraty
      Sheila Melo Blog
      Juiza de Futebol Ana Paula Oliveira
      Rede Brasil de Promotores Culturais
      rede cultural mercosul
      REde Cultural latino Americana
      Revista Raiz
      Buddy Guy
      Santos/SP-Premio Plinio marcos
      Mix Brasil
      Sociedade Brasileira do Blues
      clarahaverbuck
      Fabio Brum
      Paula Toller
      Diogo Nogueira
      nubia
      ciyman
      Werinton Kermes
      Oficina da Semente
      Senadora Marina Silva
      Movimento Marina Silva
      Concultura Acre
      Musica Acre
      Cultura e Pensamento
      Cultura e Mercado-Leonardo Brant
      Radio Aldeia FM-Acre
      Mostra Tiradentes
      Tudo Verdade
      Fundação Garibaldo Brasil-blog
      BEIJO DE LINGUA
      Beth News-Acre
      Ana Paula Junqueira
      Contilnet-Acre
      Hair Brasil
      SP ESCOLA DE TEATRO
      Zaparolli-Bom dia Marilia
      Clara Averbuck
      FETAC-FEDERAÇÃO DE TEATRO DO ACRE
      Vivarte-acre
      O MERGULHO
      Tantra
      Kat Music-Acre
      Ataulfo Alves
      Elisabetta Canallis
      Sites de Blues
      Blues Time records
      PESSOA
      Secretaria PT
      Usina Acre
      Prof.Marcos Afonso
      Nena
      A MESMA FOME
      Stella Florence
      Comida di Buteco
      Pamela
      Boate K
      Neferditti
      Anna Span
      Danças Circulares com Betty Gervitz
      Mohamed El Sayed
      Mulamanca
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      Afinal o querem as mulheres?
      Nu luxe
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      CINE CLUBISTA-SP
      CASA TAIGUARA DE CULTURA
      SOCIEDADE EM FOCO/CULTURA EM FOCO-TV DIOCESE-ACRE
      AMANHECEU-AO REDOR DA FOGUEIRA
      Produtora de Filmes X-Plastic
      TRAVESTIS INDEPENDENTES
      SPHONESTA